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Postado em: 12/01/10 às 21:20:09 por: James
Categoria: Destaque
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A liberdade religiosa brilha por sua ausência

Por Pe. Jhon Flynn, L.C.

ROMA, segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Foi outro ano difícil para os cristãos na Turquia. Mas, na verdade, terminou como começou, com problemas.

 

No início de dezembro, três muçulmanos entraram na igreja de Meryem Ana, uma igreja ortodoxa síria em Diyabakir, e enfrentaram o reverendo Yusuf Akbulut, segundo informou dia 15 de dezembro a Compass Direct News, uma agência especializada em perseguição religiosa.

Disseram ao sacerdote que se ele não destruísse o campanário em uma semana, eles iriam matá-lo. Segundo parece, os muçulmanos atuavam como uma reação ao recente referendo da Suíça que proibiu a construção de novos minaretes para as mesquitas.

Segundo informações, Meryem Ana tem 250 anos e é uma das poucas igrejas que servem à comunidade síria da Turquia.

Os cristãos sírios são uma minoria étnica e religiosa na Turquia e foram um dos primeiros grupos a aceitarem o cristianismo, afirmava o artigo da Compass News Direct.

“Essa é nossa terra. Estivemos aqui durante mais de 1.600 anos”,  afirmou o diretor da Fundação Mor Gabriel, Kuryakos Ergun.

O ano havia começado mal, com uma disputa de terras que implicava um dos mosteiros cristãos mais antigos do mundo. O mosteiro siríaco do século V, Mor Gabriel, encontra-se em Midyat, uma aldeia próxima da fronteira com a Síria.

Os problemas começaram quando em 2008 funcionários do governo turco redesenharam os limites em torno de Mor Gabriel e das aldeias vizinhas como parte de um trabalho de atualização de registro de terras.

Segundo os monges, os novos limites retirariam uma grande parte da terra que o mosteiro possuiu durante séculos. Também iria transformar parte da terra do mosteiro em um parque público.

A alternativa, fugir

Segundo Reuters, quando Ataturk fundou a Turquia antes da Primeira Guerra Mundial, havia 250 mil sírios. Hoje somam somente 20 mil, uma vez que muitos deixaram o país para escapar da perseguição.

Wall Street Journal publicava a 7 de março um grande artigo sobre a disputa da posse do mosteiro. O artigo observou que a disputa acontece em um momento crucial para a tentativa em curso, pela Turquia, de ser aceita como membro da União Europeia.

O bispo Timotheus Samuel Aktas, superior do mosteiro, preside uma comunidade em diminuição, composta por somente 3 monges e 14 freiras. Na área existem cerca de 3 mil cristãos sírios.

O mosteiro, fundado no ano de 397 d.C., tem uma grande importância simbólica, explicava o artigo. É considerado pelos sírios como uma espécie de “segunda Jerusalém”. As batalhas deram continuidade nos tribunais, e em conexão com outros acontecimentos da Suíça, o Conselho Federal da Suíça adotou há pouco uma moção de apoio ao mosteiro na Turquia.

Segundo uma reportagem de 8 de dezembro de Assyrian International News Agency, a moção indica: “Foi pedido ao Conselho Federal para intervir diante do governo turco para que continue mantendo a propriedade dos mosteiros sírios, no sudeste da Turquia, e que os direitos da minoria síria sejam respeitados de acordo com os critérios de Copenhague”. 

Os critérios de Copenhague fazem referência a uma série de princípios que um país deve cumprir para poder se juntar à União Europeia, como atualmente tenta a Turquia. Um deles tem relação com os direitos humanos e a proteção das minorias.

Acusações

Durante os últimos 12 meses, aconteceram outros exemplos de intolerância na vida dos cristãos na Turquia. Em 16 de outubro, Compass Direct News informou sobre o julgamento de dois cristãos, acusados de insultar o Islã.

O advogado de defesa, Haydar Polat, disse que o julgamento foi um escândalo, apontando para o fato de que três das testemunhas de acusação admitiram que nem mesmo conheciam os acusados.

Hakan Tastan e Turan Topal foram presos em outubro de 2006, acusados de caluniar um cidadão turco e o Islã, enquanto falavam de sua fé com três jovens em Silivri, uma cidade que fica a uma hora de carro ao oeste de Istambul. Poderiam sofrer uma pena de prisão de dois anos, se forem considerados culpados da acusação.

A questão ainda não está concluída, com o processo suspenso até 28 de janeiro de 2010, devido ao tribunal ter voltado a convocar mais três testemunhas de acusação que não foram apresentadas na audiência.

Em seguida, a 4 de dezembro, Compass Direct News publicou uma reportagem sobre uma pesquisa que mostrava que metade da população da Turquia é contra membros de outras religiões que organizem reuniões ou publiquem materiais para explicar sua fé.

A pesquisa mostrava também que quase 40% da população da Turquia afirmava ter pontos de vista “muito negativos” ou “negativos” dos cristãos.

A pesquisa, realizada em 2008, formava parte de um estudo encarregado por International Social Survey Program, um grupo de acadêmicos de 45 países que realizam pesquisas e investigações sobre temas sociais e políticos.

Situação Geral

Forum 18, uma organização de direitos humanos norueguesa, publicou a 27 de novembro um estudo sobre a liberdade religiosa na Turquia. A organização leva seu nome segundo o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que declara que todos têm direito de liberdade de pensamento, consciência e religião.

O estudo em geral concluiu “que o país segue vivendo graves violações das normas internacionais de direitos humanos à liberdade de religião ou crença”.

A Turquia não deu reconhecimento legal às comunidades religiosas em sua própria legislação como comunidades independentes com plena condição legal, como o direito de ter seus próprios lugares de culto e da proteção legal que as comunidades religiosas normalmente têm sob a lei, informou Forum 18.

Além disso, o estudo observou que os cristãos foram objetos de uma série de ataques violentos e assassinatos nos últimos anos.

O governo, explicou o estudo, manteve-se comprometido com o “laicismo” de Mustafa Kemal Ataturk. Isso envolve não somente o controle estatal do Islã, mas também restrições sobre à capacidade dos muçulmanos e dos não-muçulmanos fora do controle estatal para exercer a liberdade de religião ou crença.

Comunidades tão diferentes como dos muçulmanos alevis, os católicos, ortodoxos gregos, protestantes e a Igreja Ortodoxa Síria tem visto pouco progresso na hora de resolver seus problemas de propriedades, acrescentou o estudo.

Na verdade, mesmo as comunidades religiosas reconhecidas não podem ter propriedades, como os locais de culto em si. É praticamente impossível não encontrar pessoas de origem não-muçulmana em postos civis de mais alto nível, e impossível nos postos mais altos do Exército, continuou o estudo.

Intolerância

Forum 18 enumerava os ataques mortais contra os cristãos nos últimos anos: o assassinato do padre Andrea Santoro, um sacerdote católico, em 2006; o assassinato dos protestantes de etnia turca Necati Aydin e Ugur Yuksel, e de um alemão, Tilmann Geske, em Malatya em 2007. Recentemente, em julho de 2009, Gregor Kerkeling, um empresário católico alemão, contratado por um turco, foi assassinado por ser cristão, por um jovem mentalmente desequilibrado.

Entre as causas da intolerância o estudo citava a habitual desinformação e difamação contra os cristãos, tanto no discurso público como na mídia. Além disso, a intolerância é ativamente promovida dentro do currículo escolar.

O informe concluía dizendo que os graves problemas de falta de liberdade religiosa na Turquia levantam sérias dúvidas sobre se o país é verdadeiramente comprometido com os direitos humanos universais para todos.

A Turquia, evidentemente, não é a única que limita a liberdade religiosa. Em 16 de dezembro, um relatório titulado “Restrições Globais à Religião” foi publicado por Forum, sobre Religião e Vida Pública, do Pew Reserarch Center.

O relatório mostrou que 64 nações - cerca de um terço dos países do mundo - impõem restrições fortes ou muitos fortes à religião. Além disso, dado que alguns dos países mais restritos têm muita população, cerca de 70% da população mundial vive em países com fortes restrições à religião, e que muitas vezes sofrem especialmente as minorias religiosas.

 



Fonte: zenit.org





Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 12/01/10 às 21:20:09 h.


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