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Artigo N.º 6108 - A luta do demônio contra o santo Cura Dars - Final
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Postado em: 02/09/10 às 15:10:16 por: James
Categoria: Artigos Salvai Almas
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Deste modo o furor de satanás esgotava-se inutilmente. Além disso, o Pe. Vianney acabou por acostumar-se com as suas visitas. “Vossa Reverendíssima sem dúvida deve ter medo, lhe perguntou o Pe. Toccanier, de tão desagradáveis colóquios?

– A gente se habitua com tudo, meu amigo, replicou o amável Santo. O diabo e eu somos quase camaradas”.

  No dia 4 de dezembro de 1841, dizia às diretoras do orfanato: “Escutem aqui: o demônio esteve esta noite no meu quarto. Enquanto eu rezava o Breviário, ele soprava muito forte e parecia vomitar não sei que trigo ou outros grãos sobre os ladrilhos. Eu lhe disse: “Vou à Providência dizer o que fazes, para que te desprezem”. E ele logo sossegou”.

 Certa noite em que o Cura d’Ars procurava conciliar o sono, o inimigo apresentou-se gritando: “Vianney, Vianney, tu não me escaparás”. E o pobre Santo respondia do canto escuro onde estava sua cama: “Não tenho medo de ti”.

 Entende-se facilmente, depois disso, que certas pessoas se aproveitassem do domínio que o Servo de Deus adquirira sobre o mau espírito para conseguir, por seu intermédio, livrar os possessos. Mons. Devie autorizara o Cura d’Ars a exercer o seu poder de exorcista, cada vez que as circunstâncias o exigissem. A este respeito existem muitas testemunhas. João Picard, ferreiro do povoado, presenciou várias cenas estranhas: “Uma infeliz mulher fôra trazida de longe pelo marido. Estava furiosa: soltava gritos desarticulados. Mandaram-na ao sr. Cura que, depois de tê-la examinado, declarou ser necessário levá-la ao bispo de sua diocese. “Bem, bem, respondeu a mulher que recobrara repentinamente a fala, ainda que o timbre da voz fosse trêmulo, a criatura voltará... Ah! Se eu tivesse o poder de Jesus Cristo, disse ela, vos meteria a todos no inferno’.

  – Conheces a Jesus Cristo? Replicou o Pe. Vianney. Pois bem! Levem esta senhora ao pé do altar-mor”.

 Quatro homens conduziram-na para lá, apesar de sua resistência. O Pe. Vianney pôs o seu relicário sobre a cabeça da possessa e ela ficou como morta. Entretanto, logo depois levantou-se por si mesma e de um pulo rápido chegou à porta da igreja. Ao fim de uma hora, voltou muito tranqüila, persignou-se com água-benta e ajoelhou-se. Estava completamente curada. Durante três dias foi a edificação dos peregrinos.

Uma pobre velha dos arredores de Clermond-Ferrand despertou especialmente a compaixão de Pedro Oriol, um dos “guarda-costas” do nosso Santo. A pobre infeliz, conta ele, passou todo o dia dançando e cantando na praça da igreja. Fizeram-lhe beber algumas gotas de água-benta. Enfureceu-se e se pôs a morder as paredes da igreja. Seu filho estava com ela, mas não sabia o que fazer. Um sacerdote forasteiro colocou-a entre a igreja e a casa paroquial, por onde devia passar o Pe. Vianney. O Santo logo apareceu. Abençoou simplesmente a infeliz, cuja boca sangrava, e ela num momento ficou completamente calma. O seu filho contou que fazia 40 anos que ela se achava naquele triste estado e nunca se tinha mostrado assim tão furiosa nem tão calma. Acreditava-se que estivesse possessa do demônio. É certo, porém, que as terríveis crises não voltaram mais.

 Pela noite de 27 de dezembro de 1857, um coadjutor de São Pedro de Avinhão e a superiora das franciscanas de Orange, acompanharam uma jovem professora que apresentava todos os sinais de possessão diabólica. O arcebispo de Avinhão tinha estudado o caso e aconselhou que a apresentassem ao Pe. Vianney. No dia seguinte, pela manhã, levaram-na à sacristia quando o Santo ia paramentar-se para celebrar o Santo Sacrifício. Mas, de repente, a possessa procurou a porta para escapar. “Há muita gente aqui”, gritava. – “Há muita gente? Perguntou o Servo de Deus. Pois bem, agora sairão”. A um sinal seu, os assistentes se ocultaram e ele ficou só com a pobre vítima de satanás. A um princípio não se ouvia no interior da igreja mais do que um murmúrio de palavras confusas. Depois o tom foi se elevando.

 O coadjutor de Avinhão, que ficara junto à porta da sacristia, ouviu uma parte do diálogo: “Queres sair de uma vez?” perguntou-lhe o Cura d’Ars.

 – Sim.

  – Por quê?

 – Porque estou com um homem de quem não gosto.

 E o Pe. Vianney ironicamente prosseguiu: “Não gostas de mim!” Um “não” estridente foi toda a resposta do espírito que habitava naquela pobre jovem.

 Quase no mesmo instante, abriu-se a porta da sacristia. O poder do Santo triunfara. Recolhida e modesta, chorando de alegria, e com uma expressão de agradecimento infinito, a jovem apareceu no umbral. Apesar disso e por uns instantes, o temor apareceu-lhe no rosto. Voltou-se para o Pe. Vianney e lhe disse: “Temo que volte”. – “Não, não, minha filha, nunca mais”. De fato, o demônio não voltou mais e a jovem pode reiniciar as suas ocupações de professora. Na cidade de Orange.

 No dia 25 de julho de 1859, véspera do dia em que o Santo de Ars ia deitar-se para não mais se levantar, levaram-lhe com grande trabalho, às oito da noite, uma mulher considerada possessa. O marido acompanhava-a e entrou só com ela no pátio da casa paroquial, para onde os acompanhou o Pe. Vianney. Entretanto, Pedro Oriol e um grande número de forasteiros ficaram de pé junto à porta. No momento em que aquela mulher saiu livre e contente, “ouviu-se um ruído no pátio semelhante ao de galhos de árvore violentamente quebrados. Foi tal o estrépito que os presentes ficaram aterrorizados. Ora, acrescenta o sr. Oriol, quando entrei em casa, depois da oração da noite, vi que os sabugueiros estavam intactos”.

 Houve outra infeliz que não foi possível levar até à igreja, tal a resistência que opunha e a repulsa que mostrava pelo Cura d’Ars. Chamaram o Santo para que fosse a casa onde se hospedava, mas isso durante a ausência dela. Ele esperou que a trouxessem para uma sala contígua. Naturalmente a pessoa não estava inteirada de coisa alguma. De repente, ao aproximar-se da casa, a mulher foi agitada por violentas convulsões. “O padreco não está longe”, dizia uivando. Também desta vez o Santo desempenhou o seu papel libertador.

 Em fevereiro de 1840, quase pelo meio-dia, aconteceu uma coisa fantástica no próprio confessionário do Pe. Vianney. Uma mulher vinda das imediações de Puy-en-Velay, na qual, a princípio, nada de estranho se podia notar, ajoelhou-se aos pés do Santo. Naquele momento, umas dez pessoas, entre elas Maria Boyat e Genoveva Filiart, de Ars, estavam juntas, perto da capela de São João Batista, aguardando a vez de se confessarem. Sem nada ver, ouviram tudo. Como a mulher estivesse calada, o Santo lhe apressava para que se acuse de suas faltas. De repente ouviu-se uma voz acre:

 – “Não cometi senão um só pecado, e faço participantes deste fruto a todos quantos quiserem... Levanta a mão e absolve-me... Ah! Tu a levantas muitas vezes para mim, pois estou frequentemente junto de ti no confessionário.

  – Tu quis es? (Quem és?), perguntou o Santo [em latim].

 – Magister Caput (Mestre Cabeça; quer dizer, um chefe), respondeu o demônio [também em latim], e depois repetiu a resposta em francês.

 – Ah! Sapo negro, quanto me fazes sofrer! Sempre dizes que queres ir embora; por que não vais?... Há outros sapos negros que me fazem sofrer menos do que tu [disse o demônio].

 – Vou escrever ao Monsenhor para que te faça sair.

 – Sim, mas eu farei que trema a tua mão para que não possas escrever... Eu te possuirei. Tenho ganho a outros mais fortes do que tu. Ainda não estás morto. Se não fosse esta... (Com uma palavra repugnante e grosseira se referia à Virgem Maria) que está aqui em cima, já te possuiria; mas Ela te protege com este ‘grande dragão’ (referia-se a São Miguel Arcanjo) que está à porta da igreja... Dize-me: por que te levantas tão cedo? Desobedeces ao ‘veste roxa’ (isto é, o bispo). Por que pregas com tanta simplicidade? Por isso és considerado como ignorante. Por que não pregas pomposamente, como se faz nas cidades?”

 As investivas diabólicas continuaram por alguns minutos, referindo-se ele sucessivamente ao bispo de Belley, Mons. Devie, e ao bispo de Puy, Mons. Donald, que se achava em vésperas de ser nomeado arcebispo de Lião, a diversas categorias de sacerdotes e, finalmente, de novo ao Cura d’Ars. O espírito do mal, que sempre acha algo a repreender na vida de cada um, viu-se obrigado, mau grado seu, a proclamar a impoluta virtude do Servo de Deus, como aconteceu com Cristo no Evangelho.

 O Cura d’Ars, cujo olhar penetrava o mundo do mistério, mostrou grande severidade para com os que praticavam o espiritismo e o ocultismo. “Quem é que faz rodas ou falar as mesas? [Coisa que ocorria muito nos primeiros tempos do espiritismo], perguntava um dia [o Cura d’Ars] a uma desventurada possessa que injuriava os transeuntes na praça do povoado. “Sou eu, respondeu a mulher que o espírito mal atormentava, tudo isso é obra minha”. O Cura d’Ars achou que naquele dia o infernal enganador tinha dito a verdade.

 O conde Júlio, de Maubou, que possuía uma propriedade em Beaujolais, perto de Villefranche, mas que passava em Paris a maior parte do ano, gostava de visitar o Pe. Vianney. Era seu penitente e amigo.

 Isso era pelo ano de 1850. naquele tempo – a história é um perpétuo recomeçar – estavam muito em moda os espíritas, os médiuns e as mesas giratórias [isto é, as mesas que se moviam sozinhas durante as sessões espíritas]. Na alta sociedade parisiense, e até em famílias crentes e praticantes entregavam-se a esses passatempos considerados de bom-tom. O conde Maubou, convidado para um serão em casa de uns parentes, não achou conveniente recusar o convite. E tomou parte em diversas experiências. Sob seus olhos se desenrolaram os fenômenos habituais: a mesa levantou-se e respondeu [às perguntas] batendo no assoalho. Dois dias depois, o nosso cavalheiro, retomando o caminho de Beaujolais, dirigiu-se para Ars, muito contente por ir ver o seu venerável e santo diretor. Precisamente no momento em que chegava, o Pe. Vianney aparecia no portal da igreja. Sorrindo, estendendo a mão, o sr. Maubou dirigiu-se para ele. Dolorosa surpresa! Sem quse retribuir a saudação, detendo-o com um gesto, disse-lhe em tom triste e severo: “Júlio, alto lá. Anteontem você teve comércio com o diabo. Venha confessar-se”.

 Assim o fez docilmente o jovem conde e prometeu jamais tomar parte em uma diversão de tal modo qualificada e condenada.

Algum tempo depois, de volta a Paris, encontrou-se em outro salão. Pediram-lhe que os ajudasse a “fazer girar uma mesa”. Sem mais rodeios recusou e mostrou-se inflexível. Os convidados decidiram afastar-se um pouco e o escrupuloso conde ficou só no seu canto. Mas, ao mesmo tempo, no interior da alma protestava contra tal brincadeira. A resistência da mesa foi tal, e tão inesperada, que o médium só pode dizer: “Não entendo nada. Deve haver aqui alguma força superior que paralisa a nossa ação”.

 Pela mesma época, o sr. Carlos de Montluisant, jovem capitão que morreu general de divisão retirado em seu castelo de Mansane (Drone), pode confirmar se de fato o Pe. Vianney conhecia ou não algo dos mistérios do além. Tendo ouvido falar das maravilhas de Ars, resolveu com outros três oficiais examinar minuciosamente o que lá se passava. Pelo caminho, os amigos combinaram que cada um faria uma pergunta ao Pe. Vianney. O capitão Montluisant manifestou sem rodeios que “não tendo nada a dizer, nada lhe diria”.

 Chegada a hora da entrevista, entrou na sacristia atrás de seus companheiros e bem decidido a manter-se calado, quando um deles, apresentando-o ao Cura d’Ars, disse: “Sr. Cura, eis aqui o sr. Montluisant, jovem capitão, de futuro, que deseja fazer-lhe uma pergunta”. Pego desprevenido, manteve-se, assim mesmo, em atitude correta e com certo acento de mofa disse: “Vejamos, sr. Cura, estas histórias de diabruras que dizem a respeito de Vossa Reverendíssima, são irreais, não é verdade?... São coisas da imaginação?...” O Pe. Vianney olhou fixamente os olhos do oficial e depois deu a resposta breve e incisiva: “Ah! Meu amigo, você já sabe algo sobre isto... Sem o que fez não o teria podido descobrir”. O sr. Montluisant guardou silêncio, com grande admiração de seus companheiros.  

 No caminho de regresso teve que explicar-se. Ou o Cura d’Ars tinha falado ao acaso ou... Mas que havia passado? O capitão foi obrigado a confessar que, estando em Paris cursando seus estudos, se tinha filiado a um grupo, na aparência filantrópico, mas que na realidade era uma associação de espíritas. “Certo dia, disse ele, ao entrar no meu quarto, tive a impressão de que não me achava só. Inquietado por uma sensação estranha, olho e busco por todos os cantos. Nada. No dia seguinte, o mesmo... Demais, parecia-me como se uma mão invisível me apertasse a garganta... Eu tinha fé. Fui buscar água-benta em São Germano l’Auxerrois, minha paróquia. Aspergi o quarto por todos os cantos e recantos e, a partir daquele momento, cessou toda impressão duma presença preternatural. Depois não pus mais os pés em casa dos espiritistas... Não duvido que o Cura d’Ars aludisse a esse acontecimento já distante”.

 Nenhum comentário se seguiu a esta explicação. Os oficiais mudaram de assunto.

 À medida que o Cura d’Ars envelhecia, as obsessões diabólicas iam diminuindo em número e intensidade. O espírito do mal, que não pode desalentar aquela alma heróica, acabou por desanimar-se a si mesmo. Pouco a pouco foi deixando a luta, ou melhor, Deus quis que uma existência tão bela e tão pura, aparentemente tão tranqüila, porém na realidade tão aflita, se extinguisse numa paz profunda.

Desde 1855 até à morte, o Pe. Vianney não foi mais importunado de noite pelo demônio. E não obstante, o sono se lhe tornara quase impossível. Na falta do diabo, uma tosse persistente era o bastante para mantê-lo acordado. Apesar disso, continuava a passar horas intermináveis no confessionário. “Contanto que durante o dia durma uma ou meia hora, posso recomeçar o meu trabalho”. Essa hora ou meia hora, pasava-a no seu quarto, depois da refeição do meio-dia. Estendia-se sobre uma enxerga e procurava adormecer. Esse foi o tempo de que algumas vezes se aproveitou o demônio para ainda inquietá-lo. A senhorita Maria de Lamartine esperava certo dia, em companhia do sr. Pagés, que o Pe. Vianney saísse de casa. Tinha passado mais ou menos uma hora depois da refeição. “De repente ouvimos uns gritos e gemidos. É o diabo, disse-me o sr. Pagés, que faz das suas, e o bom do sr. Cura está disposto a enviá-lo para o seu lugar”.

 Finalmente, o maligno espírito não voltou mais e o Cura d’Ars viu-se livre, sem saudades, de um camarada de tal jaez. Na agonia o demônio não o perturbou, como se tem visto com outros Santos. Ainda antes de terminar a provação terrestre, o Cura d’Ars tinha infligido a satanás uma derrota definitiva. 

 

         (Mons. Francis Trochu, O Santo Cura d’Ars, Editora Lítera Maciel Ltda., Contagem: 1997, páginas 177 – 189, obra premiada pela Academia Francesa)


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