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Aparições de N. Sra



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Postado em: 24/03/09 às 14:32:38 por: James
Categoria: Aparições de N. Sra
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Visão 56 - 31 de maio de 1959 -

De repente alguma coisa se produziu que me causa um grande medo. Estávamos numa sala cuja janela se abria para Wandelweg. Gritei, indicando o céu:

- “Oh! olha... lá!”

Era uma luz, mas tão intensa que era impossível de fixá-la. Cobri os olhos com as mãos. No entanto, como constrangida a olhar, olhei. Então foi como se o céu se rasgasse... Sim, era isso, um rasgo. E nesse rasgo do céu, de repente, a Senhora. Estava envolvida por uma glória fulgurante. Jamais antes a havia visto deste modo, indizivelmente celeste, majestosa, gloriosa. Nossas pobres palavras são insuficientes para traduzir tamanho esplendor.

Eu não via as ovelhas, nem o Globo, nem a Cruz. A Senhora estava sozinha no meio desta glória imensa.

É então que eu senti que ela me fazia observar a cabeça. E vi uma coroa. Jamais, até então, a Senhora me havia aparecido coroada. Era uma coroa, uma coroa verdadeira, mas cujo ouro e diamantes eram feitas de luz. De algures, ela mesma, a Senhora, estava toda inteira tão radiosa e, repito, tão gloriosa e tão celeste, que isto é, simplesmente, tudo o que posso dizer. Por baixo desta visão de esplendor, o céu: o céu comum, claro e azul. Mais baixo ainda, o globo - a parte superior do globo. O globo estava negro.

A Senhora balança a cabeça e levanta o dedo num gesto de reprovação e de alerta em face deste mundo negro. Ouço:

- “Façam penitência!”

Faz-se, depois disto, uma coisa bem singular. Do globo tenebroso surgem cabeças humanas em grande número. E toda espécie de homens subia lentamente das profundezas. E eis, subitamente, que vejo todos amontoados na superfície do hemisfério. Contemplando isto, digo a mim: Como pode haver tanta diversidade, tantas raças, entre os homens!?

            Então a Senhora estendeu as mãos sobre a multidão e pareceu bendi-la. A tristeza desapareceu de seu rosto. Ouvi:

- “Peçam o perdão DELE.”

 

            A Senhora, de repente, desapareceu; e sucedeu que a substituiu uma imensa Hóstia. Uma enorme hóstia, mas comum, feita de pão ázimo, semelhante àquelas que se vê na igreja.

            Depois disso, diante da hóstia, veio um cálice. Era de ouro maravilhoso. O cálice se vira em minha direção. Um fluxo de sangue sai dele. Fluxos de sangue. O sangue se espalha sobre o globo e corre sobre a terra. Isso dura um tempo considerável. E o sangue corria em fluxos incessantes. Estava tomada de horror.

            Bruscamente a visão se desfaz, melhor dizendo, se transforma naquela da santa hóstia sozinha, mas tão ofuscada de luz que tive que, uma vez mais, proteger meus olhos com as mãos. E também desta vez me senti obrigada a olhar o fulgor cegante. Olhei para a hóstia. Parecia-me, então, ser como um fogo ordinário, mas branco. No centro havia alguma coisa, como uma pequena abertura - um vão -, não sei como descrever isso.

            De repente, foi como se a hóstia fulgurasse. Uma figura saiu dela. Uma Pessoa que flutuava: Alguém. Seu aspecto era tão sublime, emanava dele tanta pujança, irradiava tanta majestade, que, tomada de medo, ousei observar aflita.

            E enquanto eu contemplava esse Ser, esse Ser único, alguma coisa do interior me levava sem cessar a pensar: “E, contudo, eles são DOIS.” Mas eu, eu não via senão UM. O tanto que durou a visão, durou o alerta: “E, contudo, eles são dois.”

            Eis que, NO MEIO DELES, emanava uma luz. NO MEIO DELES, sim, uma luz inefável, e, nesta luz, uma Pomba. Rápido como o fulgor ela esvaiu-se em direção ao globo numa radiosidade indizível, de tão intenso fulgor, que tive, pela terceira vez, que cobrir os olhos com a mão.

            Ainda que tivera o olhar atingido e que sentisse mal os olhos, fui de novo obrigada a olhar. Que glória, que pujança emanava de tudo aquilo! De um lado, ELE-ELES, a Figura flutuante, na radiosidade de sua sublime majestade, de outra parte o mundo agora iluminado!

 

Uma voz ressoou. Ouvi:

- “Aquele que Me come e Me bebe, tem a vida eterna e recebe o Espírito Verdadeiro.”

            Depois disso, que dura um certo tempo, a Senhora reapareceu na glória que lhe é própria, esta glória maravilhosa que eu havia contemplado desde o princípio da visão. Mas, agora, eu via, eu sei, faço a diferença entre sua glória e a outra glória, aquela do Ser na Figura flutuante.

            A alegria estava espalhada sobre a fisionomia da Senhora; e, docemente, de longe, ela diz:

- “ADEUS!”

            A visão esvaiu-se lentamente; e eu chorei.

 
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