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Artigo N.º 10892 - A ciência deve estar a serviço do homem! “Ser intelectual traz o risco de pensar que estamos acima das pessoas, confinadas em nosso cérebro”.
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Postado em: 14/04/13 às 17:34:44 por: James
Categoria: Destaque
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Cardeal Ravasi abre conferência internacional sobre células-tronco adultas

 

A conferência de três dias sobre células estaminais adultas na Sala Paulo VI, Vaticano. O evento foi organizado pelo Conselho Pontifício para a Cultura e pela NeoStem,  líder no campo da terapia celular
 
O evento foi aberto pelo cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, que saudou os cientistas, pesquisadores, estudantes, médicos e pacientes presentes. A pesquisa que será objeto de muita discussão, disse o cardeal, “terá um profundo impacto na vida das pessoas”.
 
“Esta pesquisa está deixando vestígios positivos não só na vida dos pacientes, mas também na de suas famílias”, disse.
 
Em seu discurso de abertura, o Cardeal Ravasi refletiu sobre três definições: antropologia, cultura e fé. Com relação à cultura, o cardeal apontou para o debate sobre o papel das células-tronco adultas, em contraposição à embrionária, dizendo que “é um problema essencial no contexto da nossa cultura”, que criou um abismo entre a ciência e a humanidade.
 
“A ciência e a pesquisa antropológica: duas realidades que estão realmente relacionadas. Caso contrário, a ciência pode tornar-se cega e, às vezes, violenta”, acrescentou. “Pensemos na humanidade. Ser intelectual comporta o risco de pensar que estamos acima das pessoas, confinadas em nosso cérebro”.
 
Incidindo sobre este ponto, o Cardeal Ravasi citou o famoso ditado de Albert Einstein, em sua mensagem para a humanidade, representando a comunidade científica: “Lembre-se de sua humanidade e esqueça o resto …”.
“Temos de redescobrir a importância que a ciência tem, para o enriquecimento do nosso pensamento”, disse Ravasi.
 
Ciência e Fé
 
O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura continuou seu discurso destacando o segundo aspecto de seu pensamento: a antropologia. Cardeal Ravasi falou das obras de Aristóteles e Platão sobre a divisão entre corpo e alma.
 
A imagem usada por Aristóteles em suas obras menores explica que a alma está ligada aos membros do corpo, assim como os prisioneiros em Etruria. “Os etruscos bárbaros – disse Ravasi – puniam seus prisioneiros, amarrando-os frente a frente um com o outro”.
 
“O cristianismo, no entanto, acrescentou algo de novo: a Encarnação, a Palavra de Deus e a carne do homem”, acrescentou o cardeal. Refletindo sobre a sacralidade do corpo humano, Ravasi disse que “nós somos um corpo, não possuímos um corpo, nós somos um corpo”.
 
“O trabalho que fazemos para o corpo é o que fazemos para todos os homens. Nosso corpo é o elo fundamental. Tudo o que fazemos para o nosso corpo é para todas as pessoas”, destacou o cardeal.
 
Falando do terceiro ponto, a Fé, o cardeal Ravasi refletiu sobre a importância da conferência que teve lugar na Sala do Sínodo, onde há um mês, o Colégio dos Cardeais reuniu-se para as Congregações Gerais que precederam o Conclave.
 
“Cada cardeal tinha o seu lugar próprio e fizemos a experiência de muitos momentos ‘colegiais’”, disse ele. “O tema da fé está no ar neste ambiente, mas, mais ainda, nesta conferência, promovida pela Santa Sé”.
 
“E, de fato, – disse Ravasi – o cisma que precisamos reconstruir é entre a ciência e a fé. Hoje mais do que nunca, a pessoa humana já não tem apenas um único tipo de conhecimento”.
 
“Pensemos no conhecimento do amor, o enamorar-se tem sua própria gramática e sintaxe, a sua maneira de se expressar. Pense na linguagem das artes que nos ajuda a compreender a ciência através da intuição”.
 
O Cardeal Ravasi expressou a esperança de que o encontro vai mostrar o quanto é necessário a união entre fé e ciência. A ciência sem a fé é aleijada”, disse.
 
O conhecimento de uma pessoa é o encontro de dois caminhos, por vezes, este encontro leva à tensão e esta é a razão pela qual eu gostaria de evocar uma imagem. O Cardeal mostrou a imagem de um detalhe da Capela Sistina: a mão de Deus tocando a mão de Adão. A imagem, segundo ele, mostra “a união entre a figura transcendente de Deus e a mão fraca da natureza humana”.
 
Ravasi concluiu dando a imagem com um prêmio de reconhecimento à Dra. Robin Smith, presidente da Fundação para a Stem for life e diretora executiva da NeoStem, expressando sua gratidão pelos esforços da estudiosa na aproximação entre ciência e fé, através de seu trabalho de pesquisa com células-tronco adultas.
 
 


Fonte: Zenit.org



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