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Artigo N.º 7997 - Pecados veniais e mortais e os níveis de falta contra a santidade
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Postado em: 10/06/11 às 22:01:29 por: James
Categoria: Artigos
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PECADO VENIAL E PECADO MORTAL
A Existência do Dogma

A Santa Igreja sempre ressaltou a diferença entre pecado mortal e pecado venial, infelizmente muitos fiéis não estão aptos a indagar sobre como se difere os pecados e inúmeros são aqueles que pensam que pecado é tudo igual, não existe tamanho maior ou menor. Tendo em vista isso, não poderíamos deixar de apontar nas Sagradas Escrituras, o pecado mortal e o pecado venial, já que outros tantos dizem que não há pecado, pecadinho e pecadão, que é tudo pecado. Vamos desfazer este pequeno engano.

Os fariseus ouviram que Jesus tinha feito os sauduceus se calarem. Então se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus para tentá-lo: ‘Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? ’ Jesus respondeu: ‘Ame ao Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, e com todo o seu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Ame o seu próximo como a si mesmo. Toda Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos.” (Mateus 22, 34 – 40)

O primeiro mandamento é o maior mandamento. Sendo que o segundo mandamento é o segundo maior, e assim por diante. Logo, podemos afirmar que desobedecer aos mandamentos são os maiores pecados. Por isto já existe uma ordem no plano da salvação, cumprir os dez mandamentos.

Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino do Céu”. (Mateus 5, 19)

Neste versículo Nosso Senhor deixa claro que, os descumprimentos de maiores mandamentos são culpas mais graves e a desobediência as menores leis são faltas mais leves. E que, pecados veniais não nos excluem do plano da salvação, sendo que, quem desobedecer aos menores mandamentos serão considerados menores no Reino dos Céus, mas mesmo sendo menores, estarão no Paraíso Celestial.

É por isso que eu digo a vocês: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. Quem disser alguma coisa contra o Filho do Homem, será perdoado. Mas quem disser algo contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, nem neste mundo, nem no mundo que há de vir.” (Mateus 12, 31-32)

Que pena é essa que vai muito além de todas as outras culpas para nunca ser perdoada? O grande pecado, maior que todas as outras faltas que poderíamos cometer. Eis o exemplo de pecado mortal. O pecado que nos tira a vida e nos leva para a morte. Bem diferente do pecado venial que não nos tira a vida e não nos leva para a morte.

Se alguém vê o seu irmão cometer um pecado que não leva à morte, que ele reze, e Deus dará a vida a esse irmão. Isso quando o pecado cometido não leva para a morte. Existe um pecado que leva para a morte, mas não é a respeito desse que eu digo para se rezar. Toda injustiça é pecado, mas existe pecado que não leva para a morte.” (1 João 5, 16-17)

O Pecado Mortal

O Catecismo ressalta o perigo do pecado mortal e diz que:

“Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo: ‘É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente’.” 1857

Quando a pessoa sabe que aquilo é pecado e, mesmo assim, consciente de que aquela ação desagrada a Deus, a pessoa decide cometer a falta, essa ação é um pecado mortal. Quanto maior for a desobediência da pessoa, mais grave é a culpa.

“A matéria grave é precisada pelos Dez mandamentos segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: ‘Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honre teu pai e tua mãe’ (Mc 10, 17-22). A gravidade dos pecados é maior ou menor; um assassinato é mais grave do que um roubo. A qualidade das pessoas lesadas entra também em consideração. A violência exercida contra os pais é em si mais grave do que contra um estranho.” 1858

As Sagradas Escrituras sempre nos ensinam a basear nossas vidas segundo Os 10 Mandamentos da Lei de Deus. Quem cumpre os dez mandamentos não comete faltas graves. Mas, as maiores culpas acontecem quando não cumprimos os dez mandamentos.

“O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição à Lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma escolha pessoal. A ignorância afetada e o endurecimento do coração (Mc 3, 1-6) não diminuem, mas aumentam o caráter voluntário do pecado.” 1859

Somos livres para fazer escolhas, e sabemos que aquela determinada situação é pecado, e mesmo assim escolhemos cometer. Então, torna-se um pecado mortal ainda mais grave, porque desprezamos as leis de Deus para o nosso bel prazer.

“O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.” 1861

O pecado cometido contra o próprio corpo é maior do que qualquer outro pecado exterior ao corpo. Uma vez que, sendo o corpo templo do Espírito Santo de Deus, pecar contra o próprio corpo é, pecar contra o templo de Deus. Pecar contra o templo do Espírito Santo é pecado mortal.

Fujam da imoralidade. Qualquer outro pecado que o homem comete, é exterior ao corpo; mas quem se entrega à imoralidade peca contra o seu próprio corpo. Ou vocês não sabem que o seu corpo é templo do Espírito Santo, que está em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês já não pertencem a si mesmos. Alguém pagou alto preço pelo resgate de vocês. Portanto, glorifiquem a Deus no corpo de vocês.” (1Corintios 6, 18-20).

Paulo Apóstolo ainda nos adverte ao listar uma série de pecados que vão totalmente contra o plano da salvação e nos privam de alcançarmos o céu.

Além disso, as obras dos instintos egoístas são bem conhecidas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, discórdia, ciúme, ira, rivalidade, divisão, sectarismo, inveja, bebedeira, orgias e outras coisas semelhantes. Repito o que já disse: os que fazem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.” (Gálatas 5, 19-21)

O Pecado Venial

O Catecismo nos exorta sobre o pecado venial como faltas:

“O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por sua infração grave da Lei de Deus; desvia o homem de Deus, que é seu fim último e bem-aventurança, preferindo um bem inferior. O pecado venial deixa subsistir a caridade, embora ofenda e fira.” 1855

“A ignorância involuntária pode diminuir ou até escusar a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém ignore os princípios da lei moral inscritos na consciência de todo ser humano. Os impulsos da sensibilidade, as paixões, podem igualmente reduzir o caráter voluntário e livre da falta, como também pressões exteriores e perturbações patológicas. O pecado por malícia, por opção deliberada do mal, é o mais grave.” 1860

Quando uma pessoa não sabe que uma determinada ação é pecado mortal e a comete, esse pecado por falta de consciência da pessoa torna-se um pecado venial. Mas isto, somente se a pessoa não tiver plena consciência que de é um ato mortal.

“Comete-se um pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou pleno consentimento.” 1862

Todos aqueles pecados que cometemos, não sendo de matéria grave, não agredindo as Leis de Deus, que não afetam a nossa santidade e nem a vida do próximo, ou seja, pecados que nem temos consentimento que é pecado, são chamados pecados veniais. Mas, essas faltas ao se tornarem um vício ou não produzindo em nós o desejo de conversão, portanto, ao banalizar o pecado, torna-se um pecado mortal. Por isto, a necessidade da consciência cristã, do arrependimento, da confissão e da conversão.

“O pecado venial enfraquece a caridade; traduz uma afeição desordenada pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e a prática do bem moral; merece penas temporais. O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento dispõe-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal. Mas o pecado venial não nos torna contrários à vontade e à amizade divinas; não quebra a aliança com Deus. ‘Não priva da graça santificante, da amizade com Deus, da caridade, nem, por conseguinte, da bem-aventurança eterna’.” 1863

Resumindo:

Pecados veniais são aqueles que você não tem conhecimento de que é pecado e o comete sem ter discernimento disso. Para isto, serve o Ato Penitencial na Santa Missa, é neste momento que estes pecados são perdoados, pois pedidos perdão por todos os pecados, o que sabemos e o que não sabemos. Assim, somos purificados para que possamos receber o Corpo de Cristo, por isto, é um erro comungar A Santíssima Eucaristia tendo chego à missa após o ato penitencial. Pecado venial é toda falta leve, porém devemos confessar ao sacerdote até as faltas que pareçam mais desprovidas de pecado, pois o acumulo dessas faltas sem perdão acarreta em pecado mortal. Pecado venial é todo erro cometido por ignorância, falta de discernimento e conhecimento da Palavra.

Pecados mortais são aqueles que você sabe que é errado, tem certeza que é errado, em seu coração existe o não querer pecar, muitas vezes luta para não cair no erro, mas comete o erro. Todo pecado se torna grave quando é feito com conhecimento e discernimento do erro, isto é pecado mortal. Principalmente para estes pecados deve-se confessar a um padre, para que o mesmo conceda o perdão em nome de Nosso Senhor.

OS NÍVEIS DE FALTA

A Bíblia Sagrada nos esclarece ao afirmar que existem pelo menos três níveis de falta: o pecado, a blasfêmia e a heresia. O Catecismo, por sua vez, ressalta que:

“O pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana.” 1849

“A blasfêmia opõe-se diretamente ao segundo mandamento. Ela consiste em proferir contra Deus interior ou exteriormente – palavras de ódio, de ofensa, de desafio, em falar mal de Deus, faltar-lhe deliberadamente com o respeito ao abusar do nome de Deus. São Tiago reprova “os que blasfemam contra o nome sublime (de Jesus) que foi invocado sobre eles” (Tg 2,7). A proibição da blasfêmia se estende às palavras contra a Igreja de Cristo, os santos, as coisas sagradas. É também blasfemo recorrer ao nome de Deus para encobrir práticas criminosas, reduzir povos à servidão, torturar ou matar. O abuso do nome de Deus para cometer um crime provoca a rejeição da religião.” 2148

“A incredulidade é a negligência da verdade revelada ou a recusa voluntária de lhe dar o próprio assentimento. ‘Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dessa verdade; apostasia, o repúdio total da fé cristã; cisma, a recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos’.” 2089

Nosso Senhor foi criticado por curar no sábado, os fariseus disseram que ele pecou (Lc 13, 10-17), mas quando Jesus afirmou ser o Filho de Deus, os doutores da lei falaram que ele blasfemou (Jo 10, 22-39) e Paulo Apóstolo ainda nos ensina sobre a heresia (Tt 3, 10-11). Portanto, pecar é cometer erros, blasfemar é falar contra o que não se conhece e heresia é negar uma verdade bíblica.

Das penas mais leves, os pecados veniais, passando pelos pecados que nos privam da graça e nos levam para a morte, os pecados mortais, aos atos contra as verdades de fé e os insultos a criação, as blasfêmias, até chegar á negação da fé professada pela Santa Igreja Católica, as heresias, evidenciamos vários níveis de faltas contra a santidade.

 


Fonte:
http://reporterdecristo.com/pecado



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