Você viveu sua vida?
 
 
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Marisa Bueloni
Exponho neste espaço uma coletãnea de Artigos e Reflexões sobre diversos temas religiosos que nos dias de hoje se fazem presente, com o objetivo de Levar a palavra de Deus aos irmãos e testemunhar o amor que sentimos por Jesus, Maria e Nossa querida e Santa Igreja Católica.




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Postado em: 23/11/15 às 12:14:14 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
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Marisa Bueloni

Quem já não se fez esta pergunta? Estou vivendo minha vida, ou sendo vivido por ela? A mim, bate-me com frequência este tipo de pensamento e de inquietação. Sobretudo, a questão da felicidade. São tantos os apelos para uma vida feliz, que o sonho desta corrida se torna irracional.

O imperativo de hoje é “viva, seja feliz!”. Simplesmente assim, “seja feliz”. Mas ser feliz é algo que não se aplica a qualquer situação de vida. E o que faz feliz uma pessoa pode não significar nada para outra. São conceitos de uma complexidade atroz.

Há quem busque a felicidade viajando, conhecendo países exóticos, desfrutando de lugares paradisíacos. E há quem a encontre numa casinha pequenina, à beira-mar, junto da natureza, contemplando um santuário de beleza e de paz.

Viver a vida ou ser vivido por ela? Quantos de nós somos capazes de tomar as rédeas de nossos caminhos e trilhar por eles com coragem e determinação, protagonizando nossas decisões mais pessoais?

Há um livro chamado “Quando Nietzche chorou”, de Irwin Yalom, onde Nietzche pergunta ao personagem Josef: “Você viveu sua vida? Ou foi vivido por ela? Escolheu-a? Ou ela escolheu você? Amou-a? Ou a lamentou? Eis o que quero dizer quando pergunto se você consumiu sua vida. Você a esgotou?”.

Então, Josef reconhece que não escolheu a vida, não viveu a vida que queria. E Nietzche diz: “É isto, Josef, é, estou convencido, a principal fonte de sua angústia. Aquela pressão precordial... é porque seu tórax está explodindo de vida não vivida. O tique-taque de seu coração marca o tempo que se esvai. A avidez do tempo é eterna. O tempo devora e devora, sem dar nada de volta”.

Tempo devorador de vida, devorador de almas, eu diria. Impossível haver angústia maior que esta: não viver a vida, lamentá-la, deixá-la passar sem conhecer as emoções de um estado existencial altamente compensador e construtivo.

Feliz de quem consumiu sua vida, esgotou-a, gastou-a, andou por lugares que outros temeram, desbravando situações e momentos que serão o enlevo das lembranças futuras. Um professor querido dizia sempre: “Ousem. Não pensem apenas em consumir. Produzam algo. E ousem!”.

Que belo é produzir, que belo é construir. Admiro profundamente os que constroem, a começar pelos que erguem casas e edifícios. Os que ensinam, educam e curam.  Também os construtores da paz e os que trabalham pelos pequeninos do Reino, missionários em terras estrangeiras, gente que se entrega de corpo e alma a uma causa e se doa em oblação.

Lembro de Madre Teresa de Calcutá, quando revelou que, em meio ao trabalho exaustivo, procurava a Deus. Mas sentia escuridão e frio em sua alma. Contudo, nada a deteve e nada a desanimou, nem mesmo esta possível desolação espiritual.

A todos os que estão esgotando-se, consumindo-se, não permitindo ser devorados pelo tempo, dedico meu texto e minha estima. A pergunta é cortante e dolorosa: “Você viveu sua vida?”. E isso basta para uma reflexão das mais sofridas e das mais belas.








Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 23/11/15 às 12:14:14 h.


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