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Artigo N.º 1935 - O SOFRIMENTO (parte 2)
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Visto: 1931
Postado em: 11/07/09 às 11:13:20 por: James
Categoria: Artigos
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A PERMISSÃO DO SOFRIMENTO

Diante do sofrimento e da dor, muita gente pergunta “por quê isso acontece comigo?” “Por quê eu
tenho que sofrer?”. “Por quê Deus não me livrou dessa desgraça, da miséria e da tormenta?” “Por quê os
bons sofrem tanto e os maus não?”.
É normal a nossa revolta e indignação no confronto com os problemas e as dificuldades. O bom
Deus não leva em conta a nossa raiva diante das adversidades.

Como José do Egito, nós não entendemos o mal que está acontecendo em nosso redor – em parte
sim, em parte não – mas, com o passar do tempo, as coisas vão se revelando e nós começamos entender o
porquê do fato ter acontecido (Gênesis 50,18-21). É claro! Nem tudo podemos entender os mistérios desta
vida. Aguardemos a eternidade.
O ilustre rabino Henry Sobel disse: “A fé não é a ausência da dúvida. Eu como rabino tenho
muitos problemas com Deus, como Deus deve também ter problemas comigo. Mas nem por isso desisto.
Faço da minha dúvida a vontade de conhecer melhor”. O rabino diz que, quando perdeu a mãe,
questionou a justiça de Deus: “Por quê?”. Depois, entendeu que a pergunta não era “por quê?”, mas “para
que?”
“Aprendi que a dor deve servir a uma finalidade maior. Existe uma missão na vida, e essa missão
é enriquecida pela dor”. Afirma Sobel: “A fé é a coragem de continuar”.
Ás vezes quando uma pessoa pergunta “por que?”, ela não está somente em busca de respostas,
mas também de consolo, pois talvez tenha sofrido uma grande perda. A Sagrada Escritura fornece esse
consolo? Considere três importantes verdades bíblicas relacionadas a esse assunto.
Primeiro: não é errado perguntar por que Deus permite o sofrimento. Alguns têm receio de
fazer uma pergunta dessas porque acham que isso significa falta de fé em Deus ou falta de respeito por
ele. Isso não é verdade. Se você faz essa pergunta com sinceridade, não é o único. O santo profeta
Habacuque perguntou a Deus: “Por que me fazes ver tanta maldade? Por que toleras a injustiça? Estou
cercado de destruição e violência; há brigas e lutas por toda parte.” (Habacuque 1,3- Bíblia na Linguagem
de Hoje). Deus não repreendeu Habacuque por ter dito essas palavras. Em vez disso, fez com que as
perguntas desse homem fiel fossem registradas para que todos nós as lêssemos. (Romanos 15,4).
Segundo: é importante saber que Deus sente compaixão quando você passa por uma
situação difícil. Ele não é indiferente e misterioso; ele “ama a justiça” e detesta a maldade e o sofrimento
que essa causa. (Salmo 37,28; Provérbios 6,16-19). Nos dias de Noé, Deus sentiu-se “magoado no
coração” porque a violência se espalhava pela Terra (Gênesis 6,5,6). Deus não mudou; seus sentimentos
em relação ao que acontece atualmente são os mesmos. (Malaquias 3,6). Os homens mudam e não
deveriam mudar para pior.
Terceiro: Deus não é a causa do sofrimento. A Sagrada Escritura deixa muito claro isso. Devido
a desobediência do primeiro casal no Jardim do Édem, surgiu os desabores da vida (Gênesis 3,1-24).
Aqueles que atribuem ao Senhor Deus a culpa por coisas catastróficas e a maldade no mundo estão
difamando o Criador, ou seja, blasfemando Aquele que é o “Sumo Bem”. “Todas as obras de Deus
procedem de sua bondade para felicidade dos bem-aventurados”, afirma Santo Tomás de Aquino.
Escreve Jó: “Escutai-me, homens sensatos. Longe de Deus o mal, e do Todo Poderoso, a
iniqüidade!” Corrobora com este pensamento São Tiago: “Ninguém, ao ser tentado, deve dizer: “É Deus
que me está tentando”, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. Antes, cada qual é
tentado péla própria concupiscência, que o arrasta e seduz. Meus amados irmãos, não vos enganeis: todo
dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto e desce do Pai das Luzes, no qual não há nenhuma
mudança nem sombra de variação” (Tiago 1.13-17).
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Quando você estiver passando pelo sofrimento e terríveis provações, tenha certeza que o bom
Deus não é a causa de tais tentações.
Porém, tenhamos ciência que Deus permite tais provações para elevar a alma ao patamar da
maturidade espiritual.
“E nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam, daqueles que são
chamados segundo o seu desígnio” (Romanos 8,28).
CONCLUSÃO
Ninguém está livre dos sofrimentos e das incompatibilidades da vida. Surpresas incômodas e
indesejadas sempre irão acontecer. Ninguém pede os tsunamis e os katrinas e as tribulações, mas,
infelizmente, eles chegam sem a nossa vontade.
“Precisamos aprender a confrontar realidades desagradáveis e entender que o mundo é
imperfeito”, diz o mega investidor George Soros.
As vitórias pedem esforço dobrado, suor e sangue, persistência, atitude aguerrida, motivação
incessante e centralidade no alvo.
Valentia, coragem e inteligência são atributos dos heróis.
Nesta vida há necessidade de algo a mais para vencer os titãs do sofrimento.
Disse o pai da psicanálise Sigmund Freud: “Somos feitos de carne, mas temos que viver como se
fôssemos de ferro”.
O ex-ateu, renomado escritor cristão, o irlandês Clive Staples Lewis, escreveu que: “o sofrimento
oferece uma oportunidade para o heroísmo” e acrescenta que “essa oportunidade é aceita com
surpreendente freqüência”.
Este autor do sucesso mundial ‘As Crônicas de Nárnia’, explica que “o problema de conciliar o
sofrimento humano com a existência de um Deus só é insolúvel enquanto associamos um significado
trivial à palavra ‘amor’ e considerarmos as coisas como se o homem fosse o centro delas”.
Os que sofrem como verdadeiros cristãos têm consciência que o padecimento tem como objetivo
purgar as imperfeições e aumentar a fé, o estado de graça e acender a chama ardente da comunhão com o
bondoso Deus.
“Penso, com efeito, que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que
deverá revelar-se em nós” (Romanos 8,18).


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