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O amor: verdade silenciosa!
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Não se inquiete. A aurora se levanta silenciosa trazendo a luz do dia. O sol que se põe todas as tardes não se envergonha de nascer a cada manhã. E porque o amor é gratuidade, o sol tão discreto nem pergunta quem se beneficiará com seus raios nem qual janela estará aberta para acolhê-lo.

Seus raios penetram os cômodos da casa, mas não ocupam espaço. Está ali, e todos podem dele se beneficiar. Se não o quiser, feche a janela ou a cortina, e ele permanecerá silencioso à espera do seu sim.

 


Imagino que o amor é assim: chega, faz-se presente e está sempre pronto. Se eu não o quiser, ele não me obriga, se o aceitar não me atrapalha. Os belos discursos sobre o amor não aumentaram nem diminuíram seu dispor.
É o mesmo sempre. Ele é indissolúvel.


E o que esta conversa tem a ver com a família? Tudo! Pois não há família do futuro nem futuro da família se não houver amor. "Se eu não tiver amor, eu nada sou", lembra-nos Paulo apóstolo. E a feliz poesia do Pe. Zezinho confirma: "Que o homem carregue nos ombros a graça de um pai; que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor; e que os filhos conheçam a força que brota do amor".


O Senhor se faz próximo, muito próximo de nós. Por isso que o Pai quis que Jesus, seu Filho, nascesse numa família: a de Nazaré. Deus poderia ter escolhido outro modo de nos dar seu Filho. Ele preferiu o silêncio de uma família pobre, mas nobre em suas atitudes e decisões. Enquanto nós escolhemos formas e modos estupefatos para nos apresentarmos ao mundo, como a força bélica de uma nação - basta ver os desfiles militares - Ele escolhe a impotência do silêncio e a força que vem dos pobres. Ele escolhe a força do amor.


Nossos dias carregados de tantas fragilidades parecem desconhecer a força do amor, mesmo que dele continuemos a falar e a procurá-lo sem cessar. Quem é que não gosta de ser amado? A linguagem do amor todos são capazes de conhecê-la. Para aprendê-la basta abrir a janela da alma.


Quando falamos da família hoje, devemos sim nos perguntar qual é o lugar que nela oferecemos para o amor. Amor é encontro, é relação, desenvolvimento, é realização e santificação. Mas enquanto eu compreender o amor como sinônimo de prazer e de bem­ estar, nunca vou encontrá-lo.


O amor já nos escolheu, e é agora que temos de fazer nossa parte! Ame sua família!


A família do futuro há de se convencer que nada se constrói em cima de individualismo e de descrença. Só o amor é capaz de construir e de realizar-nos.

(Revista de Aparecida - dezembro/2009 - Pe. Ferdinando Mancílio, C.SS.R.)

 

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