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Postado em: 04/10/10 às 21:40:10 por: James
Categoria: Artigos
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08/12/2007

Que o Senhor nos livre de engano tão insidioso







É curioso como, freqüentemente, a Igreja, defendendo a verdade que recebeu de seu Senhor, se vê na contingência de desmascarar heresias absolutamente contraditórias. Por exemplo: no século quarto, ela teve que desmascarar o pelagianismo, que afirmava que o homem podia, sem o influxo da graça de Deus, levar uma vida moralmente boa.

Tudo dependia da vontade do homem em fazer o bem e evitar o mal. Desta forma, o pecado original não havia corrompido a nossa natureza, e seríamos, por nós mesmos, capaz de angariar a nossa salvação.

 A Igreja ensinava que, ao contrário, o pecado original corrompera a natureza humana que, doravante, se via impossibilitada de alcançar, por si só, a Deus.

 Séculos mais tarde, os reformadores protestantes viriam a defender doutrina radicalmente oposta, mas igualmente errada. Para eles, o homem, em Adão, foi totalmente corrompido, vendo-se incapaz de qualquer bem. O homem não podia optar entre o bem e o mal, estando, inexoravelmente, fadado a este.

Novamente em defesa da verdade, a Igreja reafirmou o seu multi-secular ensinamento de que a natureza humana foi, em Adão, enfraquecida e se inclinou para o mal, muito embora o homem fosse capaz, ainda, de escolher entre este e o bem.

 Este padrão repete-se por toda a história da Igreja. Uns hereges afirmavam que Cristo era somente Deus, nada tendo de humano; outros, que Cristo era, apenas, homem, nada tendo de divino. Uns afirmavam que as realidades materiais são ilusórias e que apenas as espirituais são boas; outros, que as espirituais são ilusórias, e apenas as materiais é que devem ser levadas em consideração.

 Todos errados. E, no meio deste verdadeiro oceano de erros, a Igreja de Pedro, inabalável como o seu primeiro Papa, manteve acesa a chama da verdade, que, vindo ao mundo, a todo homem ilumina.

 

Do “somente a fé” para o “somente as obras”.

 

Um dia, Lutero, apoiando-se em alguns “proto-reformadores”, afirmou que somente a fé é que poderia salvar o homem. Para a infelicidade geral do gênero humano, esta teoria ganhou adeptos e espalhou-se por todos os cantos do globo, arrastando, consigo, uma imensa multidão de almas. Trata-se, como já deve saber o leitor, do famoso sola fide (”somente a fé”).

 A Igreja, então, viu-se na contingência de, mais uma vez, defender a verdadeira fé cristã, exposta nas Escrituras e testemunhada por todos os Santos Padres. A fé é necessária para a salvação, mas as obras igualmente o são. O que nos salva é a fé formada pela caridade (fides formata), isto é, a fé que se exterioriza em frutos de vida eterna.

 Como seria de se esperar, cedo ou tarde haveria de vir ao mundo uma heresia diametralmente oposta ao sola fide. E, novamente, a Igreja teria que proteger os seus filhos deste engano, para que não se perdesse nenhum daqueles que o Pai entregou ao Filho.

 Pois esta heresia veio muito mais cedo do que se poderia esperar. E, parodoxalmente, os apologistas católicos têm dado, à mesma, uma atenção muito diminuta, embora ela seja mais insidiosa e muitíssimo mais sedutora do que o próprio sola fide. Trata-se da heresia que, em suas diversas nuances, afirma que a fé não é, sequer, minimamente necessária para a salvação. Deus é Pai de todos, e não poderia salvar este ou condenar aquele com base na fé por eles seguida.

 A esta heresia é o que eu costumo chamar de somente as obras. Segundo a mesma, o que nos salva são as obras, independentemente da fé que cada um de nós venha a ter. Quem pratica o bem se salva; quem pratica o mal, não. Católicos, muçulmanos, judeus, protestantes, budistas, hindus, e mesmo os ateus estão em pé de igualdade. Crer em Cristo, Alá, Buda, Krishna, Tao, etc., é indiferente. Todos, no fundo, crêem num mesmo deus, que se manifestou, em cada cultura, com um nome e sob uma forma diferentes e que, no fundo, espera o mesmo de todos os seres humanos: que nos esforcemos por viver em harmonia, fazendo o bem e por superando nossas divergências.

 Obviamente, a primeira divergência que todos temos a superar é a própria religião…

 Para se entender corretamente o que se pretende afirmar neste artigo, é necessário que se tenha em vista que, fora do catolicismo, a idéia de salvação é bastante variada. Para os espíritas, a salvação é a perfeição espiritual; para os budistas, é o escapar do interminável ciclo de reencarnações (ou, usando um termo mais apropriado: de renascimentos), atingindo-se o nirvana; para os hindus, a mesma é o perfeito equilíbrio e a conseqüente absorção do homem (atmam) na divindade (Brahman).

 Todas estas idéias equivalem à noção católica de salvação, pois representam, em essência, o destino final do homem, para o qual ele teria sido, inexoravelmente criado. Todo sistema religioso possui uma idéia de salvação do homem, ainda que dê, a esta idéia, um nome e um conceito bastante diversos.

 Por esta razão, a heresia do somente as obras é absolutamente insidiosa. Ela tem, em si, o potencial do universalismo. O sola fide é algo fadado a se manter dentro dos limites do cristianismo. O somente as obras, contudo, possui apelo universal e não se restringe a quem quer que seja.

 É nele, por exemplo, que se baseia o espiritismo kardecista. Quem quer que já tenha lido o Livro dos Espíritos há de se lembrar da máxima de fé nele contida (não por acaso, uma mera paródia de uma verdade de fé católica): “fora da caridade não há salvação”.

 Com esta máxima, Kardec quis, por um lado, afastar a idéia de que a Igreja (e, portanto, uma fé) é necessária à salvação, por outro, expressar a de que bastam as obras para que, num futuro extremamente remoto, alcancemos a perfeição espiritual (idéia de salvação dentro do kardecismo).

 Igualmente, é no somente as obras que se apoia a maçonaria com o seu conceito de Deus como o “grande arquiteto do Universo”.

 E, infelizmente, esta heresia é, hoje, decantada por muitos padres e (com que dor eu afirmo isto!!!), mesmo, por alguns bispos. É lugar comum, em nossas igrejas, nas missas, a afirmação de que “somos todos iguais perante Deus”, que todas as religiões são boas, e que o que conta, mesmo, são as obras de caridade que muitos fazem.

 

A Verdadeira Doutrina Católica.

 

A Igreja sempre defendeu a necessidade das obras para a salvação. Este ponto, inclusive, é o motivo central de um dos mais sérios debates que os católicos travam com os protestantes.

 No entanto, a Igreja sempre afirmou que crer em Jesus Cristo e em Sua Igreja é igualmente necessário. Nem somente a fé, nem somente as obras. Mas fé e obras.

 Deixemos que a Santa Madre Igreja fale por si mesma (os grifos são todos meus):

 ”Como entender esta afirmação (”fora da Igreja não há salvação”), com freqüência repetida pelos padres da Igreja? Formulada de uma maneira positiva, ela significa que toda a salvação vem de Cristo -Cabeça por meio da Igreja, que é seu Corpo:

 



www.salvaialmas.net





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