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Marisa Bueloni



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Postado em: 16/02/15 às 21:04:38 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
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Marisa Bueloni

Temos abordado, freqüentemente, as contradições do nosso tempo e refletido sobre a inversão de valores, que acaba por confundir e promover equívocos irreparáveis. Os paradoxos são gritantes. Pregamos a necessidade de uma vida saudável e não respeitamos nosso próprio solo, produzimos poluição de forma desumana e criminosa.

Em tempos de massacres anunciados, os desafios são inúmeros e exigem nosso permanente estado de alerta, diante de conceitos que nos são praticamente impostos, embalados com o selo do bem e da legitimidade. Hoje, discute-se muito a liberdade de expressão. Peço licença para opinar: liberdade de expressão, sim; respeito às religiões também. Respeite-se a fé, a crença das pessoas.

Ao longo dos séculos, a humanidade assistiu às guerras, aos conflitos e disputas, marcados pela ambição desmedida. O espírito de domínio e de poder suplantou a inspiração da solidariedade humana, da vocação para o serviço público, e das descobertas que verdadeiramente representam avanços disponíveis para o bem-estar de todos.

Um tímido olhar para o futuro do mundo e nos arrepiamos ate à alma, a partir dos incontáveis crimes contra a natureza. A falta de políticas ambientais eficientes, o fim de vegetações importantes para o clima e para as chuvas, são os responsáveis pelo colapso do que é vital para nós. Se hoje estes sintomas se apresentam como sombras ameaçadoras, revelarão potencialmente seus efeitos daqui a alguns anos.

Quando ousamos lançar um olhar para o futuro, nem pretendemos ir muito longe. Não nos referimos às conquistas espaciais, à viagem para as estrelas e outros planetas; um rápido passeio terrestre pode apontar a degradação do meio ambiente bem próxima de nós. Com as últimas poucas chuvas, a tragédia das enchentes fez estragos em muitas cidades e, em algumas delas, as imagens registravam bueiros entupidos de lixo.

Olhar para o futuro nos ensina a urgência do presente, sempre imperiosa, necessária e fundamental, sobretudo quanto à educação do nosso povo. Educar nos hábitos mais simples, tipo papel e palito de sorvete, jogados nos cestos disponíveis. Educar os donos de animais e as necessidades próprias de cada espécie. Educar para que os princípios da solidariedade e do respeito sejam vencedores nesta selva de grosseria, falta de educação e pouco caso.

Ainda que as propostas para reduzir as agressões ao meio ambiente venham a contrariar os interesses dos poderosos, todos devem estar interessados nesta causa primordial. A Terra é a nossa casa, o nosso chão. A ela devemos um amor infinito, respeito e gratidão por todos os seus frutos e dons. E um de seus mais belos e vitais elementos começa a faltar...

O mundo encontra-se bastante velho e doente. A humanidade também está desenvolvendo sérias enfermidades sociais. São patologias diagnosticadas à luz do amor que todos sentimos pela vida, para a qual desejamos um futuro de bonança, de salubridade e de paz.

 

 
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