Como evangelizar jovens adultos e levá-los a um encontro com Jesus Cristo? Dicas imperdíveis!


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Postado em: 21/06/16 às 12:46:01 por: James
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A forma de atrair os jovens para o cristianismo é uma questão estudada por quase todos os líderes da Igreja atualmente. Não é nenhum segredo que um grande número de jovens adultos não pertence a nenhuma igreja, mas isso não significa que eles são insensíveis à religião, de acordo com um recente livro. Em “Lost and Found: The Younger Unchurched and the Churches That Reach Them,” (B and H Publishing Group), Ed Stezzer, Richie Stanley e Jason Hayes olham para os jovens com “vinte e tantos anos” e analisam como algumas igrejas estão se esforçando para fazer contato com uma geração notoriamente relutante em comprometer-se com a religião institucional.
Em seu estudo, eles olharam para os jovens ‘sem igreja’, dividindo-os em várias categorias. Havia alguns que nunca estiveram envolvidos com qualquer igreja, aqueles que deixaram a prática da religião após a infância, e aqueles que são amigáveis ou hostis às igrejas. Não é um estudo baseado em determinada igreja cristã, mas um olhar para analisar como jovens adultos interagem com o cristianismo.

Os dados colhidos para o livro vêm de várias pesquisas realizadas. Havia uma divisão de idades de 40% a 60% entre os de 20-24 anos e os de 25-29. Mais de metade havia se graduado e oito em cada nove tinham pós-graduação.

Como em outros estudos, os jovens entrevistados responderam muitas vezes que tinham espiritualidade, mas nem sempre eram religiosos. Assim, 43% dos ‘sem igreja’ disseram que cultivavam espiritualidade, e 31% afirmaram ser tanto espiritualizados e religiosos, apesar de não estarem regularmente presentes em uma igreja específica.

Análises também revelaram que mais de 60% dos jovens relataram frequentar a igreja semanalmente, durante a fase de crescimento.

O livro, em seguida, procura detalhar algumas das crenças dos sem-igreja. Concluiu que, quatro em cada cinco jovens acreditavam na existência um ser supremo e três em cada quatro afirmavam que a existência de Deus faz ou faria um impacto nas suas vidas.

Esta constatação inicial, no entanto, precisa ser esclarecida para se entender em que tipo de Deus as pessoas que não frequentam a Igreja acreditam. Enquanto a maioria respondeu acreditar no Deus descrito na Bíblia, ao mesmo tempo, 58% responderam também que o Deus bíblico não é diferente dos deuses ou seres espirituais adorados por outras religiões como o islamismo e o budismo.

Na verdade, a área com o maior acordo entre os jovens espiritualizados ou não foi que o Deus da Bíblia não era diferente de outros deuses.

“Espiritualizada ou não, a maioria concorda na existência de um Deus”, observaram os autores. “Simplificando, uma abundância de confusão espiritual permeia o sistema de crenças dos jovens que não frequentam a Igreja.”

Sob um olhar mais atento

Quando se faz uma análise no campo étnico, 98% dos jovens afro-americanos que não frequentam a Igreja concordaram que Deus existe, enquanto 84% dos hispânicos também possuem a mesma opinião. Isso se compara a número de 76% dos sem-igreja anglo-saxões que acreditam em Deus.

Resultados mais interessantes aparecem quando se olham os efeitos da educação sobre as crenças. Aqueles que possuem uma educação superior eram menos propensos a acreditar na existência de Deus – 79% em comparação com 94% das pessoas formadas até o ensino médio ou menos. Com base nos dados, apenas 53% dos escolarizados acreditam no Deus Uno da Bíblia, enquanto esse número é de 85% entre os menos instruídos. Menor grau educativo também leva a um consentimento mais forte de que a existência de Deus afetou sua vida.

O estudo, em seguida, passou a analisar o que pensam sobre Jesus. Foram feitas duas perguntas: se eles acreditavam na ressurreição, e se acreditar em Jesus traz mudanças positivas na vida das pessoas.

Cerca de dois terços dos jovens que não frequentam a Igreja concordou que Jesus morreu e voltou à vida, e 77% tiveram uma opinião afirmativa à segunda questão. Assim, concluíram os pesquisadores, os jovens não estão longe da Igreja devido à ausência da crença em Deus ou em Jesus.

Quando vieram as opiniões sobre a Igreja, as reações não foram tão favoráveis. Enquanto 73% concordam que a Igreja cristã, em geral, é algo positivo para a sociedade, cerca de dois terços acusam os frequentadores de igrejas de serem hipócritas, e 90% afirmaram que poderiam ter um bom relacionamento com Deus, sem estar envolvido em uma igreja.

Não é de surpreender que os sem-igreja sejam hostis quando o assunto é a Igreja, os autores observam, mas os exames revelaram que a maioria deles está disposta a escutar seus amigos falarem sobre o cristianismo. De fato, 89% declararam que estavam dispostos a deixar que alguém lhes falasse sobre o cristianismo.

Além disso, pouco menos da metade dos sem-igreja disse que, se um amigo se tornasse um cristão, isso teria um efeito positivo em seu relacionamento. Porém nem tudo é positivo, já que 46% concordaram com a afirmação de que “os cristãos me dão nos nervos”.

Fazendo contato

A última parte do livro examina o que algumas igrejas estão fazendo a fim de atrair os sem-igreja. Os autores identificaram nove características comuns nestas atividades.

– Criação de uma comunidade mais profunda por meio de um sistema pequeno, o qual permite que as pessoas se conectem com outras.

– Permitindo-lhes fazer a diferença, levando os jovens a servir aos outros através de atividades voluntárias.

– Oferecendo oportunidades de culto que reflitam a cultura e também a reverência a Deus.

– Estabelecendo a comunicação eficaz, que varia no estilo, mas é mais dialogal do que a pregação.

– Apoiando a vontade de usar a linguagem da tecnologia familiar para os jovens adultos.

– Construir relações entre gerações, ligando os jovens a adultos mais velhos, desafiando-os a amadurecer.

– Uma liderança que seja honesta e autêntica.

– O apreço pela transparência e o senso de humanidade.

– Tomando uma abordagem de equipe para o ministério.

Explicando mais detalhadamente sobre o ponto de dar às pessoas a oportunidade de fazer o trabalho voluntário, os autores comentam que, através de tais atividades beneficentes, não se ajuda apenas o destinatário da ação, mas se muda a vida de quem faz caridade. Os jovens de hoje têm um forte desejo de mudar o mundo e querem fazer parte de projetos. Muitos dos recém-chegados à Igreja tomaram o caminho das atividades de voluntariado.

Comunicando

Os autores também entraram em mais detalhes sobre o uso de modernas tecnologias de comunicação para atrair os jovens adultos. Eles argumentam que até recentemente, poucas igrejas tinham avaliado o impacto das mudanças nas comunicações.

A presença online pode mudar a maneira como as pessoas pensam sobre a Igreja, desfazendo mitos e levando-os a participar. Os vídeos, redes sociais e outros instrumentos muitas vezes permitem que as pessoas vejam fiéis autênticos, seu testemunho de vida e papel social.

A tecnologia deve ser um servo do Evangelho, os autores alertam, por isso precisa ser usada para transmitir uma mensagem e não ser uma ferramenta para seu próprio bem.

Em conclusão, os autores solicitam um esforço maior para ligar os jovens adultos a Deus e à Igreja. Se este resultado for alcançado, então o mundo pode ser mudado. Os jovens estão buscando respostas que podem ser encontradas no cristianismo, por isso temos de encontrar uma maneira de familiarizá-los com a Igreja.

Por Father John Flynn, L.C.

Fonte: http://blog.comshalom.org/carmadelio

 

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