JUDAS
 
 
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Postado em: 16/06/10 às 14:55:53 por: James
Categoria: Artigos Site Aarão
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Como todos devem ter ouvido falar, nestes tempos de Semana Santa e penitência, tem vindo ao palco das discussões a figura hedionda de Judas Iscariotes o traidor de Cristo. De forma bem maligna, os artífices do mal procuraram abrir largos espaços a esta discussão – neste tempo de graça e conversão – até porque isso de certa forma empana a figura de Cristo, unicamente em Quem devemos hoje meditar. Mas neste ano, Judas parece ter se tornado o herói, não só isso, o verdadeiro mártir.


Deus meu, quanta malignidade! Na realidade, não é de hoje que se tenta redimir a pessoa de Judas, pois já no ano 180 o grande doutor da Igreja, Santo Irineu, condenava as seitas gnósticas, pelos perversos desvios doutrinários que ensinavam. Entres estes, se achava a seita herética do cainitas, que pregavam justamente a remissão de personagens bíblicos malditos, como Caím e Judas, como se eles fossem necessários à salvação. Ou seja, como se eles fossem escolhidos por Deus para aquelas missões odiosas. Ora, isso seria um crime inominável do Justo Juiz, pois condenaria um inocente ao ódio mundial.
 
     Mas sem entrar no mérito destes textos apócrifos – não aceitos e mesmo renegados pelo verdadeiro Magistério da Igreja – quero ficar apenas na pessoa tenebrosa de Judas. Na realidade, em todos estes anos – a respeito de dele – praticamente não encontrei um só autor católico – leigo ou eclesiástico, doutor ou teólogo – que tivesse a coragem, de uma vez por todas de condenar Judas e coloca-lo no lugar onde Ele efetivamente se encontra: no lago de fogo eterno, por culpa sua, por desejo seu! E não sou eu que o condeno!
 
     Não consigo entender porque este gesto magnânimo de invocar para ele a misericórdia, e sim a Justiça, quando as Escrituras não deixam margem de dúvidas. Isso, longe de ajudar na evangelização, bem antes atrapalha, porque se eu abrir uma brecha para remir um homem tão repugnante, como de fato foi Judas Iscariotes, o maldito traidor de Jesus, eu sem dúvida fecho definitivamente a porta da perdição para todos, e escancaro o Céu para todo e qualquer ente maldito, inclusive para os próprios demônios. Podem então remir Lúcifer, pois seu pecado não foi maior, em síntese, quem sabe nem em dimensão!
 
     Porque a Escritura afirma exatamente isso dele: Judas era de fato um demônio vivo! É então preciso, que as pessoas saibam disso com clareza: existe um inferno, e podem perder-se eternamente, até pessoas que foram mil vezes menos malignas que Judas. Que isso fique bem claro a todos e isso para sempre! Como posso afirmar tal coisa? Pelos Evangelhos, obviamente! Ou Jesus mentiria, ou então os quatro evangelistas mentiriam, entretanto tudo está muito claro. Vejamos o que diz a Bíblia:
 
     Na verdade, o lamento sobre Judas, já começava mil anos antes e está exposto no Salmo 54, 12 Grassa a astúcia no seu meio, a iniqüidade e a fraude não deixam suas praças. 13Se o ultraje viesse de um inimigo, eu o teria suportado; se a agressão partisse de quem me odeia, dele me esconderia. 14Mas eras tu, meu companheiro, meu íntimo amigo, 15com quem me entretinha em doces colóquios; com quem, por entre a multidão, íamos à casa de Deus.
 
     Aqui, sem dúvida, Davi se refere a Judas em potencial, e a todo aquele que se assenta na mesa do Senhor, mas que O trai. Este pode ser tanto aquele eclesiástico que dentro da Igreja hoje se infiltra, para destruí-la a partir do interior, como aquele que vai comungar de forma sacrílega, em pecado grave. Mas a síntese profética, indica sem dúvida a Judas, o Traidor mor, porque ele traiu face a face o Filho de Deus. E Deus poderia até suportar que um outro O traísse, jamais um escolhido. Prova de que Deus não perdoou Judas!
 
          Mateus 26, 20Ao declinar da tarde, pôs-se Jesus à mesa com os doze discípulos. 21Durante a ceia, disse: Em verdade vos digo: um de vós me há de trair. 22Com profunda aflição, cada um começou a perguntar: Sou eu, Senhor? 23Respondeu ele: Aquele que pôs comigo a mão no prato, esse me trairá. 24O Filho do Homem vai, como dele está escrito. Mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Seria melhor para esse homem que jamais tivesse nascido! 25Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: Mestre, serei eu? Disse-lhe Jesus: Tu o disseste.
 
    Este lamento: Seria melhor para esse homem que jamais tivesse nascido resume tudo e lança o veredicto. Ele também será repetido por Marcos e Lucas! Por que se iria lamentar o nascimento de Judas, caso ele tivesse se salvado? E Jesus reforça este sentido quando em síntese diz assim: Eu vou ser morto, mas ai de quem me traiu! Nesta frase, Jesus não brinca ou fala indiretamente. Para que se lamentaria o nascimento de um ser qualquer, somente se ele for destinado ao inferno. E este homem nunca existiu!
 
     Vejamos agora Marcos 14, 17Chegando a tarde, dirigiu-se ele para lá com os Doze. 18E enquanto estavam sentados à mesa e comiam, Jesus disse: Em verdade vos digo: um de vós que come comigo me há de entregar. 19Começaram a entristecer-se e a perguntar-lhe, um após outro: Porventura sou eu? 20 Respondeu-lhes ele: É um dos Doze, que se serve comigo do mesmo prato. 21O Filho do homem vai, segundo o que dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem for traído! Melhor lhe seria que nunca tivesse nascido...
 
     Se houvesse, então uma só possibilidade de salvação para Judas, a Escritura nunca lamentaria em definitivo como o faz aqui. Ela diria quem sabe: este homem corre um sério risco de perder sua alma! Haveria então uma porta semiaberta para sua salvação, mas quando se lamenta seu nascimento, é porque sua morte se dará na desgraça eterna. Eu posso, por exemplo, lamentar o nascimento de um aleijado, um cego, um surdo-mudo, mas apenas como portador de um defeito físico, porém tudo isso fica na terra, pois no Céu não existem aleijados, nem mutilados. Se alguém tiver a possibilidade da salvação eterna, não se deve lamentar por ele, e sim louvar a Deus. Inclusive pela deficiência!
 
     Lucas 22, 21Entretanto, eis que a mão de quem me trai está à mesa comigo. 22O Filho do Homem vai, segundo o que está determinado, mas ai daquele homem por quem ele é traído! 23Perguntavam então os discípulos entre si quem deles seria o que tal haveria de fazer.
 
     Lucas é menos claro, mas também reafirma o que os outros evangelistas declaram. Ai de quem trair a Deus! Isso vem como um profundo lamento, na realidade como um grito de desespero, o que veda definitivamente todas as portas de salvação. Não existe Céu para os traidores, os apóstatas, os mentirosos, os orgulhosos, os cínicos, os insolentes, os ressentidos, os malignos, os ladrões, os hipócritas e os egocêntricos... que não se arrependerem. E Judas, foi tudo isso! E não deu nenhuma mostra de arrependimento. Abaixo vou mostrar cada um destes pecados de Judas.
 
     João 6, 67Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos? 68Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. 69E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!* 70Jesus acrescentou: Não vos escolhi eu todos os doze? Contudo, um de vós é um demônio! 71Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, porque era quem o havia de entregar...
 
     Observem esta frase do Evangelho de João: Um de vós é um demônio! Ora, Jesus, jamais, iria mencionar que um de Seus doze apóstolos era um demônio, se ele tivesse uma só chance de arrependimento, uma só possibilidade de salvação eterna. Se apenas naquele momento estivesse em falta, e mais tarde houvesse a conversão dele. Jesus, se tivesse dito isso havendo possibilidade de salvação para Judas, cometeria um ato maligno pois lançaria uma suspeita infundada sobre todos eles. Ou deveria dizer isso de todos?
    Tal faria com que todos vivessem na angustia, pois sem dúvida os apóstolos não eram tolos e sabiam todos que Judas era ladrão (Jo 12, 6). Jesus sabia que todos eram pecadores e jamais lançaria uma suspeição destas, sem que todos soubessem a quem Ele Se referia. Isso mostra que Judas era já um demônio no começo, pois operava milagres em nome de Cristo, ao tempo em que ia apostatando, e mais se entregando às trevas.    
 
     João 13, 21Dito isso, Jesus ficou perturbado em seu espírito e declarou abertamente: Em verdade, em verdade vos digo: um de vós me há de trair!... 22Os discípulos olhavam uns para os outros, sem saber de quem falava. 23Um dos discípulos, a quem Jesus amava, estava à mesa reclinado ao peito de Jesus. 24Simão Pedro acenou-lhe para dizer-lhe: Dize-nos, de quem é que ele fala. 25Reclinando-se este mesmo discípulo sobre o peito de Jesus, interrogou-o: Senhor, quem é? 26Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o pão embebido. Em seguida, molhou o pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes.  27Logo que ele o engoliu, Satanás entrou nele. Jesus disse-lhe, então: O que queres fazer, faze-o depressa.
 
     Ora, segundo consta, o último dos Evangelhos a ser escrito, foi exatamente o de São João, e certamente ele o fez somente após ter lido todos os outros, porque é o mais “diferente” de todos. Ele vem a preencher “lacunas”, fatos de extrema importância que não são mencionados nos outros Evangelhos. Se Jesus tivesse escolhido Judas para esta “missão” de o trair, não diria: o que queres fazer... mas sim: o que deves fazer! Não há como justificar os argumentos gnósticos e heréticos.
 
    João 12, 3Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo. 4Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse: 5Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? 6Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam.
 
      Noutro dia li a afirmação de um “teólogo”, que criticava o fato de São João ter dito claramente que Judas era um ladrão, isso porque os outros evangelistas preferiam esconder este detalhe. Então eu pergunto: acaso Jesus escondeu as verdades? Acaso Mateus não disse: 23, 33Serpentes! Raça de víboras! Como escapareis ao castigo do inferno? Não é algo mais duro? Porque não criticar Lucas e Marcos que escondem isso? O castigo do inferno é destinado então também aos ladrões, e aqui está provado que Judas tinha culpas que vinham de longe, e a traição foi apenas o ápice de sua vida pecaminosa.
 
     João 17, 12Enquanto eu estava com eles, eu os guardava em teu nome, que me incumbiste de fazer conhecido. Conservei os que me deste, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.
 
     Ora, as Escrituras têm apontado o verdadeiro e mais feliz “filho da perdição” como o anticristo – o que esta vivo hoje e atuante, e por trás destas coisas – mas Judas é sem dúvida um filho da perdição, um “réprobo”. Que é um réprobo? É alguém que se destina a si mesmo, livre e decididamente, para o inferno. Não se trata de uma criatura destinada por Deus a se perder, ou a cometer um crime tão maligno, apenas para cumprir a vontade de Deus. Ele jamais criaria um ser assim, pois seria uma maldade extrema.
 
     Sim, Deus sabe que tais pessoas acabarão por se perder, entretanto está aí justamente a Sabedoria do Criador: que mérito haveria para as almas, se todas fossem destinadas apenas à salvação? A criação do homem – com seu livre arbítrio – seria então uma farsa monumental, já que não haveria mérito na luta pelo prêmio eterno. Dor, sofrimentos, cruz, para que isso então? E para que rezar pela conversão, se todos se salvam?
 
     Ora, os Judas – o traidor, os de sempre, e os novos Judas de hoje – têm todos eles plena consciência de sua maldade, mas continuam agindo perversamente, porque doam seus corações a Lúcifer que toma posse deles. Um Judas é todo aquele que peca diante da face visível de Deus, e tem o descaramento de ainda perguntar: serei eu mestre? Ou aquele que diz que não tem pecado! Ou que vai ao confessionário falar dos pecados dos outros, para justificar os seus. É cínico e descarado!
 
      Mateus 27, 3Judas, o traidor, vendo-o então condenado, tomado de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata, 4dizendo-lhes: Pequei, entregando o sangue de um justo. Responderam-lhe: Que nos importa? Isto é lá contigo! 5Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. 6Os príncipes dos sacerdotes tomaram o dinheiro e disseram: Não é permitido lançá-lo no tesouro sagrado, porque se trata de preço de sangue.
 
    Penso que aqui está o versículo que tem enganado muitas pessoas, e que pode ter feito aos que não entendem o sentido oculto – nem sequer a definição correta – das palavras. Esta palavra é: tomado de remorsos! Ora, remorso não significa jamais arrependimento, nem implica nele, ou em conversão. Os próprios demônios – e Lúcifer seu líder – são ainda hoje e serão eternamente roídos pelo remorso, que significa a consciência do mal praticado. Remorso é o verme contínuo da acusação, a certeza de que se pecou, mas que é sufocado pelo desejo eterno e odioso de continuar pecando, de se obstinar sempre mais e mais no mal. É se obstinar eternamente jamais aceitando que aquilo é pecado.
 
     O fato de Judas ter jogado as 30 moedas no templo, não significa jamais que ele se arrependeu, e sim que o ódio que Ele sentia de Jesus havia chegado à loucura. Tal que não se importava em lucrar com o Sangue Dele! São João diz, que quando Judas recebeu a Sagrada Eucaristia, no mesmo instante o demônio tomou posse da alma daquele ser sacrílego, porque o fato de receber dentro de si o Corpo do Senhor multiplicava nele todas as abominações e maldades que ele havia cometido até então. O sacrilégio tem este pendor tenebroso: multiplicar o efeito maligno das faltas conscientes e não confessadas. E acontecem milhões hoje ainda! Eis porque São Paulo diz: cada um se examine antes...
 
     O remorso, é aliado e é fruto do desespero. Quando os anjos caíram – no inicio da criação – eles próprios se atiraram nas trevas eternas, porque sentiam poderosamente dentro de si, que estavam indignos de estar na presença do Altíssimo. Isso é remorso! Quando Adão e Eva pecaram, foram se esconder! Remorso, a consciência os acusava! Judas porém, é supremo neste artifício – foi muito pior do que os anjos caídos – porque mesmo sendo um pecador assombrosamente maligno, ainda tinha a coragem de estar diante de Deus, de forma arrogante, o que ele prova traindo a Jesus com um beijo!
 
     Querem que eu lembre desta passagem? Este em Mateus 26, 45Voltou então para os seus discípulos e disse-lhes: Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores... 46Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui. 47Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. 48O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o! 49Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o. 50Disse-lhe Jesus: É, então, para isso que vens aqui?
 
     Compreendam aqui, a repugnante fealdade daquela alma obstinada. O beijo é em sua mais íntima essência uma prova de amor. Quem beija, ama, ou pelo menos deveria. Mas aqui Judas usa o beijo, exatamente no sentido inverso, como expressão de um ódio sem limites, blasfemo e ultrajante, porque tem o sentido de um escarro, uma cusparada. De fato, penso que, se Judas ao invés do beijo, tivesse dado uma cusparada em Jesus, sua chance de conversão poderia ter nascido ali, como o foi o galo que cantou para Pedro. O canto do galo, deu um choque tão grande em Pedro, que ele afundou-se em prantos de arrependimento, enquanto Judas foi enforcar-se. Ele então, duvidou do poder de Deus!
 
     Está ainda em Lucas 22 47Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente; e à testa deles vinha um dos Doze, que se chamava Judas. Achegou-se de Jesus para o beijar. 48Jesus perguntou-lhe: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem! Esta pergunta de Jesus, olhando olho no olho, feita para qualquer ser normal – que não fosse um demônio – com toda certeza deveria provocar imediato arrependimento, mas para Judas foi com certeza a última chance que ele rejeitou. A prova é que ele nada fez!
 
     Vejam, nos anos que esteve com Jesus e comeu com ele à mesa, Judas foi um discípulo que realizou milagres, converteu pessoas, curou doentes e até expulsou aos demônios. Jesus lhe deu todas estas prerrogativas também – embora soubesse que O iria trair mais tarde – justamente para que Judas nunca tivesse dúvidas de que Jesus era o Messias, o Filho de Deus, pois somente em nome de um Deus, se poderia operar toda aquela sorte de prodígios. Mas jamais se poderá dizer que ele foi bom devido a isso! Ele não praticava tais atos com humildade, mas com profundo orgulho!
 
     Na realidade Judas tinha dois grandes pensamentos na cabeça, ambos se baseavam em seu extremado orgulho. 1 – Ele queria ser grande! 2 – Ele queria ser rico! Em Jesus – aquele milagreiro poderoso – Judas viu a possibilidade de surgir um líder humano, capaz de livrar os judeus da tirania de Roma. Deste reino, Ele – Judas – queria ser o tesoureiro mor, por que, se roubava já da singela bolsa comum dos apóstolos, imagine o mensallão que ele faria, se no comando da caixa forte de uma nação poderosa. Ou seja: Judas nunca aceitou Jesus como Messias, e odiava-O tenazmente porque não aceitava a sua sugestão de enfrentar Roma.  Mas este era apenas um dos pecados de Judas. Querem ver a soma de todos os seus abomináveis crimes juntos? Acima já mencionei: Judas foi...
 
01 – Traidor > Porque por livre e decidida vontade traiu a Jesus, seu Mestre amoroso.
02 – Apóstata > Porque conhecia a Doutrina de Jesus, mas preferiu a cartilha de satã.
03 – Mentiroso > Porque permanecia no meio dos doze, mesmo sendo um demônio;
04 – Orgulhoso > Porque desejava ser grande, o maior no reino terreno;
05 – Cínico > Sabia-se o traidor, e ainda teve coragem de perguntar: serei eu, Mestre?
06 – Descarado > Porque teve a petulância de trair a Deus com um beijo;
07 – Ressentido > Porque Jesus não aceitava a idéia de um reino temporal;
08 – Maligno > Porque arquitetou ardilosamente todo um plano de traição;
09 – Ladrão > Porque roubava os trocados da bolsa, e queria a fortuna do Reino.
10 – Hipócrita > Porque criticou o “esbanjamento de Madalena” quando queria a grana.
11 – Egocêntrico > Porque encerrou obstinadamente no seu próprio eu;
12 – Avarento > Porque pensou em lucrar até com o preço do Sangue de Jesus;
13 – Insolente > Porque teve vendeu Jesus por preço menor que o de um escravo;
 
     Ora um sujeito que tem todos estes títulos, que no seu “currículo” nefasto, apresenta uma tão assombrosa cadeia de pecados hediondos, todos eles cometidos na presença viva de Jesus – diferente de pecados cometidos ocultamente – não pode ter outro título que não seja o de demônio vivo. Como Jesus o descreveu! Sim, qual o ladrão que tem coragem de roubar na frente do dono? Judas fazia isto! Qual o traidor que tem coragem de atraiçoar seu patrão com um beijo? Judas fez isto! De fato, geralmente os homens pecam, mas sempre às escondidas, pensando que Deus não os vê, enquanto Judas fazia tudo às claras, sabendo que Deus o observava diretamente. Foi outro Caím, que via a Deus mas pecava assim mesmo. E este pecado é mil vezes mais terrível!
 
     Quando, pois, pessoas de hoje encontram dificuldade de condenar a Judas, isso não se explica a não ser em razão de quererem justificar as suas próprias faltas. Se eu redimo a uma criatura repugnante como foi Judas Iscariotes, não estou longe de redimir o demônio, pois Jesus afirmou claramente que Judas era um. Corro assim, um duplo risco! Primeiro o de justificar a todos os pecadores inconfessos do mundo, em nome de uma pretensa misericórdia, que independe do arrependimento. Segundo, levar muitas pessoas à perdição por elas acharem que pecado não existe e se salvarão sem conversão.
 
     Ora, se eu redimo Judas, redimo Caím, e com ele redimo a todos os assassinos. Se eu redimo Caím, devo redimir a Nero e Hitler! Se eu redimo Nero e Hitler a quem outro eu mostrarei como exemplo de um demônio humano em potencial? Então, Jesus condena Epulão apenas por ser rico e avarento, mas não condena o avarento Judas, o ladrão Judas, o traidor Judas, o orgulhoso Judas, o mentiroso Judas, o cínico Judas, coisas que o fazem – sem dúvida – em um dos mais perversos seres humanos, que jamais pisou na face da terra. Um ser execrável e repugnante em todos os sentidos!
 
     Vejam, o próprio anticristo – o maior de todos os inimigos de Deus – age hoje nas sombras, nas trevas, em surdina, por trás dos bastidores mundiais, e faz isso na vã certeza de que Deus não observa seus movimentos de serpente. Então, dizem os malignos defensores de Judas, que de qualquer forma deveria haver um traidor, então Deus o escolheu para esta terrível “missão”, que o tornaria abominável para sempre. Se Deus criasse um ser assim, não seria um Deus mas um carrasco! Judas se fez assim, porque o quis! Ele foi o maior de todos os apóstatas, e o mais repugnante de todos os verdugos!  
 
     Quando Adão caiu, Deus deu-lhe a chance do arrependimento. Pedro o outro traidor de Jesus, usou deste caminho para se tornar exemplo de humildade. Judas, ao contrário, buscou a forca como demonstração de seu ódio, até para ir mais rápido para a casa de seu sedutor, satanás. E permitir isso foi um ato de misericórdia de Deus, porque a cada minuto que aquele ser repugnante ficasse vivo nesta terra, se acumulariam para ele mais penas e mais sofrimentos eternos. Se ele vivesse mais anos, tornar-se-ia ainda mais mau.
 
     Deus permitiu que ele terminasse mais rapidamente a sua cadeia infindável de crimes e de pecados horrendos, também porque amava a Judas, mas infelizmente todo este amor foi rejeitado com puro ódio, até no fim. Haverá crime maior que ver a Deus face a face, e ainda assim cuspir no Amor Dele? Olhar nos olhos de Jesus e dizer: te odeio!?? Judas foi talvez o único homem que fez exatamente isto! Como poderia ter salvação?
 
     Sei que a Igreja sempre tem – até na última instância – deixado em aberto a condena de Judas, porque seu dever é pregar a misericórdia. Entretanto, esta pregação jamais pode ir até o ponto extremo de afirmar que ele possa ter se salvado. Jamais a pregação pode ignorar a perda eterna das almas, porque a misericórdia de Deus é INFINITA, apenas para os pecadores contritos e humilhados, jamais para os rebeldes e obstinados no mal.
 
     Naqueles exorcismos – Gritos das Trevas, que estão no site – aprovados pelo Papa Paulo V, onde Judas é expulso daquela mulher e Nossa Senhora o obriga a falar, ele mesmo diz que está no pior lugar do inferno. O canto mais nojento, mais terrível, mais imundo, mais fedorento, mais doloroso, mais aterrador foi o que ele escolheu para si, traindo deliberadamente, voluntariamente e odiosamente a Jesus, o Filho de Deus.
 
     Uma sugestão final: rasguem os gnósticos, não leiam os apócrifos, rejeitem os filmes que denigrem a imagem de Deus e não comprem – os que compraram queimem – todos os livros de autores que, para ganhar dinheiro, cospem em Deus mentindo sobre Jesus. Judas, existem pequenos e grandes. O inferno se financia com tostões e com milhões. Quem redime o inferno, o está adquirindo para si, em módicas e suaves prestações!
 
Somente Deus acabará com todos estes hereges! Ouvem já os Seus passos?
Arnaldo



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