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Artigo N.º 1706 - ZELO EUCARÍSTICO - Parte II
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Postado em: 08/06/09 às 16:05:10 por: James
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Gertrudes Comensoli, santa da Eucaristia e da solidariedade

Fundadora das irmãs do Santíssimo Sacramento será canonizada em 26 de abril
Por Carmen Elena Villa

ROMA, quarta-feira, 1º de abril de 2009 (ZENIT.org).- A Irmã Gertrudes Comensoli morreu enquanto contemplava o Santíssimo Sacramento exposto. Em meio à sua doença terminal, pediu que abrissem uma janela do seu quarto ao lado da capela de sua comunidade, para poder olhar para a Eucaristia em seu leito de morte.
O Papa Bento XVI a canonizará em 26 de abril, na Praça de São Pedro, junto a outros quatro beatos.
Hoje seu corpo jaz incorrupto na capela da casa central da comunidade das Irmãs do Santíssimo Sacramento, localizada na cidade de Bérgamo, ao norte da Itália. Sua cabeça conserva a posição na qual morreu, contemplando a Eucaristia.
Seu nome era Catarina. Ela nasceu em 1847. Cresceu em uma família simples e profundamente crente.
«Desde menina, era muito sensível à contínua presença de Deus no meio dos homens através da Eucaristia e viveu o desejo do Senhor de cumprir o serviço do louvor para a salvação dos humanos», explica à Zenit o Pe. Riccardo Petroni, postulador de sua causa de canonização.
Em 1862, entrou no instituto Filhas da Caridade, que teve de abandonar por problemas de saúde. Depois se consagrou à Companhia de Santa Ângela, como noviça.
Buscando sempre o serviço aos mais necessitados, ela se converteu mais adiante na promotora da Guarda de Honra, uma associação que nasceu para difundir o culto ao Sagrado Coração.
 
Os desafios de uma sociedade industrializada
Catarina tinha uma grande preocupação: a tradicional sociedade camponesa da Itália de fins do século XIX se transformava em uma sociedade industrial. As famílias tinham de enfrentar novas exigências trabalhistas. Dava-se uma grande degradação moral no ambiente. O que mais inquietava Catarina era que as excessivas horas de trabalho «não deixavam espaço para a alma».
Vendo esta situação, Catarina assistiu em Roma a uma audiência privada com o Papa Leão XIII, que a alentou a que fizesse algo pela difícil situação social e moral que tanto estava afetando o mundo dos trabalhadores.
Catarina não pôde conter o clamor de seu coração: «Era uma voz potente a que me chamava. Eu sentia uma grande pena por não tender a Deus e à prática das virtudes; provava como uma espécie de agonia nas conversas da noite», testemunha a santa em sua breve autobiografia.
Assim fundou o Instituto de Adoração e Educação em 15 de dezembro de 1882. Recebeu a companhia e o conselho do Pe. Francesco Spinelli e o apoio do bispo de Bérgamo, Dom Gaetano Camillo Guindan.
O primeiro objetivo era o da adoração perpétua, para que, graças à oração profunda, as religiosas pudessem projetar-se na ação de caridade para com os mais necessitados. Dois anos mais tarde, Catarina vestiu o hábito e tomou o nome de Irmã Maria Gertrudes do Santíssimo Sacramento.
«As irmãs se comprometeram em fazer que os empregos não constituíssem um risco para a salvação da alma e não fossem em abandono ou em detrimento daqueles valores sobrenaturais que pertenciam ao tecido cristão e social da Itália daquele tempo», assegura o Pe. Riccardo.
Mas, sete anos depois, uma grande crise açoitou sua comunidade, quando o tribunal de Bérgamo declarou o instituto em quebra. «Meu Jesus, daqui a qualquer minuto virão recolher tudo. Os homens recolherão nossas coisas. Tu, recolhe meu coração em teu dulcíssimo e amável coração», escrevia a Irmã Gertrudes.
O bispo daquela época, Dom Giambattista Rota, estendeu-lhe a mão e ela recebeu assim uma nova casa central. Desta maneira, a congregação teve os recursos para retomar seu caminho.
Em 1900, o Instituto das irmãs do Santíssimo Sacramento recebeu o primeiro reconhecimento pontifício por parte de Leão XIII.
Hoje são 90 comunidades presentes na Itália, Brasil, Equador, Quênia, Maláui, Bolívia e Croácia. Nutridas do amor pela Eucaristia, desenvolvem seu serviço cotidiano nas obras assistenciais, educativas e litúrgicas. A futura santa morreu em 1903. João Paulo II a beatificou em 1989.
«Jesus Cristo vive no meio de nós para estar sempre perto, disposto a ajudar-nos. O amor o faz prisioneiro em uma hóstia, escondido dia e noite no santo tabernáculo. Ele tem suas delícias na luz inacessível do Pai e, contudo, encontra sua delícia ao estar com os homens», escreveu a futura santa.

(Gentileza Luciano)


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