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Artigo N.º 3784 - Cristianismo, uma “ponte para o futuro” para os muçulmanos
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Postado em: 08/12/09 às 07:18:27 por: James
Categoria: Destaque
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Cardeal Foley fala em convenção sobre o êxodo de cristãos do Oriente Médio


ROMA, segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 (ZENIT.org). – Em um Oriente Médio cada vez mais marcado pela instabilidade, os cristãos, protagonistas de um verdadeiro êxodo, podem ser uma ponte para um futuro melhor para os muçulmanos. É o que disse o cardeal John P. Foley, grão-mestre da Ordem do Santo Sepulcro de Jerusalém, discursando no último sábado na Norwegian School of Theology de Oslo, Noruega, sobre o tema “O êxodo de cristãos da Terra Santa: desafio para uma paz duradoura”.

Em seu discurso, o purpurado expressou sua preocupação a respeito do abandono contínuo da Terra Santa pelos cristãos, que há 60 anos representavam 20% da população da região e hoje não passam de 2%.

“A presença de cristãos na Terra Santa hoje é fonte de esperança para a compreensão, a paz e a reconciliação”, declarou.

Para o purpurado, o cristianismo é uma “ponte para o futuro do mundo árabe muçulmano”, especialmente porque os cristãos ocidentais têm apreço por alguns valores importantes, como a separação entre Igreja e Estado, e a idéia de que a dignidade humana requer respeito à consciência do indivíduo e à expressão de suas convicções religiosas. Isso pode ser “chocante para o mundo islâmico”, que deve, todavia, integrar estes valores à sua vida cotidiana se quiser participar plenamente da sociedade moderna.

O cristianismo, disse o cardeal, deve ser considerado um bem de todos, sendo “transnacional, transético e transcultural”. “Jesus veio para salvar o mundo todo. O Espírito Santo foi infundido no mundo todo. A missão da Igreja é para o mundo todo”, completou.

Um longo declínio

O cardeal lembrou que ao fim da Primeira Guerra Mundial, que pôs fim a 400 anos de hegemonia otomana, “os cristãos começaram a declinar por todo o Oriente Médio”.

As causas desse processo foram múltiplas, entre as quais o cardeal citou o menor número de membros nas famílias cristãs típicas, quando comparadas ao restante da população local, além da emigração. Esta última, cuja importância vem crescendo a cada dia, tem como causa principal o “sentimento de exclusão, e até mesmo de discriminação em alguns países”, nos quais “os níveis mais elevados do sistema político e social estão reservados a muçulmanos”.

Segundo o cardeal, a emigração não é um mal em si, mas implica uma perda, uma vez que “com o êxodo dos cristãos se perdem um patrimônio e uma cultura”.

“Um desafio importante é o de “criar um clima seguro para as migrações”, com leis que permitam aos cristãos viverem em sua própria terra, bem como movimentarem-se pelo mundo sem que hajam “restrições à sua cidadania”.

“É paradoxal que nos preocupemos em proteger os movimentos migratórios dos animais sem que tenhamos o mesmo cuidado com os seres humanos”.

“E nas migrações” – acrescentou – como vemos ocorrer com aves, abelhas, salmões ou elefantes, os migrantes retornam. Por que os cristãos não poderiam retornar ao Oriente Médio se a situação social e cultural mudar?”.

“Nossa missão é ajudar na sobrevivência dos cristãos na Terra Santa, por meio de sustento financeiro e de nossa ajuda pessoal, pela presença de nossas missões e de nossos peregrinos, pela promoção da educação e do desenvolvimento”,  pela nossa “vontade de nos engajarmos nessa luta pela paz e pela justiça”.


Fonte: zenit.org



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