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Artigo N.º 13872 - Sacerdotes: é possível viver sem sexo?
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Postado em: 27/10/15 às 12:43:32 por: James
Categoria: Artigos
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Uma reflexão interessante que inclui a opinião de um ex-ministro protestante casado que foi dispensado do celibato para ser ordenado na Igreja Católica

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Nota Espacojames: Imagine o padre ter que largar a missa para levar o filho ao hospital? Imagine o padre ter que deixar de confessar alguém para levar o filho à escola? Imagine o padre ter que deixar de atender um enfermo para participar de uma reunião de pais? Alem do mais, poucos padres ficam fixo em um determinado lugar, eles sempre estão viajando para outras regiões, muitos inclusive abandonam tudo para viverem no meio da floresta amazônica catequizando os índios, se esses padres fossem casados, como ficaria a situação da escola dos filhos, com certeza não poderiam ir. Outra questão ocorre quando um padre morre e os filhos entram na justiça para ficar com tudo que ele adquiriu ao longo da vida, sabemos que eles não possuem muitos bens, e os que ficam normalmente são da igreja católica. Ainda tem os problemas conjugais como, por exemplo: infidelidade, brigas no casamento, filho rebelde, dinheiro que acabou... (coitado da coleta das ofertas e do dizimo), como o padre celebraria a missa completamente atordoado? Jesus já sabia do tamanho do problema e disse:

Lucas 9, 51 diz:

59. A outro disse: "Siga-me". Mas o homem respondeu: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai".
60.Jesus lhe disse: "Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus".
61. Ainda outro disse: "Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e me despedir da minha família".
62.Jesus respondeu: "Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus".

Alem de tudo isso, o sacerdócio é dom de Deus, assim como o matrimônio! A uns é dado o dom para o casamento, a outros é dado o dom para o sacerdócio... E se alguém perguntar: Mas os pastores são casados e vivem bem! Ai vem a pergunta: Quem disse que eles estão certos? Sabemos que a Igreja Protestante saiu da igreja católica justamente porque não aceita normas,  muitas até faz mais a vontade dos  homens do que a vontade de Deus. Sabemos que o casamento homossexual vem das igrejas evangélicas, assim como a teoria da prosperidade e outras abominações que distorcem o verdadeiro evangelho.

Não temos entendimento suficiente para compreender os projetos de Deus, cabe a nos apenas em fazer a sua vontade. ”Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus"


Leia tambem: Artigo N.º 12971 - Grupo luta para que padres possam casar sem abandonar a batina

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A Igreja pede aos sacerdotes que, para dedicar-se totalmente ao seu ministério, renunciem a ter uma esposa, uma família e, por conseguinte, renunciem ao sexo, e isso se chama celibato. Algumas pessoas duvidam de que isso seja possível e, ao ver as falhas de alguns padres, denunciama suposta “hipocrisia” da Igreja.

Mas alguns podem se perguntar: é realmente possível que os padres nunca façam sexo, a vida inteira?

O celibato não é a arte de não amar ninguém; é a arte de amar todos sem possuir ninguém”, explica à Aleteia Ignasi Navarri, sacerdote responsável pelo seminário da diocese espanhola de Urgel. “É possível, sim, e muitos padres viveram e vivem com fidelidade este ideal”, completa.

Nós, celibatários, fomos chamados pelo Senhor Jesus a dar ao mundo uma visão que ultrapassa o aspecto puramente fisiológico, ajudar a sociedade a re-compreender aquela opção dos que vivem na carne e que venderam a ideia de que não é possível viver sem uma parceira, ou que todos, absolutamente todos os seres humanos, estão chamados a procriar”, acrescenta o Pe. Juan Ávila.

Para ele, “o celibato é um estado de permanente companhia no Senhor, de alegria e plenitude da existência, um chamado de Deus, que dá todas as forças do mundo para trabalhar por uma causa que supera nós mesmos e que é maior que a própria existência”.

Navarri afirma que “a Igreja não é hipócrita, nem quando pede o celibato, nem quando pede a castidade, nem quando pede que vivamos na verdade. A Igreja pede objetivos máximos”.

No entanto, na vida de cada dia, como os padres conseguem viver estes objetivos? “É importante ter a experiência de Jesus no coração, pois só nele se entende este estado de vida, só nele deixamos de ser presa volúvel das paixões desordenadas, da angústia da solidão”, responde Ávila.

“Um celibatário verdadeiro nunca é uma pessoa em solidão, pois conhece perfeitamente quem é o seu Senhor, sua companhia, aquele a quem entregou sua vida e com quem planta uma nova semente para a construção do reino dos céus entre os homens”, continua.

O celibato nunca é um estado de abandono, de falta de oportunidade, de assexualidade, de indiferença diante do outro, de descompromisso com os outros, de incapacidade de entrega; muito pelo contrário: nele nos fazemos ‘tudo com todos para ganhar todos para Cristo’”, acrescenta.

O sacerdote Dwight Longenecker, ex-ministro protestante casado dispensado do celibato para ser ordenado na Igreja Católica, reconhece que o celibato também é um desafio: “Existem muitas pressões contra o celibato em nossa sociedade altamente sexualizada”, constata.

“O acesso e a aceitação do ‘sexo livre’ faz que o celibato pareça muito estranho neste contexto – explica. Além disso, com a diminuição das vocações sacerdotais, mais sacerdotes vivem o peso crescente da solidão. E, com a expectativa de vida aumentando, a perspectiva de um voto de celibato pelo resto da vida se torna uma dificuldade maior ainda.”

Navarri afirma que, para viver o celibato, é preciso “viver com intensidade, com alegria e paixão a própria vocação, manter a vida de oração e a direção espiritual, além de saber abnegar-se”, e recorda que “também os pais e mães de família são chamados a viver a castidade matrimonial”.


Fonte: www.aleteia.org





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