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O calvário de Mélanie‏ (La Sallete)
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Mélanie ingressou nas Irmãs da Providência em Corenc, hoje periferia de Grenoble.
Não quis fazer-se religiosa de clausura, pois queria ter toda a liberdade para divulgar o segredo de La Salette.


A comunidade da Providência ficou edificada com suas virtudes e dons sobrenaturais.
 
Mélanie recebera os estigmas quando tinha quatro anos.
 
E o Menino Jesus, a quem ela chamava “meu irmãozinho”, aparecia-lhe regularmente para aconselhá-la.
 
As religiosas decidiram aceitar a sua profissão solene.
 
Mons. Ginoulhiac, porém, exigia-lhe que silenciasse para sempre a mensagem de La Salette e não divulgasse o segredo quando chegasse a data determinada pela Virgem Santíssima. 
 
Como Mélanie não aceitasse essa imposição, no dia de sua profissão o bispo a enviou para visitar a abadia da Grande Chartreuse. 
 
Na volta, a vidente percebeu que suas companheiras tinham feito os votos e ela ficara de fora. 
Mons. Ginoulhiac aconselhou-a a ingressar no Carmelo de Darlington, na Inglaterra. Era um exílio, mas Mélanie aceitou em espírito de obediência.
 
 
Em Darlington as carmelitas ficaram admiradas pelos dons sobrenaturais incomuns de Mélanie, bem como pelo assédio que sofria por parte do demônio.
 
Ela fez os votos com as ressalvas indispensáveis para garantir a divulgação do segredo.
 
Mélanie não sabia, mas Mons. Ginoulhiac ordenara ao diretor espiritual dela, sob pena de interdito, entregar-lhe as cartas da religiosa contendo matéria de consciência. 
 
Quando se aproximava a data de 1858, ela sentiu-se numa espécie de cárcere e enviou cartas às autoridades, até jogando-as por cima do muro da clausura. 
 
O fato foi muito explorado por seus inimigos, mas o bispo de Exham outorgou-lhe as devidas licenças e o Papa Pio IX confirmou a saída do claustro.
 
Voltou à França, mas nunca encontrou sossego, estando sempre submetida a pressões para não divulgar a mensagem. 
 
Em 1858, como ordenara Nossa Senhora, ela enviou o texto integral do segredo ao Bem-aventurado Papa Pio IX. Além disso, providenciou sua publicação em Marselha em 1860. 
 
 
E em Lecce (Itália) ele foi publicado com imprimatur do Servo de Deus Mons. Zola, em 1879.
 
Ameaçada de excomunhão por um bispo adversário de La Salette, Mélanie instalou-se no sul da Itália, onde alguns bispos a protegeram.
 
As incessantes mudanças de diocese, a que foi forçada a fazer, deram pretexto para maiores difamações. 
 
Dizia-se que ela era orgulhosa, egocêntrica, masoquista e anti-semita histérica, giróvaga, mistificadora, amaciada com padres, e que fora surpreendida num prostíbulo!
 
Na Itália Mélanie foi co-fundadora das religiosas do Divino Zelo, que tem entre suas finalidades rezar pela vinda dos Apóstolos dos Últimos Tempos. 
 
Faleceu em Altamura, província de Bari (Itália), sozinha num quarto, como tinha predito, na noite de 14 para 15 de dezembro de 1904, com 72 anos de idade.
 
Os vizinhos ouviram naquela noite um cântico angélico que ecoava em seu apartamento.
 
 
* * *
 
 
Contraditados, antipatizados, difamados e perseguidos por alguns, mas apreciados, defendidos e protegidos por pessoas virtuosas e mesmo santas, Mélanie e Maximin ficaram para sempre aos pés de Nossa Senhora, nas inúmeras imagens de La Salette que se veneram em toda a Terra.

 

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