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Visto: 1814 - Impresso: 58 - Enviado: 16 - Salvo em Word: 32
Postado em: 28/05/10 às 09:26:38 por: James
Categoria: Artigos Site Aarão
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Tenho aqui dois textos: ambos se dizem Igreja! Mas se contradizem! Se alguém ler com calma dirá que são textos de duas igrejas inimigas. Uma verdadeira, outra um escárnio! Na mão direita o texto do Concílio Ecumênico de Trento – 1545 a 1563 – convocado para combater a heresia protestante. Na esquerda o texto retirado de uma gravação em CD, em um seminário realizado pela Igreja no Brasil, em 2005, sobre a Eucaristia na vida da Igreja. Perdão por não citar a fonte, pois não sei a origem. Mas é verdadeiro!

Temos escrito muito ultimamente sobre a santa Eucaristia, e esta insistência tem um sentido: A Eucaristia estará presente, sempre, em todos os grandes acontecimentos finais. Se poderia dizer que ela é, não somente o centro de nossa vida e de nossa Igreja, mas o centro dos acontecimentos mundiais. Em última análise: o demônio decidiu extirpá-la da face da terra. Mesmo contra a ordem de Jesus que disse: eis que estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Quem tem o domínio da Sagrada Eucaristia, controla todo o mundo. Sim, a Eucaristia triunfará no final. A Eucaristia, não a “ceia pascal”.
 
     No texto anterior, colocamos uma série de objetivos do demônio, no sentido de extirpar dela o véu do mistério, do solene, do Sacrifício, despindo a Igreja e as celebrações de todo o sentido Sagrado, valorizando o aspecto da ceia pascal conforme os protestantes. Justo o que combate o “sacrossanto Concílio Ecumênico e Geral de Trento, legitimamente reunido no Espírito Santo, presidindo-o os três legados da Sé Apostólica, tendo em vista a importância das coisas a serem tratadas, principalmente daquelas que estão contidas nestes dois pontos: a de extirpar as heresias e reformar os costumes”.
 
    A bem da verdade, se deveria colocar o texto inteiro, de ambos os trabalhos, mas como daria um livro de mais de 100 páginas, penso que é de mais salutar efeito selecionar as partes mais precisas, porque isso facilitará ao leitor. Selecionamos então apenas as partes que nos remetem aos erros que estão acontecendo ainda hoje, passados já 443 anos do encerramento daquele Concílio, que foi dogmático. E, portanto, definiu suas proposições como matéria de fé, estabelecendo em seus cânones a condenação que deve ser imposta aos que divergem dele, e pregam diferente. Ou seja: a excomunhão!
 
    Uma das coisas que me chocou foi ver que este mesmo Concílio estabeleceu como uma das condenações – a excomunhão – a aqueles que divergem daquilo que “a maioria dos padres da Igreja concorda como verdade”, e isso nos remete a um dilema terrível. Que nós faremos hoje quando a maioria dos padres não acredita mais na presença real de Cristo na Eucaristia? Trento não previu isso! Que se fará quando a imensa maioria dos padres não entende nada deste profundíssimo Mistério do Amor, e que aceitando a sugestão da serpente, zomba dele como o fizeram os padres entrevistados por ocasião do seminário?
 
     Devemos esclarecer – continuando aquilo que já temos feito – que infelizmente para muitos intérpretes o Concílio Vaticano II passou uma borracha sobre tudo que a Igreja pregava antes dele, o que é uma arrepiante mentira. O Santo Padre o papa Bento XVI já esclareceu isso, e dele fica claro que toda a Doutrina da Igreja Católica, também a anterior a este Concílio, permanece íntegra e plena de vigor, para todos os efeitos: seja para a bênção seja para a excomunhão de todos os que dela divergem. Ninguém pode pregar diferente daquilo que foi estabelecido no Concílio de Trento, sob pena de estarem excomungados da Igreja. Vamos alguns pontos: Sessão XIII (11/10/1551).
 
873 a. O sacrossanto Concílio Ecumênico e Geral de Trento — posto que não sem especial assistência e direção do Espírito Santo se reuniu para expor a verdadeira e antiga doutrina sobre a fé e os sacramentos, e para apresentar um antídoto contra todas as heresias e outras chagas gravíssimas, de que a Igreja de Deus se acha em nossos dias miseravelmente atribulada e dividida em muitas e variadas partes — já desde o inicio teve isto em mente: arrancar pela raiz o joio dos execráveis erros e cismas, semeados em nossos calamitosos tempos pelo homem inimigo (Mt 13, 25 ss) por entre a doutrina da fé, o culto e o uso da Santíssima Eucaristia.
 
....Assim é que o mesmo sacrossanto Concílio — declarando aquela verdadeira e sã doutrina a respeito deste venerável e divino sacramento da Eucaristia, que a Igreja Católica, instruída pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo e por seus Apóstolos, ensinada pelo Espírito Santo que depois lhe inspirou toda a verdade (Jo 14, 26), sempre manteve e manterá até a consumação dos séculos — proíbe a todos os fiéis de Cristo terem a ousadia de crer, ensinar ou pregar a respeito da Santíssima Eucaristia de um modo diverso do que se explica e define neste presente decreto.
 
874. Ensina primeiramente o santo Concílio e confessa aberta e simplesmente que no augusto sacramento da Santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, debaixo das espécies destas coisas sensíveis, se encerra Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, verdadeira, real e substancialmente [cân. l ].
 
Pelo que, todos os nossos predecessores que viveram na verdadeira Igreja de Cristo, sempre que trataram deste sacramento, reconheceram abertamente que Nosso Redentor instituiu este admirável sacramento na última ceia quando: depois de benzer o pão e o vinho, testificou com palavras distintas e claras que ele lhes dava o seu próprio corpo e sangue. Estas palavras relatadas pelos santos Evangelistas.... têm seu sentido próprio e claro, no qual também os Padres as compreenderam. Pelo que seria sem dúvida alguma, um detestável crime torcê-las ou levá-las a uma figura ou símbolo, como fizeram alguns homens maus e rixosos que negam a real presença do Corpo e Sangue de Cristo contra o universal sentir da Igreja que: sendo coluna e base da verdade (l Tim 3, 15), detesta como satânica esta doutrina, excogitada por esses homens ímpios....
 
876. A Santíssima Eucaristia tem de comum com os demais sacramentos o ser o símbolo de uma coisa sagrada e a forma visível da graça invisível. A sua excelência e singularidade está em que os outros sacramentos só têm a virtude de santificar, quando alguém faz uso deles, ao passo que na Eucaristia está o próprio autor da santidade, antes de qualquer uso [cân. 4] Assim, é bem verdade que tanto uma como outra espécie contém tanto quanto as duas espécies juntas. Pois o Cristo todo inteiro está sob a espécie de pão e sob a mínima parte desta espécie bem como sob a espécie de vinho e sob qualquer das partes.
 
877. Uma vez, porém, que Cristo Nosso Redentor disse, que aquilo que oferecia sob a espécie de pão era verdadeiramente o seu corpo (Mt 26, 26; Mc 14, 22 ss; Lc 22, 19 ss; l Cor 11, 24 ss.), sempre houve na Igreja de Deus esta mesma persuasão, que agora este santo Concílio passa a declarar: Pela consagração do pão e do vinho se efetua a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue. Esta conversão foi com muito acerto e propriedade chamada pela Igreja Católica de transubstanciação (Can.2)
 
878. Não há dúvida alguma de que todos os fiéis de Cristo, segundo o costume que sempre vigorou na Igreja, devem tributar a este santíssimo sacramento a veneração e o culto de adoração (latria), que só se deve a Deus [cân. 6]. Nem se deve adorá-lo menos pelo fato de ter sido instituído por Cristo Senhor Nosso como alimento. Pois cremos estar nele presente Aquele mesmo, do qual o Eterno Pai, ao introduzi-lo no mundo, disse: Adorem-no todos os anjos de Deus (Hb l, 6; SI 96, 7) e a quem os Magos, prostrando-se, o adoraram (Mt 2, 11), aquele, enfim, do qual a Escritura testifica: os Apóstolos adoraram-no na Galiléia (Mt 28, 17).
 
879. O costume de guardar no tabernáculo a sagrada Eucaristia é tão antigo, que até o século do Concilio de Nicéia o conheceu. O uso [vigente] nas igrejas de se levar a Eucaristia aos enfermos e de guardá-la com cuidado particular, além de ser coisa muitíssimo justa e racional, é mandado em muitos Concílios e observado por costume antiqüíssimo na Igreja. Por isso também este santo Concílio determina que se mantenha este salutar e necessário costume (Can. 7).
 
880. Se não convém que alguém se aproxime de algumas funções sagradas a não ser santamente, por certo, quanto maior for o conhecimento de um homem cristão a respeito da santidade e divindade deste celestial sacramento, com tanto maior cuidado se deve acautelar a fim de que não se aproxime, sem grande reverência e santidade, para recebê-lo [cân. 11]; ainda mais quando lemos aquelas palavras do Apóstolo, cheias de temor: Aquele que come e bebe indignamente, come e bebe sua condenação. (l Cor 11, 29).
 
Assim, quem quiser comungar, deve lembrar-se do preceito: Prove-se o homem a si mesmo (1 Cor 11,28). O costume da Igreja manifesta que esta prova é necessária, para que ninguém, ciente de [estar em] pecado mortal, ainda que lhe pareça estar contrito, se aproxime da Sagrada Eucaristia sem preceder a confissão sacramental. Assim o manda este santo Concílio a todos os cristãos e àqueles sacerdotes, aos quais por ofício incumbe celebrar, contanto que não lhes faltem confessores (cópia confessoris)....
 
882. Finalmente o santo Concilio, com paternal afeto, admoesta, exorta, roga e pede pelas entranhas da misericórdia de nosso Deus (Lc l, 78) que todos os que têm o nome de cristãos enfim concordem neste "sinal de união", neste "vínculo de caridade", neste símbolo de concórdia, lembrados de tanta majestade e de tão insigne amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos deu a sua dileta alma por preço de nossa salvação, e nos ofereceu sua carne por comida (Jo 6, 48 ss);
 
E também creiam e venerem estes sagrados mistérios de seu Corpo e Sangue com tal constância e firmeza de fé, com tal devoção de ânimo e com piedade e veneração tais, que possam receber freqüentemente aquele pão sobre-substancial (Mt 6, 11). E que seja para eles verdadeiramente vida da alma e saúde do espírito, e confortados com este vigor (3 Rs 19, 8) possam, pelo caminho desta miserável peregrinação, chegar à pátria celestial para comerem deste pão dos anjos (Sl 77, 25) sem cobertura alguma, o que agora comem encoberto por véus sagrados. > (Seguem os cânones a respeito e veja a gravidade...)
 
883. Cân. l. Se alguém negar que no Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o corpo e sangue juntamente com a alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, e por conseguinte o Cristo todo, e disser que somente está nele como sinal, figura ou virtude — seja excomungado [cfr. n° 874 e 876]. 886. Cân. 4. Se alguém disser que no admirável sacramento da Eucaristia, depois da consagração, não estão o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas somente no uso, quando se recebe, e não antes nem depois; e que nas hóstias ou partículas consagradas, que se guardam ou sobram depois da comunhão, não permanece o verdadeiro corpo do Senhor — seja excomungado.
 
888. Cân. 6. Se alguém disser que não se deve adorar com culto de latria também externo o Unigênito Filho de Deus no santo sacramento da Eucaristia; e que por isso também não se deve venerar com festividade particular, nem levar solenemente em procissão, segundo o louvável rito e costume da Igreja universal; ou que não se deve expor publicamente ao povo para ser adorado, e que seus adoradores são idólatras, seja excomungado [n° 878].
 
893. Cân. 11. Se alguém disser que só a fé é suficiente em preparação para se receber o santíssimo sacramento da Eucaristia — seja excomungado. E para que não se receba indignamente tão grande sacramento e cause a morte e a condenação, determina e declara o mesmo santo Concilio que aqueles que se sentem com consciência oprimida pelo pecado mortal, ainda que se julguem sumamente contritos, se puderem encontrar confessor estão necessariamente obrigados a fazer primeiro a confissão. E se alguém presumir ensinar, pregar ou afirmar com pertinácia o contrário, ou também o defender publicamente em discussões — seja imediatamente, por este fato, excomungado [nº 880].
 
940. E como neste divino sacrifício, que se realiza na Missa, se encerra e é sacrificado incruentamente aquele mesmo Cristo que uma só vez cruentamente no altar da cruz SE ofereceu a si mesmo (Heb 9, 27), ensina o santo Concilio que este sacrifício é verdadeiramente propiciatório [cân. 3], e que, se com coração sincero e fé verdadeira, com temor e reverência, contritos e penitentes nos achegarmos a Deus, conseguiremos misericórdia e acharemos graça no auxilio oportuno (Heb 14, 16).
 
942. Sendo conveniente que as coisas santas se administrem santamente, e sendo este sacrifício entre todos o mais santo, instituiu a Igreja Católica já há muitos séculos o Cânon sagrado, tão purificado de todo o erro [cân. 6], que nele não há nada que não rescenda a suma santidade e piedade, nada que não eleve a Deus as almas dos que o oferecem. Pois ele se compõe das palavras do mesmo Senhor, como das tradições dos Apóstolos e das piedosas instituições dos Sumos Pontífices.
 
943. Já que a natureza humana é tal, que não pode, facilmente e sem socorros exteriores, elevar-se a meditar as coisas divinas, por isso a Igreja, piedosa Mãe que é, instituiu certos ritos para se recitarem na Missa, uns em voz submissa [cân. 9], outros em voz alta. Juntou a isto cerimônias [cân. 7], como bênçãos místicas, luzes, vestimentas e outras coisas congêneres da Tradição apostólica, com que se fizesse perceptível a majestade de tão grande sacrifício, e para que o entendimento dos fiéis se excitasse, por meio destes sinais visíveis da religião e da piedade, à contemplação das coisas altíssimas que se ocultam neste sacrifício. (Dizem os hereges adiante que isso são “penduricalhos”)
 
948. Cân. 1. Se alguém disser que na Missa não se oferece a Deus verdadeiro e próprio sacrifício, ou que oferecer-se Cristo não é mais que dar-se-nos em alimentoseja excomungado [cfr. n° 938) > 950. Cân. 3. Se alguém disser que o sacrifício da Missa é somente de louvor e ação de graças, ou mera comemoração do sacrifício consumado na cruz, mas que não é propiciatório, ou que só aproveita ao que comunga, e que não se deve oferecer pelos vivos e defuntos, pelos pecados, penas, satisfações e outras necessidades — seja excomungado. (fim)
 
     Estes são alguns dos textos selecionados do Concílio de Trento! Tudo continua válido! Não vou fazer comentários individuais, porque os leitores devem ter entendido bem o recado. Pelas palavras negritadas é fácil ver o que a verdadeira Igreja Católica determina, e quem fugir disso está, portanto, excomungado da Igreja. E se o leitor acha que não temos padres – e freiras – e bispos merecedores desta condenação hoje, é porque não leu os depoimentos passados naquele seminário sobre a Eucaristia.
 
     Na realidade, não me interessa polemizar com pessoas, por isso digamos Padre Q, e Padre K, e madre Z. Isso sem falar em Dom X, que abre o diálogo, elogiando a presteza do arcebispo Aníbale Bugnini em relação à Santa Missa. Ora elogiar este infeliz é o mesmo que tecer loas ao diabo. Ele foi o responsável pela destruição da Missa Tridentina, ao encarregar cinco pastores protestantes e um rabino judeu para escrever um “novo ordo protestante da Missa”. Explica-se isso, pelo fato de ele haver ingressado na maçonaria em 23 de abril de 1963 – durante o Concílio – com registro nº 1365-75. Isso consta da lista de bispos e cardeais maçônicos infiltrados na Igreja conhecida desde 1978. Mas isso o nosso Bispo X não enxerga, porque nada mais vê, nem ouve! Nem quer saber!
 
     Diz ele: Eu tive a grande graça, uma glória, eu tive a glória de estar presente, no Concílio, a todas as discussões desta Constituição. E nós, no Concílio, lutamos pela idéia da participação ativa. Em nome da participação ativa nos (...) tivemos a coragem de sacrificar o latim. Mas foi difícil, porque havia um grupo de conservadores que defendia o latim a todo custo. O que fazer? Conseguimos vitórias parciais. É interessante que a Liturgia começou a ser permitida que aceitasse o latim, mas pouco a pouco chegamos ao estado atual, em que toda a vida litúrgica ser na língua do povo.
 
     Alguém, justo, se poderá gloriar de alguma coisa? Somente um incréu! Que antes se gloriasse no Senhor! E haverá vitória em destruir a verdade? A Missa ninguém a entende plenamente! Só Deus! Porque se trata de um mistério! Esta coisa de participação ativa do povo na santa Missa é uma tentativa solerte de se maximizar a presença humana em detrimento da Vítima Divina. Falam do “povo” de boca cheia! Mas este participar significa antes bradar de novo: Crucifica-O! Crucifica-O! Solte Barrabás! A Missa deve ser explicada pelo sacerdote, para que o povo a entenda no que lhe for possível. O latim evitava as distorções e profanações malignas que hoje acontecem. Ela é a língua oficial da Igreja e universalizaria a santa Missa. Assim a diminui e lhe tira o mistério! E a destrói!  
 
     Mais: A incorporação da liturgia é um tema bastante discutido. No entanto não se deve esquecer que é uma necessidade. A liturgia impregna a cultura popular e com isso ela recebe elementos da cultura popular. Ninguém vai negar que a liturgia mais antiga tem elementos da cultura grega, da cultura latina então porque não ter elementos da cultura africana, da cultura oriental, japonesa, chinesa, hindu... Então, então a incorporação é uma grande batalha que teve que se fazer. (Acaso esta “incorporação” é com maus espíritos?)
 
     Isso cheira à igreja universal da Nova Era. Cheira a nivelamento por baixo. Cheira a abominação desoladora predita por Daniel. Está aqui justamente o ardil do diabo: criar uma missa com liturgia ao gosto popular, mesmo que isso implique em sacrificar a parte divina do Mistério, que é imutável. É proibido claramente, sob pena de excomunhão como vimos. Se um japonês, um chinês, um hindu, ou africano, não estão em condições de entender a Missa em Latim como nós outros, não estão em condições de ser católicos. Devem ser mais evangelizados! O mistério é universal! E se alguém acha que na Missa deve ter tambores e cocos, melhor lhe seria fazer uma roda de pagode!
 
     Quanto o depoimento dos padres começa assim: Falar da Eucaristia é falar de Jesus, falar de Jesus é falar de tudo aquilo que constrói o mundo! Não! Falar em Eucaristia desta forma é cuspir em Jesus, porque Ele não veio para construir o mundo, mas sim para pregar o Reino de Deus. Acaso não foi Ele que disse: O Meu Reino não é deste mundo!
 
     Então padre Q começa a falar de como era a missa nos primeiros tempos, quer provar que não se adorava Jesus na Eucaristia, quer provar que Missa é apenas celebração da páscoa – quando ela exatamente foi instituída para acabar com aliança antiga – quer ainda provar que não se deve ajoelhar diante da hóstia e que os sacrários estão obsoletos. Fala que a maioria dos elementos rituais são “penduricalhos”, como por exemplo, o ato solene de o Sacerdote levantar a Hóstia, ao som da campainha. Não somente diz isso, como ainda zomba, escarnece e ri da sua própria e louca insensatez.
 
     Segue-se a loucura da Irmã Z. Ela quer provar que Jesus veio para libertar o povo da escravidão física, das leis humanas injustas, que formava multidões de excluídos. E mais, que a Missa é apenas a lembrança da celebração da antiga ceia judaica, nada que lembre o “Sacrifício da Cruz” e a libertação do homem escravo do pecado, conforme a doutrina claríssima do Concílio de Trento. Tudo isso contraria a Igreja! Com a instituição da Eucaristia, Jesus rompeu com a antiga aliança – digamos com o homem carnal, que se fartava de ovelhas e cabritos – para fazer uma nova aliança com o homem espírito, eis que agora passa a ser Ele, na Eucaristia, o alimento da alma. Porque o primeiro homem – o povo escolhido – buscava uma terra prometida aqui, enquanto o Novo Homem, renascido pelo Batismo e remido por Cristo com Seu Sangue busca agora o celeste, a morada eterna junto de Deus. Claro, a palavra do Antigo Testamento continua! Não foi abolida!
 
     Segue-se padre K! Quer provar que a Missa nos transforma no Corpo real de Cristo. Se isso fosse possível, depois, na Eucaristia, nos comeríamos a nós mesmos? A Igreja sim é também dita o Corpo Místico de Cristo. Mas místico tem a ver com mistério, nada a ver com matéria. E Jesus na Eucaristia é real, é físico, é corpo vivo! Nossa oferta singela do Pão e Vinho para serem transubstanciados pode vir acompanhada da oferta de nossa miséria infinita, que se afirma na gota de água posta no cálice. Mas esta é apenas uma gota, no oceano de sangue derramado por Cristo, para a remissão dos nossos pecados, e não para nos libertar das estruturas sociais injustas. Isso é heresia condenada pelo Papa!
 
     Vejam o herege padre Q: Também isto, também na prática a gente tem que mudar de mentalidade né: a questão da presença real! Não se trata de presença física, estática, mas de uma presença espiritual do Ressuscitado, presença espiritual. E a blasfema irmã Z: Não de ver, mas comer e beber juntos o pão e o vinho eucarístico... Ou seja, como simples comensais, reunir-se para degustar não mais o Corpo e o Sangue de Cristo, mas o pão e o vinho eucarístico, na ceia pascal: não mais o Pão da Vida, nem o Sangue que dá a Vida Eterna (Jo 6). Só aquele pão que quem come dele, voltará a ter fome!
 
     Agora a pergunta: Seguir a quem? A Igreja verdadeira, daquele pequeno rebanho fiel, o ligado ao Papa Bento XVI, que condena com toda a veemência o “espírito do Concílio Vaticano II” – que permite todas estas falsas e heréticas interpretações – ou seguir aquela maioria escarnecedora que relativiza este assombroso Mistério de Fé? Você se sentirá excomungado da Igreja por não aceitar no que esta maioria insana nos quer impingir no Brasil, ou preferirá seguir as orientações do sacrossanto Concílio de Trento?
 
     Que disse o Concílio de Trento? Jesus deve ser adorado na Hóstia > Missa é divino sacrifício > Devem-se manter os sacrários > Jesus está presente na Hóstia consagrada > Missa não é somente louvor e ação de graças > O rito é perfeito e não deve ser mudado > Deve ser celebrada, com reverência, temor, contrição e penitência > Missa não perdoa pecados graves, que precisam de confissão antes > Eucaristia é o Corpo e o Sangue real e vivo de Cristo. Esta é a posição da Igreja, estabelecida dogmaticamente no citado Concílio, e jamais poderá ser mudada, por quem quer que seja! Em NADA!
 
     Que dizem os escarnecedores? Jesus não quer ser adorado, mas comido > Missa é apenas comemoração da ceia pascal > Não se precisa mais dos sacrários > Jesus está presente na hóstia, da mesma forma como está em nós ou numa coisa > Missa é apenas louvor, é ceia > Missa deve ser alegre e festiva, e não Sacrifício > Eucaristia é para todos indistintamente, mesmo em falta grave > Eucaristia não é Corpo de Cristo, apenas “pão e sangue eucarísticos”. Ou seja, sete negações graves, que afrontam com todas as letras o Concílio dogmático de Trento, e conferem excomunhão automática – não precisa decreto do papa – a todos os que insistem nisso. A Igreja Verdadeira diz isso e você leu acima! Quem sabe igreja escarnecedora será capaz de xingar de quem contar isso se levanta?
 
     Em verdade, quem vai da Quinta feira Santa direto para a ceia pascal, passa por cima da Cruz, e escarnece de Cristo crucificado. Cospe Nele e pisa na Sua cabeça, e mais Lhe enterra os espinhos. E Jesus grita: Pai perdoai-lhes! O que mais torna horrível tudo isso, é o fato de quererem alegrar as Missas, para agradar o “povo”. Se buscam promover a inculturação, eles que vão ao teatro, ao museu... Ou ao circo. É lá que se vivem fantasias, palmas, risos e palhaçadas. Missa não é para alegrar o povo, mas para adorar a Deus. Missa não é para os efeitos do corpo, mas para a sublimação e enlevamento das almas.
 
     Enfim, Missa nada tem a ver com cultura, pois deve ser única e universal! A santa Missa verdadeira é aquela que se desenrola num clima solene, da mais profunda adoração, respeito, silêncio interior, e compunção tão profunda da alma, que deveria em todos nós culminar num quase êxtase. Ela deveria levar nossa alma a uma união tão íntima com Cristo que nos deveríamos desfazer em lágrimas. A Missa deve ter o efeito de atrair o povo para a festa da alma, num ciclo amoroso tal, numa união tal com Deus, que deveríamos cada vez ser tirados a força da igreja ao final das celebrações.
 
     Mas que acontece hoje? Vemos que milhares de pessoas, já não mais vão à Missa, porque a acham uma mesmice. Uma chatice! E fogem da Igreja, e nunca mais voltam! Sim, porque se torna uma rotina! Será que os padres não entendem isso? As pessoas vão lá para ter contacto íntimo com Deus e não para se confraternizar, pois isso eles podem fazer na rua, em casa, no bar da esquina...! As pessoas vão para ouvir a Palavra de Deus e sofrer correções oportunas, e não para ouvir conversa mole e artifícios humanos.
 
     Outros – e há milhares de pessoas assim – que por verem o vazio das Missas Católicas, a falta completa de espiritualidade em muitas delas, com gestos externos de afeto apenas humano, como um louvor, mas sem Deus, acabam partindo para as seitas, onde se sentem justificadas e nada acham mais de diferente entre a ceia protestante a nossa santa Missa. E isso é um horror, porque na realidade existe um infinito entre a nossa celebração e a deles. De fato, todo católico que, assistindo a uma destas Missas de louvor, palmas e rebolamento, se sente bem, está preparado para ser um bom protestante. É, pois, ainda um mau católico! Não é o Espírito Santo que o faz sentir-se bem! Isso de forma alguma diminui a Missa nova, refiro-me à forma herética de vivê-la!
 
     Em vista de todo este quadro de horror eu termino dizendo: entre todos os sacerdotes que eu conheço – embora haja santos e bons entre eles – ou que já assisti uma celebração pela TV, ou que tenham um dia me falado a respeito da Missa, nenhum, seguramente nenhum, absolutamente nenhum, entende de fato aquilo que celebra! Porque se ele entendesse, se ele vivesse, se ele se compenetrasse da assombrosa realidade que suas ungidas mãos tocam, nenhum espaço coberto seria suficiente para comportar os fiéis que viriam viver a santa Missa com ele. Diariamente! Teria que celebrar nos abertos! Nos descampados! E nunca, um só católico mudaria para qualquer seita. E nós seríamos de tal forma arrastados por ele, e abrasados de amor, que poderíamos morrer de felicidade.
 
     Por falta disso os templos estão vazios! As almas estão vazias! Os padres estão vazios!
E neste vazio que se abisma, estamos morrendo todos!
 
Arnaldo!



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