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Postado em: 20/10/09 às 21:40:36 por: James
Categoria: Artigos
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Bento XVI, como João Paulo II, defende a fé do povo cristão

  Hoje em dia quem perturba a caminhada da Igreja Católica, com o grave risco de criar escândalo e desorientações para milhões de fieis, não são os ateus ou os inimigos da Igreja, mas são aquelas pessoas que até vestem a batina, e fazem guerra a Deus no interior da Igreja e, sob o pretexto religioso propagam um pensamento não católico, como confiava o Papa Paulo VI a Jean Guitton.

  Não foi por acaso, de fato, que o Cardeal Ratzinger iniciou um memorável discurso aos biblicistas, os estudiosos da bíblia, lembrando a figura do Anticristo que se lê em um livro do escritor Solovev, o qual ANTICRISTO era um “famoso exegeta” com doutorado obtido na Universidade de Tubinga, na Alemanha. A admoestação, embora gentil, era evidente e clara.

  De outro lado, curiosamente, a fazer nascer de novo uma espécie de Inquisição dentro da Igreja Católica, nestes últimos anos, não foram idéias subversivas que propagandeavam heresias ou contestavam o Magistério Pontifício, mas antes aqueles que gostariam de colocar sob a inquisição a pessoa de Nossa Senhora, que ousa manifestar-se sem a permissão deles. Por isso a revista Veja, ajudada por doutos padres, sempre prontos a criar discórdia dentro da Igreja Católica, publicou um artigo com um título ofensivo, para nós simples católicos que não temos muitos estudos teológicos e bíblicos, “A Virgem sob suspeita”. A serem humilhados por esta nova “Congregação da Sagrada e Universal Inquisição do Santo Oficio” são os milhões de fieis que testemunham uma fé viva e fiel ao Santo Padre o Papa e não os impudicos, os idólatras, os adúlteros, os depravados, os efeminados, os sodomitas, os ladrões, os avarentos, os bêbados, os injuriosos, como escreve São Paulo na primeira carta aos Coríntios.

  Ora suscita uma certa preocupação entre os muitos e fervorosos fieis de Nossa Senhora, certas “antecipações” – que não se sabem se são verdadeiras – do assim chamado “vade-mécum” que deveria ocupar-se dos eventos sobrenaturais. Trechos do seu presumível conteúdo foram escritos por uma revista em busca de publicidade e nestes dias também em um site da internet: tratar-se-ia de um “diretório” contra Medjugorje – meta de milhões de peregrinos e lugar extraordinário de conversões – e contra os acontecimentos de Civitavecchia (cidade perto de Roma), onde nos meses de fevereiro-março de 1995, uma estatueta da Rainha da Paz, proveniente de Medjugorje, chorou lágrimas de sangue por 14 vezes.

  Em favor das aparições de Medjugorje e das lacrimações milagrosas de Civitavecchia existem cuidadosas indagações científicas, conduzidas sobre os videntes durante as aparições, e sobre a estatueta, indagações que excluem categoricamente todo tipo de trapaça ou de auto-sugestão. Existe também a enorme quantidade de conversões e de curas inexplicáveis que aconteceram e continuam acontecendo (todos os testemunhos estão documentados). Percebe-se, nestes Santuários, a perfeita comunhão com a Igreja Católica e com o sucessor de Pedro. E, junto à devoção de milhões de simples cristãos, se constata a devoção convicta de muitos sacerdotes, bispos e cardeais. Sobretudo aquela de João Paulo II que manifestou de modo inequívoco muitas vezes, também por escrito, a sua pessoal convicção sobre a autenticidade das aparições de Medjugorje e das lacrimações da estatueta de Nossa Senhora em Civitavecchia.

  Certamente, um “vade-mécum” para os Bispos pode ser utilíssimo para tratar dos inúmeros casos de “visionários” e “mentirosos” que se encontram por ai e às vezes durante certas reuniões pseudo-carismáticas, mas é de excluir que tal “diretório” seja contra os Santuários de Medjugorje e de Civitavecchia, que têm uma história de devoção do povo católico (que, lembramo-lo, é pedido para as canonizações e pressuposta de fato até nas definições dos dogmas) e são dois santuários marianos.

  Dizem que o “diretório” prescreve o recurso a “psiquiatras ateus”. Para Medjugorje já aconteceu. No inicio das aparições, quando o regime comunista detonou contra as aparições com prisões, maus tratos e violências, as seis crianças foram levadas à força na frente de psiquiatras de plena confiança dos comunistas, os quais, porém, tiveram que admitir a perfeita saúde mental e a boa fé das crianças. No final, até alguns médicos se converteram, junto com alguns policiais que estavam ali para reprimir.

  Na cidade de Civitavecchia, a estatueta de Nossa Senhora superou a prova da peneira do Bispo local que não acreditava e que viu a décima quarta lagrimação acontecer próprio em suas mãos e sofreu um choque cardíaco. Superou também a peneira da comissão eclesiástica, que excluiu alucinações, fenômenos parapsicológicos e diabólicos; a peneira da ciência, que reconheceu a não explicação científica do fenômeno; a peneira da magistratura, que depois de cuidadosas investigações e escutadas numerosas testemunhas, entre as quais o chefe de polícia do estado, deixou por escrito que os fatos acontecidos das lacrimações “devem ser reconduzidos ou a uma sugestão coletiva ou a um fato sobrenatural”. Tendo em vista que as lágrimas de sangue foram fotografadas e filmadas, não pode tratar-se de uma sugestão coletiva. Aliás, foram até analisadas em laboratório e definidas como “sangue humano”.

  A respeito de Medjugorje, o Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Tarcisio Bertone, logo que foi nomeado, explicitou a posição deste pontificado, precisando que as peregrinações para Medjugorje, obviamente não oficiais, “estão permitidas” e aconselhou até “um acompanhamento pastoral dos fieis” por parte dos sacerdotes. Além do mais, definiu ainda uma vez, para aquelas pessoas que não querem entender, as “pessoais” declarações “fortemente criticas” do Bispo de Móstar e indicou como certa a posição dos Bispos da ex Iugoslávia que “deixam a porta aberta para futuras indagações”. Todas estas coisas o Cardeal Bertone não se limitou a dizê-las verbalmente mas as colocou por escrito no seu livro “A ultima vidente de Fátima” (ed.Rai-Rizzoli) que todos podem ler.

  Também o grande número de aparições que ainda estão acontecendo não são um obstáculo, já que a Igreja reconheceu recentemente as aparições de Laus, onde Nossa Senhora, a partir de 1647, se manifestou por bons 54 anos, longamente e cotidianamente.

  Portanto, os milhões de fieis católicos que tem uma devoção mariana podem ficar tranqüilos. Além do mais, o Santo Padre Bento XVI, está revelando, com os seus gestos muitos significativos, quanto ama a unidade da Igreja e recentemente o mostrou da maneira como resolveu paternamente os problemas do movimento neo-catecumenal e do modo com o qual estendeu as suas mãos aos tradicionalistas com o retorno à antiga liturgia, pedindo com firmeza aos bispos franceses para acolhê-los e não discriminá-los! Como um verdadeiro pai, quer de todas as maneiras afastar divisões e desorientações entre os fieis. Enfim, também a devoção e a estima que ele tem para com o papa João Paulo II o induz a defender Medjugorje e Civitavecchia. Portanto, está excluído que o futuro diretório seja contrário a estes dois Santuários.

  Também é duvidoso que um Papa da estatura moral de Bento XVI possa varar um diretório geral tão duro e repressivo, por que foi o próprio Ratzinger o autor do memorável discurso com o qual o Cardeal Frings, então Arcebispo de Colônia, convenceu a Igreja a fechar o Santo Ofício e certos seus sistemas “cuja modalidade procedural não está de acordo com o nosso tempo e que é um prejuízo para a Igreja e escândalo para os fieis”.

  Considerados os erros muito dolorosos cometidos 50 anos atrás por eclesiásticos excessivamente zelantes ao tratar casos de santos como Padre Pio ou eventos como Ghiaie de Bonate (onde também ali apareceu Nossa Senhora que é venerada com o titulo de Rosa Mística), é duvidoso que o próprio Papa Ratzinger permita voltar a regras vexatórias que hoje em dia poderiam ser impugnadas até do ponto de vista dos direitos humanos, além do direito natural e do direito canônico, produzindo “um prejuízo para a Igreja e escândalo para os fieis”.

  Graças a Deus o nosso querido Papa Bento XVI não quer de jeito nenhum “extinguir o Espírito e desprezar as profecias” (1 carta aos Tess.5,19-20) como gostariam alguns teólogos e alguns curiais, mas deseja exatamente o contrário: já quando Cardeal, alertou os católicos a não se tornar “deístas”, isto é, aqueles que não acreditam de verdade “em uma ação de Deus no nosso mundo” e portando se iludem que “devemos nós criar a Redenção, criar um mundo melhor, um mundo novo. Se se pensa assim, o cristianismo está morto”.

  “A Igreja – explicava Ratzinger – enfrenta os desafios graças à presença do Espírito Santo que nos momentos cruciais abre a porta para intervir”. Historicamente o fez através dos grandes Santos que eram também profetas, mas antes através de Nossa Senhora. Existe uma antiga tradição patrística que chama Maria não de sacerdote mas de profeta. O titulo de profeta na tradição patrística é por excelência o titulo de Maria.  Poder-se-ia dizer, em um certo sentido, que de fato a linha mariana encarna o caráter profético da Igreja. Portanto, a “Rainha dos Profetas” deve ser escutada e não colocada sob suspeita!

 



Pe. Eugenio Maria, FMDJ
www.mosteiroreginapacis.org.br
http://rainhadapaz.blog.terra.com.br/





Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 20/10/09 às 21:40:36 h.


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