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Artigo N.º 2055 - O Pernicioso Relativismo
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Postado em: 02/08/09 às 18:22:18 por: James
Categoria: Artigos
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Por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho

Quando o Papa fala aos católicos do mundo inteiro mesmo, quando ele se encontra em outros países, como recentemente na África, está a pregar a doutrina de Cristo, a mesma que se encontra no Evangelho.

Muitos estão a condenar a linguagem do Chefe da Igreja alegando que os tempos são outros. Pensam que ele não poderia bater de frente com os costumes humanos. Estes, contudo, muitas vezes claramente vão contra o que está prescrito por Deus.

 O caso dos preservativos que mereceram a Bento XVI insultos nefandos, blasfemos, indignos na imprensa mundial, é típico. Existem o sexto e o nono mandamentos, sendo o sexo feito para o casamento. Então, de duas uma, ou há abstinência sexual ou se vive o matrimônio tal como Cristo o prescreveu, foi o que pregou Bento XVI. Qualquer teólogo que der razão a uma falsa ciência ou se acomoda à situação de pecado está, ele sim, fora do contexto bíblico.

Ao invés de tornar ainda mais turbulento o mundo com as transgressões à Lei Eterna o que cumpre seja feito é espiritualizar esta terra e arrancar o ser humano do materialismo que campeia insuflado por uma mídia que faz o jogo das multinacionais do crime. O que se esquece facilmente é estar muitos a serviço do enriquecimento ilícito daqueles que se locupletam à custa das desgraças alheias.

No que tange ao preservativo está provado e comprovado que não há tecido por demais compacto que não deixe passar o vírus da AIDS, além de que um péssimo material empregado muitas vezes facilita ainda mais a transmissão das doenças. O que está sendo olvidado é que há padrões de comportamento que independem da época, da cultura e da vontade seja de quem for.

 Não se trata de se negar a liberdade humana, mas todas as vezes que o livre arbítrio é empregado contra uma ordem universal estabelecida por Deus sempre, inexoravelmente, se dá a desordem e todas as desgraças caem sobre os que ousam se insurgir orgulhosamente contra a sabedoria divina.

Na Bíblia está o código da conduta correta e que leva à imperturbabilidade, à serenidade, à verdadeira saúde do corpo e da alma. Há verdades absolutas, princípios imutáveis que o relativismo hodierno quer jogar por terra com os sofismas mais banais e irracionais.

É o império da filosofia hedonista que conduz ao viver com o máximo de prazer possível e com um mínimo de esforço. O Maligno quer ser o soberano, mas Jesus preveniu e parecia estar falando com os falsos formadores de opinião: "Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele.

Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8,44). É por isto que astuciosos são os alicerces do relativismo e seus adeptos sabem iludir as massas. Dão até a entender que o atual Papa é inflexível, bem diferente de João XXIII e João Paulo II. Jamais, porém, encontrarão nos dizeres destes pontífices que eles opõem a Bento XVI nenhuma palavra que justifique uma posição dúbia diante dos preceitos divinos.

Tudo isto acontece porque o fundamento do relativismo é o materialismo ateu, mas a Bíblia é clara: “Disse o néscio no seu coração: não há Deus.” (Sl 53,1). Os seguidores do relativismo pregam o individualismo e para eles, cada um é a medida de seus atos e, portanto, não são as normas ditadas por Deus o referencial da conduta humana. Por tudo isto o relativismo corrói os valores espirituais, mas sem uma moral cristã alicerçada na revelação divina só pode imperar a desgraça e os crimes que se multiplicam por toda parte.

Hoje, mais do que nunca, cumpre viver o que Deus revelou e que se acha na Bíblia e não nas convenções dos homens. Não se deve olvidar o que ensinou o Apóstolo Tiago: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em que não há mudança, nem sombra de variações” (Tg 1,17). Mais do que nunca é preciso um senso crítico apurado para não se ir na onda dos profetas da mentira.

 

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
Professor no Seminário de Mariana de 1967 a 2008



Data da publicação: 08/04/2009


www.cleofas.com.br

 

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