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Artigo N.º 7339 - Livro: As Profecias e Revelações de Santa Brígida - Parte 21
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Postado em: 21/02/11 às 19:47:42 por: James
Categoria: Livro Aberto
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Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo à sua esposa escolhida e muito amada, Santa Brígida; sobre a proclamação de sua santíssima encarnação; a rejeição, profanação e abandono de nossa fé e batismo; e como Ele convida sua amada esposa e todo o povo cristão a amá-Lo.

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Livro 1 - Capítulo 55

Sou como um poderoso senhor que construiu uma cidade e deu seu nome a ela. Na cidade, construiu um palácio no qual havia vários pequenos cômodos para armazenar o necessário. Depois de haver construído o palácio e organizado todos os seus assuntos, dividiu seu povo em três grupos, dizendo: ‘Estou partindo para uma região remota. Ficai firmes e trabalhai bravamente pela minha glória! Providenciei vossa comida e outras necessidades. Tendes juízes para julgá-los, defensores para protegê-los de vossos inimigos, e encarreguei a uns empregados para alimentá-los. Eles hão de pagar-me o dízimo de seu trabalho, reservando-o para meu uso e em minha honra.”

Entretanto, passado certo tempo, o nome da cidade caiu no esquecimento. Então, os juízes disseram: ‘Nosso senhor viajou para uma região remota. Que julguemos corretamente e façamos justiça de modo que, quando ele retornar, não seremos acusados, e sim elogiados e abençoados’. Então, os defensores disseram: ‘Nosso senhor confia em nós e entregou sua casa a nossos cuidados. Vamos nos abster de alimentos e bebidas supérfluas, para não ficarmos inaptos em caso de batalha! Vamos nos abster do sono excessivo, para não sermos capturados de improviso!

Estejamos também bem armados e em alerta constante, para não sermos surpreendidos em um ataque inimigo! A honra de nosso senhor e a segurança de seu povo dependem muito de nós’. Depois, os empregados disseram: ‘A glória de nosso senhor é grande e sua recompensa é maravilhosa. Vamos trabalhar com vigor e demos a ele não apenas um décimo de nosso trabalho, mas sim, tudo o que nos sobrar daquilo que gastamos para viver ! Todos nossos salários serão mais gloriosos quanto mais amor nosso senhor veja em nós.”.

Depois disso, algum tempo mais se passou e o senhor da cidade e seu palácio foram ficando esquecidos. Então os juízes disseram para si mesmos: ‘Nosso senhor está demorando muito. Não sabemos se voltará ou não. Assim, julguemos da forma que quisermos e façamos o que nos agrada!’

Os defensores disseram:”Somos uns tolos porque trabalhamos e não sabemos qual será nossa recompensa!"

Aliemos-nos a nossos inimigos e durmamos e bebamos com eles! Pois, não é assunto nosso de quem hajam sido inimigos.”.’Depois disso, os empregados disseram: ‘Por que guardamos nosso ouro para outro? Não sabemos quem ficará com ele.

É melhor, então, que o usemos e disponhamos de acordo com nossa vontade. Demos a décima parte aos juízes, e, tendo-os de nosso lado, poderemos fazer o que quisermos’.

Em verdade sou como esse poderoso senhor. Construí Eu mesmo uma cidade, isto é, o mundo, e ali coloquei um palácio, isto é, a Igreja. O nome dado ao mundo foi sabedoria divina, pois o mundo teve esse nome desde o princípio, ao haver sido feito na divina sabedoria. Este nome era venerado por todos e Deus era louvado por seu conhecimento e maravilhosamente aclamado por todas as suas criaturas. Nos tempos atuais, o nome da cidade foi desonrado e mudado, e sabedoria mundana é o novo nome que se usa.

Os juízes, que no passado davam sentenças justas no temor do Senhor, agora se levantam em soberba e se tornam a ruína das pessoas simples. Aparentam ser eloquentes para receberem elogios humanos; falam agradavelmente para obter favores. Toleram quaisquer palavras para que digam que são bons e compassivos; mas permitem-se ser subornados para ditar sentenças injustas. São sábios no que diz respeito a seus próprios benefícios mundanos e a seus próprios desejos, mas são mudos em meu louvor. Menosprezam as pessoas simples e as mantêm quietas. Estendem a todos sua cobiça e convertem o certo em errado. Esta é a sabedoria apreciada nos dias de hoje, enquanto que a minha caiu no esquecimento.

Os defensores da Igreja, que são os nobres e os cavaleiros, olham para meus inimigos, os assaltantes da minha Igreja, e fingem que não os veem Escutam suas repreensões e não se importam. Conhecem e compreendem as obras daqueles que violam meus mandamentos e, entretanto os suportam pacientemente. Eles os observam diariamente, perpetrando todo tipo de pecado mortal com impunidade e não sentem compulsão mas dormem lado a lado com eles e tem se relacionado com eles, ligando-se à suas companhias mediante juramento. Os empregados, que representam todos os cidadãos, rejeitam meus mandamentos e retêm meus presentes e dízimos. Subornam os juízes e lhes demonstram reverência para garantir sua boa vontade e favores. Atrevo-me a dizer, de fato, que a espada do temor a mim e a minha Igreja na terra foi degradada, e uma bolsa cheia de dinheiro foi aceita em troca.

Palavras com as quais Deus explica a revelação anterior; sobre a sentença emitida contra estas pessoas e sobre como Deus em alguns momentos, aguenta os malvados pelo bem dos justos.

Livro 1 - Capítulo 56

Já te disse antes que a espada da Igreja havia sido degradada e um saco de dinheiro havia sido aceito em troca. Este saco está aberto por uma extremidade. No outro extremo é tão profundo que tudo o que nele entra nunca alcança o fundo, por isso, o saco nunca se enche. Este saco representa a ganância. Ela excedeu todos os limites e medidas e se tornou tão forte que o Senhor é desprezado e nada mais é desejado exceto o dinheiro e o egoísmo. Entretanto, Eu sou como um senhor que por sua vez é pai e juiz.

Quando seu filho vai a julgamento, os ali presentes dizem: ‘Senhor, proceda rapidamente e dê logo o seu veredicto!’ O senhor lhes responde: ‘Esperem um pouco até amanhã, pois talvez meu filho mude de vida até lá!’. Quando chega o dia seguinte, as pessoas dizem : ‘Prossiga e dê sua sentença, Senhor!’ Por quanto tempo irás adiá-la e não condenarás o culpado?’ O senhor responde: ‘Esperem um pouco mais, para vermos se meu filho muda! E então, se não se arrepender, farei o que for justo.’ Da mesma forma, eu tolero pacientemente as pessoas até o último momento, já que sou Pai e Juiz. Entretanto, como minha sentença é incomutável, apesar da demora para emiti-la, castigarei os pecadores que não se emendarem ou, se eles se converterem , lhes mostrarei minha misericórdia.

Já te disse antes que classifiquei as pessoas em três grupos: juízes, defensores e empregados. O que os juízes simbolizam senão os sacerdotes que converteram minha a sabedoria divina em corrupção e vão conhecimento? Como alunos avançados, que recompõem um texto longo em outro mais breve e, com poucas palavras dizem o mesmo que se dizia com muitas, os sacerdotes de hoje em dia, tomaram meus dez mandamentos e os resumiram em uma só frase. E qual é essa única frase? ‘Estenda tua mão e dê-nos dinheiro!’ Esta é sua sabedoria: falar elegantemente e agir maldosamente, fingir que pertencem a mim e agir injustamente contra mim.

Em troca de subornos, amavelmente suportam aos pecadores em seus pecados e, com seu exemplo provocam a queda das pessoas simples. Além disso, odeiam aqueles que seguem meus caminhos. Segundo, os defensores da Igreja, os nobres, são desleais. Quebraram sua promessa e juramento e toleram com gosto aqueles que pecam contra a fé e a Lei de minha Santa Igreja. Terceiro, os empregados, ou cidadãos, são como touros selvagens, pois fazem três coisas. Primeiro, marcam o chão com suas pisadas; segundo fartam-se até saciar-se; terceiro, satisfazem seus próprios desejos somente de acordo com sua vontade. Hoje, os cidadãos anseiam apaixonadamente pelos bens temporais. Reafirmam a si mesmos na glutonaria imoderada e na vaidade mundana. Satisfazem seus prazeres carnais de maneira irracional.

Porém, embora meus inimigos sejam muitos, ainda tenho amigos entre esses, mesmo que escondidos. Foi dito a Elias, que acreditava não haver mais amigos meus além dele mesmo: ‘Existem sete mil homens que não dobraram seus joelhos diante de Baal’. Da mesma forma, embora sejam muitos os inimigos, ainda tenho amigos escondidos entre eles, que se lamentam diariamente, pois meus inimigos prevalecem e meu nome é desprezado. Como um rei bondoso e caridoso que conhece os fatos perversos da cidade, mas tolera seus habitantes pacientemente e envia cartas a seus amigos alertando-os sobre o perigo que correm, assim também, em atenção às suas orações Eu envio minhas palavras aos meus amigos.

Estas não são tão obscuras como as encontradas no Apocalipse que revelei a João sob um véu de obscuridade para que pudessem, a seu tempo, ser explicadas por meu Espírito quando Eu quisesse. Elas não são tão enigmáticas que não possam ser manifestadas -assim como quando Paulo viu alguns de meus mistérios e sobre os quais não lhe foi permitido falar- mas que são tão evidentes que todos, com pouca ou aguda inteligência, podem entendê-las, tão fáceis que quem quiser as pode captar. Portanto, que meus amigos vejam como minhas palavras atingem meus inimigos, para que talvez se convertam. Que se lhes deem a conhecer seus perigos e juízo para que se arrependam de suas obras! Caso contrário, a cidade será julgada e, como uma parede é derrubada sem deixar pedra sobre pedra ou mesmo duas pedras unidas no alicerce, assim acontecerá com a cidade, isto é, o mundo.

Os juízes, certamente, queimarão no fogo mais ardente. Não há fogo que arda mais do que aquele alimentado com gordura. Estes juízes estavam untados, pois tiveram mais ocasiões de satisfazer seu egoísmo que os demais, sobrepujaram os outros em honras e abundância mundanas, e também em maldade e crueldade. Por isso, arderão na mais quente das panelas.

Os defensores serão pendurados no mais alto dos patíbulos. Um patíbulo consiste em duas peças verticais de madeira com uma terceira colocada em cima, de forma transversal. Este patíbulo com dois postes de madeira representa seu cruel castigo que está, por assim dizer, feito com duas peças de madeira. A primeira peça significa que não tiveram esperança em minha recompensa eterna nem trabalharam para merecê-la por suas obras. A segunda peça de madeira indica que eles não confiaram em meu poder e bondade, crendo que Eu não era capaz de fazer tudo ou que não os quisesse prover suficientemente.

A viga de madeira transversal, representa sua consciência deturpada, distorcida, pois eles entendiam bem o que estavam fazendo, mas fizeram o mal e não sentiram vergonha de ir contra sua consciência. A corda do patíbulo significa o fogo inextinguível, que não pode ser apagado pela água nem cortado por tesouras, nem quebrado ou acabado pelo tempo.

Nesta forca de punição cruel e fogo inextinguível, eles ficarão pendurados e humilhados como traidores. Sentirão angústia, pois foram desleais. Ouvirão insultos, pois minhas palavras lhes eram desagradáveis. Gritos de dor estarão em suas gargantas, pois sentiram prazer em seu próprio louvor e glória. Corvos vivos, isto é, demônios que nunca se saciam, os machucarão neste patíbulo, mas, embora estejam feridos, nunca serão consumidos: viverão em tormento sem fim e seus carrascos viverão para sempre. Sofrerão um duelo que nunca acabará e uma desgraça que nunca diminuirá. Teria sido melhor para eles não haver nascido, e que sua vida não tivesse sido prolongada! A sentença dos trabalhadores será a mesma que é dada aos touros. Touros têm uma pele e uma carne muito espessas. Por isso, sua sentença é o afiadíssimo gume. Esta lâmina afiada significa a morte infernal que atormentará aqueles que me hajam desprezado e que tenham amado seus desejos egoístas mais que os meus mandamentos.

A carta, isto é, minhas palavras, foram escritas. Que meus amigos trabalhem para fazê-las chegar aos meus inimigos com sabedoria e discrição, na esperança de que atendam e se arrependam. Se, tendo ouvido minhas palavras, alguém disser: "Esperemos um pouco mais, ainda não chegou o momento ainda não é sua hora". Então, pela minha natureza divina, que expulsou Adão do paraíso e mandou as dez pragas ao faraó, juro que irei até eles antes do que pensam. Pela minha natureza humana- que assumi da Virgem, sem pecado, para a salvação da humanidade e na qual sofri aflição em meu coração, experimentei dor em meu corpo e morri para que os homens vivam, e nela ressuscitei e subi ao Céu e estou sentado à direita do Pai, verdadeiro Deus e homem em uma pessoa- Eu juro que cumprirei minhas palavras.

Por meu Espírito- que desceu sobre os Apóstolos no dia de Pentecostes e os inflamou de tal forma que eles falaram a língua de todos os povos, Eu juro que, a menos que emendem seus caminhos e voltem a mim como humildes servos, me vingarei deles em minha ira. Então, lamentar-se-ão em corpo e alma. Lamentar-se-ão por terem vindo viver no mundo e de haver vivido nele. Lamentar-se-ão de que o prazer que experimentaram foi muito pequeno e agora é nulo, e, entretanto, sua tortura será para sempre. Então, perceberão o que agora se recusam a acreditar, isto é, que minhas palavras eram palavras de amor. Assim, compreenderão que os aconselhei como um pai, mas eles não quiseram escutar-me. Em verdade, se não acreditaram nas palavras de bondade, terão de acreditar nas obras que estão por vir.

Palavras o Senhor à esposa sobre como Ele é nutrição abominável e insignificante nas almas dos cristãos, enquanto o mundo é deleitável e amável para eles, e sobre a terrível sentença que recairá em tais pessoas.

Continua...


Fonte: Extraído do Livro As
Profecias e Revelações de Santa
Brígida

 

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