CETRO PARTIDO
 
 
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Visto: 1525 - Impresso: 94 - Enviado: 32 - Salvo em Word: 41
Postado em: 30/05/09 às 22:43:21 por: James
Categoria: Artigos Site Aarão
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Volto a falar sobre a Igreja – quem quer compreender os sinais dos tempos, precisa se fixar nela – e poderia perguntar aqui, já na primeira linha: qual Igreja? Ó sim, nós sabemos que Jesus fundou uma só Igreja, sob Pedro, e esta permanecerá até o fim, nunca será destruída. Sabemos também que milhares de seitas dela derivaram através dos séculos, especialmente depois do Concílio Vaticano II. Ora, o simples fato de dizer depois do Concílio< já seria um motivo de alerta, um sinal para ligar-se e perguntar, por quê?

Quem tem acompanhado nossos raciocínios pelos últimos artigos, pode perceber que hoje existem duas forças poderosas atuando na Igreja Católica, e de fato se pode dizer que está ocorrendo uma verdadeira metamorfose dentro dela. Digamos que um espírito de maldição, um falso corpo, está tomando aos poucos o lugar do verdadeiro Corpo Místico de Cristo – hoje já não corpo, nem mais místico, pois corpo numerado de homem – como se tivesse sido ardilosamente estudado para não provocar nenhuma suspeita às ovelhas incautas. Tudo foi feito na surdina, escondida e silenciosamente, de modo que sem uma graça especial do Espírito Santo, não se perceberá que tudo mudou. Mas é outra igreja!
 
     Digamos: até o Concílio nós tínhamos uma Igreja, segura e santa, de origem divina, que caminhava para Deus. Seu objetivo único era a pátria celeste! A salvação das almas! A busca da santidade pela vivência das virtudes! A vida sacramental como fonte segura e caminho de salvação. Nesta Igreja, a santa Missa era o cerne de sua vida, pois se firmava no mais assombroso mistério de nossa fé: a presença viva, e real, de Jesus na Eucaristia! A Missa era a rememoração, incruenta, do Sacrifício da Cruz! E dela brotava nossa força de expiação maior. A Missa, a Eucaristia mantinha a Igreja de pé! Era ela que mantinha nossa unidade, nossa força superior! Porque a Missa de então era divina, era santa!
 
     Usei o termo saudoso do passado <era> não porque a Missa de hoje não seja mais santa, e porque ela deixou de ser a verdadeira santa Missa: a Missa nova mudou a face da Igreja! Por outros textos que já coloquei foi possível perceber que todas as questões discutidas no Concílio se tornaram periféricas diante do único objetivo do diabo: atingir mortalmente a Missa! Como? Tirando fora? Não! Tornado-a inócua! Quase sem efeito! Sem graças! Abominável! Sim, enchendo-a de comungantes sacrílegos e de padres ainda mais, que sequer acreditam no Mistério que celebram, e que celebram em pecado grave.
 
     Isso chocará alguns, dizendo que a Igreja não foi então conduzida pelo Espírito Santo, mas uma análise mais acurada dos fatos provará que muito mais que satisfazer uma necessidade real da verdadeira Igreja, e um desejo dos santos padres, de esclarecer alguns pontos e dogmatizar outros, o Concílio Vaticano II visou atender a um desejo dos maus. Dos modernistas! Numa frase recente de mensagem, Nossa Senhora disse que a Igreja é assistida pelo Espírito Santo, mas que não deveria errar. Ora, este “deveria” abre um precedente até então considerado herético: ela, mesmo sendo conduzida por Deus, mas contra a vontade Dele, ERRA! Sim, por alguns dos homens que a dizem fazer!
 
     Na realidade, o rescaldo deste Concílio foi uma monumental guinada da Igreja à esquerda, atrás, ao lado, para qualquer direção que a levasse ao abismo. Isso se fez de uma forma tão astuciosa que sequer percebemos a transformação. Quando está havendo uma mudança brutal! Tanto que agora nos intriga o fato de ela não ter provocado já ali, um cisma. Sim, houve discordantes, sábios da verdadeira Igreja que se levantaram contra esta maré de podridão – com face de novidade – entretanto a raposa maldita soube muito bem calar estas vozes, sufocando a verdade e literalmente partindo o cetro.
 
     Na realidade a palavra “brutal mudança” não comporta a dimensão do que aconteceu de fato. Quem sabe abissal mudança, porque na realidade a Igreja que era voltada para Deus – para que uma religião onde Deus não seja o centro? – voltou-se para o homem. A palavra difícil é antropocentrismo. Foi este caminho que o diabo escolheu, para de forma solerte metamorfosear a Igreja Católica, tirando dela a face divina, para dar-lhe nova cara humana. Digamos: como a Missa antiga era celebrada voltada para Deus, a de hoje é voltada de costas para Ele. É como estamos hoje: frente para o homem, costas para Deus!
 
     Quem acompanha nosso trabalho, desde o início, sabe que os números do Purgatório eram assustadores. E já entendemos hoje, que isso se devia exatamente à Santa Missa – a nova Missa pós-conciliar – que devagar passou a não salvar mais almas. Os estudiosos, sem terem acesso aos números que temos, continuaram a pregar que a nova Missa tinha o mesmo efeito da antiga e que “seu poder de remissão é infinito”. Ora, se fosse assim, se cada três Missas salvasse uma só alma, não teria ninguém no purgatório. Como tinha quase três bilhões? Óbvio, não é que a Missa antiga remia todas as almas, o fato é que esta atual passou a ser quase inócua. Com o correr do texto o leitor entenderá isso!
 
     Há um enunciado da física que diz: dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço! Um entra, outro sai! Qual a armadilha de satanás? Ardilosamente, ele colocou seus homens – e não santos – em postos chave da Igreja e com eles passou a preencher todos os espaços. Optou-se para participação do homem eliminando a figura de Deus. Enquanto se punha Deus de lado, foi-se criando um trono para o homem endeusado, que passou a ser o centro da vida eclesial. Neste sentido, se mostra o quão herética, é a “teologia da libertação”, cujo reinado de trevas tem eclipsado a Igreja Católica. Não é a toa que seus fundadores são verdadeiros hereges, blasfemos que Deus tenha deles piedade!
 
     Devagar então, foram empurrando para fora, os bons padres para paróquias difíceis, os bons e santos bispos para dioceses insignificantes, os bons cardeais foram morrendo e sendo substituídos por modernistas, tal como as ordenações episcopais se fizeram no mesmo sentido. Criaram-se as Conferências Episcopais, que se são “pequenos Vaticanos” de desobediência e pressão esmagadora dos ainda bons.  E isso, astutamente e durante os últimos quarenta anos conseguiu mudar radicalmente a face da Igreja. Faz um tempo, ouvi esta frase de um dos homens de mais oração e fé que conheço: infelizmente, hoje devemos desconfiar de todos os bispos e cardeais que foram nomeados nos últimos anos. O critério de escolha passou a premiar a falsa divindade humana, rejeitando a face divina!
 
     Ou seja: eles foram ocupando todos os espaços eclesiais por modernistas, por homens que se enquadravam no perfil de servidores humanos, e desta forma passaram a conduzir o rebanho rumo ao abismo de hoje. Sim, e quem duvida ainda que a Igreja esteja quase no fundo do abismo, é porque já foi submerso por ele. Faz parte da linha de frente, daqueles cuja cegueira é provocada pela lama de sua miséria espiritual! E tal é que já não mais compreendem nossa assustadora realidade. Explosão das seitas! Igrejas cada vez mais vazias! Padres e fiéis cada vez mais vazios! Cada vez menos padres! E a maioria dos existentes, deixou de ser Deus em serviço, para ser homem em desserviço a Deus!
 
     Tantas vezes ouvimos padres defenderem expoentes da perdição humana, a quem louvam e enaltecem, pois desconhecem o lado terrível da perda eterna deles! Gente que em vida defendeu o homem, somente ao homem, nada mais que ao homem, não como obra do amor cristão, mas como foice e martelo do sanguinário ódio de classes! Ódio que elege os pobres como falsos deuses, não como fomento da verdadeira caridade cristã, mas como destino de suas degradantes migalhas humanas. Ó pobres migalhas de homens sem Deus! Para quê Deus? Pois dizem: nós fizemos isto! Ó “justos!” Serão esmigalhados!
 
     Nas últimas décadas, a Igreja foi ocupada por milhares destes. E o indicativo para que o leitor perceba quem são eles é simples. Pergunte-se: faz seu povo caminhar para Deus, ou para o mundo? Enche o Céu de almas, ou os ventres de comida? Busca o Céu ou a terra? Olhe para seu bispo, seu sacerdote, analise e compreenda. Se ele busca a Deus, se pensa na salvação eterna, se pensa nas almas e nos sacramentos, e se pensa e vive para o Céu, então o siga! Está entre os santos! Mas se ele busca o mundo, busca agradar aos homens, pensa em encher ventres não almas, se foge dos sacramentos e vive para a terra, então desconfie! Ele é terra, sua igreja é humana, é falsa, só de nome!
 
     O mais solerte e bandido aspecto do Concílio Vaticano II, foi conseguir passar para os padres a falsa idéia de que, depois dele, a Igreja havia apagado e abolido toda a doutrina anterior. Mesmo seus dogmas! Mesmo sua Tradição! Acharam que tudo aquilo que os Concílios anteriores haviam decidido foram postos de lado, em nome de uma nova Igreja. Porque foi realmente outra igreja que emergiu do Concílio. Mas falsa! Fez-se uma outra que passou a conviver dentro dela como um monstrinho abortivo, e que foi aos poucos tomando corpo até se tornar maior que a verdadeira. Pelo menos na hierarquia!
 
     Porque realmente entre as duas Igrejas, pensando que tudo é igual, sem saber de nada do que é ser Igreja, se acotovela e vegeta, e se empanturra de vazio, uma massa disforme de bilhões de católicos frios, destinados a serem cuspidos da boca do Senhor. Nem se pode dizer que são eles motivo de disputa entre as duas hostes da elite, primeiro porque são mais vazios que pluma ao vento, e qualquer vento de doutrina os sopra para onde quer; segundo porque quem sopra mais forte, leva. E como tratam de sufocar a voz do Santo Padre, a cada dia sopra mais forte o vento dos lobos. ...Que as ovelhas pensam serem pastores! Quando devoram! Têm hálito pestilento e são devoradores de almas!   
 
     Depois que assumiu nosso querido papa Bento XVI – para o rosnado da alcatéia – aos poucos algumas coisas que antes julgávamos impossíveis de acontecer, passaram a fazer parte das realidades. A recente mudança na fórmula da consagração do vinho – por muitos e NÃO por todos – significa na realidade um poderoso murro na face dos hereges. A tentativa do Papa Bento XVI em fazer voltar a Missa em latim tem sido interpretada pelos lobos como um tapa no Concílio, que isso o torna sem efeito! Que ótimo, assim voltaremos para a casa do Pai. Sabemos bem o que comia o filho pródigo fora de casa!
 
     Que aconteceu? Como estão os confessionários? Vazios! Porque os padres foram mal ensinados – ou mal interpretaram – que o pecado até existe, mas quem vai se preocupar com ele, se Deus é somente misericórdia? Tratar dos famintos é mais importante! Ser fraterno! Ser solidário! Falar de paz! Estar de bem com os irmãos! Cuidar da natureza! Como governar a nação! Acham isso o correto! Que esta é a missão da Igreja! Quando ela não tem sentido sem o Céu! Para que uma Igreja deste mundo se Jesus disse a Pilatos: meu Reino não é deste mundo? Igreja que não busca o Céu não é Igreja de Deus!
 
     Porque, a verdadeira Igreja de Jesus jamais abandonou o confessionário! Aliás, ela faz dele o se grande ponto de partida: o caminho da santidade! Toda rebeldia dos padres em hoje não confessar – nem confessar-se – deve-se em síntese a falsa idéia de que “Deus não pode ser mau ao ponto de condenar alguém ao inferno”. Blasfemos! Um dia esta frase estará marcando a porta do abismo onde tais padres serão sepultados. Deus não condena ninguém! Mas o padre que não se confessa é réu de delito! Padre que não confessa, é réu de morte pelos que se perdem por não acharem confessor! Por serem até expulsos dali!
 
     Tudo isso se deveu à errônea interpretação do Concílio, que começou com a radical mudança da Missa. Porque quando os modernistas – e satanistas – perceberam que o maior entrave para o falso ecumenismo conciliar estava na Santa Missa, rapidamente eles deixaram de lado todas as outras proposições, e trabalharam nesta. E foi o condenado e satanista Vilot quem conseguiu entregar a “liturgia” da Missa para que cinco pastores protestantes – Georges, Smith, Jasper, Sephard, Konneth, e Max Thurian – a fizessem ao seu gosto. E pouco foi feito para evitar que isso acontecesse. Houve um bloqueio geral.
        
     Mas não todos: Vejam partes de uma carta escrita por Dom Domenico Celada, publicado no jornal "Vigília Romana", em novembro de 1971, e que extraí do site monfort.org. E diante de tudo que temos visto, não há como não concordar com elas. Corto algumas partes...
 
    Faz tempo que desejava escrever-lhes, ilustres assassinos da nossa liturgia. Não, é certo, que eu imagine que as minhas palavras possam ter qualquer efeito sobre vocês, há muito caídos nas artimanhas de Satanás e transformados em seus obedientíssimos servos, mas escrevo para que todos aqueles que sofrem pelos inumeráveis delitos por vocês cometidos possam encontrar a sua voz. Não se iludam senhores, as atrozes chagas que vocês abriram no Corpo da Igreja gritam vingança, diante de Deus, justo vingador. O vosso plano de subversão da Igreja é antiqüíssimo. Foi tentada a realização por tantos dos vossos predecessores.... a quem o pai das trevas tem já acolhido no seu reino. (...)

     Agora vocês conseguiram. Por enquanto ainda, haveis criado a vossa “obra prima”: a nova liturgia! Que esta não seja obra de Deus, é demonstrada antes de tudo (deixando de lado as implicações dogmáticas) de um fato muito simples: é de uma feiúra assustadora. É o culto da ambigüidade e do equivoco, não menos o culto da indecência. Bastaria isto para entender que a vossa “obra prima” não provém de Deus, fonte de toda beleza, mas do antigo deturpador das obras de Deus. Sim, haveis tirado dos fieis católicos as emoções mais auras, derivantes das coisas sublimes, das quais estava substanciada a liturgia por milênios. A beleza das palavras, dos gestos, das músicas. O que nos tem sido dado em troca? Um mostruário de feiúra, de traduções grotescas (...) de emoções gástricas suscitadas pelos chiados das guitarras elétricas, dos gestos equivocados.

     Mas, se não bastasse, tem um outro sinal que demonstra como o vosso “trabalho” não provém de Deus. Refiro-me aos instrumentos dos quais se serviram para sua realização: a fraude e a mentira. Conseguiram fazer crer que o Concilio decretasse o desaparecimento do latim, o arquivamento do patrimônio da música sacra, a abolição do tabernáculo, a inversão dos altares, a proibição de ajoelhar-se diante de Nosso Senhor, presente na eucaristia, e todas as outras vossas progressivas etapas, que fazem parte – como diriam os juristas – de uma única maquinação criminosa.

     Vocês sabiam muito bem que a Lex orandi é também a Lex credendiassim reza assim se crê – e, portanto, mudando uma teriam, por conseqüência, mudado a outra. Vocês sabiam que apontando as vossas lanças envenenadas contra o idioma vivo da Igreja – o latim – teriam praticamente matado a unidade da fé. Vocês sabiam que, decretando o ato da morte do canto Gregoriano da polifonia sacra, haveriam de ser introduzidos com vossa complacência todas as indecências pseudo-musicais que dessacralizaram o culto divino e jogaram uma sombra equivocada sobre as celebrações litúrgicas. 
 
     Vocês sabiam que, destruindo os Tabernáculos, substituindo os altares pelas “mesas para a refeição eucarística”, negando aos fieis de se ajoelharem diante do filho de Deus, em breve haveria de ser extinta a fé na real presença divina. Haveis trabalhado a olhos abertos, obstinados contra um monumento ao qual haviam posto as mãos os céus e a terra, porque sabiam que destruiriam com isso a Igreja. Chegaram ao ponto de nos tirar a Santa Missa, arrancando até mesmo o coração da liturgia católica. (...) Riam, riam. Vossas risadas são vulgares, nervosas e sem felicidade. Certo está que nenhum de vocês conhece – como nos conhecemos – as lágrimas da... dor. Vocês não são sequer capazes de chorar. (...) Antes de vocês prefiro ao ladrão que arranca o cordão à criança, prefiro ao ladrão de arma em punhos, prefiro até o bruto e o violador de tumbas, gente muito menos suja que vocês que tendes roubado ao povo de Deus todos os seus tesouros. (Fim)
 
     Palavras duríssimas, ameaçadoras, que há 35 anos gritam nos ouvidos surdos. Mas não são erradas! São corretas! Tirando as ameaças e os desejos do inferno que não fazem parte da lei do amor, o conjunto é perfeito. Estes são os verdadeiros violadores da aliança eterna – submeterá com lisonjas os violadores da aliança (Dn 11, 32) – de Deus com os homens, assinada com o Sangue de Cristo. Quando eles negam a Missa como Sacrifício, e quando a celebram como simples ceia, de fato cospem no Sangue Redentor de Cristo e assinam seu próprio testamento de morte! Com o vinho humano, da orgia. Só os réprobos eternos ousam isso. Ai de quem tal ousa! É réu eterno deste mesmo Sangue!
 
     Na carta, ainda, Dom Domenico faz três citações latinas, que são partes suprimidas da antiga Missa, que invocavam constantemente a proteção divina contra os terremotos, contra o espírito de fornicação e contra os inimigos da Igreja, este bem a calhar ao propósito deles. E como se pode ver, foi exatamente depois da Missa nova que em todo mundo começaram a se multiplicar os terremotos, que explodiu em fúria a fornicação, e que com mais desenvoltura passaram a atuar – eles – os inimigos da Igreja. Na realidade o golpe mortal foi dado, proibindo as “orações miquelinas”, que invocavam São Miguel como “defensor dos filhos dos homens” (Dn 12, 1), nos últimos tempos, os que antecedem o dia da ira, da destruição e do esmagamento dos maus. E você já sabe quem são!
 
     Lembra ele que tudo foi conseguido através da fraude e da mentira. De fato, já vimos isso em outros textos, quanto a batalha que se formou no Concílio, onde astuciosamente os maus conseguiram pequenas vitórias, transformando-as depois em cabeças de ponte. Em aríetes contra a verdade! Astúcia, malignidade, engano, logro, pressão sobre os bons, e zombaria, escárnio, tudo isso funcionou no Concílio, menos o Espírito Santo. E se algumas coisas boas restaram dele – que fossem realmente necessárias para a santa e boa Igreja de Jesus – no final elas não passaram de um punhado de areia, que apertado na mão vai aos poucos escorrendo por entre os dedos. Sob as gargalhadas modernistas!
 
     Tem-se assim um rito abominável centrado no homem ardilosamente que se diz divino. Mas não é! O que resultou da Missa, foi a celebração da vida humana, e não da Paixão redentora de nosso Senhor Jesus Cristo. Em síntese, voltou-se a face para o homem, e se deu as costas para Deus. E tudo isso é uma subversão, é uma profanação, mesmo que o rito central tenha sido mantido em parte. O que se nota é uma obsessão pelos gritos, pelos gestos, pelos cantos emotivos, que não deixam nenhum espaço vago para o silencio, para a meditação, especialmente para a adoração. O terrível disso tudo é que os padres simplesmente se negam a entender, isso porque foram mal formados nas salas modernistas. Resultado: nem um em 10 mil padres entende a Missa.
 
    Na verdade, a maioria das pessoas não compreende este Mistério, mas o que se quer eliminar é o sentido da Missa como Sacrifício pela remissão dos pecados, no que se nega com ardileza a hierarquia sacerdotal de Cristo como Sacerdote por excelência e Cabeça da Igreja. E assim, o grande Mistério da Presença Real de Jesus na Eucaristia, cai para o ralo dos mitos e lendas da “igreja antiga”, tal como ensinam os protestantes. Onde tudo é frio, e sem o Espírito Santo. Onde “pão e vinho” da festa e da ceia são “abençoados” e servidos entre irmãos convivais. E os restos de pão aos cães! Os restos de vinho à latrina! Como eles fazem! E é exatamente este também o valor que dão para nossa Eucaristia!
 
     E poderíamos gritar então: socorro! Valha-nos Deus! Certo que ainda temos o bom Papa Bento XVI com seus amigos fiéis tentando voltar atrás, tentando devolver a Igreja, a verdadeira face de Deus. Porque mudando a face da Missa, tiraram sua imagem divina e lhe deram uma face humana! E a face da Missa é a face da Igreja! Eis a abominação: não mais solene, não mais misteriosa, não mais meditativa! E sem adoração, sem respeito, sem devoção, só gritos, som alto, palmas, abraços... Diante da Cruz! E a desolação entra silenciosa no santuário. E o povo, que nada entende é soprado em direção ao abismo!
 
     Mas Jesus avisou, em Mateus 24, 15 Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) - o leitor entenda bem - 16 então os habitantes da Judéia fujam para as montanhas. 17 Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. 18 E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas.... 21 porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. E Nossa Senhora explicou bem claro ao Padre Gobbi: a abominação da desolação de que falou Daniel, é exatamente esta falsa missa de cunho protestante e sem valor, que devagar eles vão implantando. Passo a passo!
 
     Porque, se suprimirem o cetro a Pedro – já fazem isso não mais obedecendo as suas ordens – se retirarem Maria e o Rosário – já o fazem não incentivando e não rezando – e se ao invés das palavras formais da consagração disserem outras tipo: “este pão, nós todos”, e “sangue derramado por todos para a reconciliação no amor” – tudo o mais desaba, pois já não Sacrifício. Então o pão e o vinho serão somente “abençoados” e “partilhados” de forma amiga, e estará consumado o último golpe ao Sacrossanto Mistério da Cruz que a Missa renova. Basta então dar plenipotência às Conferências episcopais em questões de fé, e o cetro pulverizou-se em mil partes, dez mil, milhares.
 
      Na realidade nós não temos hoje – ainda – duas Igrejas já visíveis, porque uma falsa está entrando dentro da boa e devagar a vai expulsando. Três coisas em especial não permitiram – ainda – que a totalidade da invasão acontecesse: 1 > A manutenção do cetro divino nas mãos de Bento XVI; 2 > O não ataque a Maria, Mãe da Igreja, que por hora é apenas posta de escanteio como “intrometida”. 3 > A manutenção do rito central da Consagração, graças à intervenção de Paulo VI. Por isso a Igreja ainda respira! Se não, adeus Igreja! Já cortaram sua língua, o latim, fator inigualável de unidade! Já cortaram a garganta de Pedro e se davam por vencedores (Ap 11, 10). Mas veio Bento XVI, contra sua vontade! Ele por hora tem vencido algumas batalhas. Mas até quando suportará?
 
     Não temos ilusões de que o Papa atual conseguirá nos dar de volta aquele misterioso e antigo tesouro. Completo, perfeito, querido por Deus! A Missa antiga, solene, meditativa, bem estruturada, era o verdadeiro motor da Igreja. Por que mudaram senão para atender a um desejo de satanás? Que temos hoje? Um motor que vive precisando de ajustes, que verte óleo por todos os lados, que tem peças desconjuntadas, que parece não funciona sem estar dançando. Diante dele todos gritam e ninguém mais se entende!
 
     Assim grande barco não afundará só porque Jesus está no leme, pois dependendo de nós já teríamos naufragado. A Missa Eterna voltará! Os autores da nova morrerão! E cairão todos que ergueram nela a abominação! Que ficará ainda pior! Por um tempo ainda! Seu tempo está correndo. Como está em Daniel 12, 11 Desde o tempo em que for suprimido o holocausto perpétuo e quando for estabelecida a abominação do devastador, transcorrerão mil duzentos e noventa dias. 12 Feliz quem esperar e alcançar mil trezentos e trinta e cinco dias! Quem tiver sabedoria, entenda! Os dias estão correndo! Lembrando: a Missa atual não é abominável, é sim o sentido que dão a ela! De festa!
 
     O cetro está partido e já se espalha a revolta! Embora poucos percebam os efeitos do cisma, como fungo maligno ele espalha seus esporos de morte. Os ares pestilentos deste tempo de trevas se encarregam de transmitir o espírito de rebelião, de desobediência, de intriga e de sedição que se encarrega de levedar a massa mole e fedida dos mornos. Uns seguirão seus bispos, outros a si mesmos! Poucos ao Papa! Roma será desobedecida em nome da colegialidade dos Bispos, que se arrogarão o direito às magnas questões de fé. É o fim da unidade! Quando isso explodir, o caos invadirá a terra. Porque cairá a maioria dos Sacrários – que malignamente eles dizem “reserva eucarística”, ou seja: resto – e então se deve fazer como disse Jesus: fujam! Que estiver longe não volte! Não dará tempo!
 
    À medida que faltar a Missa como Sacrifício de Expiação – e entrar a ceia festiva – um vento frio gelará até o mais íntimo das almas! Restará a Igreja da face de Deus! Sumirá aquela da face humana! Assim dizem os profetas! Assim acreditamos que será!
(Arnaldo)


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