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Marisa Bueloni




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Postado em: 08/10/10 às 17:27:46 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
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(Marisa Bueloni)

 

PROCURA-SE

Moça séria, prendada, trabalhadora e de boa situação financeira procura rapaz solteiro, romântico e honesto para futuro relacionamento. Compromisso sério. Está difícil, mas não custa tentar.

 

VENDEM-SE

Uma carroça e um burro. Estão ambos em bom estado, mas um pouco cansados de ouvirem dizer: “Lá vai o burro, puxando a carroça pela estradinha de terra. Vida besta, meu Deus”. Eles querem mudar de paisagem e de poema.

 

TROCAM-SE

Duas bicicletas por um computador. O dono das “magrelas” já pedalou muito e está querendo aprender informática. Também já não é mais exatamente um jovem. É um bom negócio? Falar com Júnior. Embora quarentão, ele é o Júnior. Já virou “senhor Júnior”.

 

FINO TRATO

Vende-se um terno preto. É italiano, de grife. Está um pouco usado, porque o seu dono é um importante homem de negócios, que sofreu um duro golpe financeiro e precisa reorganizar a sua vida. Está vendendo tudo: casa, apartamento na praia, fazenda, carros e o terno. Tamanho médio. (Quem quiser comprar os outros itens, entrar no site www.fimdelinha.com).

 

DOA-SE

Uma porta sem uso. Está encostada no quintal do proprietário há muitos anos, quando comprou uma porta a mais na reforma da casa. Resolveu fazer uma limpeza geral, pois deu para odiar coisas sobrando aqui e ali. A porta é boa, tem a metragem padrão do vão e é de mogno. Falta fechadura, que fica ao gosto do freguês. Quem passar pela porta terá uma surpresa. Só instalando para saber.

 

TÊNIS DE MARCA

Vende-se um par de tênis. Está quase novo. É muito bonito e o seu dono não tem coragem de usar, com medo de sujar a sola. O calçado tem todos os recursos tecnológicos possíveis, só falta fazer a pessoa voar. Na propaganda da tevê, ela voa. Na vida real, não. As pessoas só têm de andar, caminhar, dar um passo após o outro. O tênis é um mero detalhe. Número 43.

 

VENDE-SE

Uma casa. Nova. É boa bastante para se morar nela e achar que a felicidade existe. Há uma garagem coberta para dois carros. A surpresa é quando se abre a porta da entrada que dá para um pátio encantador, chão de pedras, uma pequena varanda e um gracioso jardim. Há uma fonte saindo da boca de um leão que não é feroz. Tudo prático. É só bater uma água no piso e pronto. Por dentro, um sonho, só vendo. Não tem luxo, tem o que é necessário. Não há cachorros latindo nas redondezas e os vizinhos é gente educada, que dá bom-dia quando você sai para colocar o lixo lá fora. Quem comprar, ganhou na loteria.

 

PASSO PRA FRENTE

Meu jipe. Ano 1970. Raridade. Pega na primeira. Mas pra mim chega! (Essa é verídica, li num jornal... ah, ah, ah!).

 

ANEL DE ESTIMAÇÃO

Vende-se um anel. É de estimação, mas a proprietária está passando por um momento difícil e precisa vendê-lo com urgência. A pedra é a ametista, de um roxo delicado. Quem comprar precisa ter dedos finos, porque a sua dona é pianista, tem dedos afilados e longos e comprou o anel para os concertos de piano. Já vendeu o piano e todas as partituras. Só volta a tocar quando puder comprar outro anel. E outro piano.

 

MÓVEIS USADOS

Pede-se a quem tenha móveis usados para doar, ligue-me que irei buscar. Se você tem uma cômoda velha, cheia de gavetas com puxador de metal e não sabe o que fazer com ela, eu sei. Mando envernizar, dou um polimento nos puxadores, ponho um monte de porta-retratos em cima, e fica um sonho no cantinho da sala.

 

DESAPARECIDO

Desapareceu de sua residência o sr. Zé Lindo (gêmeo do Zé Feio), trajando calça jeans, camiseta verde e tênis sem cadarço. Zé adora umas. Foi visto num bar da cidade levantando o copinho e brindando a si mesmo. O bar gritava “Vai, Zé!” – e ele repetia: “Lindo, leve e zolto...”. A família desesperada e Zé Lindo partindo pro abraço.

 

VESTIDO DE NOIVA

Vende-se um vestido de noiva, novo, sem uso. A noiva pensou bem, passou noites em claro, e chegou à conclusão de que não devia se casar. Avisou o noivo uma semana antes e devolveu todos os presentes. E para não ficar nenhuma recordação, decidiu vender o vestido. Manequim 42. (Consta que o noivo entrou em depressão profunda).

 

REFORMA-SE

Sofá velho. Se você está cansado do seu sofá, não compre um novo, que está custando os olhos da cara. Reforme. Basta escolher um tecido do seu gosto, resistente, fazer umas almofadas combinando que fica o fino, ó. Sou um tapeceiro de primeira. Ponho espuma nova e tudo. Ótimo preço. É só ligar, que eu vou pegar e entrego no prazo combinado. Eu existo.

 

MEU PEQUENO PARAÍSO

Vende-se um sítio de 5 alqueires. Tem casa-sede, algumas plantações, pomar e horta para quem gosta de cultivar verduras, frutas e legumes. Os caseiros são do tipo gente boa e moram há anos na propriedade, cujo patrão os trata com respeito e dignidade. O sitio é quase todo plano, pode-se andar a cavalo, apreciar a paisagem e as campinas. Há uma nascente e um lago cercado de flores. É como uma pintura campestre. Não tem canavial por perto, mas não está livre das queimadas. Dizem que até 2014 (ou será 17?), com a mecanização da colheita da cana, o sítio será um pequeno paraíso na terra.

 

AULAS

Leciona-se inglês. A professora, porém, está desiludida e desanimada. Seu último aluno só conseguiu aprender uma frase: I love you.

 

PERDEU-SE

Uma carteira de couro marrom. Não tem dinheiro dentro, só documentos. Quem achou me devolva, eu estimo essa carteira, foi presente de um amigo. Sou aposentado do INSS, tiro o dinheirinho no caixa eletrônico do banco e ele se evapora em alguns dias. O que eu recebo por mês não dá para comprar uma carteira destas. Não tenho como gratificar. Muito obrigado.

 

UM CARRO

Vende-se um carro. Quase novo. Quase. Ele ainda está impregnado da alma do seu proprietário, mas isso é fácil de ser removido. Não, na verdade, não é. O carro adquire o jeito do dono, todas as suas manias, o seu perfume, o cheiro de cigarro, de casaco e bota de couro, das coisas que ele usa todos os dias, chova ou faça sol. O carro é a extensão da casa e o dono tinha o hábito de morar nele. Mas o preço é bom, vale a pena. Se fosse você, eu ia dar uma volta.


PINTAM-SE CASAS

Quando eu levei esse anúncio, o pessoal do jornal discutiu comigo dizendo que era “PINTA-SE CASAS”. Eu, que mal terminei o Colegial, posso dizer que está errado. Se eu colocar na Voz Passiva, fica “casas são pintadas”. O moço do balcão perguntou: “Voz o quê?...”. Continuei: então o correto é ”PINTAM-SE CASAS”. Fui convidado para ser revisor no jornal e mudei de profissão. Mas se precisar de um pintor, pode me ligar. Tenho uma penca de amigos precisando de trabalho. A gente sobe na vida, mas continua ajudando o próximo. Salve a gramática!

 

RECADO FINAL

Prezado senhor ladrão: eu sou a dona Mariinha, aquela que faz empadinha. O senhor já assaltou a minha casa 4 vezes. Desconfio do bonitão barbudo da rua de baixo. Já me levou a televisão, o microondas, o liquidificador, meu rádio, o telefone sem fio e até o meu travesseiro. Traz tudo de volta e vem morar aqui em casa. Quer casar comigo?


Marisa Bueloni é formada em pedagogia e orientação educacional- marisabueloni@ig.com.br

 

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