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Marisa Bueloni



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Postado em: 28/05/15 às 22:10:19 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
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Marisa Bueloni

     Há muitas formas de fome, de sede e de carências neste mundo de Deus. Contudo, a pior delas deverá ser sempre a que é interpretada literalmente, a verdadeira sede, aquela que nos lembra a água, em primeiro lugar.

     Hoje, com a difusão de conceitos ligados à preservação do meio ambiente, temos conhecimento de práticas que podem interferir negativamente no ciclo natural da vida.

     Se tivermos a consciência de que os elementos da natureza são vitais para a nossa sobrevivência, passamos a vê-los com outros olhos. E quando a escassez destes recursos se faz sentir de forma dramática, atingindo-nos em nossas necessidades e atividades diárias, maior se torna a nossa preocupação.

     Parece simples obtermos a aprovação para a retirada de uma árvore em frente da nossa residência. Contudo, a casa ficará mais quente, sem a proteção contra o sol nos cômodos mais diretamente atingidos. Se poluirmos um rio, suas águas estarão impróprias para a captação e o consumo. Se determinadas áreas passam a ser ocupadas de forma irregular, ocorrem adensamentos demográficos sem planejamento urbano, comprometendo a qualidade de vida daquela população, com riscos para a saúde e a segurança.

     A natureza possui um equilíbrio próprio, mantendo-se e sustentando-se de forma admirável. A ação humana, quando  irrefletida  e predatória, acaba alterando o seu curso, modificando as suas características e causando verdadeiros desastres ambientais. Toda exploração mal feita e criminosa acarretará um terrível dano, muitas vezes de forma irreversível. No caso da água, trata-se de um recurso finito. Ela pode tornar-se dramaticamente escassa e até mesmo vir a faltar se não houver o chamado uso racional e sustentável.

     Há muito tempo, a ONU fez um grave alerta: a água doce está se esgotando de modo assustador em todo o mundo. As reservas já estão super-exploradas, a água está sendo utilizada e poluída de forma catastrófica. Tudo o que for perdido hoje, não se repõe mais e a população mundial está esgotando os recursos do nosso planeta num ritmo jamais praticado. Se este abuso não for contido, corremos o risco de um desastre global.

     É conhecido o fato de que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo todo não têm acesso à água tratada e limpa. Nos países em desenvolvimento, é grave a situação com relação aos mananciais: até 90% dos esgotos e 70% dos efluentes industriais são despejados em cursos d’água, sem nenhum tratamento. Não há natureza que resista à tamanha carga de insensibilidade.

O colapso da água era esperado para 2025, mas a escassez antecipou-se e já constitui um sério problema em diversos países, inclusive em muitas regiões do Brasil onde o recurso é mal distribuído, havendo ainda o agravamento da degradação de nossos rios.

A crise hídrica volta a preocupar nestes meses de estiagem e a ordem é economizar. Usar com critério este produto precioso que é a água. Há quem não acredite, mas o planeta tem sede. E que ela não seja mortal...

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