ARTIGOS ESPACOMARIA


Voltar



O Reino da França é o Reino de Maria
Artigo visto 1390 vezes


O Reino da França é o Reino de Maria

Segundo antigo adágio, é certo que o Reino da França tenha sido nomeado o "Reino de Maria", e isto, com todo o merecimento. Pois desde os primórdios da Igreja até os nossos dias, Irineu e Eucher de Lyon, Hilário de Poitiers, Anselmo, que, da França passou para a Inglaterra como Arcebispo, Bernardo de Claraval, Francisco de Sales e tantos outros santos doutores celebraram Maria e contribuíram para a promoção e a amplificação do culto da Virgem Mãe de Deus em toda a França. (...) Os monumentos sagrados atestam de forma surpreendente a antiga devoção do povo. (...) A imensa afluência dos fiéis, chegando, de diversos e longínquos locais, aos santuários de Maria, a cada ano, mostra claramente como é grande a devoção à Mãe de Deus. (...)

 

A Virgem, em pessoa, cuidando do tesouro do Deus de todas as graças, por meio de suas reiteradas aparições, parece ter suscitado a aprovação e a confirmação da devoção do povo francês. (...) Os grandes e os chefes da nação se viram gloriados, durante longo tempo, por terem afirmado e defendido esta devoção à Virgem. (...) Eis o motivo pelo qual, após termos recebido os conselhos de nossos Veneráveis Irmãos, os cardeais da Santa Igreja Romana, encarregados dos Ritos, moto-proprio, de conhecimento seguro e indubitável, e após amadurecida deliberação, na plenitude de nosso poder apostólico, pela força dos presentes e perpetuamente, declaramos e confirmamos que a Virgem Maria Mãe de Deus, sob o título de sua Assunção ao céu, foi escolhida como padroeira principal de toda a França, junto a Deus, com todos os privilégios e honras que comportam este nobre título de dignidade. (...) Nós concedemos estes privilégios, decidindo que as presentes Cartas sejam e permaneçam, sempre, firmes, válidas e eficazes, que elas obtenham e guardem seus efeitos plenos e íntegros, que sejam, agora e no futuro, para toda a Nação Francesa, o mais amplo, o mais considerável penhor dos benefícios celestes; que assim se possa julgar, definitivamente, e que se tenha como vão, desde o momento presente e de efeito nulo, para o futuro, tudo o que poderia prejudicar estas decisões, vindo da autoridade que for, consciente ou inconscientemente.

 

 

Carta Gallium Ecclesiae filiam, divulgada em Roma, perto da Basílica de São Pedro, sob o anel do Pescador,
no dia 2 de março de 1922, de Nosso Pontificado, em seu primeiro ano.
Papa Pio XI




Total Visitas Únicas: 5.777.216
Visitas Únicas Hoje: 658
Usuários Online: 211
2006 - 2018: www.espacojames.com.br - Todos os Direitos Reservados - Santarém - Pará - Brasil