A Eutanásia e os termos relativos ao fim da existência humana.
Espacojames



Página Inicial
Listar Destaque




Artigo N.º 10968 - A Eutanásia e os termos relativos ao fim da existência humana.
Artigo visto 2244




Visto: 2244
Postado em: 10/05/13 às 06:19:03 por: James
Categoria: Destaque
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=41&id=10968
Marcado como: Artigo Simples
Ver todos os artigos desta Categoria: Destaque


Artigo publicado pela doutora peruana Maíta García Trovato no site da Federação Internacional de Associações de Médicos Católicos (FIAMC).

 

*****
 
Eutanásia é uma palavra que está entrando na moda e que pode significar muitas ações. Por exemplo: dar morte ao recém-nascido deficiente que, pressupõe-se, teria uma existência limitada; ajudar quem quer morrer a consumar o seu propósito; eliminar o ancião que, presume-se, não vive mais uma vida digna; proporcionar a morte sem dor a alguém que sofre; matar o paciente indefenso (caso Terry Schiavo), etc.
 
A Real Academia Espanhola a define como “ação ou omissão que, para evitar sofrimentos aos pacientes desenganados, lhes acelera a morte com ou sem o seu consentimento”. Por outro lado, constantemente, alude-se ao “direito de morrer com dignidade” e não são casuais as tentativas de nos sensibilizar a esse respeito mediante a premiação de filmes que nos mostram a eutanásia como desejável e praticável: um suposto ato de compaixão.
 
Diante dela, inevitavelmente, surgem questionamentos que nos fazem levantar questões como a dignidade intrínseca da vida humana (“sacralidade da vida”, Evangelium vitae, João Paulo II). Também se impõem, diante das constantes ameaças, temas como a defesa dessa vida, que é uma responsabilidade individual e das políticas públicas, cujo dever é promover e salvaguardar a vida humana começando pelo nascituro e pelo seu habitat natural: a família.
 
Existem dois tipos de eutanásia. A chamada ocisiva ou direta e a lenitiva ou indireta. Em ambas, são reconhecidas duas modalidades: a ativa ou “por comissão” e a passiva ou “por omissão”. Devemos ser claros: se o propósito é causar a morte, ambas as modalidades são ilícitas.
 
A eutanásia ocisiva ou direta vem do latim occidere (matar, matar-se, morrer) e, como dizia um médico amigo, está mais próxima de matar do que de morrer. Considera-se ativa quando é usado um meio que provoca diretamente a morte, e passiva quando se evita um procedimento que poderia salvar a vida. É moralmente inaceitável e poucos países a legalizaram.
 
Em contrapartida, a eutanásia lenitiva, de lenire (suavizar), é permitida na maioria de países e é lícita. Trata-se de poupar sofrimento em caso de morte inevitável. Ela recupera o verdadeiro sentido de “eutanásia”. Pode ser ativa, quando administramos medicamentos que aliviam a dor e a angústia, ainda que talvez abreviem a vida do paciente (princípio do duplo efeito); ou passiva, ao prescindir de procedimentos que podem aumentar o sofrimento, como suspender a quimioterapia quando ela traz mais mal-estar do que benefícios.
 
Em oposição à eutanásia lenitiva, existe a chamada “distanásia”, obstinação terapêutica que consiste em atrasar a chegada da morte por todos os meios, proporcionais ou não, ainda que não haja esperança alguma de cura e apesar de significar sofrimentos adicionais aos que o paciente já padece, no intento de esquivar, durante horas, dias ou semanas, uma morte inevitável. Motivações? Geralmente econômicas, acadêmicas ou de prestígio: “Eu não deixo ninguém morrer…”.
 
Argumentos utilizados nas tentativas de legalização da eutanásia:
 
1. O direito de cada um de dispor da própria vida, em uso do princípio de autonomia.
 
2. O direito à morte digna, solicitada por quem padece dor incurável.
 
3. A necessidade de regulamentar uma situação que já existe de fato.
 
4. A manifestação de solidariedade social, que significaria eliminar vidas sem sentido e evitar cargas pesadas para os familiares e para a sociedade.
 
Como no caso do aborto, estamos diante de um ponto de partida falso. Ninguém pode falar de “própria vida” porque ela simplesmente não nos pertence. E é melhor que seja assim, porque todo bem próprio pode ser desapropriado. A vida é um dom de Deus, que temos de administrar do melhor modo que soubermos e pudermos. A dor é uma questão que hoje tem grande margem de manejo terapêutico, graças aos avanços nos cuidados paliativos. E os dois últimos argumentos são de uma leviandade e cinismo tais que não resistem à mais superficial das análises.
 
Os partidários da legalização da eutanásia direta estão introduzindo na mentalidade coletiva uma perigosa distorção: a dignidade da vida humana seria sinônimo ou dependeria da “qualidade de vida”. Certamente, esta ideia não se baseia na verdade. Como dissemos linhas acima, a vida humana tem uma dignidade intrínseca, cuja sacralidade provém do seu Criador. Cabe a nós promover, para todas as pessoas a quem pudermos, uma “qualidade de vida” de acordo com a dignidade que lhes vem do fato de serem filhas de Deus.
 
 


Para saber mais: http://www.fiamc.org/bioethics/eutanasia-e-calidad-de-vida/



Ajude a manter este site no ar. Para doar clique AQUI!

Saiba como contribuir com nosso site:

1) - O vídeo não abre? O arquivo não baixa? Existe algum erro neste artigo? Clique aqui!
2) - Receba os artigos do nosso site em seu e-mail. Cadastre-se Aqui é grátis!
3) - Ajude nossos irmãos a crescerem na fé, envie seu artigo, testemunho, foto ou curiosidade. Envie por Aqui!
4) - Ajude a manter este site no ar, para fazer doações Clique aqui!

Lenço Branco de N. Senhora
Saiba o que é, como fazer e as orações necessárias.
Óleo de São Rafael e Santa Filomena
Saiba mais sobre este santo remédio em tempos difícies
As 15 Orações de Santa Brígida
As promessas de Jesus para a alma que rezar estas orações.
Jesus eu Confio em vós
Nada negarei a alma que às 3 hs da tarde recitar minhas orações
Devoção às Gotas de Sangue de Cristo
Será livrado das penas do Purgatório.
Para os irmãos protestantes
Foi no colo de uma mulher que Deus colocou toda esperança do mundo



Total Visitas Únicas: 8.879.398
Visitas Únicas Hoje: 401
Usuários Online: 165