Urge dizer sim ao bem e não ao mal, diz o Papa em visita às fossas onde ocorreu um massacre nazista


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Postado em: 28/03/11 às 21:40:46 por: James
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Vaticano, 28 Mar. 11 / 11:44 am (ACI/EWTN Noticias)

Em sua visita na manhã de ontem às Fossas Adreatinas em Roma onde estão sepultadas 335 pessoas massacradas pelos nazistas em 24 de março de 1944, o Papa Bento XVI assinalou que urge dizer sim ao bem e não ao mal para viver como filhos de Deus.

Conforme informa a Rádio Vaticano, em sua visita depois do convite da "Associação Nacional das Famílias Italianas dos Mártires caídos pela liberdade da Pátria", o Papa citou umas palavras escritas em uma parede de uma cela de tortura escritas por um desconhecido: "Acredito em Deus e na Itália, acredito na ressurreição dos mártires e dos heróis, acredito no renascer da pátria e na liberdade do povo".

Esta entrevista, disse, "demonstra que o espírito humano fica livre até nas condições mais duras" e "afirma a primazia da fé, como manancial de confiança e esperança para esta nação e seu futuro".

O Santo Padre ressaltou que "o que ocorreu aqui no dia 24 de março de 1944 é uma ofensa muito grave a Deus, porque é violência deliberada do homem contra o homem. É o efeito mais execrável da guerra, de toda guerra, enquanto que Deus é vida, paz e comunhão".

"Como meus predecessores, venho aqui a rezar e renovar a memória. A invocar a divina Misericórdia, a única que pode preencher os vazios, as voragens abertas pelos homens quando, empurrados pela cega violência, renegam sua dignidade de filhos de Deus e irmãos entre eles. Eu também, como Bispo de Roma, cidade consagrada pelo sangue dos mártires do Evangelho do Amor, devo render homenagem a estes irmãos, assassinados a pouca distância das antigas catacumbas".

Seguidamente o Santo Padre afirmou que "outro testemunho que me impactou é o que se encontrou justo aqui, nas Fossas Ardeatinas. Uma folha de papel em que uma vítima escreveu: Deus meu Pai grande, rogamos-lhe que possa proteger aos judeus das bárbaras perseguições. 1 Pai Nosso, 10 Ave Marias, 1 Glória ao Pai".

"Naquele momento tão trágico e desumano, no coração dessa pessoa surgiu a invocação mais alta: Deus meu Pai grande Pai de todos!"

"No nome Pai está a garantia segura da esperança, a possibilidade de um futuro distinto, livre de ódios e vinganças, um futuro de liberdade e de fraternidade, para Roma, a Itália, Europa, o mundo. Sim, em qualquer parte, em cada continente, a qualquer povo pertença, o homem é filho daquele Pai que está nos céus. É irmão de todos na humanidade. Demonstram-no, infelizmente, também as Fossas Adreatinas".

"É preciso querê-lo, é preciso dizer sim ao bem e não ao mal. É necessário acreditar no Deus do amor e da vida. E rechaçar toda outra falsa imagem divina, que trai seu santo Nome e, portanto, trai ao homem, feito à sua imagem".

Finalmente o Papa indicou que "neste lugar, doloroso memorial do mal mais horrendo, a resposta mais verdadeira é a de tomar-se da mão, como irmãos e dizer: nosso pai, nós acreditamos em Ti e com a força de seu amor queremos caminhar juntos, em paz, em Roma, na Itália, na Europa e no mundo inteiro. Amém".

Depois de uma homenagem floral ante a lápide que recorda a matança, o Santo Padre entrou no Sacrário e de joelhos se deteve em oração ante as tumbas. Logo o Rabino Chefe de Roma rezou em hebreu o Salmo 129 "De profundis" e o Papa o Salmo 23, "O Bom Pastor", assim como a seguinte oração:

"OH Deus, Padre misericordioso, agradecemos-lhe por haver dado a seu Filho Jesus, Pastor Bom, que deu sua vida por nós.
Com sua morte e ressurreição Ele nos liberou da escravidão do pecado e nos abriu a passagem à vida eterna.
Rogamos-lhe por nossos irmãos que neste lugar foram assassinados sem piedade:
concedei-lhes que gozem por sempre da luz e da paz de seu Reino.
Rogamos-lhe isso por Cristo nosso Senhor.
Amém".

Ao concluir sua visita o Papa assinou no Livro de visitas e escreveu em latim "Nenhum mal temerei, pois estás junto a mim", frase tirada do Salmo 23. Bento XVI é o terceiro Papa que visita as Fossas Ardeatinas. O Servo de Deus Paulo VI esteve em 12 de setembro de1965 e o Venerável Juan Paulo II no dia 21 março de 1982.

Fonte: http://acidigital.com/noticia.php?id=21459

 

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