Via Sacra Africana
 
 
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Reflexões e P. Point
Aqui estão listados as Reflexões e as mensagens em Power Point que recebo nos meus emails, antes eu as colocava para download, mas devido ao grande peso resolvi colocar no sistema, para mais fácil leitura.




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Visto: 2772 - Impresso: 65 - Enviado: 24 - Salvo em Word: 44
Postado em: 18/11/12 às 13:57:46 por: James
Categoria: Reflexões e P. Point
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=6&id=10321
Marcado como: Artigo Simples
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Baseado em texto de Enrique Ordiales

Em nossas vidas, ao falarmos da Paixão de Cristo, não deveríamos apenas assumi-la como um envento histórico e longínquo. Na Via Crucis, cada passo de Jesus, cada gesto, cada lágrima, cada queda, faz referência à paixão do homem, à paixão do pobre...

"Nós O vemos como o mais desprezado e abandonado dos homens e, entretanto, eram nossas dores que Ele levava e nossas dores que suportava.

I – Jesus é condenado à morte.

Como Jesus, muitos homens e mulheres do Terceiro Mundo são condenados a uma morte prematura: violência, fome, doenças, pobreza, acabam muitas vezes em morte.

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II – Jesus carregando a cruz.



Condenados à morte, cada um carregando sua cruz inicia um caminho cheio de cruzes: solidão, perigos, quedas, exploração, mortes, desprezo…

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III – Jesus cai pela primeira vez.



Primeiro obstáculo: o deserto. O sol, a areia, a falta de água e comida… muitos caem, alguns encontram um cireneu e são ajudados por seus companheiros ou pelos que passam; outros, inumeráveis, são abandonados, e sua primeira queda será também a última.


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IV – Jesus se encontra com sua mãe.



Quantas mães sofridas, dolorosas, sonham encontrar seus filhos ausentes…
Quanta angústia esperando um sinal de vida, uma chamada telefónica…
Quanta dor por não ter podido dar-lhes o que necessitavam: uma vida digna, na pobreza, porém, digna…

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V – O cireneu ajuda a Jesus.



Uma mão estendida no caminho, um caminhão que aceita tua carga, um policial que faz "vista grossa" quando te pede os documentos, um pequeno barco pesqueiro que resgata os náufragos do acidente, uma associação que te acolhe, uma comunidade eclesial com os braços abertos…

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VI – Verônica limpa o rosto de Jesus.


O vento do deserto apaga logo as pegadas dos “crucificados”…
As águas do mar refletem, por um instante, a expressão aterrorizada dos que caem no mar…
Mas o coração humano é capaz de ver a beleza dos filhos oprimidos de Deus e guardar para sempre sua lembrança.

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VII - Jesus cai pela segunda vez.

Segundo obstáculo: o mar. Todos os que venceram a primeira queda do deserto, devem enfrentar um mar desconhecido. Alguns voltam a cair…E, para muitos, esta segunda queda será a definitiva.

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VIII – Jesus consola as mulheres de Jerusalém.

Se nós não somos capazes, como Jesus, de acolher os jovens que chegam de outros mundos, consolando assim suas mães… Seria melhor começarmos a chorar por nós mesmos e por nossos filhos!

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IX – Jesus cai pela terceira vez.

O deserto, o mar, os vales, as fronteiras… Uma vez mais, pessoas que ficam no caminho, que caem para não mais se levantar.

João, o marido de Helena, uma jovem africana que chegou grávida e vive com sua filha no meio de nós, caiu do alto do vale de Melilla e foi conduzido de mãos atadas, para a fronteira entre Marrocos e Argélia.

"Não tivemos mais notícias dele…"

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X – Jesus é despojado de suas vestes.



Despojados mil vezes ao longo do caminho. Em cada fronteira, em cada cruz, despojam-nos de suas vestes e de seus bens para deles se apoderarem. Pouco importa que sejam aventureiros, funcionários, policiais ou militares… E as mulheres são despojadas também de sua intimidade e de sua dignidade… é o preço do Calvário que leva à ressurreição.

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XI – Jesus, pregado na cruz.

Muitos africanos vivem "por um fio", carentes de água potável, de remédios que não podem pagar, cravados em uma cruz, agonizantes inclusive os imigrantes que chegando à Europa continuam cravados por falta de trabalho, moradia e documentação.

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XII – Jesus morre na cruz.

A morte de Jesus é a morte do Inocente. Sua figura crucificada nos anima a não permitir que morram impunemente mais inocentes…


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XIII – Jesus, descido da cruz.

Até os abismos do mar sentem náuseas por tanta morte e vomitam de vez em quando o corpo de um emigrante… Turistas, sanitaristas, policiais, todos calamos, cobrindo nossa vergonha e nossa indignação com uma capa.

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XIV – Jesus é sepultado.

Patera 15-01-2003 Imigrante nº 8 Desconhecido.

A Cruz do Filho não exclui ninguém. Com Ele estão crucificados todos os inocentes, independentemente de suas crenças ou religiões… O Espírito de Deus devolve aos corpos destruídos “imagem e semelhança”… O seio do Pai se transforma em um sepulcro anônimo e nele acolhe seus filhos deserdados pelos ricos e poderosos.

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XV – Jesus ressuscita dentre os mortos.

A paixão e a morte de Jesus não tinham como destino o sepulcro, mas a ressurreição. A vida vence a morte, o amor vence o ódio. A ressurreição de Cristo é nossa ressurreição. A paixão e a morte de tantos homens e mulheres imigrantes, verdadeira via-sacra de uma vida indigna para outra mais humana, não pode ter outra meta a alcançar senão a “semelhança” com o Criador.



Fonte: Extraído de uma mensagem em Power Point por James - espacojames.com.br





Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 18/11/12 às 13:57:46 h.


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