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Postado em: 24/08/12 às 22:11:39 por: James
Categoria: Destaque
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Arcebispo de Burgos fala de conversões

BURGOS, Espanha, quarta-feira, 22 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Em meio a um laicismo e relativismo que afeta continentes inteiros, em especial a Europa, e a poucas semanas da abertura da Assembleia Especial dos Bispos sobre a Nova Evangelização, dom Francisco Gil, arcebispo de Burgos, reflete sobre este fenômeno trazendo à tona casos que são um verdadeiro retorno a Deus.

A seguir, o texto integral da sua mensagem.


*****

+ Francisco Gil Hellín


Talvez alguns pudessem pensar que a história dos grandes convertidos é água passada. A realidade é bem outra. As letras francesas, por exemplo, seguem as pegadas de Paul Claudel, Péguy e Mauriac, e, cada vez mais, são frequentes os romances e ensaios que têm como protagonista a fé cristã. Seguindo o caminho de escritores de tanta envergadura como Tournier e Decoin, está surgindo uma nova geração de autores crentes, cujas obras literárias e filosóficas procuram a concordância com a mensagem evangélica.

Mais ainda: autores como Sylvie Germain estão vendo que as suas obras começam a seduzir pessoas na laica França e mesmo além das suas fronteiras, de acordo com informações recentes do diário italiano Avvenire. Nas páginas de Le Figaro, François Tallandier, outro talentoso escritor da nova literatura francesa, explicou as razões da sua silenciosa conversão ao catolicismo, depois de longos anos de profundo ceticismo. “Talvez pelo esplendor de Bourges, que dava asas a Stendhal para ser cristão. Talvez pela modesta doçura da igreja românica de Ennezat. Talvez porque um dia, ouvindo pronunciar a palavra ‘católico’ com o desprezo de quem não precisa de mais razões, eu me cansei e me disse abertamente: ‘Eu sou católico’”.
O caminho criativo de F. Hadjadj também é uma referência na cultura francesa. Este escritor e intelectual judeu se converteu ao catolicismo depois de uma longa fase de niilismo. Num ensaio, ele analisa com ironia e paixão a própria indiferença diante da morte das sociedades do Ocidente, ao mesmo tempo em que convoca à profunda alegria alicerçada nas razões que a fé aponta. O próprio Dactec, intelectual excêntrico e controverso, se atreveu a gritar em público que “não há futuro para a humanidade fora de Cristo”.

São exemplos desse cada vez mais numeroso grupo de conversos que estão chegando ao catolicismo e, o que talvez chame ainda mais a atenção, não têm nenhum complexoem declará-lo. Elesme trazem à mente personagens históricos de tanto destaque como Tertuliano, o mais brilhante advogado de Cartago; São Cipriano, igualmente brilhante advogado convertido em plena idade madura; e o sem igual Santo Agostinho. Mais próximos de nós, a italiana Alessandra Borghese e a espanhola Maria Nájera.

Sem que seja uma conversão em sentido estrito, não deixa de chamar a atenção o caso de Akiko Tamura. Ela tem 37 anos e uma brilhante carreira como cirurgiã torácica na Clínica Universitária da Universidade de Navarra [Espanha]. Depois de fazer suas primeiras práticas na Universidade de Harvard e ampliar a especialidade no Hospital de Massachussets, aterrissou em Pamplona e conseguiu um grande prestígio profissional. Na última quinta-feira santa, conforme ela mesma contou em entrevista ao jornal [espanhol] ABC, “estava no meu carro, bem tranquila, e de repente, dentro do meu coração, notei claramente que Deus me pedia para ser carmelita descalça. Não ouvi vozes nem tive visões; só senti uma paz e um amor de Deus indescritível”. “Eu nunca teria pensando em virar freira num convento”, prossegue ela, mas “é o plano de Deus”. Tamura acaba de entrar como carmelita descalça no convento de Zarautz.

Sem sair da nossa diocese [de Burgos], as religiosas da Iesu Communio poderiam nos contar muitos casos parecidos. Não foram poucas as que deixaram a profissão, como engenheiras, arquitetas e médicas, e hoje são “loucamente felizes” vestindo um tosco e singelo hábito. Sem entrar nos muros de um convento, quantos profissionais de prestígio, estudantes universitários, donas de casa e jovens já descobriram “no meio da rua” a verdade do que Santa Teresa de Jesus dizia com grande convicção: “Só Deus basta”. No fundo, esta é a razão de aderirem à fé tantos profetas e apóstolos do niilismo e do ceticismo, ou de saírem da letargia religiosa tantos crentes mornos, que se transformam em verdadeiros crentes e apóstolos

(Trad.:ZENIT)



Fonte: http://www.zenit.org/article-31102?l=portuguese





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