Iraque: perseguição religiosa de sistema, não de Estado


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Postado em: 18/11/09 às 21:38:19 por: James
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Segundo Jules Mikahel Al-Jamil, representante de comunidades católicas em Roma

Por Jesús Colina

ROMA, terça-feira, 17 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- No Iraque, a perseguição religiosa não é “de Estado”, mas “de sistema”, explica um representante das comunidades católicas desse país em Roma.

O arcebispo Jules Mikhael Al-Jamil, procurador do Patriarcado Católico Sírio em Roma, apresentou esta análise ao intervir em um encontro com a imprensa, organizado na sala mais solene da câmara dos deputados da Itália.

O prelado, de 71 anos, denunciou que no sistema social desse país, os cristãos, ao serem uma pequena minoria, não contam com apoio para defender-se, convertendo-se em vítimas fáceis de criminosos comuns ou de grupos como Al Qaeda, a rede terrorista de Osama bin Laden.

Por este motivo, esclarece, pode-se dizer que se trate de uma “perseguição religiosa” provocada mais um sistema social que se inspira em uma visão do alcorão, segundo o qual o Islã e seus seguidores devem dominar e não ser dominados, concebendo os crentes de outras religiões como cidadãos com menos direitos.

O arcebispo, especialista em cultura e literatura árabe, recorda que, segundo o livro reconhecido como sagrado pelos fiéis muçulmanos, o Islã é uma religião que está acima das demais.

No passado do Iraque, “os cristãos que se encontram sob um regime ou doutrina islâmicos, eram livres para crer no Islã ou para abandonar sua terra, ou para oferecer um imposto e viver em paz”.

Eram também uma minoria bastante influente, que ofereceu uma contribuição decisiva para a cultura do país, como, por exemplo, na criação e desenvolvimento da primeira universidade de Bagdá, o que lhes permitiu gozar de respeito.

“Mas isso não significa que têm os mesmos direitos”, segundo certas interpretações do alcorão. “Um cristão não pode dominar sobre um muçulmano”, em um regime islâmico. “Um general do exército não pode ser cristão”.

Agora que, após a guerra, os cristãos perderam peso político e influência social, agora que muitos abandonaram sua terra, sofrem a “perseguição de um sistema” social dominante, pois estão indefesos.

Em uma conversa com Zenit, o arcebispo não se declarou favorável à proposta de reforçar os direitos dos cristãos criando um enclave cristão em Nínive (onde há uma maioria cristã), pois os cristãos fazem parte do tecido social de todo o país.

Tampouco apoia a emigração, pois, como afirma, “a Igreja deve ser presença de Cristo no país. Se, quando a situação é difícil, os cristãos fogem, então não estão dando esse testemunho necessário. E se as gerações se desarraigam, depois nunca voltarão”.

Segundo o prelado, em um país democrático, como o Iraque diz e pretende ser, os cristãos devem gozar dos mesmos direitos que os demais cidadãos.

O encontro foi organizado a partir da proposta da associação “Salve os mosteiros” (www.salvaimonasteri.org), para sensibilizar sobre a situação das igrejas e mosteiros que estão sendo destruídos no Iraque, Paquistão e Kosovo.

Fonte: www.zenit.org

 

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