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Quarto Segredo de Fátima?
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Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. (Papa Bento XVI, a 13 de Maio de 2010)
“Suponha, caro amigo, que o Comunismo foi somente o mais visível dos instrumentos de subversão usados contra as tradições da Revelação Divina. As confidências da Santíssima Virgem a Lúcia de Fátima preocupam-me.

 Esta persistência de Maria sobre os perigos que ameaçam a Igreja é um aviso do Céu contra o suicídio de alterar a Fé na Sua liturgia, na Sua teologia e na Sua alma”.

Estas palavras são atribuídas ao Secretário de Estado de Pio XI, Cardeal Eugênio Pacelli, o futuro Pio XII. Ora, que se tenha conhecimento, em nenhum livro ou escrito conhecido (até ao momento) sobre as aparições e mensagem de Fátima, estão descritas palavras atribuídas a Nossa Senhora sobre os “perigos que ameaçam a Igreja”  e de como estas aparições são “um aviso do Céu contra o suicídio de alterar a Fé na Sua liturgia, na Sua teologia e na Sua alma”.

Sem querer entrar em teorias da conspiração – das quais nunca fui adepto – nem em polémicas resultantes do livro de Antonio Socci em “O quarto segredo de Fátima”, vejo-me obrigado a pensar seria e logicamente sobre a Mensagem da “Senhora mais brilhante que o sol”. Mais concretamente sobre a totalidade da Sua Mensagem. Vejo-me também obrigado a colocar em causa a interpretação “oficial” (que nunca chegou a ser designada como oficial, mas apenas uma tentativa de interpretação) do chamado Terceiro Segredo, redigida por então Cardeal Dom Joseph Ratzinger, e que, segundo o Vaticano, estaria ligada ao atentado contra o Papa João Paulo II.

Nossa Senhora, no Segredo, nas duas partes conhecidas, tratou das ALMAS - em como as almas se condenam, falou na salvação das almas, com a visão do Inferno e, com as suas palavras maternais, de como se poderiam salvar tantas almas do Inferno com a oração e penitência.

Tratou das NAÇÕES – falou da Rússia, os erros que dela viriam (ou ainda virão) caso não fosse consagrado publica e oficialmente ao Seu Coração Imaculado este país. Referiu-se ao aniquilamento de várias nações, caso a Rússia espalhasse os seus erros pelo mundo (numa alusão ao Comunismo ateu, cujos efeitos se fazem sentir um pouco por todo o mundo, embora de forma – o que é ainda pior – mais oculta e camuflados de coisas boas e úteis para a sociedade).

Falou, enfim, de… um atentado ao Papa (??).

É uma coisa gravíssima, um atentado, um ataque à própria Igreja, na pessoa do Santo Padre, neste caso o Papa João Paulo II. Mas, no enquadramento da Mensagem, fala-se das almas, das nações…não seria de esperar que, por lógica, Nossa Senhora proferisse algumas palavras sobre a IGREJA?

Três assuntos mais do que lógicos para serem tratados no início do século XX,com advertências e apelos do Céu! A 100 anos de distância, e tendo em conta tudo o que aconteceu no século XX, percebemos como seria lógico que Maria apelasse para a salvação das ALMAS, para o bem das NAÇÕES e da sociedade e pelo bem da IGREJA. Mas parece, do que nos é conhecido, que Maria Santíssima não fez qualquer alusão à Igreja de Seu Filho, a Igreja Católica. Isso é completamente ilógico, uma vez que a Igreja Católica sofreu estragos assombrosos durante o século XX, mas concretamente a partir da segunda metade do século.

Acredito que, nas palavras escondidas do chamado Terceiro Segredo de Fátima, Nossa Senhora adverte para a adulteração da Teologia, Doutrina e Liturgia e para os perigos que essa mudança poderia trazer. É praticamente impossível que Ela não Se pronunciasse sobre a crise de Fé que assolaria a Igreja.

As datas, os factos e os dados são óbvios. Baste ser um pouco honesto e ver que, depois da adulteração da Liturgia (entre outras barbaridades), na tentativa de se trazer uma “primavera” para a Igreja – como se Ela precisasse – as vocações sacerdotais caíram a pique; a formação dos padres é uma miséria, – e a prova é o que se pode ver o ouvir nos meios de comunicação social, onde padres “pá frentex”, fashions e abertos para o mundo, muito percebem de assuntos sociais e mundanos e pouco ou nada de Doutrina. Ou pior, percebem e estão-se nas “tintas”; o conceito de pecado quase desapareceu, os sentimentos de culpa não existem e nada melhor que ir ao Psicólogo para esses sentimentos desaparecerem – consequência: Confessionários vazios e o Inferno cada vez mais cheio; a doutrina foi como que “revista” e, mais grave que tudo, a Santa Missa foi banalizada e vandalizada.

Os abusos litúrgicos abundam, as Missas são mais um encontro social com Deus e com os outros, – às vezes mais com os outros que com Deus – que outra coisa, a música sacra deu lugar às violas, violinos, e violões, quando não são tambores, trompetes e saxofones, ficando difícil diferenciar se se está numa Missa ou num concerto, as “divertidas e animadas” Missas para crianças e jovens, onde em vez de se incutir o respeito pelo Sagrado, o silêncio, a contemplação, é incentivada a musiquinha alegre, como se estivássemos numa festa, onde Jesus (que ali morre sacramentalmente, renovando o Sacrifício da Cruz) é “um amigo porreiro pá party”, batem-se palminhas quando o padre entra, quando o padre sai, quando o padre fala, onde toda a gente tem lugar para falar no altar ou no ambão, com mais palminhas; o nauseante, repugnante e sacrílego gesto de distribuir a Sagrada Comunhão na mão, como quem dá cartas num casino… Enfim, o resultado está à vista: As igrejas praticamente vazias… E o Inferno cada vez mais cheio…

Na intenção de agradar ao Homem em vez de agradar a Deus, houve um afastamento de Nosso Senhor e do Sagrado. Num tempo em que a realização do Sacrifício do Altar está, em muitos lados, a ser profanada, banalizada e até vandalizada, aumenta a probabilidade de serem rezadas Missas inválidas ou sacrílegas. Estando a única Barca onde se encontra a salvação, a Barca de Pedro, ou seja a Igreja Católica, amarrada a duas colunas – a devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à Santíssima Virgem – e uma delas está visivelmente debilitada (a coluna da devoção ao Santíssimo Sacramento), temos de nos agarrar firmemente a Nossa Senhora, rezando o Santo Rosário. E um dia, a Barca de Pedro voltará a ser amarrada com toda a força à coluna da devoção ao Santíssimo Sacramento. Ancorada a essas duas colunas,a Igreja Católica voltará a apresentar-se ao mundo, como nos tempos da Cristandade, na gloriosa Idade Medieval, como Mãe e Mestra da Verdade, Esposa de Cristo e a única e verdadeira Igreja de Deus, esmagando todos os seus inimigos.

As ofensas a Nosso Senhor multiplicam-se a cada dia que passa. A Santíssima Virgem e Nosso Senhor são ofendidos, desprezados, blasfemados todos os dias, também por algumas pessoas ditas católicas e até pelo clero. Nossa Senhora, em Fátima pede e que rezemos o Terço. Hoje o Terço ou o Rosário não é mais visto como instrumento de salvação. Hoje, na Igreja existe o “medo” ridículo e ignorante de exaltar demais a Mãe de Deus, em detrimento de Seu Filho. Mas, sabemos que de Maria, nunca se dirá o bastante.

Nestes tempos de confusão, Deus envia a Sua própria Mãe a falar aos Seus filhos. Falou, em tempos pelos Profetas, depois por Seu Filho, pelos Apóstolos, pela boca dos santos, mas nestes tempos difíceis, Nosso Senhor envia a Sua Mãe Santíssima para falar aos homens. Para que se emendem. Para que não se percam.

E tanta pergunta que ficou por responder…

Porquê a data de 1960, tantas vezes referida pela Irmã Lúcia como a data para se poder revelar o Segredo? E porque essa data foi ignorada pelo Papa João XXIII, que se recusou a divulgá-lo? Estragaria, o Segredo, algo de “muito bom” que o mesmo Papa teria para a anunciar ao mundo por volta dessa data?

Porquê o silêncio de Maria Santíssima, enquanto a visão se desenrolava aos olhos dos Pastorinhos, quando anteriormente a Senhora explicou tudo o que dizia e o que lhes era mostrado? Haverá concerteza palavras da Virgem Santíssima que não foram reveladas… Porquê?

A segunda parte do Segredo acaba com a frase “Em Portugal, conservar-se-á sempre o dogma da Fé…etc”. Acabaria, a Virgem Santíssima, uma frase com um “etc”, sem mais explicações, para de repente mostrar apenas um quadro de um Papa a sofrer, a ser morto quando chega à Cruz, no cimo de uma montanha, juntamente com outras pessoas?

“Além desta grande visão do sofrimento do Papa [na terceira parte do Segredo de Fátima], que podemos em suma referir a João Paulo II, são indicadas realidades do futuro da Igreja que pouco a pouco se desenvolvem e se mostram. (…) O importante é que a mensagem, a resposta de Fátima, basicamente, não trata de situações particulares, mas da resposta fundamental que é a conversão permanente, penitência, oração e as virtudes cardeais, fé, esperança, caridade. (…) Hoje nós vemos de modo realmente aterrorizador que a maior perseguição à Igreja não vem dos inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja.”
(Papa Bento XVI, a bordo do avião na viagem de Roma para Lisboa, a 11 de Maio de 2010)

O 3º Segredo trata da Igreja, portanto. Da crise na Igreja. Da crise de Fé. O Santo Padre o disse, em Fátima, nas entrelinhas!

E a Igreja terá muito que sofrer, assim como o Santo Padre, pela defesa da Verdade. E será um grande bem feito às almas quando se revelar abertamente ao mundo o que falta.

O Segredo trata do pecado NA Igreja (e não DA Igreja, como se lê por aí…). Tenho para mim que não se trata só do pecado de pedofilia, mas de tantos outros pecados, principalmente os pecados contra a Fé. Por aí se percebe a referência, no final da segunda parte do Segredo, à conservação do dogma da Fé em Portugal, Terra de Santa Maria.

E por aí se percebe, talvez, o porquê de 1960…

 

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