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“Bernadette é doida!” Como nasceu a fonte de Lourdes
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No dia 25 de fevereiro de 1858 (novena aparição), havia por volta de 350 pessoas diante da Gruta.

Santa Bernadette começou a rezar o terço em êxtase, como de costume.
 
Depois ela foi subindo de joelhos até o fundo da Gruta. De tempos em tempos beijava o chão. Sua agilidade sem esforço era surpreendente, considerando-se que o local estava coberto de pedras.
 
Ela chegou até a abertura que comunica com o nicho da aparição e ali se deteve. Seus lábios mexeram, mas ninguém ouviu nada.
 
Depois fez o sinal de aquiescer e voltou-se, sempre de joelhos, em direção ao rio Gave. Porém, foi como se algo a tivesse detido. Voltou-se de novo para a Gruta e foi até o fundo, mas em sentido inverso ao nicho.
 
Ela procurava não se sabia o quê; voltou novamente, tornou a olhar para a gruta, e subiu ainda uma outra vez. Curvando-se sobre a terra, olhou com repugnância o chão lamacento, e começou a cavar no local com a mão direita.
 
 
Santa Bernadette cava a fonte e alguns acham que ficou doida
Formou uma pequena bacia, e retirando um pouco de lama avermelhada levou-a até o rosto, mas a recusou com desgosto.
 
Logo recomeçou, parecendo que queria beber essa água suja, mas a repugnância era mais forte.
 
Só conseguiu na quarta vez. Em seguida comeu algumas ervas que brotam no fundo da Gruta.
 
O que ela fazia? Ninguém entendia nada. Quando desceu com o rosto lambuzado, a consternação foi geral.
 
— Ela é doida! – murmurava-se.
 
Àqueles que lhe perguntavam, Santa Bernadette explicava:
 
— Aqueró [expressão do dialeto do lugar com a qual ela se referia a Nossa Senhora] me disse: Ide beber na fonte e lavar-vos. Como eu não via água, fui para o Gave. Mas ela me fez sinal com o dedo para ir a beber sob a rocha. Encontrei um pouco de água [que era] quase lama: tão pouco que mal podia pegar na concha da mão. Eu a joguei fora três vezes, de tal maneira estava suja. Na quarta vez eu consegui.
 
— Mas, por que te mandou fazer isso?
 
— Ela não me disse.
 
— E essa erva que você comeu?
 
Bernadette não tinha resposta.
 
— Você sabe que acreditam que você é doida fazendo essas coisas?
 
— Pelos pecadores! – era a única resposta de Santa Bernadette, repetindo o que tinha ouvido no êxtase.
 
 
Pela tarde, algumas pessoas voltaram à Gruta.
 
Elas ficavam olhando esse buraco “grande como uma sopeira” que Bernadette havia cavado.
 
Eleonora Pérard inseriu uma vara nesse buraco de água lamacenta. E percebeu uma vibração de água que corria subterraneamente.
 
Outros tentaram beber e, como Bernadette, cavavam mais. A água começou então a minar com mais abundância e cada vez mais clara.
 
A lama se transformou em água pura.
 
Alguém voltou à cidade com duas garrafas. Uma foi levada por Jeanne Montat para seu pai doente:
 
— É preciso que ele beba desta água – pensava ela.
 
A outra foi levada pelo filho do vendedor de cigarros. Esse menino tinha uma faixa sobre o olho. Nos dias seguintes, ele já não mais precisava da faixa – observou Jacquette Pène, irmã do vigário que o viu puxando a água.
 
O jorro de milagres havia começado.
 

 

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