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Marisa Bueloni
Exponho neste espaço uma coletãnea de Artigos e Reflexões sobre diversos temas religiosos que nos dias de hoje se fazem presente, com o objetivo de Levar a palavra de Deus aos irmãos e testemunhar o amor que sentimos por Jesus, Maria e Nossa querida e Santa Igreja Católica.




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Visto: 1961 - Impresso: 55 - Enviado: 18 - Salvo em Word: 40
Postado em: 29/11/10 às 10:10:06 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=123&id=6747
Marcado como: Artigo Simples
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(Marisa Bueloni)


Não há nada de novo no fundo do mar. Nada a ser descoberto, nenhum peixe exótico e único, que chame a atenção dos biólogos e cientistas, espantados com sua existência.

Nada de novo sob o sol. Ó, isso está escrito até nas Sagradas Escrituras e Deus sabe há quantos mil anos!... “Tudo é vaidade e vento que passa”, diz o Eclesiastes. “Não há nada de novo debaixo do sol. Ninguém pode dizer: `Eis, aqui está uma coisa nova`, porque já existia nos tempos passados”.

Não há nada de novo sobre a Terra. Tudo sobejamente conhecido, esquadrinhado, detalhado, definido, catalogado. Onde haverá um último mistério a ser desvendado? Somente dentro dos corações talvez, pois o coração humano é um poço de segredos e de coisas irreveladas.

Nada de novo sob as sombras. Nenhuma loira do banheiro que flutua em vez de andar; nenhuma casa onde se ouve barulho de correntes, nenhum caso de combustão espontânea, nada de pedras caindo do nada sobre os telhados. Padre Quevedo quase não tem aparecido.

Não há nada de novo na televisão. Os programas se repetem, se desgastam, suas fórmulas se esvaziam. Mas por falta de opção, acabamos assistindo aos mesmos quadros semanais, tão previsíveis e tão óbvios. De repente, uma fazenda abunda a nossa tela e a roça nunca foi tão eletrônica.

Não há nada de novo sob o céu. Eu queria tanto que houvesse! Desejaria tanto encontrar alguma coisa novíssima, estupenda e colossal, para ficar eternizada em nossas retinas. Algo assombroso e avassalador, que nos tirasse do sério, que nos deixasse de boca aberta, que nos fizesse parar. Ou pirar. É só mudar a vogal.

Não há nada de novo na política. Nenhum fato novo que mexa com nossa vontade de adotar alguma bandeira humanitária, social, filosófica. Tudo tão apático, tão manjado. Temos agora, como insólita novidade, um palhaço no Congresso. Que bom era quando nosso peito se inflamava, nem que fosse por alguma vassourinha que iria varrer a corrupção do país.

Nada de novo na propaganda. Poucas boas ideias. As melhores estão premiadas pelo nosso sorriso. Não saio para comprar o que me mandam. Compro o que preciso. Mas se parece coisa boa, vou lá e adquiro para experimentar, como um creme para cabelo que vi no programa do Amaury Jr. Pode?

Nada de novo para creme de cabelos. Nem o do Amaury é lá essas coisas. Xampu e condicionador, tudo igual. As prateleiras estão entupidas de produtos, de marcas, de embalagens sedutoras, mas, quando abrimos, não é bem o que esperávamos. É um pouco menos e, em vez de nos encantar, nos decepcionamos.

Nós, mulheres, somos loucas por novidades. Ah, um novo creme para celulite. Os dermatologistas já cansaram de dizer que dificilmente um creme tem o poder de penetrar nas camadas mais profundas da pele e lá promover a mudança tão desejada. No entanto, compramos mal rompe a manhã.

Não há nada de muito novo na literatura. E quando um livro faz sucesso, vira filme, tudo é degustado até o caroço e a memória do que teria sido preservado com a alma se dilui nas imagens, para que os olhos consumam e esqueçam.

Tem algo novo por aí, meu anjo? Você sabe de algo que a internet ainda não tenha trazido à luz? À luz da nossa mísera existência que gira em torno da web, inexoravelmente? O que seria de nós sem o Google, “a bíblia da vida”, como diz minha filha? Onde vamos parar quando o sistema para e não se pode mais marcar a consulta no médico? Nem o exame da mamografia? Deu pane no sistema, minha senhora. Está bem, depois eu volto a ligar.

Ah, nós estamos precisando de coisas novas. Chega da velharia de sempre, das ideias repetidas, das mesmas músicas e dos mesmos apelos. Que maravilha se surgisse algo de N-O-V-O e nos deixasse de queixo caído. Eu quero ver um sinal no céu, além dos que já tenho visto. Eu quero ver a Alva que precede a Aurora. Quero ver o Aviso de Deus ressoar pelos quatro cantos do mundo.

Eu quero ver os Novos Céus e uma Nova Terra – ah, como anseio por eles. Tudo novinho em folha, saído das mãos do Criador, um presente divino para os homens. Ai desta espécie ingrata, se não souber agradecer a maravilha que Deus tem sonhado para nós.

Nada de novo no front, além dos aviões de carreira. Era essa a frase? E, segundo uma letra do Belchior, o novo sempre vem e daí... Eu não lembro mais. Mas acho que ele pretendia dizer que o novo acaba imperando. E o que era velho, babau.

Quem já viveu meio século como eu vivi, pôde ver algumas coisas virem e irem-se, sumindo da nossa vista. Por onde anda o conjuntinho de ban-lon? A saia pregueada de tergal? A camisa “Volta ao mundo”? O perfume “Lancaster”? Cadê um LP? Um 78 rotações? E a vitrola, o toca-discos? Hi-fi? A bebida chamada “Cuba-libre”? Alguém sabe dançar o “twist”? Gente do céu, quanta coisa veio e se foi num rabo de foguete. Tanta coisa velha e ultrapassada, que fez furor um dia.

O que faz furor hoje? A tevê HD, em 3 D? Eu preciso de óculos para ver televisão, meus fofos. E nem que a Madonna, o Ricky Martin ou a Lady Gaga façam uma declaração de arrasar quarteirão, nada mais pode nos arrebatar. A emoção está congelada numa cena de Spielberg e fica por conta do solo de cada um.

Falando nisso, ainda me encantam os boleros (Luiz Miguel, Trio Los Panchos – ai que me muero!), os tangos, as valsas, a pintura, a poesia, aquela literatura que a gente lê com o coração aos pulos. Ainda me estremecem os poemas de amor, alguns mistérios, algumas revelações feitas no maior sigilo, senão dá um pau brabo... hi hi hi.

Deixa pra lá.

E se alguém souber de uma bela novidade, um novo planeta descoberto, alguma flor recém-catalogada, passa um e-mail pra mim?




Marisa Bueloni mora em Piracicaba, é formada em Pedagogia e Orientação Educacional – marisabueloni@ig.com.br





Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 29/11/10 às 10:10:06 h.


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