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Postado em: 24/06/14 às 12:54:22 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
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Marisa Bueloni

A Copa começou, a seleção brasileira venceu o primeiro jogo, empatou o segundo e venceu o terceiro. É lider no seu grupo. E  as partidas prosseguem. Seja o que Deus quiser, mas conforme prega o incrível Kajuru, do Canal Esporte Interativo, está tudo "certo e arranjado" para o Brasil. A taça já é nossa e queremos ver para crer.

É bom lembrar que, após a Copa, haverá a preparação para as Olimpíadas de 2016. É fatal lembrar também das lágrimas de Lula e Pelé, emocionados com a escolha da Cidade Maravilhosa.

Que me desculpem os apaixonados pela ideia, os entusiastas do fato e os extremamente patriotas, mas faço coro com os que não veem com muito otimismo a escolha do Rio de Janeiro como sede das olimpíadas em 2016.

Sabemos que há uma visão nada sentimental de empreiteiras e construtoras ávidas em participar de mais este evento. Como será gerido o dinheiro público para os investimentos, para a construção da Vila Olímpica? Sugiro uma conta aberta, na internet, propiciando aos brasileiros com acesso à rede poder ajudar a administrar.

Fervorosamente, convoco os economistas, os bons contadores e contabilistas, os homens e mulheres inteligentes deste país, com vocação para a honestidade e para o voluntariado, a se comprometerem de corpo e alma com esta causa pátria.

Um dos principais argumentos favoráveis à realização das olimpíadas é o de que o Brasil passará a fazer parte do chamado “primeiro mundo”. Será? Somente pelo fato de sediar os jogos? Não estaria o Brasil, primeiro, precisando disputar “outras olimpíadas”, como as da saúde, da educação, do transporte, do saneamento básico em localidades que desconhecem o que seja isso?

A própria Cidade Maravilhosa enfrenta problemas gravíssimos com o tráfico de drogas, os confrontos diários com a polícia nos morros, a insegurança num nível jamais visto. Trata-se de uma cidade que vive sob o signo do medo. Como sede das olimpíadas, seria necessário colocar o Exército nas ruas para garantir a ordem, a paz e a segurança das pessoas. Para a segurança dos atletas, das autoridades, dos jogos e da cidade, propriamente dita.

Nosso amado país necessita disputar as olimpíadas do crescimento, da justa distribuição de renda, da verdadeira e concreta diminuição da violência e da miséria, conforme prometido pelos líderes do partido que se encontra no poder, nas suas campanhas eleitorais.

Fugaz e de pouca lembrança será a glória de sediar uma olimpíada se, após a cerimônia de encerramento, quando a força policial deixar as ruas da bela cidade, tudo voltar a ser como antes no quartel de Abrantes. E o povo à mercê das balas perdidas, dos comandos criminosos cujo aparato é superior ao dos policiais, numa guerra sem fim.

Os discursos pré-olímpicos não nos convenceram. Basta pensar na administração da admirável verba da qual já se falou: algo em torno de 30 bilhões de reais.

Talvez o dinheiro brote da mesma “fonte” que sustentou as construções das arenas para esta grandiosa Copa. Certamente, haverá mais protestos nas ruas. Ah, brasileiro! Profissão: atleta olímpico. De que modalidade? Esperança.


 

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