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Artigo N.º 1931 - CATÁSTROFE MORAL (parte 1)
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Postado em: 11/07/09 às 10:44:34 por: James
Categoria: Artigos
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As trincheiras da primeira guerra Mundial dizimaram a mocidade européia. Ao mesmo tempo, a
influência avassaladora da Way of – life americana, isto é, o modo de vida adotado nos Estados Unidos
consagrada pela vitória militar dos aliados e tomada especialmente em seus aspectos hollywoodianos, a
saber, inspirados nos estilos difundidos pelos filmes de Hollywood, operava uma espécie de Revolução
Cultural, abalando a civilização tradicional do Velho Mundo.

As promessas no início do século foram afogadas em um banho de sangue, e simultaneamente –
perdoem os leitores a trivialidade da expressão – em um “banho de coca-cola”, ou seja, na força
dissolvente dos novos costumes (1).
Estudiosos afirmam que a Primeira Guerra Mundial que começou em 1914, introduziu uma era de
decadência moral sem precedentes. No seu livro The Generation of 1914 (A Geração de 1914), o ilustre
professor de história Robert Wohl escreveu: “os que sobreviveram à guerra jamais poderiam desfazer-se
da idéia de que um mundo acabara e outro começara em agosto de 1914”.
No fim dos anos 20, surgem nessa época os primeiros sintomas do fenômeno “geração nova”,
também conhecido em alguns ambientes como “geração coca-cola”. Notam-se, no tipo humano que vinha
desapontando, certas fragilidades, os quais provocam estranheza nas gerações anteriores.
Aqui começa o processo à restrição moral e os velhos costumes começam a serem rejeitados
dentro do contexto liberal, que serão substituídos pelo conceito “vale-tudo”, nada de autocensura. O
historiador Frederck Lewis Allen comenta: Os dez anos que se seguiram à guerra podem ser bem
chamados de década das Más Maneiras... com a velha ordem de coisas deixaram de existir valores que
davam riqueza e significado à vida, e não foi fácil encontrar valores substitutos”.
A Grande Depressão, que afetou o mundo todo na década de 30, lançou as pessoas na extrema
miséria, fazendo com que levassem as coisas mais a sério. No fim dessa década, porém, o mundo entrou
numa guerra ainda mais devastadora – a Segunda Guerra Mundial. Não demorou muito para que as
nações começassem a fabricar temíveis armas de destruição. Assim, o mundo saiu bruscamente da
Depressão, mas mergulhou em sofrimento e horror além da imaginação humana. Quando a guerra acabou,
centenas de cidades estavam em ruínas; duas no Japão, Nagasaki e Hiroshima, foram arrasadas, cada uma
delas por uma única bomba atômica. Milhões de pessoas morreram em horríveis campos de concentração.
Ao todo, o conflito tirou a vida de cerca de 60 milhões de homens, mulheres e crianças. 6 milhões de
judeus e quase outro tanto de “indesejáveis”, religiosos, ciganos, homossexuais, esquerdistas, eslavos,
foram sistematicamente trucidados.
Durante as condições horríveis da Segunda Guerra Mundial, em vez de aderirem aos antigos
padrões tradicionais de decência, as pessoas adotaram os seus próprios códigos de comportamento. O
livro Love, Sex and War – Changing Values, 1939-45 (Amor, Sexo e Guerra – Mudança de Valores,
1939-45) observou: “Parecia que as restrições sexuais haviam ficado suspensas durante a guerra, e a
licenciosidade típica dos campos de batalha estava entrando nos lares... A urgência e a agitação da época
de guerra logo corromperam as restrições morais, tornando a vida fora dos campos de batalha tão
insignificante e curta como a vida dentro deles”.
Após a Segunda Guerra Mundial, foram publicados estudos sobre o comportamento sexual
humano. Um desses estudos, realizados nos Estados Unidos nos anos 40, foi o ‘Relatório’ do zoólogo e
pesquisador americano em sexualidade Dr. Alfredo Charles Kinsey (1894-1956), com mais de 800
páginas, mais conhecido como ‘Relatório Kinsey”. O resultado foi que muitas pessoas começaram a falar
abertamente sobre sexo, o que antes era um assunto tabu. Embora as estatísticas apresentadas nesse
relatório a respeito de pessoas que se envolviam em homossexualismo e em outros comportamentos
sexuais pervertidos fossem mais tarde encaradas como exageradas, o estudo expôs o repentino declínio
moral após a guerra.
Nos anos 50, ocorre a grande revolução do lazer e do cotidiano, provocado pelo movimento sexo,
drogas e rock-and roll, a beat-generation, seus anexos e conexos. Como explica o egrégio professor
Plínio Corrêa de Oliveira, surgiu então “um feito de espírito que se caracteriza pela espontaneidade das
2
reações primárias, sem o controle da inteligência nem a participação efetiva da vontade; pelo predomínio
da fantasia e das ‘vivências sobre a análise metódica da realidade”.
Na década de 60, o movimento hippies libera geral a depravação junto com a galera de
Woodstock. Woodstock parecia um acampamento de refugiados das Nações Unidas, onde em vez de
comida, trocavam-se maconha e cogumelos alucinógenos por alguns dólares. Preservativos usados
boiavam nas poças de água, ao lado de sapatos velhos. Em maio de 1968 estoura a revolução estudantil da
Sorbonne. Com o dístico “é proibido proibir”.
Por algum tempo, foi feito um esforço para preservar uma aparência de decência. Por exemplo,
matéria imoral era censurada no rádio, no cinema e na televisão. Mas isso não durou muito. William
Bennett, ex-secretário da Educação, dos EUA, explicou: “Nos anos 60, porém, a América iniciou uma
queda vertiginosa e incessante para o que pode ser chamado de descivilização.” E isso se refletiu em
muitos outros países. Por que o declínio moral se intensificou nos anos 60?
Foi nessa década que ocorreram quase simultaneamente o movimento de libertação das mulheres e
a revolução sexual com a sua chamada nova moralidade. Também foram desenvolvidas eficientes pílulas
anticoncepcionais. Quando deixou de haver receio de concepção nas relações sexuais, o “amor livre” ou
as “relações sexuais sem compromisso de ambas as partes” tornaram-se comuns.
Ao mesmo tempo, os códigos de moral da imprensa dos filmes e da televisão afrouxaram. Mais
tarde, Zbigniew Brzezinski, ex-chefe do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, disse o seguinte
sobre os valores apresentados na TV: “Eles exaltam claramente a auto-gratificação, fazem com que a
violência intensa e a brutalidade parecem normais e incentivam a promiscuidade sexual”.
Já nos anos 70, os videocassetes tornaram-se populares. Na privacidade de seus lares, as pessoas
podiam ver agora matéria imoral sexualmente explícita, que nunca assistiram em público numa sala de
cinema por medo de serem vistas. Em tempos mais recentes, a internet tornou possível que em todo o
mundo, qualquer pessoa com um computador tenha acesso à espécie mais repugnante de pornografia.
Joseph Gasper, professor de sociologia da Universidade Johns Hopkins, diz que “a cultura
americana relaciona violência e masculinidade. Isto está numa infinidade de filmes, videogames e séries
de TV. E se está na produção cultural é porque se encontra na sociedade”.


www.cleofas.com.br



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