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Marisa Bueloni
Exponho neste espaço uma coletãnea de Artigos e Reflexões sobre diversos temas religiosos que nos dias de hoje se fazem presente, com o objetivo de Levar a palavra de Deus aos irmãos e testemunhar o amor que sentimos por Jesus, Maria e Nossa querida e Santa Igreja Católica.




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Postado em: 09/12/09 às 20:40:08 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
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Por: Marisa Bueloni

Sofri um ataque do demo. Foi. Deste mesmo que você está pensando. Do capeta. Vade retro! Três dias e três noites sem dormir e sem comer. Tomar banho, tomei. Bem que ouvi um rumor de patas a minha volta, mas julguei fosse o tropel dos cavalos do Apocalipse. Não era. Era o tinhoso em pessoa me atacando pelos flancos. De frente, ele não tem coragem. Covarde das trevas.

     Acredite ou não, sofri o ataque. Por um breve descuido do meu Anjo. Deu brecha, o “encardido” entra. Por onde menos se espera. Pérfido, ardiloso, sorrateiro. E faz um estrago geral. Desgraçado! Aparece agora, e espeto teu traseiro com a ponta da minha espada afiada no zelo apostólico! Vem, que te expulso com um cabo de vassoura e meu terço bento, vindo do santuário de Fátima.

      Como aconteceu? Ah, foi só começar aquele primeiro parágrafo: “Madre Tereza de Calcutá sentia a escuridão, o frio e o vazio dentro de si....” – e ele atacou. Ele é a treva, o coisa-ruim que faz insinuações, feito a serpente seduzindo Eva: “Olha lá, sua tonta”. Sua tonta... Quem é tonta?  

Valei-me Nossa Senhora das Graças! São Miguel Arcanjo, príncipe da milícia celeste, defendei-me! Meu santo padre Pio de Pietrelcina! Santa Brígida da Suécia, minha protetora e padroeira das viúvas! 

     Bastou invocar o nome de São João da Cruz no texto, para o cão raivoso uivar das profundezas abissais, lá da sua quentura eterna. Disse, me desafiando: “Não vai publicar, não vai.” Respondi: “Pois vamos ver”. Ah, seu devorador de almas! Ainda há Quem vença esta batalha. Existe Alguém acima de ti. 

     Sim, a fera me atacou. Foi ele. Aquele que ruge à nossa volta como um leão. Foi esta criatura tenebrosa que espreita nossas portas, camas e mesas, passa por todos os vãos, sobe no telhado, espia lá de cima, conhece o que fazemos e o que amamos. Por Deus, como não adivinhei de imediato? Caí que nem pata em suas artimanhas. 

     Ah, que eu tenho bem guardado meu vidrinho de água benta, o sal exorcizado, a vela de sete dias, o escapulário marrom, o óleo de São Rafael e a água da fonte de Lourdes. No pescoço, a medalha de São Bento, que só tiro para fazer cirurgia. Mas vem cá, seu miserável duma figa! Vem, se tu és homem, que eu sou uma mulher destemida. É isto que te incomoda? Que um considerável contingente de bonitas e cultas se esforce para imitar as virgens sábias da parábola, e mantenham bem providas de azeite as suas lâmpadas? 

Vem, que te arrebento as fuças, seu traste imprestável. Estou pronta para te enfrentar com minhas santas armas. Há um exército de anjos acampando em torno da minha casa e não perdes por esperar. Corre daqui, seu sacripanta! Ou faço espumar o teu rabo. Some, ou meto uma bala de prata na tua testa. Vou ficar de tocaia, montar campana e, ao menor sinal de teu rastilho, empunho meu pequenino crucifixo do Senhor no Calvário, bento por frei Haroldo. 

Lutei, lutei. Santa Tereza d´Avila lutava com o demônio e o santo padre Pio também se esgotava. Consta que a cela do padre amanhecia toda revirada, a cama fora de lugar, os objetos atirados no chão. De noite, no convento, os frades ouviam o barulho de cadeira voando, arremessada contra a parede. “Escuta lá, é Pio lutando”. 

     Ah, combate de glória! Conheci uma mísera parte da árdua peleja, eu que nem santa sou. Sim, o lençol revirado, a noite duríssima. Mas o que é isso, afinal? É minha alma em luta, meu espírito intrépido no combate. Minha Bíblia sempre aberta nos Salmos, sobre a cômoda. Meu terço embaixo do travesseiro. Minha lâmpada cheia de azeite. Meu equilíbrio precário buscando sustentação, mas para cair é um sopro. E o tinhoso soprou, soprou... 

Só que minha corda não era tão bamba assim. E maior minha fé, meu amor pelas coisas que amo. Imensurável a minha estima pelas pessoas. Todas. Sem exceção de nenhuma. Consegui resistir, seu velhaco traiçoeiro. Aparece, que te espanto com reza brava. Brava de tão boa. Como é que, aí nas Gerais, os mineiros fazem uma reza bem forte? Mostrem para nós onde mora o cálix bento e a hóstia consagrada.  

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.


Marisa Bueloni é formada em Pedagogia e Orientação Educacional – marisabueloni@ig.com.br









Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 09/12/09 às 20:40:08 h.


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