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Artigo N.º 1766 - O CORDEIRO DE DEUS - Parte 4
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Postado em: 14/06/09 às 14:38:49 por: James
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01 Janeiro 2004

No texto que segue, trazemos algumas passagens sobre os últimos dias do tempo de Jesus, imediatamente antes de começar sua vida pública. Na verdade tudo o que Jesus fazia, tinha um sentido profundo de preparação para a grande missão. Penso que muita gente sempre imaginou que Jesus passou dos 12 anos até os 30, tipo “na flauta”, ou seja, apenas ajudando a São José e Nossa Senhora, sem nada fazer no sentido da missão. Na verdade, como já vimos, até nos dias da perda no Templo, Jesus aproveitou para fazer amigos – em especial os dois filhos de Verônica – que mais tarde estavam entre os 72 discípulos. E já ali, ele visitava escolas, instruía as crianças em especial, e falava sobre o Pai e o Reino.

   
As viagens apostólicas de Jesus, antes do seu Batismo no Jordão

Segundo as narrações de Anna Catharina Emmerich, o Divino Salvador já fizera, antes do seu Batismo, diversas viagens longas através da Palestina começando a pregar em público sua doutrina. Essas viagens tinham um fim preparativo.
Por toda parte exortava os homens a que recebessem o Batismo de João, em espírito de penitência e ensinava que o Messias devia aparecer por aqueles dias. Que Ele mesmo era o Messias, não o dizia por enquanto.
Admiravam-no como homem sábio e por suas qualidades espirituais e corporais; ficavam surpreendidos pelos seus feitos milagrosos... mas não chegavam a conhecer-lhe a divindade, pois os judeus tinham opinião muito errada, a respeito do Messias e do seu reino. Julgavam-no um rei vitorioso, que fundaria um poderoso reino; Jesus, porém, aos seus olhos, era apenas o “filho do carpinteiro”.
Anna Catharina viu Jesus primeiro indo de Cafarnaum a Hebron, por Nazaré e Betânia, onde se hospedou em casa de Lázaro.
Visitou o deserto, onde Isabel escondera o menino João e, voltando a Hebron, começou a visitar os enfermos, consolando-os e aliviando-os. Os possessos tornavam-se sossegados perto dele.
De Hebron, foi Jesus à foz do Jordão, no Mar Morto, atravessou-o, para a outra banda, dirigindo-se à Galiléia. Passou por Dathaim, cerca de quatro léguas distante de Samaria, onde, numa casa grande, viviam muitos possessos, que ficaram furiosos à aproximação de Nosso Senhor; quando, porém, lhes falou, tornaram-se inteiramente calmos e voltaram para a sua terra.
Em Nazaré, Jesus visitou os conhecidos de seus pais, mas foi, em toda parte, recebido com frieza e, querendo ensinar na sinagoga, não Lho permitiram. Falou, porém, na praça pública, diante de grande multidão de povo, sobre o Messias e João Batista. Depois foi com Maria a Cafarnaum e dali novamente, de aldeia em aldeia, passando pelas sinagogas, para ensinar, consolando e socorrendo os enfermos. Esteve em Caná, depois à beira do Mar da Galiléia, onde expulsou o demônio de um possesso. Pedro pescava ali, Jesus falou com André e outros.
Partindo do lago, com seis a doze companheiros, tomou o caminho de Sidônia, à beira-mar, passando pela montanha do Líbano; nessa cidade deixou os companheiros e foi a Sarepta e ensinou as crianças e muitas vezes se retirava à uma pequena floresta, perto da cidade, para rezar sozinho. Depois de voltar a Nazaré, ensinou também na sinagoga: como, porém, surgisse descontentamento e murmuração contra Ele, declarou aos amigos que ia a Betsaida. Ali ensinou e, do mesmo modo, em Cafarnaum, percorrendo assim toda a Baixa-Galiléia.
Em Séforis, curou cerca de cinqüenta lunáticos e possessos; por causa disso se deu um tumulto na cidade, de maneira que Jesus teve de fugir, escondendo-se numa casa para abandonar a cidade de noite. Maria que com outras piedosas mulheres, estava presente, afligiu-se muito vendo-O, pela primeira vez, perseguido à viva força.
Em Betúlia, Jesus foi recebido e tratado amistosamente, como também em Kedes e Kision. Celebrou o Sábado em Jezrael, com os Nazarenos, que faziam votos e viviam uma vida de mortificações e austeridades. Tendo depois exortado os publicanos de um lugar, na estrada real de Nazaré, a que não exigissem mais do que os direitos justos, ensinou em Kisloth, ao pé do monte Tabor, sobre o Batismo de João. Os fariseus deram-lhe um banquete, para espiá-lo e examinar-lhe a doutrina.
Havia, porém, na cidade um costume e direito antigo, segundo o qual os pobres deviam ser convidados aos banquetes que fossem oferecidos a forasteiros. Sentando-se, pois, à mesa, Jesus perguntou logo aos fariseus onde estavam os pobres e mandou os discípulos chamá-los, pelo que ficaram os fariseus muito zangados. Ainda na mesma noite partiu de Kisloth e chegou, pela tarde do dia seguinte, a Kimki, aldeia de pastores.
Quando ensinou na sinagoga, levantaram-se contra Ele os fariseus, provocando um tumulto, Jesus continuou seu caminho, de noite, indo pela estrada real, até um lugarejo perto de Nazaré, habitado por pastores. Ali curou dois leprosos, mandando-os lavar-se com a água na qual Ele havia banhado os pés.
Cerca de um quarto de légua antes de chegar a Nazaré, entrou Jesus na casa de um Esseno, chamado Eliud, com o qual rezou e conversou com grande intimidade, sobre a sua missão e o mistério da Arca da Aliança. Explicou-lhe como aceitara um corpo humano do germe da bênção, que Deus tirara de Adão, antes do primeiro pecado; que viera para salvar os homens, os quais se lhe mostrariam muito ingratos.
A Virgem Santíssima veio com Maria Cleophae a Jesus, suplicando-lhe que não fosse a Nazaré, pois o povo estava irritado. Ele respondeu que esperaria só os companheiros que com Ele queriam ir a João Batista e depois passaria por Nazaré. Maria voltou a Cafarnaum. Jesus, porém, encaminhou-se com Eliud, pelo vale de Esdrelon, à cidade de Endor, pregando aí na praça pública sobre o Batismo de João e sobre o Messias.
Os habitantes de Endor não eram propriamente judeus, mas antes escravos refugiados. Na tarde do terceiro dia voltou com Eliud e foi a Nazaré, onde ensinou na escola e sinagoga, falando de Moisés e explicando profecias sobre o Messias. Mas, como falasse de tal modo que os fariseus puderam concluir que se referia a eles mesmos, enraiveceram-se contra Ele, censurando-lhe as relações com publicanos e pecadores, como também o fato de abençoar muitas crianças, a pedido das mães.
Na escola, lhe propuseram muitas perguntas intrincadas, mas Jesus reduziu todos os doutores ao silêncio. Ao legisperito respondeu com a lei de Moisés; ao médico, falou das doenças e do corpo humano, revelando conhecimentos por aquele inteiramente ignorados; aos astrônomos, ensinou o curso dos astros; discorreu também sobre comércio e indústria. Três jovens ricos pediram para ser recebidos como discípulos, Ele, porém, os recusou com tristeza, porque não pediram com intenção sincera.
O Senhor enviou os discípulos, que então eram nove, a João, a quem mandou anunciar a sua vinda. Ele próprio, porém, acompanhado por Eliud, foi de Nazaré primeiro a Chim, curou aí um morfético e continuou depois o caminho pelo vale de Esdrelon. Nessa noite, no caminho, Jesus se mostrou a Eliud em gloriosa transfiguração e na manhã seguinte, o Senhor o mandou voltar para casa.
Jesus continuou o caminho; passando ao pé do monte Garizim, perto de Samaria, chegou à cidade de Gofna, onde o receberam com respeito. Entrando na sinagoga, explicou o livro de um profeta e provou que o tempo do Messias devia haver chegado. Depois veio à uma aldeia de pastores e lhe falaram do matrimônio ilícito de Herodes; Jesus censurou severamente o procedimento do rei, com o mesmo rigor condenou, em geral, os pecados da vida matrimonial. Repreendeu, também alguns em particular, pela vida de adultério que levavam; a muitos disse os pecados mais ocultos, de modo que prometeram, com profunda contrição, fazer penitência.
De noite chegou Jesus a Betânia e hospedou-se em casa de Lázaro, onde Nicodemos, João, Marcos, Verônica e outros estavam reunidos. Durante a refeição, disse Jesus que lhe ia chegar um tempo muito sério; que Ele estava para entrar em um caminho cheio de contrariedades e perseguições; que lhe ficassem fiéis, se queriam ser-lhe verdadeiros amigos.
No dia seguinte, Marta apresentou Jesus à irmã, chamada Maria Silenciosa. Jesus falou-lhe; conversaram sobre coisas divinas, Marta falou-lhe também, com grande tristeza, a respeito de Madalena; Jesus consolou-a.
A Mãe de Nosso Senhor veio também a Betânia, com algumas das santas mulheres. O divino Mestre falou-lhe carinhoso e sério, dizendo-lhe que ia agora procurar João, para ser batizado e que depois teria de cumprir a sua missão; havia de amá-la como sempre, mas, daquele tempo em diante, devia viver e trabalhar para todos os homens.
Jesus seguiu então com Lázaro em direção a Jericó, para serem batizados; andou descalço pelo caminho pedregoso; até o lugar do Batismo, contavam-se cerca de nove léguas.

Vida pública de João Batista

Antes de o Salvador começar a pregar publicamente a sua doutrina, enviou a divina Providência um homem que, pelo aspecto extraordinário e pelas exortações à penitência e ao Batismo, devia atrair a atenção de todo o povo. Era João, filho de Zacarias e Isabel, de Hebron. Para salvar o mesmo, dos sicários de Herodes, por ocasião da carnificina das inocentes crianças de Belém, a mãe levara-o para o deserto, em que permaneceu até o princípio da sua vida pública.
A tarefa de João Batista, como o último e maior profeta do Velho Testamento, era preparar o caminho do Salvador e, estando já no limiar do Novo Testamento, apresentar Jesus, o Cordeiro de Deus que, carregado dos pecados de todo o mundo, devia realizar a salvação do gênero humano, por seu amor e Paixão. Como João cumpriu essa difícil tarefa, conta-nos intuitivamente a religiosa de Dülmen:
Pouco antes de deixar o deserto do Líbano, teve João uma revelação a respeito do Batismo. Voltou depois do deserto para junto dos homens, produzindo em todos uma impressão maravilhosa. Alto, emagrecido pelo jejum e pelas mortificações, mas forte, era uma figura extraordinariamente nobre, pura, simples e dominante. Pelo meio do corpo, trazia cingido um pano, que lhe caia até aos joelhos. Vestia um manto áspero, pardo; braços e peito descobertos.
Vindo do deserto, começou a construir uma ponte sobre um ribeiro. Falava só de penitência e da próxima vinda do Senhor. Tinha a voz aguda como uma espada, forte e severa; mas sempre agradável. Passava, por toda a parte, em caminho reto; vi-o correndo, através de matos e desertos, tirando pedras e árvores do caminho, preparando lugares de descanso, reunindo os homens que o admiravam, buscando-os até nas cabanas, para auxiliá-lo. Caminhou ao longo do Mar de Galiléia e, seguindo o vale do rio Jordão, passou perto de Jerusalém, para a qual olhou com tristeza; de lá foi à sua terra e a Betsaida.
Nos três meses antes de começar o batismo, percorreu duas vezes o país, anunciando Aquele que havia de vir. Em lugares onde não havia nada que fazer, vi-o correr de campo em campo. Entrava pelas casas e escolas; para ensinar, reunia o povo em redor de si, nas ruas e praças públicas.
Muitas vezes o vi indicar a região onde Jesus naquele momento se achava.
João batizou em diversos lugares: primeiro, perto de Ainon, na região de Salem; depois em On, à margem ocidental do Jordão, não muito longe de Jericó; em seguida, a leste do Jordão, algumas léguas mais para o norte do segundo lugar; por fim voltou a Ainon. A água de que João usava ali em Ainon, para batizar, era de uma lagoazinha, separada de um braço do Jordão por um pequeno dique.
A pessoa que se batizava, ficava entre duas línguas de terra, com a água até à cintura; punha-se São João numa dessas línguas, tirando água com uma taça e derramando-a sobre a cabeça do neófito; na outra, se achava um homem já batizado, que colocava a mão sobre o ombro do que estava sendo batizado; ao primeiro, João mesmo impusera a mão.
Tendo-se João tornado afamado, no correr de algumas semanas, pela sua doutrina e pelo batismo, Herodes enviou-lhe um mensageiro, com a ordem de apresentar-se-lhe. João, porém, respondeu que tinha muito que fazer e se Herodes quisesse falar-lhe podia vir pessoalmente. Herodes veio, de fato, a um lugar cerca de cinco léguas distante de Ainon. Chegando lá, falou-lhe João longamente, em tom muito sério e severo.
Vi que Simão, Tiago o Menor, Tadeu e também André, Filipe e Levi, chamado depois Mateus, foram batizados por João.
De Nazaré, Jerusalém e Hebron mandaram grupos inteiros de fariseus e chefes das sinagogas como mensageiros a João, para interrogá-lo a respeito de sua missão. Vieram também cerca de trinta soldados a João, que os repreendeu severamente, por não terem a intenção de arrepender-se. A multidão dos homens era enorme; centenas achavam-se sentados por ali e outras centenas chegavam continuamente, para ouvir-lhe a doutrina e receber o Batismo.
Em Jerusalém houve uma grande sessão do Sinédrio por causa de João. Por três autoridades foram enviados nove homens, entre os quais José de Arimatéia. Deviam perguntar a João quem era ele e mandá-lo vir e ordenar que viesse a Jerusalém, pois se a sua missão fosse justa e legal, ter-se-ia apresentado primeiro no Templo. João deu apenas uma resposta curta e áspera. José de Arimatéia recebeu o Batismo.
Vi João atravessar o Jordão e batizar enfermos; depois voltou à banda oriental do rio, a Ainon. Ali apareceu um Anjo, que o mandou ir para o outro lado do Jordão, a um lugar perto de Jericó, pois que se aproximava Aquele que havia de vir. Então levantaram João e os discípulos as tendas e cabanas do lugar de Batismo em Ainon e atravessaram o rio; o segundo lugar de Batismo dista cerca de cinco léguas de Jerusalém. Vieram de novo, duas vezes, emissários do Templo, fariseus, saduceus e sacerdotes a João. Disse-lhes que se levantaria entre eles um homem, o qual não conheciam, que esperassem, pois em pouco viria Aquele que o mandara.
“Eu, na verdade, vos batizo em água, mas virá outro, mais forte do que eu, a quem não sou digno de desatar a correia dos sapatos; Ele vos batizará na virtude do Espírito Santo e no fogo”. (Luc. 3, 16).
O lugar onde João pregava, era situado à distância de menos de meia légua, do lugar do Batismo. Ali estava ensinando, quando Herodes veio, pela segunda vez; João não se incomodou. Herodes tinha o desejo ilícito de casar-se com a mulher de seu irmão. Propusera, em vão, ao Sinédrio declarar lícito esse matrimônio; temendo também a voz pública, quis apaziguá-la por uma sentença de João.
Este ensinou, diante dos discípulos, com grande franqueza, sobre o assunto a respeito do qual Herodes queria informar-se. Este mandou entregar-lhe um rolo, que continha escrita a sua causa. O rolo foi posto aos pés de João, pois este não quis contaminar-se, tocando-o com a mão com que batizava. Então vi Herodes, indignado, deixar o lugar com o séquito.
João ensinou sobre o próximo Batismo do Messias e disse que nunca o tinha visto, mas acrescentou: “Para vos dar testemunho dEle mostrar-vos-ei o lugar onde será batizado. Eis que as águas do Jordão se dividirão e surgirá uma ilha”. No mesmo instante vi que as ondas do rio se dividiram e avistou-se uma ilhota branca.
Era esse o lugar onde os filhos de Israel atravessaram o Jordão, com a Arca da Aliança. João e os discípulos fizeram uma ponte, até à ilhota. Ao lado esquerdo desta, havia uma fossa, da qual subia água clara. Alguns degraus conduziam para baixo e, perto da superfície d’água, jazia uma pedra sobre a qual Jesus devia permanecer durante o seu batismo.
Mais uma vez vi chegar uma comissão de cerca de vinte pessoas, enviadas pelas autoridades de Jerusalém, para pedir contas a João. Respondeu-lhes como dantes, apelando para Aquele, que viria em pouco, para ser batizado.
Depois vi Herodes chegar até perto do lugar de Batismo; discutiu com João, que o tinha excomungado.
Vieram então a João também os discípulos que Jesus despedira em Nazaré; falaram-lhe de Jesus. Ao batizá-los, João teve a íntima certeza de que Jesus estava perto, pois o viu também numa visão. Desde então, ficou João cheio de indescritível alegria e com saudade de Jesus”.

O Batismo de Jesus e o jejum de quarenta dias

Os homens caíram pela soberba; pela humildade quis o Salvador levantá-los. Por isso, já no começo de sua tarefa difícil de ganhar os homens para o reino de Deus, pelo exemplo e pela Paixão, submeteu-se à uma profunda humilhação, deixando-se batizar por João.
Assim exortou o povo, pelo exemplo, a imitá-lo, ensinando-nos também ao mesmo tempo a implorar, em espírito de humildade e penitência, a bênção de Deus para nós e para os nossos trabalhos. Pois a penitência e humildade nos tornam dignos da bênção e do agrado de Deus. Por isso, era tão meritória a humilhação voluntária do Filho de Deus, recebendo o Batismo de João; mereceu a santificação da água e os efeitos sacramentais do santo Batismo. Catharina Emmerich narra assim o batismo de Jesus:
“Estava reunida uma extraordinária multidão de povo e João falou com grande alento sobre a próxima vinda do Messias e sobre a penitência; disse também que teria de desaparecer, para dar lugar Àquele. Jesus estava no meio do apinhado auditório. João, que O viu bem, ficou extremamente satisfeito e fervoroso. Já tinha batizado a muitos, quando Jesus, por sua vez, desceu ao tanque do Batismo.
Então disse João, inclinando-se diante dEle: “Sou eu que devo ser batizado por Vós e vindes a mim!” Jesus respondeu-lhe: “Deixa fazer por ora; convém que assim cumpramos toda a justiça, que me batizes e que eu seja batizado por ti”. Também lhe disse: “Receberás o Batismo do Espírito Santo e de sangue”.
O Salvador dirigiu-se então por cima da ponte, à ilhota, acompanhado por João o pelos discípulos André e Saturnino. Entrando numa tenda, despiu as vestes e veio para fora, coberto de uma túnica de um tecido pardo; desceu à margem do tanque, onde despiu também a túnica, tirando-a pela cabeça. Cingiu os rins com uma faixa, que lhe envolvia as pernas, até abaixo dos joelhos. Assim entrou na fonte. João estava de lado, ao sul do tanque; tinha na mão uma taça com aba larga e três biqueiras.
Abaixando-se, tirou água, com a taça e derramou-a, pelas três biqueiras, sobre a cabeça do Senhor, dizendo mais ou menos as seguintes palavras: “Javé derrame a sua bênção sobre ti, pelos Querubins e Serafins, com sabedoria, inteligência e fortaleza”. Jesus subiu então e André e Saturnino cobriram-no com um pano, com o qual se enxugou; vestindo-o depois de uma comprida túnica branca de batismo, impuseram-Lhe as mãos aos ombros, enquanto João lhe pós a mão na cabeça.
Ouviu-se então um grande bramido, vindo do céu, como um trovão e todos que estavam presentes, olharam para cima, estremecendo. Desceu uma nuvem branca e luminosa e vi uma figura lúcida, com asas, pairar por cima de Jesus, derramando sobre Ele uma torrente de luz; vi também a aparição do Pai Celestial e ouvi as palavras: “Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição”. (Mat. 3,17)
 Jesus, porém, subiu os degraus, vestiu a túnica e dirigiu-se, cercado dos discípulos, ao largo da ilha. João falou com grande alegria ao povo, dando testemunho de que Jesus era o Messias prometido. Citou as promissões dos patriarcas e profetas, que nesse momento foram cumpridas; contou o que tinha visto e que era a voz de Deus, que todos tinham ouvido. Disse também que, daí a pouco, se retiraria, logo que Jesus voltasse. Exortou todos a seguirem Jesus.
Jesus confirmou simplesmente o que João dissera. Disse também que se retiraria por algum tempo; mas depois viessem a Ele todos os enfermos e aflitos, pois que lhes daria consolação e socorro.
Depois de batizado, Jesus partiu com os companheiros, primeiro para Belém, seguindo daí para o sul do Mar morto, pelo mesmo caminho que a Sagrada Família tomara, na fuga para o Egito. De lá, voltando, foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto, para jejuar quarenta dias. Começou o jejum na montanha de Jericó, onde subiu ao monte deserto e íngreme de Quarantania e rezou numa gruta. Descendo do monte, atravessou, numa embarcação, o rio Jordão e veio à uma montanha muito íngreme, distante cerca de nove léguas do Jordão. Jesus rezava numa gruta, ora prostrado por terra, ora de joelhos, ora em pé. Não comia nem bebia, mas era confortado pelos Anjos.
Cada dia, conta Anna Catharina Emmerich, a obra da oração de Jesus é diferente; cada dia nos alcança outras graças. Sem essa obra, não podia ser meritória a nossa resistência às tentações.
Outro dia o vi prostrado com o rosto em terra, quando vieram numerosos Anjos, que o adoraram e lhe perguntaram se podiam apresentar-lhe a sua missão e se ainda era a sua vontade sofrer como homem, para os homens. Tendo Jesus de novo confirmado sua vontade de aceitar os sofrimentos, erigiram-lhe em frente uma Cruz alta.
Três Anjos trouxeram uma escada, outro uma cesta, com cordas e ferramentas; outros, a lança, a haste de hissope, varas, chicotes, coroa de espinhos, pregos, tudo o que depois se empregou na Sagrada Paixão. A Cruz, porém, parecia oca; podia abrir-se, como um armário e estava cheia de inúmeros e diversíssimos instrumentos de tortura.
Todas as partes e lugares da cruz eram de cores diferentes, pelas quais se podia conhecer que tortura teria de sofrer. Havia também na Cruz muitas fitas de diversas cores, como que relatórios de muitas contrariedades e trabalhos que Jesus teria de suportar na sua vida e Paixão da parte dos discípulos e de outros homens. Quando, desse modo, toda a Paixão estava posta diante dEle, vi que Jesus e os Anjos choravam.
Satanás não sabia que Jesus era Deus, tomou-o por um profeta. Uma vez o vi à entrada da gruta, sob a figura de certo jovem, a quem Jesus muito amava. Fez barulho, pensando que Jesus se zangasse; mas este nem olhou para ele. Depois, enviou o demônio sete ou nove aparições de discípulos à gruta; disseram-lhe que o tinham procurado ansiosamente; não devia arruinar-se lá em cima e abandoná-los.
Jesus disse somente: “Afasta-te, Satanás, ainda não é tempo”. Então desapareceram todos. Num dos dias seguintes vi Satanás querendo afigurar-se Anjo, trajando vestes resplandecentes. Chegou voando à entrada da gruta e disse: “Fui enviado por vosso Pai, para vos confortar”. O Senhor, porém, não olhou para ele.
Jesus sofreu fome e sede. Ao cair da noite, Satanás, sob a forma de um homem alto e forte, subiu ao monte. Levava duas pedras que tirara em baixo, dando-lhes a forma de pães. Disse a Jesus: “Se sois o Filho de Deus, fazei que estas pedras se mudem em pão”. Ouvi Jesus apenas dizer: “O homem não vive de pão”. Satanás ficou furioso e desapareceu.
Ao cair da tarde do dia seguinte, vi Satanás aproximar-se de Jesus, em forma de um Anjo poderoso. Vangloriando-se, disse-lhe: “Mostrar-vos-ei quem sou e o que posso. Eis aí Jerusalém e o Templo. Vou colocar-vos no mais alto pináculo; mostrai então o vosso poder”. Satanás segurou-o pelos ombros e, levando-o pelos ares a Jerusalém, colocou-o no cimo de uma torre.
Depois voou para baixo, à terra e disse: “Se sois o Filho de Deus, mostrai o vosso poder e atirai-vos à terra; pois está escrito: Ele mandará os seus Anjos, que vos sustentarão com as mãos, afim de que não machuqueis os pés de encontro às pedras”. Jesus respondeu: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus”.
Então voltou Satanás, cheio de raiva e Jesus lhe disse: “Usa do teu poder, do poder que te foi dado”. Satanás, furioso, segurou-o de novo pelos ombros, e, levando-o por cima do deserto, em direção a Jericó, colocou-o no mesmo monte onde Jesus começara o jejum.
Era o ponto mais alto do monte, no qual o tinha posto; mostrou em redor de si e viram-se os mais maravilhosos panoramas, em todas as direções do mundo. Então disse Satanás a Jesus: “Sei que quereis propagar agora a vossa doutrina. Eis aí todas essas terras magníficas, esses povos poderosos e aqui a pequena Judéia. Ide lá! Dar-vos-ei todas essas terras, se, prostrado a meus pés, me adorardes”. Jesus disse: “Adorarás o Senhor teu Deus e a Ele servirás. Afasta-te, Satanás!” Então vi Satanás, numa forma indescritivelmente hedionda, lançar-se para baixo e desaparecer.
Logo depois, vi um grupo de Anjos aproximar-se de Jesus e levá-lo à gruta, onde começara o jejum. Eram doze esses Anjos e numerosos outros, para o servirem. Celebrou-se, então, na gruta, uma festa em ação de graças e de júbilo e depois houve um banquete”.
Jesus desceu do monte e veio ao Jordão, perto do lugar onde João estava batizando. Este se voltou logo para o Mestre, exclamando: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo”. Podia-se perguntar: Por que fez Jesus um jejum tão rigoroso? Por que se sujeitou àquelas tentações?
Jesus está para começar sua vida pública; quer percorrer abertamente o país, repreender os pecadores, convidá-los a converter-se e fazer penitência; na sua doutrina, terá de fazer frente, muitas vezes, à opiniões errôneas a respeito da fé e da moral; terá de apresentar-se ao povo como o Messias prometido, como o Filho de Deus e de exigir humilde aceitação de sua doutrina. É uma tarefa dificílima, que traz consigo muitos trabalhos penosos, mortificações, sofrimentos, inimizades e perseguições. Por isso se prepara o Salvador para essa obra com jejum e meditação, na solidão do deserto.
Ali, no retiro absoluto, deixa tentar-se por Satanás, que parece não lhe conhecer a divindade. Por causa da inseparável união de sua alma com o Verbo Divino, não podia a tentação nascer-lhe da própria natureza, mas podia só provir do exterior.
O homem tentado, pela tríplice concupiscência, é logo inclinado a ceder à tentação e, desse modo, inúmeros homens caem na ruína temporal e eterna. Jesus, porém, quer salvar os homens dessa maior desgraça; por isso, oferece também o jejum e as tentações sofridas, como expiação dos pecados. Assim nos mostra como devemos vencer a tentação; pela vitória sobre a mesma nos merece a graça de vencê-la também. Em tudo se tornou igual a nós, com exceção do pecado.

Eleição dos primeiros discípulos e o milagre de Caná

A figura majestosa de Jesus, o seu trato sério, mas sempre amável e delicado, a força da sua palavra, juntamente com os prodígios extraordinários que operava, deviam fazer profunda impressão em todos. Uns, cheios de boa vontade, creram-lhe humildemente na doutrina e nos milagres; outros, malignos, invejosos e de coração endurecido, encheram-se de ódio contra Ele. Quem não se lembra, à vista desses fatos, da profecia do velho Simeão: “Este Menino está posto para a ruína e salvação de muitos, em Israel?”
Do número ainda pequeno dos aderentes só poucos se lhe tinham juntado, acompanhando-o nas viagens apostólicas. Quando, porém, saiu do deserto, depois do jejum de quarenta dias, aumentou o número dos discípulos; entre estes era André um dos primeiros. Ouvira, com Saturnino, João indicar a Jesus, dizendo: “Eis aí o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo”. Ambos se reuniram a Jesus. André conduziu o irmão Simão ao Salvador, que lhe disse: “Tu és Simão, filho de Jonas; no futuro serás chamado Kephas (latim: Petrus)”. Jesus encontrou-se depois com Filipe e convidou-o para discípulo, dizendo-lhe: “Segue-me”. Filipe falou a Natanael do Messias; mas só o saber sobrenatural de Jesus o induziu a seguí-lo.
Com os discípulos e parentes, dirigiu-se Jesus a Caná, para assistir às bodas a que Ele e sua Mãe tinham sido convidados. O noivo chamava-se Natanael e tinha certo parentesco com Jesus; pois era sobrinho da filha de Sobe, a qual já conhecemos como irmã de Sant’Ana. Conta-nos Anna Catharina Emmerich o seguinte:
Estavam reunidos mais de cem convidados. Jesus dirigia a festa, presidia aos divertimentos, temperando-os com palavras de sabedoria. Foi também quem organizou todo o programa da festa.
Vi os convidados, homens e mulheres, divertirem-se separados num jardim, conversando ou brincando. Jesus também tomou parte num jogo de frutas, com amável seriedade. Dizia, às vezes, sorrindo, algumas palavras sábias, que todos admiravam ou escutavam comovidos. Nesses dias falou Jesus muito em particular com aqueles discípulos que, mais tarde, se lhe tornaram Apóstolos. Quis revelar-se, nessa festa a todos os parentes e amigos e desejou que todos até então por Ele eleitos se conhecessem uns aos outros, naquela reunião, em que havia maior franqueza.
No terceiro dia depois da chegada de Jesus, foi celebrada a cerimônia do casamento. Noivo e noiva foram conduzidos da casa da festa à sinagoga. No cortejo havia seis meninos e seis meninas, que levavam grinaldas; depois seguiam seis moços e moças, com flautas e outros instrumentos. Além desses, doze donzelas acompanhavam a noiva, como paraninfas e o noivo, doze mancebos.
A cerimônia do casamento foi feita pelos sacerdotes, diante da sinagoga. Os anéis que trocaram, foram um presente de Maria Santíssima e tinham sido bentos antes por Jesus.
Para o banquete nupcial reuniram-se todos de novo, no jardim. Vi um jogo preparado por Jesus mesmo, para os homens: a sorte que caía a cada um dos jogadores, indicava-lhe as qualidades, os defeitos e virtudes. Jesus interpretava a sorte de cada um, conforme a combinação das frutas que ganhavam. O noivo ganhou para si e a esposa duas frutas estranhas, num só pé, como já vi antes, no paraíso. Todos se admiravam muito e Jesus falou do matrimônio e do cêntuplo fruto da castidade. Depois dos noivos terem comido a fruta, vi que uma sombra escura deles se afastava. A fruta tinha relação com a castidade e a sombra que se apartava, era a concupiscência da carne.
Ao jogo no jardim seguiu-se o banquete nupcial. A sala estava dividida em três partes; na do meio estava Jesus sentado à cabeceira da mesa. A mesma mesa sentaram-se também Israel, o pai da noiva, os parentes masculinos de Jesus e da noiva e também Lázaro. As outras mesas laterais sentaram-se os outros convidados e os discípulos. O noivo serviu as mesas dos homens e a noiva as das mulheres.
Jesus encarregara-se das despesas do segundo prato do banquete. (Lazaro pagou as despesas, mas só Jesus e Maria o sabiam). Tudo estava bem arranjado pela Santíssima Virgem e Marta. Jesus lhes tinha dito que forneceria o vinho para esse prato. Depois de ter sido servido às mesas laterais o segundo prato, que constava de aves, peixe, iguarias de mel, frutas e uma espécie de pastéis, que Seráfia (Verônica) trouxera, Jesus aproximou-se e repartiu todas as iguarias; depois se sentou de novo à mesa. Serviram-se as iguarias, mas faltou o vinho. Jesus, porém, estava ensinando. Esta parte do banquete ficou aos cuidados da Santíssima Virgem e, como notasse que faltava vinho, aproximou-se de Jesus, lembrando-lhe ansiosamente essa falta, porque Ele tinha dito que o forneceria.
Jesus, que falava do Pai Celestial, disse-lhe então: “Mulher, não vos apoquenteis. Deixai de inquietar-vos e a mim, minha hora ainda não chegou”. Assim falando, não manifestava falta de respeito à sua Mãe. Disse mulher e não mãe, porque quis nesse momento, como Messias e Filho de Deus, realizar uma ação misteriosa diante dos seus discípulos e parentes, mostrando que ali estava, presente na sua missão divina. Maria não se inquietou mais; disse, porém, aos criados: “Fazei tudo que Ele vos mandar”.
Depois de algum tempo, mandou Jesus aos criados trazerem as ânforas vazias e virarem-nas. Trouxeram-nas; eram três ânforas de água e três de vinho. Os criados mostraram que estavam vazias, virando-as por cima de uma bacia. Jesus mandou que enchessem todas com água. As ânforas eram grandes e pesadas; eram precisos dois homens para transportarem cada uma.
Depois de estarem cheias de água, e postas ao lado do aparador, Jesus aproximou-se, benzeu as ânforas e, tendo-se sentado de novo à mesa. disse: “Enchei os cálices e levai um ao despenseiro”. Este, tendo provado o vinho, aproximou-se do noivo e disse-lhe que sempre fora costume dar primeiro o bom vinho e depois dos convidados terem bebido bastante oferecer o vinho inferior, mas que ele tinha dado o melhor no fim.
Então beberam também o noivo e o pai da noiva, ficando ambos pasmos; os criados protestaram que haviam enchido de água as ânforas e tirado delas para encher os cálices e copos das mesas. Então beberam todos. Não houve, porém, nenhum barulho por causa do milagre, mas reinava silêncio respeitoso em toda a reunião e Jesus ensinou muito, a respeito do que se passara.
Todos os discípulos, parentes e convidados estavam agora convencidos do poder de Jesus e de sua dignidade e missão. Desse modo esteve Jesus a primeira vez na sua comunidade e foi o primeiro prodígio que nela e para ela operou, para confirmar-lhe a fé. Por isso é relatado na história da sua vida como o primeiro milagre e a última Ceia como o último milagre, quando já era firme a fé dos apóstolos.
Ao fim do banquete veio o noivo sozinho a Jesus e declarou-lhe, com muita humildade, que sentia extinta em si toda a concupiscência da carne e que desejava viver em santidade com a esposa, se ela consentisse. Também a noiva veio a Jesus, sozinha, dizendo-lhe o mesmo.
Chamou-os então Jesus a ambos e falou-lhes do matrimônio, da castidade, tão agradável a Deus e do fruto cêntuplo do espírito. Citou muitos profetas e santos, que viveram castos, sacrificando a carne, por amor do Pai Celestial, que tiveram como filhos espirituais muitos homens perdidos, reconduzindo-os ao caminho da virtude e que assim tinham grande e santa descendência.
Os noivos fizeram então voto de continência e de viverem como irmãos durante três anos. Ajoelharam-se diante de Jesus, que os abençoou.

Assim, acreditamos que todos os leitores tiveram satisfeita a sua curiosidade, assim como a tive ao ler o livro inteiro – lido não, “devorado” – em coisa de alguns dias. Alguns detalhes revelados, entretanto, nos fazem pensar mais profundamente na missão de Cristo. A maior perplexidade que estas revelações iniciais me causaram, foi certamente a extrema compenetração de Jesus. Na verdade, muito poucas vezes Ele ria. Isso prega frontalmente contra os promotores da Nova Era, que querem fazer de Jesus um cara alegre, extrovertido, tipo bem sucedido, coisa que é de fato uma afronta contra Ele, pois como poderá agir desta forma alguém que sabe, milímetro a milímetro, do pavoroso sofrimento que o espera.

Tudo isso serve para a gente ir se compenetrando da profundidade do mistério da nossa Redenção por Jesus Cristo, e serve também para muitos que querem fazer da Santa Missa – memorial da paixão Redentora – um espetáculo teatral, com risos e abraços de confraternização. Com palmas e saudações, quando só fazem aumentar os sofrimentos de nosso Senhor. Ó sublime mistério de Amor, como te afrontam os homens!

Que Jesus Redentor, nos guarde até o próximo encontro.


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