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Artigo N.º 13538 - O dia em que eu troquei a pornografia pelo amor verdadeiro.
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Postado em: 17/07/15 às 10:43:45 por: James
Categoria: Destaque
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Eu nunca tinha contado a ninguém que era viciado em pornografia. Mantinha esse meu vício escondido para mim mesmo, por vergonha de falar dele com quem quer que fosse.

Toda vez que eu ficava entediado, entrava na internet e encontrava horas e horas de fotos e vídeos pornográficos. Era tudo muitíssimo simples de achar e de acessar.

No auge do vício, eu perdia no mínimo uma hora por dia, todos os dias, vendo material pornô. E não era só questão de tempo desperdiçado: eu tinha entrado numa espiral que rapidamente me levava do pornô “padrão” para coisas muito mais sombrias e sinistras.

“Mas e daí?”, perguntam as pessoas. “Os homens não fazem isso mesmo? Eles não são seres sexuais? É ‘normal’ procurar pornografia”.

Esta é a grande desculpa que protege a nossa sociedade dos efeitos devastadores da pornografia. Confie em mim: eu fui vítima desses efeitos devastadores. E não, NÃO É normal.

Na minha opinião, a pornografia é o assassino silencioso da virtude em nossa sociedade. Quanto mais aumentamos o consumo de imagens pornográficas, mais diminui a nossa percepção da realidade, especialmente da realidade do sexo pleno e do tratamento que as mulheres merecem.

É um círculo vicioso: quanto mais você olha, mais você encontra; quanto mais você encontra, mais você olha. E quanto mais você olha, mais você deforma a realidade do sexo. Pornografia é viciante. É eletrizante. É difícil parar, e, mesmo quando você consegue, as imagens levam meses, talvez anos, para sair da sua mente.

Como foi que eu parei?

Não fui eu que parei. Eu fui parado. Pela minha esposa, que, na época, era minha namorada. Ela descobriu que eu entrava em sites pornográficos, mas não sabia da extensão do problema. Depois de uma longa e extremamente franca conversa sobre o quanto ela se sentia humilhada por saber que eu, o namorado dela, ficava todo dia vendo pornografia quando estava sozinho, ela me deu o mais grave ultimato que alguém poderia me dar: “Se você for atrás de pornografia mais uma vez, nós terminamos”.

Aquelas foram as onze melhores palavras que alguém já me disse na vida. Aquele momento foi uma guinada de importância absoluta. Eu planejava me casar com ela e tinha uma escolha muito clara para ratificar: ou o vício em pornografia ou o amor da minha vida.

Vou ser sincero: não foi fácil. A pornografia nos oferece um tipo distorcido de satisfação. É uma fonte de inquietação, de vergonha, de frustração. Eu me sentia incompleto por navegar em sites pornográficos. E o fato de não contar a ninguém mostrava que eu sabia muito bem que havia alguma coisa errada nesse vício. A maioria das pessoas sabe disso. Ninguém chega em casa do trabalho, beija a esposa, janta e diz: “Querida, estou lá dentro vendo um pouco de pornô, tá bom? Qualquer coisa, me chame”.

O pornô cria problemas enormes de confiança. Eu magoei a minha esposa profundamente quando ela descobriu o meu vício, ainda em nosso tempo de namoro. Demorou muito para que ela confiasse de novo em mim plenamente. A pornografia gera muitas inseguranças na parceira do homem viciado (ou no parceiro da mulher viciada) e essas inseguranças não devem ser subestimadas. A minha esposa se sentia inferior às mulheres que eu olhava. Era como se eu a estivesse comparando com as atrizes dos filmes pornográficos. Ela se sentia mal porque eu a estava traindo mentalmente. Eu fico envergonhado agora só de pensar no quanto a fiz sofrer.

Num mundo tecnológico de fácil acesso a praticamente tudo, a maioria das pessoas se depara com a pornografia em algum momento da vida. Os pais precisam conversar com os filhos para ensinar a eles o que é o sexo real: o sexo pleno é a entrega mútua do próprio corpo entre os amantes, mas é também a entrega mútua do próprio afeto, da própria sintonia, da própria alma; é a doação de si mesmo, numa entrega que só é completa e que só chega ao ápice do prazer e da felicidade quando existe amor! É completamente diferente da mera luxúria, das fantasias e do uso simplesmente físico da outra pessoa.

Eu me considero um homem de sorte por ter quebrado as correntes do meu vício em pornografia graças à minha esposa solidária. Mas outros homens e mulheres estão presos numa teia de mentiras e de dependência. Este problema não é banal: é um problema grave de insatisfação e de incompletude, do qual raramente se fala em público e com sinceridade. E é um problema que precisa ser encarado com toda a clareza.

Fonte: Aleteia


Fonte: http://blog.comshalom.org/carmadelio/



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