Madre Tereza e a noite escura
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Artigo N.º 14212 - Madre Tereza e a noite escura
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Postado em: 05/04/16 às 15:45:47 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
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Marisa Bueloni

Hoje, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, presto minha homenagem a uma alma feminina que encantou o mundo.

Madre Tereza de Calcutá sentia a escuridão, o frio e o vazio dentro de si. Nada tocava a sua alma. Foi assim que a madre se manifestou nas cartas a um padre confessor. Durante 50 anos, ela carregou a sua cruz, a sensação sufocante de nada encontrar no fundo do coração. Madre Teresa faleceu em 1997 e, dez anos depois da sua morte, surgiu a revelação de que viveu o tormento íntimo das dúvidas – até mesmo da  existência de Deus.

Quando li São João da Cruz, compreendi o significado da “noite escura” à qual o santo se referia, a travessia que a alma faz em meio ao pântano espiritual. Um caminho de aridez, de silêncios insuportáveis no espírito, onde não se ouve uma única resposta de Deus.

Talvez se possa usar a “noite escura” da alma como uma espécie de valor para graduar o nível de santidade? Quanto mais medonho o caminho a percorrer, quanto mais lúgubre o dia atroz, mais perto de Deus se está? Mais santo se é? Não sei. Estou apenas tentando compreender os caminhos de Deus na trajetória de uma alma. Sobretudo numa alma feita de amor, como a de Madre Tereza.

Uma vez, li um texto que tratava da solidão, companheira segura da nossa jornada terrena. Começamos a vida no escuro do útero e vamos prosseguir sozinhos, desprotegidos, dependendo dos cuidados dos nossos pais. Mas nos desenvolvemos na luta solitária. O esforço para sobreviver é individual. Se vamos engordar e criar músculos, está no nosso mapa genético.  Tentaremos ficar de pé, andar, correr do papai para a mamãe, mas somos nós que temos de dar estes primeiros passos.

Faremos amigos ao longo da vida, porém nos momentos mais cruciais estaremos sozinhos. As decisões mais difíceis são tomadas com nossa consciência, na fragilidade da nossa solidão. Casamo-nos, temos filhos, mas não deixamos de vagar feito uma pessoa sozinha no mundo. Temos com quem contar, mas, em geral, é conosco mesmo que contamos, sobretudo nos momentos de dor e, muitas vezes, dor física.

Então, o texto concluía que passamos a vida na solidão e que ninguém vai atravessar por nós o período mais duro. Não precisamos de elucidações, não estamos em busca de nenhuma luz, porque a noite é funda, e nossa inteligência nos diz que é preciso atravessar este vale de lágrimas em silêncio.

Não gosto, é claro, desta teoria. Não quero apostar na condenação de sofrer sozinhos, pois então é aumentar em muito o grau do sofrimento. Acredito na solidariedade e no amor das pessoas. Aquele amor de um amigo íntimo e verdadeiro. O amor de um pai, de uma filha, de um irmão de sangue, de uma pessoa da família que nos ama e nos abraçará com seu calor humano. Creio na amizade, no afeto, no gesto sincero de quem nos estende a mão. Creio na esperança.

É este amor que busco dentro de minha alma. Um amor maior que a dor, uma fé que ultrapasse toda tribulação. Fé que se alia à capacidade de sonhar, aptidão genética, natural, ancestral. O sonho pode superar os terrores da noite escura. Madre Tereza, amando, os superou.


 

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