A instituição do Domingo como o "Dia do Senhor"
 
 
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Postado em: 13/03/16 às 06:58:25 por: James
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A instituição do Domingo como o "Dia do Senhor"

A transferência do Sábado para o Domingo é evidente no Novo Testamento. Jesus Ressuscitou no "primeiro dia da semana", ou seja, num Domingo, após manifestar-se às Santas Mulheres e pessoalmente à Maria Madalena (em Mt 28, 1;  Mc. 16, 2-9;  Lc 24, 1 e Jo 20, 19). Apareceu em seguida aos discípulos de Emaús e com eles celebrou a Eucaristia, quando se lhes abriu os olhos e o reconheceram (Lc 24, 30). E ainda no Domingo soprou sobre os Apóstolos e instituiu o Sacramento da confissão (Jo 20, 22 - 23).  Os Apóstolos se reuniam no Domingo para celebrar a Eucaristia (At 20, 7) e, sobre a questão das coletas na Igreja, São Paulo pede que seja feita aos Domingos (I Cor, 16, 1-2)

"Ora, no primeiro dia da semana, estávamos reunidos para o partir do pão e Paulo falava com eles."

A relevância dos fatos que sucederam a Ressurreição de Cristo é imperiosa aos Apóstolos, que assimilaram a herança do sétimo dia - do sabbat, estabelecendo, por prescrição divina, o Domingo como o seu dia de reunião, de celebração da Eucaristia e, mais tarde, do descanso festivo. Não só as missas, mas outras celebrações e reuniões dos cristãos, eram realizadas  nos Domingos.  "Desde os tempos apostólicos até os dias atuais, isto perpetuou-se em toda a Igreja como estrutura fundamental da celebração Eucarística", nos diz o Papa Bento XVI.

 

Papa Bento

 

Quanto à observância do Sábado, Jesus é enfático e retruca veementemente com os fariseus:  "o sábado foi feito para o homem e  não o homem para o sábado"  e ainda "o Filho do homem é Senhor também do Sábado" (Mc 2, 23).   Portanto, o cumprimento das Escrituras a que Jesus se refere: "Não julgueis que vim destruir a lei ou os profetas; não os vim destruir, mas sim para os cumprir" (Mt 5, 17),  confere as credenciais de quem foi anunciado pelos profetas, consequentemente,  o pleno cumprimento das Escrituras em relação à queda do sábado.  Ao edificar Sua Igreja sobre Pedro, confere-lhe ainda a infalibilidade papal, entregando-lhe as chaves do Reino dos Céus: "...tudo o que ligardes na terra, será ligado no céu; e tudo o que vós desligardes sobre a terra, será desligado, também, no céu". (Mt 18, 18).

Igreja Católica

 

Assim, neste particular, ao ministrar a catequese,  devemos aplicar os preceitos  contidos na Primeira Aliança (Antigo testamento) com relação ao Dez Mandamentos, porém  compendiados, por desiderato divino, ilustrando-se o Domingo com base na Segunda Aliança (preceitos do Novo Testamento sobre o novo dia consagrado ao Senhor e os dias santos de guarda) . Aliás,  o próprio  Jesus  perfeitamente os compendiou, já prevendo as dificuldades que seriam impostas  por fariseus modernos. Ele mesmo disse:  "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a  tua alma e de toda a tua mente. Este é o primeiro e o maior dos Mandamentos. E o segundo semelhante  a este é:  Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Nestes dois mandamentos se resumem toda lei e os profetas." 

É oportuno salientar o complemento do 1º. Mandamento, onde consta  na sua forma não compendiada:  "Não terás outros deuses diante de ti...  Não farás para ti escultura... Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto", tão explorado pelos aludidos fariseus, deixa estampada a cegueira de quem não quer compreender o óbvio.  Pois está absolutamente claro que tal proibição, refere-se à representações simbólicas de deuses ou de objetos a que se atribuem forças sobrenaturais.  O que Deus proíbe não é a confecção de Imagens religiosas, mas sim objetos de adoração ou veneração que levam à idolatria. 

Aliás, o respeito às imagens para o católico tem não a imagem como objeto, mas a pessoa por ela representada, isto é, Nosso Senhor, Nossa Senhora e os Santos.  O próprio Deus, no Antigo Testamento,  mandou Moisés  fazer uma serpente de bronze, que foi colocada num suporte  e vendo-a, os hebreus  ficavam curados de suas feridas. Esta IMAGEM da serpente era prefigurativa  de Jesus  pregado na cruz: "Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todo o homem que nele crer, tenha a vida eterna" (Jo III,14s).

 

Serpente de bronze no Deserto

Além disso, Deus determinou a Moisés fazer dois querubins para cobrirem o propiciatório: Êx XXV, 18s.  Salomão mandou fazer também querubins e outras figuras várias, entre as quais leões e bois: I Re VII, 29.  Imagens, não ídolos!   (Caso queira aprofundar-se melhor, consulte o tópico imagens na Igreja, em nossa página principal ou o artigo I do livro "Oriente").



Fonte: http://www.paginaoriente.com/catecismo/dezmandamentos.htm





Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 13/03/16 às 06:58:25 h.


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