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Artigo N.º 5982 - ENTENDENDO A SANTA MISSA
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Postado em: 19/08/10 às 08:23:26 por: James
Categoria: Saiba Mais
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Introdução

“Quando chegou o dia dos Ázimos, em que se matavam os cordeiros para a Páscoa, Jesus mandou Pedro e João, dizendo: ‘Vão, e preparem tudo para comermos a Páscoa’. Eles perguntaram: ‘Onde queres que preparemos’? Jesus respondeu: ‘Quando vocês entrarem na cidade, um homem carregando um jarro de água virá ao encontro de vocês. Sigam a ele até sua casa onde ele entrar, e digam ao dono da casa: O Mestre manda dizer: Onde é sala em que eu e os meus discípulos vamos comer a Páscoa? Então ele mostrará para vocês, no andar de cima, uma sala grande, arrumada, com almofadas. Preparem tudo aí’. Os discípulos foram, e encontraram tudo como Jesus havia dito. E prepararam a Páscoa”. (Lc 22, 7 – 12)

De acordo com a Introdução Geral do Missal Romano, a Igreja sempre considerou como destinado a si esta orientação de Jesus: “Ide e preparai um lugar para a ceia”. Dessa forma ao longo do tempo a Igreja sempre se preocupou com o zelo da dimensão celebrativa, bem como com a formação daqueles que da mesma participam. Embora, em determinados períodos da história isso nem sempre foi possível, devido aos direcionamentos tomados, hoje mais do que nunca é uma realidade constantes em diversas comunidades

Nesse sentido, percebem-se hoje duas realidades fortes dentro da Igreja:

- Há uma Igreja que quer ensinar e tem o “dever” ensinar o seu povo;
- E um povo com sede de um “conhecimento” profundo da fé que professa.

Se até 1962 cabia ao povo apenas assistir a celebração e ser uma mera figura passiva dentro da Igreja, hoje, após o grande evento chamado Concílio Vaticano II a proposta é bem diferente. O Concílio propõe uma participação real e verdadeira para os membros da comunidade. Uma participação que seja ativa, plena e consciente.

Assim, o primeiro documento deste Concílio, o Sacrosanctum Contilium, afirma a necessidade de levar ao povo de Deus, as explicações, razões, fundamentos e teologias presentes no mistério celebrado.

É uma obrigação de a Igreja ensinar os seus membros aquilo que eles celebram, e, como igreja, é o que pretendemos com os artigos que disponibilizamos para estas páginas.

Por outro lado percebe-se também, que o povo está sedento destes conhecimentos. Há uma abertura muito grande por parte das lideranças de nossas comunidades para estas novas descobertas que lhe são propostas. Pessoas de idades, sentimentos, ideologias e lugares diferentes, estão buscando de algum modo, conhecer interpretar e viver a sua fé. É a ação do Espírito Santo tocando a cada um, fomentando o desejo de conhecer para amar mais, para celebrar melhor, para partilhar mais.

Dessa forma, as páginas que aqui se fazem publicar buscam ser uma pequena parcela de contribuição para aqueles e aquelas que querem descobrir os valores e razões da fé que celebram. Fazem uma caminhada ao longo da história e desenvolvimento da liturgia dentro da Igreja, aprofundando em alguns pontos e em outros apenas comentando. O que aqui se expõe revela ser um simples material que quer ajudar pessoas a compreenderem melhor como participar e por que participar, conhecendo, acreditando e amando a sagrada liturgia.

 

A Santa Missa – Passo-a-passo

Se quando você vai à Igreja fica desorientado sobre o que fazer ou não compreende direito toda aquela gama de simbolismos, sinais e gestos, você acaba de acessar a página certa!

Também não é para menos! Antigamente a cultura dava mais valor para os símbolos e imagens; compreendia-se melhor o divino dessa forma. Com a Reforma Protestante, o símbolo e a imagem foram relegados a um segundo plano e o mais alto grau de importância foi conferido à Palavra. Por isso, hoje não temos uma visão melhor do sagrado, nem mesmo os protestantes. Contudo, após a Contra-Reforma, a Igreja Católica continua externando os sentimentos de seus fiéis através dessa linguagem simbólica. Quem a conhece pode tirar proveito de conhecer o sagrado de uma forma mais íntima! Por isso, pergunta-se: Por que ir à missa?

A Missa é o culto mais sublime que oferecemos ao Senhor. Nós não vamos à Missa somente para pedir, mas também para louvar, agradecer e adorar a Deus. A desculpa de que rezar em casa é a mesma coisa que ir à missa. É muita pretensão da parte daquele que quer fazer da reza particular algo melhor que a missa, que é celebrada por toda uma comunidade!

Assim, vamos à Missa para ouvir a Palavra do Senhor e saber o que o Pai fala e propõe para a sua família reunida. Não basta ouvir! Devemos pôr em prática a Palavra de Deus e acertarmos nossas vidas (conversão). O fato de existir pessoas que freqüentam a Missa, mas não praticam a Palavra jamais deve ser motivo de desculpa para nos esquivarmos de ir à Missa; afinal, quem somos nós para julgarmos alguém? Quem deve julgar é Deus! Ao invés de olharmos o que os outros fazem, devemos olhar para o que Cristo faz! É com Ele que devemos nos comparar! Que tal conhecermos a Missa passo-a-passo?

A santa Missa

 

Antes de entregar sua vida por todos nós, Jesus quis deixar para a Igreja um sacramento que perpetuasse o sacrifício de sua morte na cruz.
Por isso, antes de começar sua paixão, reunido com seus apóstolos na última ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia, convertendo pão e vinho em seu próprio corpo e sangue, e os deu de comer e beber. Com isto, Jesus fez partícipes de seu sacerdócio aos apóstolos e mandou-lhes que fizessem o mesmo em sua memória.
Assim, pode-se afirmar que Jesus, ao celebrar a Santa Ceia, celebrou a primeira Missa.
Com a Santa Ceia iniciou-se a Santa Missa. Assim, podemos dizer que a Missa é a renovação do sacrifício reconciliador do Senhor Jesus. Além de ser uma obrigação de o católico assistir à Santa Missa aos domingos e feriados religiosos de preceito - a menos que esteja impedido por uma causa grave -, é também um ato de amor que deve brotar naturalmente de cada seguidor de Jesus Cristo, como resposta agradecida frente ao imenso dom que significa que Deus se faz presente na Eucaristia. Noutras palavras, a missa é a renovação sacramental do sacrifício da cruz. É o mesmo sacrifício da Cruz, mas sem derramamento de sangue, pois agora Jesus Cristo encontra-se em estado glorioso para o qual devemos fazer memória.

Antes de conhecermos os passos da Santa Missa é preciso entender sobre nossos gestos e postura dentro do Templo. Assim, os gestos são importantes na liturgia da Santa Missa. Nosso corpo também "fala" através dos gestos e atitudes. Durante toda a celebração litúrgica nos gesticulamos, expressando um louvor visível não só a Deus, mas também a todos os homens e, deste modo:
• Quando estamos sentados, ficamos em uma posição confortável que favorece a catequese, pois nos dá a satisfação de ouvir evitando o cansaço; também ajuda a meditar sobre a Palavra que está sendo recebida;
• Quando ficamos de pé, demonstramos respeito e consideração, indicando prontidão e disposição para obedecer;
• Quando nos ajoelhamos ou inclinamos durante a missa, declaramos a nossa adoração sincera a Deus todo-poderoso, indicando homenagem e, principalmente, total submissão a Ele e à sua vontade;
• Quando levantamos as mãos, demonstramos nossas súplicas e nos entregamos a Deus; é a atitude dos orantes;
• Ao juntarmos as mãos, mostramos confiança e fé em Deus.

Agora, sim. Estamos prontos para obedecermos àquela ordem de Jesus: “fazei isto em memória de mim”; e, nós a faremos em quatro partes bem distintas, ou seja:

1. Ritos iniciais

Comentário Introdutório à missa do dia, Canto de Abertura, Entrada, Acolhida, Antífona de Entrada, Ato Penitencial, Hino de Louvor e Oração Coleta.

2. Rito da Palavra

Primeira Leitura, Salmo Responsorial, Segunda Leitura, Aclamação ao Evangelho, Proclamação do Evangelho, Homilia, Profissão de Fé e Oração da Comunidade.

3. Rito sacramental

     Parte A - Oferendas: Canto/Procissão das Oferendas, Orai Irmãos e Irmãs..., e Oração Sobre as Oferendas;
     Parte B - Oração Eucarística: Prefácio, Santo, Consagração e Louvor Final;
     Parte C - Comunhão: Pai Nosso, Abraço da Paz, Cordeiro de Deus, Canto/Distribuição da Comunhão, Interiorização, Antífona da Comunhão e Oração após a Comunhão.

4. Ritos finais

Mensagem, Comunicados da Comunidade, Canto de Ação de Graças e Bênção Final.
Para entendermos a Missa, vamos conhecer melhor cada uma de suas partes?

Então, vamos iniciar?
Os primeiros momentos da missa têm por objetivo estabelecer um clima de acolhimento dos fiéis, levando-os à unidade e preparando-os para a celebração litúrgica do dia.

 

 

1ª PARTE

RITOS INICIAIS

São os primeiros momentos da liturgia da missa. Objetiva estabelecer um clima de acolhimento dos fiéis, levando-os à unidade e preparando-os para a celebração litúrgica do dia que ora inicia-se. É um momento breve, que antecede a proclamação da Palavra de Deus, mas que motiva a participação da comunidade pelo resto da celebração.

COMENTÁRIO INTRODUTÓRIO

O comentário introdutório, feito pelo comentarista da celebração, marca, de certa maneira, o início da Santa Missa. Em algumas comunidades é precedido pelo som do sininho, que indica aos fiéis presentes para que interrompam suas orações particulares e se unam na Oração Oficial e Comum da Igreja.

O comentário inicial convida a participação coletiva dos fiéis e visa criar um ambiente propício para a oração e a fé. Em geral, o comentário situa os presentes num determinado "tema" que será abordado mais profundamente nas leituras da Bíblia, durante o Rito da Palavra. Por exemplo: numa missa de corpo presente, chamará a atenção para a alegria do encontro com Deus e da esperança da ressurreição; no Natal, para a Encarnação do Verbo, prevista pelos antigos profetas; na Páscoa, para a ressurreição de Cristo, que marca a vitória sobre a morte e alcança a salvação para o gênero humano...

A assembléia pode ouvir o comentário sentada, uma vez que a celebração, de fato, só tem início com o Canto de Abertura, quando o sacerdote e os demais ministros entram em procissão, como veremos a seguir.

Sobre o comentarista em si, observamos que ele deve ser discreto, evitando chamar a atenção dos fiéis sobre si. Deve, quando for possível, ocupar um lugar afastado do altar e usar roupas de cores suaves e cortes discretos. Também deve ser uma pessoa preparada para o ofício: sua voz não deve jamais se sobrepor ao do sacerdote, presidente da celebração; deve falar olhando para a assembléia de fiéis de forma breve, clara e sem pressa (logo, não pode ser uma pessoa tímida, nem com dificuldades de fala ou leitura).

Nas comunidades que não utilizam folhetos litúrgicos pré-impressos, cabe ao comentarista preparar os comentários, uma vez que ele também faz parte da Equipe de Celebração. Havendo missas em diversos horários, poderão os diversos comentaristas prepararem um único e mesmo comentário; neste caso, cada comentarista pode "assumir" um determinado horário ou, se for oportuno, poderá ser adotado o revezamento de comentaristas nos diversos horários (o primeiro caso favorece o comentarista pois, acostumando-se com as pessoas que costumam a freqüentar aquele certo horário, acaba por vencer naturalmente a timidez, ganhando maior segurança; o segundo caso, porém, favorece mais a comunidade pois a diversidade de vozes pode quebrar qualquer sentimento de monotonia que a mesma voz de sempre pode causar - é preciso recordar que, infelizmente, poucas são as comunidades que contam com mais de um padre e diáconos e, por isso, é importante variar as vozes onde for possível).

CANTO DE ABERTURA

O Canto de Entrada ou Canto de Abertura, como é menos conhecido, ainda que tenha um sentido mais íntimo com o significado original, marca o início oficial da celebração litúrgica, motivo pelo qual todos deverão ficar de pé. Caso a comunidade não se coloque nesta posição espontaneamente, cabe ao cantor fazer esse convite; o convite somente deverá partir do comentarista quando inexistir a figura do cantor na comunidade ou quando as músicas forem cantadas por um coral.

Enquanto este canto está sendo executado, o sacerdote e o diácono, os acólitos (coroinhas)os os ministros extraordinarios da Eucaristia, os leitores e salmista, se dirigem - geralmente pelo corredor central do templo - para o altar, onde será oferecido o Santo Sacrifício.

a. O Canto em Si

O Canto de Abertura, assim como os demais cantos, deve expressar ligação com o "tema" da missa. Não tem nexo cantar músicas que abordem o Nascimento de Cristo na missa de Páscoa, da mesma forma como é sem sentido cantar músicas que louvem a vida de Nossa Senhora na solenidade de São Pedro e São Paulo... Por isso, as músicas que deverão ser cantadas durante a celebração da Santa Missa não devem ser escolhidas na última hora pelo(s) cantor(es); ao contrário, devem ser fruto de um certo amadurecimento, após acordo entre todos os componentes da Equipe de Celebração (comentarista, leitores, cantores, liturgistas e, inclusive, o próprio sacerdote).

Quando a comunidade não segue folhetos litúrgicos pré-impressos, torna-se também possível mesclar músicas de "missas diversas", isto é, desde que a comunidade possua um considerável acervo de partituras e as letras dessas músicas se enquadrem perfeitamente com a liturgia ("tema") do dia.

Na verdade, quero chamar a atenção para o planejamento, isto é, para o cuidado de seleção das músicas. Não existe nada pior quando participamos de uma missa onde a espontaneidade (que é, sem dúvida, algo louvável) dá margem para o abuso, principalmente em termos musicais, pela falta de preparo da liturgia, o que reflete um certo desdém para com as coisas de Deus. O que tem a ver cantar "Noite Feliz" em plena Semana Santa?? Se você responder: "Nada!" então entendeu muito bem o que quero dizer e, certamente, já deve ter visto (ou melhor, ouvido) isto ou até mesmo coisas piores...

b. O Cantor

A música pode ser cantada de diversas formas: por um cantor, por uma dupla ou trio, por um coral, ou por toda a comunidade, sem a presença necessária de alguém para "puxar" a música oficialmente.

Havendo cantor(es), com a exceção de coral, este(s) também deve(m) usar roupas de cores e cortes discretos, como já vimos quando abordamos sobre o comentarista. Deve-se evitar ao máximo cantores reconhecidamente "desafinados", para não transformar a missa em verdadeiro suplício para a assembléia; neste caso, é melhor deixar o canto sob responsabilidade de toda a comunidade pois, assim, o afinação de alguns encobre (ou melhor, equilibra) a desafinação de outros... Havendo a participação de um coral, estes poderão usar roupas padronizadas ou não e, devem, quando as condições do templo permitir, utilizar o coro, geralmente localizado na parte de trás e sobre o pórtico principal (isto porque, na verdade, é o local mais apropriado por causa da acústica).

As músicas poderão ou não ser acompanhadas por instrumentos musicais. Em geral utiliza-se o órgão ou o violão, mas isto não impede que outros instrumentos sejam usados. O importante é que não haja abusos, transformando a missa num show de rock (o centro das atenções é Deus, a quem adoramos, e o ponto alto da missa é a consagração do Pão e do Vinho, e jamais o grupo musical, o cantor, ou quem quer que seja). Esta observação é fundamental porque infelizmente tais abusos não ocorrem com rara freqüência...

ENTRADA

A procissão de entrada deverá ter, sempre à frente, a cruz, a luz (vela acesa) e o turíbulo com incenso que devem ser conduzidos pelos acólitos. Atrás dos acólitos vêm os leitores da 1ª e 2ª leitura, salmista e aquele(a) que irá apresentar as preces da assembléia. Atrás destes posicionam-se os ministros extraordinários da Eucaristia e, por fim, o diácono e o sacerdote.

A Genuflexão e o Beijo no Altar

Quando o sacerdote e o diácono e os ministros chegam diante do altar, fazem uma genuflexão simples em sinal de reverência; a seguir, os ministros dirigem-se para os seus lugares e o sacerdote e o diácono vão até o altar e o beija, em sinal de veneração; com este gesto, não está venerando a pedra ou a madeira, mas o próprio Jesus Cristo, que é o centro da nossa fé. Se estiver usando incenso, deverá incensar o altar, em toda a sua volta, pois é ali que será oferecido o Santo Sacrifício, durante o Rito Sacramental.

Após isso, o sacerdote e o diácono se dirigirão para as suas cadeiras, diante ou atrás do altar e aguardarão o término da execução do Canto de Abertura.

ACOLHIDA

Encerrado o Canto de Abertura, o sacerdote presidirá o Sinal da Cruz, invocando a Santíssima Trindade:

- Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo!

Ao que toda a comunidade, em um só coro, responderá com um breve e sonoro Amém.

Toda celebração cristã começa e termina com este sinal. A cruz, segundo o sublime ensinamento de São Paulo, é sinal de vergonha e morte para os descrentes e pagãos, mas é, ao mesmo tempo, sinal de vitória e orgulho para os cristãos: foi por sua morte na cruz que Cristo nos reconciliou com o Pai e nos alcançou a Salvação; foi por sua morte na cruz que Cristo ressuscitou dentre os mortos, vencendo a morte - salário que todo homem comum recebe por seu pecado - e nos garantiu a esperança da ressurreição de nossos próprios corpos.

Ao fazermos o sinal da cruz, professamos que o nosso pensamento (cabeça), vontade (peito) e ações (ombros) estão voltados para Deus, estando em harmonia com a Santíssima Trindade e sob a proteção de Deus.

SAUDAÇÃO

Feito o sinal da cruz, o sacerdote abre os seus braços, em sinal de acolhida, e saúda toda a assembléia presente. Para isso, pode fazer uma saudação espontânea, envolvendo o amor e paz da Santíssima Trindade, ou usar qualquer uma das fórmulas sugeridas:

• A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco!
• A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco!
• O Senhor que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo esteja convosco!
• O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco!
• A vós, irmãos e irmãs, paz e fé da parte de Deus, o Pai e do Senhor Jesus Cristo!
• Irmão eleitos segundo a presciência de Deus Pai, pela santificação do Espírito, para obedecer a Jesus Cristo e participar da bênção da aspersão do seu Sangue: graça e paz vos sejam concedidas abundantemente!

A comunidade, então, responderá alegremente: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

O sacerdote também poderá saudar a assembléia com um simples: O Senhor esteja convosco! Neste caso, a comunidade deverá responder: Ele está no meio de nós!. Se o presidente da celebração não for padre, mas sim bispo, poderá ele saudar com: A Paz esteja convosco! Ao que responderá a assembléia: O amor de Cristo nos uniu!

ANTÍFONA DE ENTRADA

São breves palavras que o sacerdote ou o diácono fazem para introduzir os fiéis na missa do dia. Em regra, costuma a ser um versículo bíblico que tenha total ligação com o "tema" da missa, com as leituras que serão feitas durante o Rito da Palavra.

Ainda que muitas celebrações não a levem em conta, passando despercebida, a Antífona de Entrada não deve ser omitida, pois possui particular beleza e sentido.

ATO PENITENCIAL

O Ato Penitencial é um convite que é feito pelo sacerdote que preside, ou pelo diácono que o auxilia, para que todos façam um exame de consciência e reconheçam os seus pecados. Na verdade, todos nós somos pecadores. São João, em sua primeira epístola diz: "Aquele que disser que não possui pecado é um mentiroso".

No nosso dia-a-dia, muitas vezes sem querer e até sem perceber, cometemos pecados que nos afastam da amizade de Deus. Pecamos por pensarmos em coisas que não são dignas de um verdadeiro cristão, por proferirmos palavras ofensivas ou duvidosas, por atos que prejudicam outros irmãos e até mesmo omissões, quando ficamos em cima do muro, não querendo nos envolver em algo que vemos de errado...

Devemos, assim, fazer penitência e arrepender-nos do pecado. Não um arrependimento de palavras, mas um arrependimento sincero e consciente. Pelo Ato Penitencial nos reconciliamos com Deus e com os nossos irmãos e temos o perdão dos nossos pecados.

Porém, o Ato Penitencial não pode ser confundido com o Sacramento da Penitência (Confissão), já que, se tivermos pecado gravemente deveremos, antes, confessar esses pecados para recebermos a absolvição sacramental. O Ato Penitencial tem, assim, eficácia sobre os pecados leves, veniais, e não sobre os graves, mortais.

O Ato Penitencial propriamente dito deve ser precedido do convite para a penitência. Este convite deve ser feito pelo sacerdote, ou diácono, e pode ser espontâneo ou seguir uma fórmula pré-estabelecida como, por exemplo:

• Irmãos e irmãs reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios.

• O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai.

• No dia em que celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, também nós somos convidados a morrer ao pecado e ressurgir para uma vida nova. Reconheçamos-nos necessitados da misericórdia do Pai. (Se for domingo).

• No início desta celebração eucarística, peçamos a conversão do coração, fonte de reconciliação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs.

• De coração contrito e humilde, aproximemos-nos do Deus justo e santo, para que tenha piedade de nós, pecadores.

• Em Jesus Cristo, o justo, que intercede por nós e nos reconcilia com o Pai, abramos o nosso espírito ao arrependimento para sermos menos indignos de aproximar-nos da mesa do Senhor.

• O Senhor disse: "Quem dentre vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra". Reconheçamos-nos todos pecadores e perdoemos-nos mutuamente do fundo do coração.

Após um momento de pausa, para que possamos analisar nossa consciência, faz-se, de fato, o ato de penitência, que pode ser de vários tipos: falados, dialogados ou cantados.

O mais comum é aquele em que o diácono faz três reflexões e, ao final de cada uma delas, diz, respectivamente:

Senhor, tende piedade de nós; Cristo, tende piedade de nós; Senhor, tende piedade de nós, ao que é repetido, logo após, por toda a comunidade arrependida. Por exemplo:

Diácono: "Senhor, que na água e no Espírito nos regenerastes à vossa imagem, tende piedade de nós."

Assembléia: "Senhor, tende piedade de nós".

Diácono: "Cristo, que enviais o vosso Espírito para criar em nós um coração novo, tende piedade de nós."

Assembléia: "Cristo, tende piedade de nós".

Diácono: "Senhor, que nos tornastes participantes do vosso Corpo e do vosso Sangue, tende piedade de nós".

Assembléia: "Senhor, tende piedade de nós".

Pode, entretanto, o próprio sacerdote, ou o diácono, emendar seu convite inicial com um "Confessemos os nossos pecados". Neste caso, a assembléia reconhecerá publicamente os seus pecados, dizendo:

Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

Trata-se, como vemos, de um reconhecimento de todo tipo de culpa (pensamentos, palavras, atos e omissões) juntamente com um pedido de intercessão à Igreja Triunfante e Militante: a chamada comunhão dos santos.

Ao invés, o sacerdote, ou o diácono, pode entrar em diálogo com a assembléia, suplicando:

• Sacerdote, ou Diácono: "Tende compaixão de nós, Senhor".
• Assembléia: "Porque somos pecadores".
• Sacerdote, ou Diácono: "Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia".
• Assembléia: "E dai-nos a vossa Salvação".

Nestes dois casos, terminado o reconhecimento da culpa ou o diálogo, deve-se fazer a invocação de Cristo, de forma simples:

Sacerdote, ou Diácono: "Senhor, tende piedade de nós".
• Assembléia: "Senhor, tende piedade de nós".
Sacerdote, ou Diácono: "Cristo, tende piedade de nós".
• Assembléia: "Cristo, tende piedade de nós".
Sacerdote, ou Diácono: "Senhor, tende piedade de nós".
• Assembléia: "Senhor, tende piedade de nós".

Ou, então, se quiser usar de mais simbolismo, poderá o Sacerdote, ou Diácono, percorrer a assembléia, aspergindo água benta e dialogando:

• Sacerdote, ou Diácono: “Derramarei sobre vós uma água pura. Sereis purificados de todas as vossas faltas e vos darei um coração novo - diz o Senhor. Tende piedade de mim, ó Deus!"
• Assembléia: "Segundo vossa grande misericórdia!"

• Sacerdote, ou Diácono: "Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!"
• Assembléia: "Assim como era no princípio, agora e sempre. Amém!"

Pode, ainda, o Ato Penitencial ser cantado. Existem diversas músicas para esse fim. Eis duas delas:

Cantor: "Senhor que viestes salvar os corações arrependidos".

Assembléia: "Piedade, piedade, piedade de nós". (bis)

Cantor: "Oh Cristo que viestes chamar os pecadores humilhados".

Assembléia: "Piedade, piedade, piedade de nós". (bis)

Cantor: "Senhor que intercedeis por nós junto a Deus Pai que nos perdoa".

Assembléia: "Piedade, piedade, piedade de nós". (bis)

ou

Cantor: "Senhor, tende piedade e perdoai a nossa culpa... e perdoai a nossa culpa".

Assembléia: "Porque nós somos vosso povo, que vem pedir vosso perdão".

Cantor: "Cristo, tende piedade e perdoai a nossa culpa... e perdoai a nossa culpa".

Assembléia: "Porque nós somos vosso povo, que vem pedir vosso perdão".

Cantor: "Senhor, tende piedade e perdoai a nossa culpa... e perdoai a nossa culpa".

Assembléia: "Porque nós somos vosso povo, que vem pedir vosso perdão".

Terminado o Ato Penitencial, o sacerdote concede a absolvição, de forma espontânea ou utilizando a fórmula:

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

E assembléia conclui com um Amém!.

HINO DE LOUVOR

O "Glória" é hino à Santíssima Trindade que segue ao Ato Penitencial para expressar o nosso agradecimento e felicidade pelo perdão de Deus.

Pode ser recitado ou cantado, mas, seja como for, deve ser feito de forma alegre e não carrancuda.

Para isso, devemos nos inspirar na alegria do rei Davi (At 3,8-9), no Magnificat de Maria Santíssima (Lc 1,46-47), no anúncio dos santos anjos (Lc 2,14), em Simeão ao ver o menino Jesus (Lc 2,29-32). Sendo recitado, deve seguir a fórmula:

Glória a Deus nas alturas
e paz na terra aos homens por Ele amados.
Senhor Deus, rei dos céus,
Deus Pai todo-poderoso,
nós vos amamos,
nós vos bendizemos,
nós vos adoramos,
nós vos glorificamos,
Nós vos damos graças por vossa imensa glória.
Senhor Jesus Cristo,
Filho unigênito,
Senhor Deus, cordeiro de Deus,
Filho de Deus Pai,
vós que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós;
vós que tirais o pecado do mundo,
acolhei a nossa súplica;
vós que estais à direita do Pai,
tende piedade de nós.
Só vós sois o Santo,
só vós o Senhor,
só vós o Altíssimo, Jesus Cristo,
com o Espírito Santo,
na glória de Deus Pai.
Amém.

Essa recitação, para maior beleza, poderá ser feita em dois coros: o da direita e o da esquerda, o dos homens e o das mulheres, ou qualquer outra combinação.

Se for cantado e não for possível seguir literalmente a fórmula acima, a música deverá conter, pelo menos, o Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, isto é, deverá glorificar cada uma das pessoas da Santíssima Trindade. Da mesma forma que o Ato Penitencial, também existe diversas músicas que glorificam a Santíssima Trindade; entre elas, escolhemos a seguinte, a título de ilustração:

1. Glória a Deus nos altos céus!
Paz na terra a seus amados!
A vós louvam, Rei celeste,
os que foram libertados.

Refrão: - Glória a Deus, lá nos céus e paz aos seus. Amém!

2. Deus e Pai, nós vos louvamos,
adoramos, bendizemos,
amos glória ao vosso nome,
vossos dons agradecemos.
Senhor nosso, Jesus Cristo,
Unigênito do Pai,
vós de Deus Cordeiro santo,
nossas culpas perdoai!
Vós que estais junto do Pai,
como nosso intercessor,
acolhei nossos pedidos,
atendei nosso clamor!
Vós somente sois o Santo,
o Altíssimo, o Senhor,
com o Espírito Divino,
de Deus Pai no esplendor!

O "Glória" é cantado e recitado aos domingos e nas festas dos santos. Não é recitado nem cantado durante o período da Quaresma e do Advento, bem como durante os dias da semana, porque tendo ele um sentido de alegria e solenidade, fica sem sentido durante a Quaresma e o Advento, quando estamos nos preparando para a alegria maior (a Páscoa e o Natal), e durante os dias da semana, que tem sentido festivo. Fora essas exceções, o "Glória" deverá ser sempre recitado ou cantado, ou seja, não poderá ser omitido de forma alguma.

ORAÇÃO COLETA

A oração coleta assinala a última parte dos ritos introdutórios da Santa Missa. Tem o nome de "coleta" porque visa reunir em uma única oração todas as orações da comunidade.

Ela sempre se inicia com um solene "Oremos", proclamado pelo sacerdote, seguido de um instante de silêncio onde a comunidade pode orar em silêncio e tomar consciência de que está na presença de Deus, com quem se relacionará filialmente. Neste momento se deposita aos pés do Altar todas as intenções da Santa Missa.

A seguir, o sacerdote eleva as mãos e profere a oração oficial, própria do tempo, da solenidade ou da memória, em nome de toda a Igreja. Elevando as mãos, o sacerdote simboliza a oração do povo de Deus se elevando até Ele.

Se a oração for dirigida a Deus Pai, será concluída com as palavras:

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Mas, se a oração for dirigida ao Pai e se encerrar com a palavra Filho, o sacerdote usará, ao invés, as palavras:

...que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

Contudo, se a oração for dirigida ao Senhor Jesus Cristo, o sacerdote concluirá a oração coleta com os seguintes dizeres:

Vós que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

Vemos, assim, que a oração é dedicada à Santíssima Trindade, não havendo, portanto, distinção entre as Pessoas, como se fossem três deuses, o que seria impossível.

Concluindo a oração coleta com essas palavras, toda a comunidade aclama com um firme "Amém" e dá-se início ao Rito da Palavra.

Aqui termina a primeira parte da missa.

 

2ª PARTE

Rito da Palavra

O Rito da Palavra é a segunda parte da missa, e também a segunda mais importante, ficando atrás somente do Rito Sacramental, que é o auge de toda celebração.

Iniciamos esta parte sentados, numa posição cômoda que facilita a instrução.

Normalmente são feitas três leituras extraídas da Bíblia: em geral um texto do Antigo Testamento, um texto epistolar do Novo Testamento e um texto do Evangelho de Jesus Cristo, respectivamente. Isto, porém, não significa que será sempre assim; às vezes a 1ª leitura cede espaço para um outro texto do Novo Testamento, como o Apocalipse, e a 2ª leitura, para um texto extraído dos Atos dos Apóstolos; é raro acontecer, mas acontece... Fixo mesmo, apenas o Evangelho, que será extraído do livro de Mateus, Marcos, Lucas ou João.

Em algumas celebrações, temos apenas duas leituras (durante a semana), noutras chegamos a ter onze leituras (vigília pascal)!!

Analisemos melhor o Rito da Palavra:

COMENTÁRIO À PRIMEIRA LEITURA (opcional)

O comentário à primeira leitura tem como objetivo fazer uma breve introdução ao texto bíblico que será lido a seguir pelo leitor. Chama a atenção para algum ponto que será abordado na leitura.
O comentário, como é possível de se deduzir, é feito pelo mesmo comentarista que deu início à celebração.

PRIMEIRA LEITURA

Como já dissemos, a primeira leitura costuma a ser extraída do Antigo Testamento.
Isto é feito para demonstrar que já o Antigo Testamento previa a vinda de Jesus e que Ele mesmo o cumpriu (cf. Mt 5,17). De fato, não poucas vezes os evangelistas citam passagens do Antigo Testamento, principalmente dos profetas, provando que Jesus era o Messias que estava para vir.

A importância de lermos o Antigo Testamento - que muitos declaram estar definitivamente suplantado pelo Novo Testamento -, como afirma o pe. Luiz Cechinatto, em sua obra "A Missa Parte por Parte", está no fato de que "precisamos conhecê-lo para entender a história de nossa Salvação e vermos o longo caminho andado até a chegada do Messias. Aquele passado distante faz parte do processo amoroso de Deus, que quis caminhar conosco falando a nossa linguagem".

O leitor, então, começa a ler o texto e, ao concluir, diz: "Palavra do Senhor" e a comunidade responde com fé: "Graças a Deus!.

O leitor deve ler o texto com calma e de forma clara. Por esse motivo, não é recomendável escolher os leitores poucos instantes antes do início da missa, principalmente pessoas que não têm o costume de freqüentar aquela comunidade. Quando isso acontece e o "leitor", na hora da leitura, começa a gaguejar, a cometer erros de leitura e de português, podemos ter a certeza de que, quando ele disser: "Palavra do Senhor", a resposta da comunidade, "Graças a Deus", não se referirá aos frutos rendidos pela leitura mas sim pelo alívio do término de tamanha catástrofe!

Ora, se a fé vem pelo ouvido, como declara o Apóstolo, certamente o leitor deve ser uma pessoa preparada para exercer esse ministério; assim, é interessante que a Equipe de Celebração seja formada, também, por leitores "profissionais", ou seja, especial e previamente selecionados.

SALMO RESPONSORIAL / CANTO DE MEDITAÇÃO

O Salmo Responsorial também é retirado da Bíblia, quase sempre (em 99% dos casos) do livro dos Salmos. Muitas comunidades recitam-no, mas o correto mesmo é cantá-lo... Por isso uma ou outra comunidade possui, além do cantor, um salmista, já que muitas vezes o salmo exige uma certa criatividade e espontaneidade, uma vez que as traduções do hebraico (ou grego) para o português nem sempre conseguem manter a métrica ou a beleza do original.

Assim, quando cantado, acaba lembrando um pouco o canto gregoriano e, em virtude da dificuldade que exige para sua execução, acaba sendo simplesmente - como já dissemos - recitado (perdendo mais ainda sua beleza) ou substituído pelo chamado Canto de Meditação.

O Canto de Meditação, como o próprio nome já diz, tem como função ajudar a comunidade rezar e meditar sobre a Palavra de Deus que está sendo lida. Esse tipo de substituição é válido quando a mensagem desse canto tem ligação com o "tema" da missa, fato que é difícil de acontecer se comparado com a diversidade de temas proporcionado pelos Salmos.

Seja usando o Salmo cantado ou recitado, ou, ao invés, o Canto de Meditação, deve toda a Assembléia cantar ou repetir o refrão.

COMENTÁRIO À SEGUNDA LEITURA (opcional)

Tem o mesmo objetivo da primeira leitura, só que fazendo menção ao texto que será lido em seguida, isto é, na segunda leitura.

SEGUNDA LEITURA

Da mesma forma como a primeira leitura tem como costume usar textos do Antigo Testamento, a segunda leitura tem como característica extrair textos do Novo Testamento, das cartas escritas pelos apóstolos (Paulo, Tiago, Pedro, João e Judas), mais notadamente as escritas por São Paulo.

Esta leitura tem, portanto, como objetivo, demonstrar o vivo ensinamento dos Apóstolos dirigido às comunidades cristãs.

A segunda leitura deve ser encerrada de modo idêntico ao da primeira leitura, com o leitor exclamando: "Palavra do Senhor!" e a comunidade respondendo com: "Graças a Deus!".

COMENTÁRIO AO EVANGELHO (opcional)

Assim como os anteriores, este comentário chama à atenção para algum ensinamento de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

CANTO DE ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

O cantor convida a assembléia a se por de pé, para aclamar as palavras de Jesus. Neste momento estando o diácono presente, ele se levanta e dirige-se ao sacerdote e lhe pede a Bênção para Proclamar o Santo Evangelho, dizendo: Dá-me a tua Bênção! E o sacerdote diz: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que possas anunciar dignamente o Santo Evangelho. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Nota: Havendo a presença do Diácono, para a preparação deste momento, veja neste site: Tópico “Documentos” – Missal Romano: Capítulo IV – 1ª Parte, item B, Nºs 175 a 177.

O Canto de Aclamação tem como característica distintiva a palavra "Aleluia", um termo hebraico que significa "louvai o Senhor". Na verdade, estamos felizes em poder ouvir as palavras de Jesus e estamos saudando-O como fizeram as multidões quando Ele adentrou Jerusalém no domingo de Ramos.

Percebe-se, assim, que o Canto de Aclamação, da mesma forma que o Hino de Louvor, não pode ser cantado sem alegria, sem vida. Seria como se não confiássemos Naquele que dá a vida e que vem até nós para pregar a palavra da Salvação.

Comprovando este nosso ponto de vista está o fato de que durante o tempo da Quaresma e do Advento, tempos de preparação para a alegria maior, também a palavra "Aleluia" não aparece no Canto de Aclamação ao Evangelho.

Durante sua execução, a Bíblia pode ser trazida até o sacerdote, em procissão, representando a chegada do próprio Senhor... Se for utilizado o Livro Evangeliário, a sua introdução deverá ocorrer junto à procissão de entrada, nos ritos iniciais, e deverá ser conduzido somente pelo Diácono.

O SINAL DA CRUZ

Recebida a Bíblia (quando for o caso) e concluído o Canto de Aclamação ao Evangelho, o sacerdote se inclina diante do altar e reza em voz baixa: "Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso Santo Evangelho."

Se, ao invés do sacerdote, for o diácono quem irá proclamar o Evangelho, deverá ele se dirigir até a frente do sacerdote e, inclinado, pedir-lhe em voz baixa:

• Diácono: "Peço a sua bênção."
• Sacerdote: "O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo."
• Diácono: "Amém."

Depois disso, entrará (o sacerdote ou o diácono) em diálogo com a comunidade, dizendo:

• Sacerd/Diác: "O Senhor esteja convosco!"
• Assembléia: "Ele está no meio de nós!"
• Sacerd/Diác: "Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo (nome do evangelista).
• Assembléia: "Glória a vós, Senhor!"

Então, o sacerdote ou diácono faz o sinal da cruz sobre a Bíblia e também sobre a testa, sobre a boca e sobre o peito (neste caso, rezando em silêncio: "Pelo sinal da Santa Cruz, livre-nos Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos"); e cada fiel persigna o sinal da cruz amplo sobre si mesmo.

EVANGELHO

Antes de iniciar a leitura do Evangelho, se estiver sendo feito uso de incenso, o diácono, estando presente na celebração, incensará a Bíblia e, logo a seguir, iniciará a Proclamação do Evangelho. Caso o diácono não esteja presente, caberá ao sacerdote fazê-lo.

O texto do Evangelho é sempre retirado dos livros canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João, e jamais pode ser omitido. É falta gravíssima não proceder a leitura do Evangelho ou substituí-lo pela leitura de qualquer outro texto, inclusive bíblico.

Ao encerrar a leitura do Evangelho, o sacerdote ou diácono profere a expressão: "Palavra da Salvação!" e toda a comunidade glorifica ao Senhor, dizendo: "Glória a vós, Senhor!". Neste momento, o sacerdote ou diácono, em sinal de veneração à Palavra de Deus, beija a Bíblia (rezando em silêncio: "Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados") e todo o povo pode voltar a se sentar.

HOMILIA (SERMÃO)

A homilia nos recorda o Sermão da Montanha, quando Jesus subiu o Monte das Oliveiras para ensinar todo o povo reunido. Observe-se que o altar já se encontra, em relação aos bancos onde estão os fiéis, em ponto mais alto, aludindo claramente a esse episódio.

Da mesma forma como Jesus ensinava com autoridade, após sua ascensão, a Igreja recebeu a incumbência de pregar a todos os povos e ensinar-lhes a observar tudo aquilo que Cristo pregou. A autoridade de Cristo foi, portanto, passada à Igreja.

A homilia é o momento em que o sacerdote/diácono, como homens de Deus, traz para o presente aquela palavra pregada por Cristo há dois mil anos. Neste momento, devemos dar ouvidos aos ensinamentos do sacerdote, ou do diácono, que são os mesmos ensinamentos de Cristo, pois foi o próprio Cristo que disse: "Quem vos ouve, a mim ouve. Quem vos rejeita, a mim rejeita" (Lc 10,16). Logo, toda a comunidade deve prestar atenção às palavras do sacerdote, ou do diácono.

A homilia é obrigatória aos domingos e nas solenidades da Igreja. Nos demais dias, ela também é recomendável, mas não obrigatória.

PROFISSÃO DE FÉ (CREDO)

Encerrada a homilia, todos ficam de pé para recitar ou cantar o Credo. Este nada mais é do que um resumo da fé católica, que nos distingue das demais religiões. É como que um juramento público, que fazemos após ouvir com atenção a homilia. Em outras palavras, ao fazer a profissão de fé, assumimos o compromissos de colocar em prática os ensinamentos de Jesus que nos foi ensinado pelo sacerdote, ou diácono, no momento da homilia (sermão).
Da mesma forma que o Hino de Louvor, caso o Credo seja recitado, poderá ser adotado dois coros, para expressar uma maior beleza.
Embora existam outros Credos católicos, expressando uma única e mesma verdade de fé, durante a missa costuma-se a recitar o Símbolo dos Apóstolos, oriundo do séc. I, ou o Símbolo Niceno-Constantinopolitano, do séc. IV. O primeiro é mais curto, mais simples; o segundo, redigido para eliminar certas heresias a respeito da divindade de Cristo, é mais longo, mais completo. Na prática, usa-se o segundo nas grandes solenidades da Igreja.

Eis o texto desses símbolos:

1. Símbolo dos Apóstolos:

Creio em Deus Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos;
foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu as céus;
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo;
na Santa Igreja católica;
na comunhão dos santos;
na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne;
na vida eterna.
Amém.

2. Símbolo Niceno-Constantinopolitano

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra,
e de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
gerado, não criado,
consubstancial ao Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus
e se encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras
e subiu aos céus,
onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo,
Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos profetas.
Creio na Igreja,
una, santa, católica e apostólica.
Professo um só batismo
para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos
e a vida do mundo que há de vir.
Amém.

 

ORAÇÃO DA COMUNIDADE

A Oração da Comunidade ou Oração dos Fiéis, como também é conhecida, marca o último ato do Rito da Palavra. Nela toda a comunidade apresenta suas súplicas ao Senhor e intercede por todos os homens.

Alguns pedidos não devem ser esquecidos pela comunidade:

• O Clero: Bispos, Presbíteros e Diáconos.
• O Papa.
• As necessidades da Igreja.
• As autoridades públicas.
• Os doentes, abandonados e desempregados.
• A paz e a salvação do mundo inteiro.

Além destas, deve a assembléia apresentar outras de caráter local, específicas da comunidade. A introdução e o encerramento da Oração da Comunidade são feitos pelo sacerdote. Quando possível, devem ser feitos espontaneamente. As preces podem ser feitas pelo comentarista ou, melhor ainda, pelos próprios fiéis, mas, sobretudo cabe ao diácono fazê-las. Cada prece deve terminar com a expressão: "Rezemos ao Senhor!", para que a comunidade possa responder com: "Senhor, escutai a nossa prece!" ou "Ouvi-nos, Senhor!"

Quando o sacerdote conclui a Oração da Comunidade, dizendo, por exemplo: "Atendei-nos, ó Deus, em vosso amor de Pai, pois vos pedimos em nome de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.", a assembléia encerra com um: "Amém!".

Termina, então, aqui, a segunda parte da missa.

Na última parte da missa, mais breve que as demais, o principal objetivo é despedir os fiéis exortando-os a retornarem para suas casas louvando e bendizendo ao Senhor e para que sejam, durante a semana, testemunhas de Cristo, vivendo a caridade nos seus atos e pregando a Palavra aos seus semelhantes


3ª PARTE

RITOS FINAIS

Na última parte da missa, mais breve que as demais, o principal objetivo é despedir os fiéis exortando-os a retornarem para suas casas louvando e bendizendo ao Senhor e para que sejam, durante a semana, testemunhas de Cristo, vivendo a caridade nos seus atos e pregando a Palavra aos seus semelhantes.

COMUNICADOS DA COMUNIDADE

A verdadeira comunidade não é aquela que se encontra apenas aos domingos para celebrar a missa...

Comunidade significa "comum unidade", isto é, a vivência em comum, a participação conjunta na vida e rotina da Igreja, como faziam os primeiros cristãos: "Todos aqueles que criam [em Jesus] estavam unidos e tinham tudo em comum" (At 2,44).

Assim, este momento da missa é muito importante para a comunidade, pois aponta as atividades que se darão nos próximos dias sob o patrocínio ou autorização da Igreja. É o chamado para que os presentes à missa venham participar, viver na comunidade, em comum unidade!

Os avisos podem ser anunciados pelo comentarista, pelos representantes das diversas pastorais envolvidas, pelo sacerdote, ou pelo diácono. Deve-se, porém, evitar o anúncio de muitos avisos, pois senão a atenção da assembléia começa a se dispersar; o ideal é que se anuncie apenas aquilo que se dará durante a semana em questão, admitindo como única exceção os eventos maiores, que mobilizem toda uma diocese, paróquia ou cidade (ex.: Missa Campal, Retiro Diocesano, Retiro Paroquial com os Diáconos – eles é quem devem ser incumbidos de cuidarem dos retiros que irão acontecer, especialmente nas paróquias que têm o privilègio de os terem e, ainda, que podem contar com eles - etc.), em virtude da complexidade de organização que costuma a envolver.

Os avisos também devem ser organizados de acordo com o grau de importância, em ordem decrescente; para se chegar a um consenso sobre o que deve ser anunciado primeiro e o que deve ser deixado para o final, recomenda-se que seja dada sempre a palavra final ao pároco, ou ao diácono.


4ª PARTE
MENSAGEM FINAL

Antes do término da Santa Missa, deve a Igreja chamar a atenção de seus fiéis para que vivam a semana, que ora se inicia (domingo), de maneira genuinamente cristã.

Liturgia é ação! Em seu dia a dia o cristão deve agir e se comportar como verdadeiro discípulo de Cristo, ser sua testemunha no lar, no trabalho, na rua, em qualquer lugar que seja. Assim, a liturgia não se inicia quando começa a missa; muito pelo contrário, se inicia quando termina a missa! O altar é a culminância da liturgia!!! Se durante a semana não vivemos como cristãos - ou pelo menos não nos esforçamos a viver como cristãos - o que vamos fazer na missa, quando chega o domingo, no momento em que a liturgia atinge o seu auge?

A Mensagem final deve, portanto, exaltar o cristão a viver de forma digna, de acordo com o Evangelho do Senhor. Não deve ser longa, mas precisa ser clara e objetiva, para que cada fiel possa, de maneira fácil, guardar em seu coração aquilo que foi proclamado durante a missa e, relembrando durante toda a semana, consiga de fato seguir a Palavra de Deus.
A elaboração da Mensagem pode utilizar como principal fonte o Evangelho do dia combinados com outros escritos da Bíblia, documentos da Igreja e obras dos santos.

CANTO FINAL / CANTO DE AÇÃO DE GRAÇAS

O Canto Final representa o louvor e a alegria da assembléia por todos os dons e graças dados por Deus durante a Santa Missa, de maneira que também é conhecido como Canto de Ação de Graças.

Por ser um canto de alegria, de júbilo, de exaltação, não deve ser lento, arrastado, meditativo. Toda a comunidade deve, assim, ser encorajada a cantá-lo, com fé e participação plena.

BÊNÇÃO FINAL

Terminado o Canto Final, toda a comunidade deve se colocar de pé para receber a Bênção Final. O sacerdote, então, abrirá seus braços e saudará todo o povo, dizendo:

• Sacerdote: "O Senhor esteja convosco!"
• Assembléia: "Ele está no meio de nós!"

Então o sacerdote abençoará todo o povo, fazendo uso, conforme dia ou ocasião, de uma oração sobre o povo, bênção solene, ou bênção simples. Também é facultado ao diácono dar a bênção sobre o povo.

Um exemplo de bênção solene (usada no primeiro dia do ano) é a seguinte:

• Sacerdote: "Que Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda a bênção, vos conceda a Sua graça, derrame sobre vós as Suas bênçãos e vos guarde sãos e salvos todos os dias do ano!"
• Assembléia: "Amém!"
• Sacerdote: "Que vos conserve íntegros na fé, pacientes na esperança e perseverantes até o fim na caridade!"
• Assembléia: "Amém!"
• Sacerdote: "Que Ele disponha na Sua paz os vossos atos e vossos dias, atenda sempre vossas preces e vos conduza à vida eterna!"
• Assembléia: "Amém!"
• Sacerdote: "A bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre!"
• Assembléia: "Amém!"
• Sacerdote: "Ide em paz e o Senhor vos acompanhe."
• Assembléia: "Graças a Deus!"

A bênção simples, muito mais curta, costuma a ser:

• Sacerdote: "Abençoe-vos Deus todo-poderoso: Pai e Filho e Espírito Santo."
• Assembléia: "Amém!"
• Sacerdote: "Ide em paz e o Senhor vos acompanhe." (Estando o diácono presente, é ele quem despedirá o povo com essas mesmas palavras).
• Assembléia: "Graças a Deus!"

Ao invés de dizer simplesmente: "Ide em paz e o Senhor vos acompanhe", o sacerdote poderá usar, ainda, outras palavras espontâneas ou uma das seguintes fórmulas:
• A alegria do Senhor seja a vossa força. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
• Glorificai o Senhor com vossa vida. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
• Em nome do Senhor, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
• Levai a todos a alegria do Senhor ressuscitado. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

Ao traçar o sinal da cruz, todos os presentes devem inclinar a cabeça.

Dada a Bênção Final, o diácono despede o povo dizendo: Glorificai ao Senhor com vossas vidas. Ide em paz, permaneçam em paz e que o Senhor vos acompanhe.

Lembra-se aqui, neste momento, que a Missa só termina após a despedida.

Em seguida, o sacerdote e o diácono beijam novamente o altar em veneração e, juntamente com os demais ministros e leitores, reverenciam-no e, após, dirigem-se à sacristia e formam um círculo e, então, o sacerdote, ou o diácono, dirá: Bendigamos ao Senhor! Todos respondem: Demos graças a Deus!

Pode-se cantar ou tocar alguma outra música enquanto todas as pessoas se retiram, para tornar o ambiente mais agradável e expressar a alegria de ter participado da missa.

Autor: Prof. Diácono Miguel A. Teodoro

 


Fonte: enviado por email pelo amigo Cláudio de Carvalho Rocha



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