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Postado em: 11/10/09 às 20:35:44 por: James
Categoria: Artigos
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Por: Dom Redovino Rizzardo, cs-Bispo de Dourados/MS


Há poucos dias, numa viagem de avião, deparei-me com uma revista de turismo, que descrevia pormenorizadamente o paraíso que é uma ilha da Grécia, procurada por magnatas do mundo inteiro. A certa altura, o articulista se dizia impressionado pelo grande número de casais homossexuais que viu passeando descontraidamente na praia e pelas ruas da cidade, «sem causar - concluía ele - o menor embaraço a ninguém, já que o povo da ilha não parece sofrer tabus ou preconceitos de espécie alguma».


O fato de os habitantes da ilha grega não terem tabus ou preconceitos contra a homos-sexualidade não coincide necessariamente com uma evolução da espécie humana. A grandeza e o êxito da pessoa e da sociedade dependem dos valores que se abraçam ou perseguem e de sua verificação na prática do dia-a-dia. Para que determinados conceitos, parâmetros e comportamentos possam ser aceitos, valorizados e difundidos, precisam respeitar as exigências da razão, da ética e do bom senso.

Fundamentados nesses princípios, não é preciso ser cristão para entender que o relacionamento sexual - e mais ainda o casamento - só pode ser entre homem e mulher. Se não há oposição entre ciência e religião - e se houver, uma delas deve ser descartada -, nesse campo a biologia, a psicologia e a fé sintonizam plenamente entre si: anatomicamente, os órgãos sexuais são diferentes e complementares; e psicologicamente, sabe-se que a realização humana acontece somente no encontro maduro, aberto e confiante com o diferente, ou seja, entre homem e mulher.

Quanto aos cristãos, só podem definir-se como tais os que acolhem a palavra de Deus, mesmo se, na prática da vida, devido à fraqueza humana, nem sempre lhe conseguem ser fiéis. E o que diz a palavra de Deus? Desde as primeiras páginas da Bíblia, ela não deixa nenhuma dúvida a esse respeito: «Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança: homem e mulher os criou» (Gn 1, 27).

Apesar de viver lado a lado com povos para quem a homossexualidade era comum, o povo hebreu jamais abandonou o projeto de Deus, tanto que lhe foi normal acolher a determinação dada por Moisés: «Nenhum homem deverá ter relações com outro homem, pois se trata de uma abominação» (Lv 18, 22).

De sua parte, Jesus, que derrogou algumas normas da Primeira Aliança - «Ouvistes o que foi dito aos antigos; eu, porém, vos digo» (Mt 5, 21-22) -, quanto ao casamento heterossexual, porém, se refaz aos primórdios da criação: «Não lestes que, no princípio, o Criador os fez homem e mulher? Por isso, um homem deixa seus pais, junta-se à sua mulher e os dois se tornam uma só carne» (Mt 19, 4-5).

A mesma linha foi seguida por seus discípulos. Referindo-se aos pagãos, São Paulo escrevia aos romanos: «Visto que eles trocaram a verdade de Deus pela mentira, venerando as criaturas em lugar do Criador, Deus os entregou a paixões vergonhosas. Suas mulheres substituíram as relações naturais por outras antinaturais. O mesmo aconteceu com os homens: deixando a relação natural com a mulher, arderam de paixão uns com os outros, cometendo infâmias entre si e recebendo em si próprios a paga devida a seus extravios» (1, 25-27).

Para quem não tem a Bíblia como referencial, fica muito mais complicado encontrar o caminho a seguir. Quem deverá ocupar o seu lugar para estabelecer as leis que norteiem o comportamento humano na sociedade? Uma consulta popular? O Senado ou a Câmara dos Deputados? A Presidência da República? A Polícia? O Supremo Tribunal Federal? Sem Deus, não existem verdades, mas opiniões, que podem mudar de pessoa para pessoa, de época em época. A conclusão, então, só poderá ser: «Salve-se quem puder!»
Com isso, não se pretende condenar ao fogo do inferno a quantos optam por atitudes ou comportamentos homossexuais. Todos os que buscam a verdade na sinceridade do coração, se sentem irmãos de São Paulo, que reconhecia com humildade: «O querer está a meu alcance, mas não o fazer o bem. Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero» (Rm 7, 19).

Ao invés, porém, de se acomodar em suas fraquezas, ele se jogava em Deus e nele encontrava forças para buscar a cura: «Quem me libertará dessa condição de morte? A graça de Deus, por Jesus Cristo» (Rm 7, 25).

Por ser discípula de Cristo e formada de pessoas humanas, a Igreja aprendeu a absolver sempre a todos os pecadores. Mas jamais poderá absolver o pecado, negando-o ou justificando-o…



Fonte: Diocese de Dourados/MS





Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 11/10/09 às 20:35:44 h.


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