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Artigo N.º 3582 - Haverá 10% de bom?
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Postado em: 07/11/09 às 06:42:05 por: James
Categoria: Artigos Site Aarão
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15/06/2007 16:14:08


(Eu havia me proposto a esperar pela divulgação do texto oficial em português, com as respostas surgidas da recente Reunião dos Bispos em Aparecida, entretanto penso que este resumo abaixo já diz tudo, e não precisarei fazê-lo em separado. Não vou comentar dentro do texto deste autor, apenas no final considero algumas coisas. Minha proposta é apenas tentar tirar dele os 10% que será aprovado. Que antes o amigo leitor faça a sua leitura e depois, ao final, veja se concorda ou não com nossos pontos de vista.)

 
ESTÁ EM: O ESTADO DE SÃO PAULO – 07/06/2007.
Igreja Católica lança ofensiva de evangelização na América Latina com o objetivo de reconquistar fiéis é o principal compromisso assumido pelos bispos na Conferência de Aparecida:

Leia a íntegra do documento


José Maria Mayrink


Uma investida de evangelização, ampla e permanente, para conquistar novos fiéis e trazer de volta os católicos que abandonaram a Igreja é o principal compromisso assumido pelos bispos na 5ª Conferência-Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, que se reuniu de 13 a 31 de maio em Aparecida. As conclusões da reunião, publicadas hoje com exclusividade pelo Estado, serão entregues na segunda-feira, em Roma, a Bento XVI pelos cardeais que presidiram o encontro - Giovanni Battista Ré, prefeito da Congregação para os Bispos; Francisco Javier Errázuriz Ossa, presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), e Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil -, mas só serão divulgadas oficialmente após a aprovação do papa. O documento reafirma a opção preferencial da Igreja pelos pobres, valoriza as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), denuncia violações dos direitos humanos, especialmente nas prisões, discute a questão dos migrantes, defende o casamento indissolúvel, condena o aborto e prega a dignidade da mulher. A seguir, em texto não oficial - de 118 páginas em espanhol, com dez capítulos e conclusão -, os principais tópicos de Aparecida.

EVANGELIZAÇÃO > Desde a primeira evangelização até os tempos recentes, a Igreja experimentou luzes e sombras. Escreveu páginas de nossa história de grande sabedoria e santidade. Sofreu também tempos difíceis, tanto por assédios e perseguições, como por debilidades, compromissos mundanos e incoerências, pelo pecado de seus filhos, que desfiguraram a novidade do Evangelho, a luminosidade da verdade e a prática da justiça e da caridade. No entanto, o mais decisivo na Igreja é sempre a ação santa do seu Senhor.

CRISTIANISMO > O dom da tradição católica é o cimento fundamental de identidade, originalidade e unidade da América Latina e do Caribe: uma realidade histórico-cultural marcada pelo Evangelho de Cristo, realidade na qual abunda o pecado - de opressão, violência, ingratidões e misérias - mas superabunda a graça da vitória pascal. Nossa Igreja goza, apesar das debilidades e misérias humanas, de um alto índice de confiança e de credibilidade por parte do povo. É morada dos povos irmãos e a casa dos pobres.

MISSÃO > A Igreja está chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. Não pode curvar-se diante daqueles que só vêem confusão, perigos e ameaças, ou daqueles que pretendem encobrir a variedade e complexidade de situações com uma capa de ideologismos desgastados ou de agressões irresponsáveis.

SEXUALIDADE > Entre os pressupostos que debilitam e menosprezam a vida familiar encontramos a ideologia de gênero, segundo a qual uma pessoa pode escolher sua orientação sexual, sem levar em conta as diferenças ditadas pela natureza humana. Isso provocou mudanças legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família.

MULHER > A América Latina e o Caribe precisam, nesta hora, tomar consciência da situação precária que afeta a dignidade de muitas mulheres. Algumas são submetidas, desde meninas e adolescentes, a múltiplas formas de violência dentro e fora de casa: tráfico, violação, escravidão e assédio sexual; desigualdades na esfera do trabalho, da política e da economia; exploração publicitária por parte de muitos meios de comunicação social que as tratam como objeto de lucro.

CULTURAS > Existem em nossa região diversas culturas indígenas, afrodescendentes, mestiças, camponesas, urbanas e suburbanas. As culturas indígenas se caracterizam sobretudo por seu profundo apego à terra e pela vida comunitária. Os afrodescendentes se caracterizam, entre outros elementos, pela expressividade corporal, pela ligação familiar e pelo sentido de Deus. A cultura camponesa está ligada ao ciclo agrário. A cultura mestiça, que é a mais difundida entre muitos povos da região, buscou em meio de contradições sintetizar ao longo da história essas múltiplas fontes culturais originárias, facilitando o diálogo das respectivas cosmovisões e permitindo sua convergência em uma história compartilhada.

GLOBALIZAÇÃO > A globalização é um fenômeno complexo que tem diversas dimensões (econômicas, políticas, culturais, de comunicação, etc.). Para uma justa avaliação, é necessária uma compreensão analítica e diferenciada que permita detectar tanto seus aspectos positivos como negativos. Lamentavelmente, o aspecto mais comum e de sucesso da globalização é sua dimensão econômica, que se sobrepõe e condiciona as outras dimensões da vida humana...

... É por isso que, diante dessa forma de globalização, sentimos um forte apelo para promover uma globalização diferente, que é marcada pela solidariedade, pela justiça e pelo respeito dos direitos humanos, fazendo da América Latina e do Caribe não só o continente da esperança, mas também o continente do amor, como propôs Sua Santidade Bento XVI no discurso inaugural desta Conferência.

EXPLORAÇÃO > As instituições financeiras e as empresas transnacionais se fortalecem a ponto de subordinar as economias locais, sobretudo debilitando os Estados, que parecem cada vez mais impotentes para levar à frente projetos de desenvolvimento a serviço de suas populações, especialmente quando se trata de investimentos de longo prazo e sem retorno imediato.

DEMOCRACIA > Reconhecemos como fato positivo o fortalecimento dos regimes democráticos em muitos países da América Latina e do Caribe, como mostram os últimos processos eleitorais. No entanto, vemos com preocupação o acelerado avanço de diversas formas de retrocesso autoritário por via democrática que derivam em alguns casos em regimes de corte neopopulista.

LEGISLAÇÃO > Alguns parlamentos e congressos legislativos aprovam leis injustas passando por cima dos direitos humanos e da vontade popular, exatamente por não estarem próximos de seus representados nem saberem escutar e dialogar com os cidadãos, mas também por ignorância, por falta de acompanhamento e porque muitos cidadãos abdicam de seu dever de participar da vida pública.

AMAZÔNIA > A crescente agressão ao meio ambiente pode servir de pretexto para propostas de internacionalização da Amazônia, as quais só servem a interesses econômicos das corporações transnacionais. A sociedade pan-amazônica é pluriétnica, pluricultural e plurirreligiosa.

INDÍGENAS > Hoje, os povos indígenas e afros estão ameaçados em sua existência física, cultural e espiritual; em seus modos de vida; em suas identidades; em sua diversidade; em seus territórios e projetos. Algumas comunidades indígenas se encontram fora de suas terras porque estas foram invadidas e degradadas, ou não têm terras suficientes para desenvolver suas culturas. Sofrem graves ataques à identidade e sobrevivência, pois a globalização econômica e cultural põe em perigo sua própria existência como povos diferentes. Como Igreja que assume a causa dos pobres encorajamos a participação dos indígenas e dos afro-americanos na vida eclesial.

...A história dos afro-americanos foi atravessada por uma exclusão social, econômica, política e, sobretudo, racial, na qual a identidade étnica é fator de subordinação social.

EVASÃO DE FIÉIS > Nas últimas décadas, vemos com preocupação, por um lado, que numerosas pessoas perdem o sentido transcendental de suas vidas e abandonam as práticas religiosas e, por outro lado, que um número significativo de católicos está abandonando a Igreja para passar a outros grupos religiosos...

...Dentro do novo pluralismo religioso em nosso continente, não se distinguem suficientemente os crentes que pertencem a outras igrejas ou comunidades eclesiais, tanto por sua doutrina como por suas atitudes, daqueles que fazem parte da grande diversidade de grupos cristãos (inclusive pseudocristãos) que se instalaram entre nós, já que não é adequado englobar todos em uma só categoria de análise nem chamá-los simplesmente de “seitas”. Muitas vezes não é fácil o diálogo ecumênico com grupos cristãos que atacam a Igreja Católica com insistência.

VITALIDADE > Reconhecemos o dom da vitalidade da Igreja que peregrina na América Latina sua opção pelos pobres, suas paróquias, suas comunidades, suas associações, seus movimentos eclesiais, novas comunidades e seus múltiplos serviços sociais e educativos.

RESPONSABILIDADE > Todos os membros da comunidade paroquial são responsáveis pela evangelização dos homens e mulheres em cada ambiente... A renovação das paróquias no início do terceiro milênio exige reformular suas estruturas, para que seja uma rede de comunidades e grupos capaz de se articular fazendo com que seus participantes se sintam e sejam realmente discípulos e missionários de Jesus Cristo em comunhão.

CEBs
> Na experiência da América Latina e do Caribe, as Comunidades Eclesiais de Base foram com freqüência verdadeiras escolas que formam discípulos e missionários do Senhor, como testemunho de entrega generosa, até o derramamento de sangue, de tantos de seus membros... ...As Comunidades Eclesiais de Base, em comunhão com seu bispo e com o projeto pastoral diocesano, são um sinal de vitalidade da Igreja, instrumento de formação e de evangelização, e um ponto de partida válido para a Missão Continental permanente. Elas poderão revitalizar as paróquias, no seu interior, fazendo delas uma comunidade de comunidades...Junto das CEBs, há outras variadas formas de pequenas comunidades eclesiais, grupo de vida, de oração e de reflexão da Palavra de Deus, e inclusive redes de comunidades.

LEIGOS > Os leigos também são chamados a participar da ação pastoral da Igreja, primeiro com o testemunho de sua vida e, em segundo lugar, com ações no campo da evangelização, da vida litúrgica e de outras formas de apostolado segundo as necessidades locais sob a orientação de seus pastores. Esses estão dispostos a lhes abrir espaços de participação e a lhes confiar ministérios e responsabilidades em uma Igreja em que todos vivam de maneira responsável seu compromisso cristão.

ABANDONO > Segundo nossa experiência pastoral, muitas vezes gente sincera que sai de nossa Igreja não faz isso por causa do que os grupos ‘não católicos’ acreditam, mas fundamentalmente pelo que eles vivem; não por razões doutrinais mas vivenciais; não por motivos estritamente dogmáticos, mas pastorais; não por problemas teológicos, mas metodológicos de nossa Igreja. Em verdade, muita gente que passa para outros grupos religiosos não está buscando sair de nossa Igreja, mas está buscando sinceramente a Deus.

JUDEUS > Reconhecemos com gratidão os laços que nos ligam ao povo judeu, com o qual nos une a fé no único Deus e sua Palavra revelada no Antigo Testamento. São nossos “irmãos maiores” na fé de Abraão, Isaac e Jacó. Lamentamos a história de desencontros que sofreram, também em nossos países. São muitas as causas comuns que na atualidade demandam maior colaboração e apreço mútuo.

VIDA CRISTÃ > São muitos os crentes que não participam da Eucaristia dominical nem recebem com regularidade os sacramentos, nem se engajam ativamente na comunidade eclesial. Isso nos interpela a imaginar e organizar novas formas de aproximação deles para ajudá-los a valorizar o sentido da vida sacramental, da participação comunitária e do compromisso cidadão. Temos alta porcentagem de católicos sem consciência de sua missão de ser sal e fermento no mundo, com uma identidade cristã débil e vulnerável.

... É um desafio que questiona a fundo a maneira como estamos educando na fé e como estamos alimentando a vivência cristã; um desafio que devemos enfrentar com decisão, valentia e criatividade, já que em muitas partes a iniciação cristã foi pobre ou fragmentada. Ou educamos para a fé, pondo realmente em contato com Jesus Cristo e convidando a seu seguimento, ou não cumprimos nossa missão evangelizadora.

NOVAS COMUNIDADES > Os movimentos e novas comunidades constituem uma valiosa contribuição na realização da Igreja Particular. Pela sua própria natureza, expressam a dimensão carismática da Igreja...

SEMINARISTAS > A realidade atual exige de nós maior atenção para os projetos de formação dos Seminários, pois os jovens são vítimas da influência negativa da cultura pós-moderna, especialmente dos meios de comunicação social, trazendo consigo a fragmentação da personalidade, a incapacidade de assumir compromissos definitivos, a falta de maturidade humana, o enfraquecimento da identidade espiritual, entre outras coisas, que dificultam o processo de formação de autênticos discípulos e missionários... Deverá ser dada especial atenção ao processo de formação humana para a maturidade, de tal maneira que a vocação ao sacerdócio ministerial dos candidatos seja, para cada um, um projeto de vida estável e definitivo, em meio a uma cultura que exalta o descartável e o provisório. Diga-se o mesmo da educação para o amadurecimento da afetividade e da sexualidade.

ESCOLAS > A Escola católica é chamada a uma profunda renovação. Devemos resgatar a identidade católica de nossos centros educacionais por meio de um impulso missionário corajoso e audaz, de modo que chegue a ser uma opção profética plasmada em uma pastoral da educação participativa.

LIBERDADE > Um princípio irrenunciável para a Igreja é a liberdade de ensino. O amplo exercício do direito à educação reclama, por sua vez, como condição para sua autêntica realização, a plena liberdade de que deve gozar toda pessoa para escolher a educação de seus filhos que considera mais conforme aos valores que mais estima e que considera indispensáveis.

UNIVERSIDADES ...As atividades fundamentais de uma Universidade católica deverão vincular-se e harmonizar-se com a missão evangelizadora da Igreja. Isso se faz por meio de uma investigação realizada à luz da mensagem cristã, que ponha os novos conhecimentos humanos a serviço das pessoas e da sociedade.

PASTORAL > A pastoral da Igreja não pode prescindir do contexto histórico em que vivem seus membros. Sua vida acontece em contextos socioculturais bem concretos. As transformações sociais e culturais representam naturalmente novos desafios para a Igreja em sua missão de construir o Reino de Deus. Daí nasce a necessidade, em fidelidade ao Espírito Santo que a conduz, de uma renovação eclesial que implica reformas espirituais, pastorais e também institucionais.

DIGNIDADE HUMANA > A cultura atual tende a propor estilos de ser e de viver contrários à natureza humana e à dignidade do ser humano. O impacto dominante dos ídolos do poder, da riqueza e o prazer efêmero se transformaram, acima do valor da pessoa, em norma máxima de funcionamento e em critério decisivo na organização social. Diante dessa realidade, anunciamos uma vez mais o valor supremo de cada homem e de cada mulher.

POBRES E EXCLUÍDOS > Dentro desta ampla preocupação com a dignidade humana, situa-se nossa angústia pelos milhões de latino-americanos e latino-americanas que não podem levar uma vida que corresponda a essa dignidade. A opção preferencial pelos pobres é um dos traços que marcam a fisionomia da Igreja da América Latina e do Caribe. De fato, João Paulo II, dirigindo-se a nosso Continente, afirmou que “converter-se ao Evangelho significa, para o povo cristão que vive na América, revisar todos os ambientes e dimensões de sua vida, especialmente tudo o que pertence à ordem social e à obtenção do bem comum”. Comprometemo-nos a trabalhar para que a Igreja Latino-Americana e do Caribe continue sendo, com maior afinco, companheira de caminho de nossos irmãos mais pobres, inclusive até ao martírio.

NOVOS POBRES > A globalização faz emergir, em nossos povos, novos rostos de pobres. Com especial atenção e em continuidade com as Conferências-Gerais anteriores, fixamos nosso olhar nos rostos dos novos excluídos: os migrantes, as vítimas da violência, os sem-teto e os refugiados, as vítimas do tráfico de pessoas e de seqüestros, os desaparecidos, os doentes de HIV e de enfermidades endêmicas, os toxicodependentes, os idosos, os meninos e meninas que são vítimas de prostituição, pornografia e violência ou de trabalho infantil, as mulheres maltratadas, as vítimas da violência, da exclusão e do tráfico para a exploração sexual, as pessoas com capacidades diferentes, os grandes grupos de desempregados/as, os excluídos pelo analfabetismo tecnológico, as pessoas que vivem na rua das grandes cidades, os indígenas e afrodescendentes, os camponeses sem terras e os mineiros. A Igreja com sua Pastoral Social deve acolher e acompanhar essas pessoas excluídas nos âmbitos correspondentes...

... A opção preferencial pelos pobres nos impulsiona, como discípulos e missionários de Jesus, a buscar caminhos novos e criativos, a fim de responder à realidade.

DROGAS > A Igreja deve promover na América Latina e no Caribe uma luta frontal contra o consumo e o tráfico de drogas, insistindo no valor da ação preventiva e reeducativa, assim como apoiando governos e entidades civis que trabalham nesse sentido, cobrando do Estado sua responsabilidade de combater o narcotráfico e prevenir o uso de todo tipo. A ciência apontou a religiosidade como um fator de proteção e de recuperação importante para o usuário de drogas.

MIGRANTES > Entre as tarefas da Igreja a favor dos migrantes está indubitavelmente a denúncia profética das agressões que freqüentemente sofrem, como também agir junto a organismos da sociedade civil , nos governos dos países, para conseguir uma política migratória que leve em conta os direitos das pessoas nessa situação.

ABORTO > Esperamos que os legisladores, governantes e profissionais da saúde, conscientes da dignidade da vida humana e das raízes da família em nossos povos, a defendam e protejam dos crimes abomináveis do aborto e da eutanásia; é essa a sua responsabilidade. Por isso, diante de leis e disposições governamentais que são injustas segundo a luz da fé, se deve favorecer a objeção de consciência. Devemos nos ater à ‘coerência eucarística’, quer dizer, ser conscientes de que não podemos receber a sagrada comunhão e ao mesmo tempo atuar com atos ou palavras contra a vida e a família. Esta responsabilidade pesa de maneira particular sobre os legisladores, governantes e profissionais da saúde.

CASAMENTO > A família está fundada no sacramento do matrimônio entre uma mulher e um homem, sinal do amor de Deus pela humanidade e da entrega de Cristo à sua esposa, a Igreja. Dessa aliança de amor resultam a paternidade e a maternidade, a filiação e a fraternidade, e o compromisso dos dois por uma sociedade melhor.

DIGNIDADE FEMININA > Pela antropologia cristã, ressalta-se a igual dignidade entre o homem e a mulher pelo fato de serem criados à imagem e semelhança de Deus. O mistério da Trindade nos convida a viver uma comunidade de iguais na diferença. Numa época de marcado machismo, a prática de Jesus foi decisiva para significar a dignidade da mulher e seu valor indiscutível... A relação entre a mulher e o homem é de reciprocidade e de colaboração mútua. Trata-se de harmonizar, complementar e trabalhar somando esforços. A mulher é co-responsável, junto com o homem, diante do presente e o futuro de nossa sociedade humana... Na América Latina de hoje, urge escutar o clamor, muitas vezes silenciado, das mulheres que são submetidas a muitas formas de exclusão e de violência em todas as suas formas e em todas as etapas da vida. Entre elas, as mulheres pobres, indígenas e afro descendentes sofreram uma dupla marginalização.

PRESOS > Uma realidade que atinge todos os setores da população, mas principalmente o mais pobre, é a violência produto das injustiças e outros males que durante muitos anos se semeou nas comunidades. Isso induz a uma maior criminalidade e, portanto, a que sejam muitas as pessoas que têm de cumprir penas em recintos penitenciários desumanos, caracterizados pelo comércio de armas, drogas, superlotação, torturas, falta de programas de reabilitação, crime organizado que impede um processo de reeducação e de inserção na vida produtiva da sociedade. Os cárceres são com freqüência, lamentavelmente , escolas de delinqüência.

SEGUNDA UNIÃO > Para tutelar e apoiar a família, a Pastoral familiar pode impulsionar, entre outras, as seguintes ações: Acompanhar com cuidado, prudência e amor compassivo os casais que vivem em situação irregular, seguindo as orientações do Magistério. Requerem-se mediações que tornem possível chegar a eles a mensagem de salvação para todos. É preciso impulsionar ações eclesiais, num trabalho interdisciplinar de teologia e ciências humanas, que ilumine a pastoral e a preparação de agentes especializados para acompanhamento desses irmãos.

... Nos casos de petições de nulidade matrimonial, fazer que os Tribunais eclesiásticos sejam acessíveis e tenham correta e pronta atuação. Organizar casas de acolhimento e um acompanhamento específico para atender com compaixão e solidariedade as meninas e adolescentes grávidas, as mães ‘solteiras’ e os lares incompletos.

JOVENS > Os jovens e adolescentes constituem a grande maioria da população da América Latina e do Caribe e por isso representam um enorme potencial para o presente e o futuro da Igreja e de nossos povos como discípulos e missionários do Senhor Jesus. Os jovens são sensíveis a descobrir sua vocação para serem amigos e discípulos de Cristo. São chamados a serem ‘sentinelas da manhã’, comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido. Por sua generosidade, são chamados a servir a seus irmãos, especialmente aos mais necessitados, com todo o seu tempo e sua vida. Têm capacidade para se oporem às falsas ilusões de felicidade e aos paraísos enganosos da droga, do prazer, do álcool e de todas as formas de violência. Na busca do sentido da vida, são capazes e sensíveis para procurar descobrir o chamado particular que o Senhor Jesus lhes faz. Como discípulos missionários, as novas gerações são chamadas a transmitir a seus irmãos jovens, sem distinção alguma, a corrente da vida que vem de Cristo e a compartilhá-la em comunidade construindo Igreja e sociedade.

DEFESA DA VIDA > Para que os discípulos e missionários louvem a Deus dando graças pela vida e servindo-a, propomos as seguintes ações: ... Oferecer aos casais programas de formação em paternidade responsável e sobre o uso de métodos naturais de controle da natalidade. Apoiar e acompanhar pastoralmente com misericórdia as mulheres que decidiram não abortar e acolher com misericórdia aquelas que abortaram para ajudá-las a sanar suas graves feridas e convidá-las a ser defensoras da vida. O aborto faz duas vítimas: a criança, sem dúvida, e também a mãe.


OBS: Então pergunto: o que o amigo leitor achou? Não parece tudo perfeito?
 
De fato, se desgraças são perfeições, neste quadro estão pintadas todas as mazelas que afligem os povos da América Latina e do Caribe. Não faltam problemas com pobres, nem com jovens, ou com drogas e com explorações. Não faltam problemas nas famílias, nem na sociedade, nem nos governos, nem na Igreja. Não faltam problemas de má formação religiosa nos seminários, nem de ensino de bobagens nas escolas, nem de ódio contra Deus semeado nas universidades. Enfim, se fôssemos fazer uma pintura relativa ao que acima foi proposto, certamente iríamos ter que apresentar uma cena de guerra. Mas quem não sabe disso? Nem precisa falar!
 
A pergunta seguinte que faço então é: mas o que é que estas coisas têm a ver com uma Igreja e aqui me refiro à Igreja Católica Apostólica Romana? No que é que a maioria destes problemas, apenas sociais afligem ou atingem a grande e única meta de uma Igreja verdadeira, que é salvação eterna das almas? Que é conduzir para Deus! Que é ganhar daqui, a morada do Céu, buscar aqui a Pátria celeste, tentar viver já aqui a Jerusalém Celeste, e lutar pelo Novo Céu e a Nova Terra? Porque nossa morada não é aqui! Ou acaso a deles é? Se for então não tratamos da mesma Igreja, eis ai uma invasora disfarçada!
 
A resposta é simples: Nada! Nada ao quadrado, dividido pelo cúbico de coisa alguma. Ou seja: ZERO%! Zero absoluto, porque um zero gelado, frio e morto! Sim, falo de IGREJA, e Igreja Católica, não de sindicato, nem Ong ou coisa parecida. Nem de governo, a quem cabe solucionar a maioria dos problemas acima apontadas. Para isso é que se pagam os impostos. Então é deles que se devem cobrar soluções e sim, até de nós como cidadãos católicos, mas JAMAIS envolvendo neles a Igreja Católica. Sua missão é outra!
 
Tudo bem que fala em seminários que são a fonte da vida da Igreja. Fala das famílias em crise, elas que são a célula mãe da sociedade! Fala dos jovens que são o futuro do mundo! E isso é bom! Será mesmo bom, como Igreja? Claro que não, porque esta não é a missão principal da verdadeira Igreja. Tudo isso é necessário como acessório, mas jamais como PRINCIPAL e jamais um projeto de linha de frente da Igreja. Trata-se então, apenas de uma preocupação fingida, ou de uma simples resposta cínica, muito mais para um Pilatos que mostra o Flagelado e depois de ter batido Nele, lava as mãos, do que para uma Marta que metia as mãos na massa e realizava seu trabalho!
 
A primeira coisa a notar, é que aqui vale aquela máxima: “quem quer ver a obra realizada, vai e faz; quem não a quer ver feita, se reúne e discute!” Tudo isso é apenas um danoso blá, blá, blá, sem fim, que se arrasta por anos inteiros sem solução, tempo em cada vez mais as coisas desandam e o mundo desaba. E a Igreja Católica desaba junto! E desaba exatamente por causa deste tipo de comportamento! Deste tipo de objetivo e desta forma de conduzir a Igreja. Trata tudo como coisa que “se deve fazer”, que “precisa ser feito”, ou que “os outros precisam fazer”, mas que ninguém de fato vai e faz.
 
A segunda coisa é que tudo isso são artifícios humanos. Por muitas vezes está ali escrito o nome de Deus, mas não como o Centro, o Autor, o Princípio e o Fim de todas as coisas, e sim como um mero ponto de referência, um apêndice apenas necessário para dar uma conotação de fé, de religião, nada mais que isso. Além disso, há uma subversão de valores, porque a Igreja com isso tudo faz apenas se meter no campo governamental, assumindo críticas e propondo soluções. E nisso somente faz atrair sobre si o ônus do erro, porque o governo lava as mãos como o Pilatos enquanto surra o povo, entretanto é a Igreja que apanha as chibatadas por ter se metido onde não devia. Não é de hoje que se culpa a Igreja pelas mazelas do mundo.
 
Onde está, em todo este longo texto resumo, a palavra “Sacramentos”? Onde está ali expressa a necessidade de Confissão? Onde se fala exaustivamente da Eucaristia? Onde se fala ali, em salvação eterna? Onde se fala em Adoração e em Oração? Onde o Rosário em família? Onde é que está ali expressa a palavra “alma”, nosso bem infinito? Onde está afinal, Deus? Sim, porque é justamente isso, e unicamente isso, o que compete a uma Igreja Verdade e Vida. Verdade que é Jesus! Vida que é eterna!
 
A Palavra diz: buscai PRIMEIRO o Reino de Deus e a sua Justiça... E tudo o mais vos será dado por acréscimo! Ora, aqui se faz exatamente o contrário e bem pior: Busca-se em primeiro lugar o acréscimo. Luta-se apenas por ele! Liga-se apenas para ele e joga-se às traças o Reino de Deus e a sua Justiça! Sim, isso porque não é pela “justiça” dos homens que se chega a Deus: isso no máximo leva a tal de “ética”, uma corruptela fantasiada de moral, que serve bem para justificar aos corruptos como fachada, e dar pose de justo aos celerados.
 
De que adianta dizer: “vemos com preocupação” ou “temos consciência” e mais ainda “precisamos repensar”, se isso nada mais é que – repito – o gesto de Pilatos? A Igreja de Jesus não é chamada a sentar e discutir aleatórias, mas a repetir a trajetória do Mestre, que ia de cidade em cidade, pregando e vivendo o Evangelho do Amor. Isso enquanto curava aos doentes – antes da alma e depois do corpo – e enquanto alimentava aos famintos – antes da fome e da sede do espírito, depois, também, da fome de pão.
 
Falam em “opção preferencial pelos pobres”. Ora, Jesus jamais teve preferência por alguém, apenas foi seguido por aqueles que se abrem com mais facilidade à graça, que são unicamente os pobres em espírito. Não, nada desta história de meter no mesmo saco os pobres fruto da imundícia, porque estes estão muito mais para Judas que amava mais à bolsa do que ao Mestre. Se a Igreja optar preferencialmente por alguém, imediatamente se tornará uma entidade classista, segregadora e, portanto causa de divisão. E de divisão que gera discórdia, que leva antes às foices e facões do que ao cajado do Pastor. E Jesus não veio para atacar a ninguém, pois esta era a escola de Caifás. Que matou Jesus!
 
Desta forma, todo o texto se torna muito mais em uma tentativa de justificar a ineficácia do atual processo de evangelização dos povos da América Latina, do que uma iniciativa salutar de matar a fome das almas, e saciar a sede dos espíritos. Sim, isso porque ainda que tais coisas fossem implementadas, com a rapidez de tartaruga que as coisas têm andado na Igreja, virá Jesus bem antes do tenham eles dado o primeiro passo. Que levará ainda mais ao abismo!
 
No mais, vejam os termos pomposos e cheios de “teologia” e de “cultura” que eles usam: cosmovisões, ideologismos, e neopopulista, pluriétnica, pluricultural e plurirreligiosa. E mais este feio abunda e superabunda, coisa que está bem mais para aquilo que sugere, do que para aquilo que de fato quer designar. Como é que um “pobre” entenderá estas coisas, já que tudo é destinado a eles? Não será exatamente coisa de quem quer enganar aos pobres? De quem de fato deseja crucificá-los?
 
Pois na verdade digo e repito: pelo efeito direto da Palavra divina a quem tenho por minha testemunha, todo aquele que deixar Deus de lado e pretender sozinho resolver todos estes problemas acima apontados sem Ele, sem ser para Ele, e sem ser por meio Dele – e isso pela oração e adoração – com toda certeza contribui decisivamente para aumentar a pobreza e disseminar a miséria. Além de contribuir para o alastramento e do aumento das injustiças sociais. Sem MIM, NADA podeis fazer, disse Jesus! E este nada é nada mesmo, nisso incluído tudo o que este resumo aponta.
 
Vamos agora extrair os 10%? O que o leitor designaria como efetivamente bom e de fato IGREJA em todas estas propostas? Temos ao todo 41 sugestões, e é preciso achar então quatro pontos realmente IGREJA! Isso para salvar algo!
 
1 – Condenação da ideologia de gênero, segundo a qual uma pessoa pode escolher sua orientação sexual e a condenação do casamento homossexual! Ai deles se dissessem o contrário!
2 – Instar os divorciados que não podem participar da Eucaristia, a valorizarem o sentido da vida sacramental, da participação comunitária e do compromisso cidadão. Era só o que faltava administrar a comunhão a quem esta em pecado continuado.
3 – Apoiar e acompanhar pastoralmente com misericórdia as mulheres que decidiram não abortar, também a condenação clara do aborto. Embora isso faça parte da caridade cristã, até porque a “ética” manda abortar.
4 – Este não está aqui descrito, mas pelo que li em outro texto consta: fazer os sacerdotes a saírem em busca das ovelhas desgarradas, que fugiram para outros redis. Isso, afinal, é a síntese de toda Evangelização! Deveria ser seu fim único!
 
E onde está a catequese? Onde é que se coloca efetivamente o dedo na verdadeira chaga, na ferida monstruosa que se torna sempre mais purulenta, ocasionada pela má formação dos católicos, que nada mais entendem dos mistérios de sua fé. Que não sabem mais do valor e da eficácia dos Sacramentos, da importância da Confissão como exigência, sem a qual não se pode receber a Eucaristia, eis que se avolumam os sacrilégios. Onde está quem lhes fale do valor infinito da Eucaristia e da Missa? Onde está quem lhes fale de Céu, também de Purgatório e de Inferno. Ou já engoliram tudo isso! Se o fizeram será como o sapo que engole uma brasa. Isso lhes queimará e para sempre.
 
Qualquer pessoa, por ignorante que seja, sabe perfeitamente que a principal causa da evasão dos católicos rumo às seitas ou à apostasia, se deve principalmente ao completo desconhecimento dos tesouros da nossa Igreja. Eucaristia, Missa, sacramentais, indulgências! Se soubessem e se entendessem bem tudo o que aqui temos, só loucos ou degenerados demandariam outros credos! Que todo o Congresso então, tratasse apenas disso. Não somente, que depois se lançasse de forma ousada e decidida na implementação de uma Catequese Santa, não desta podre teologia que se diz libertadora, mas que é de fato causa da servidão humana.
 
Para terminar comento esta frase que resume tudo: “Em verdade, muita gente que passa para outros grupos religiosos não está buscando sair de nossa Igreja, mas está buscando sinceramente a Deus”. O leitor entendeu bem o que está aqui dito? Trata-se de uma auto-confissão de incapacidade, que mostra claramente o sentido da perda de católicos em busca de outros credos: eles buscam a Deus nas seitas, exatamente porque não O encontram mais na Igreja Católica. Buscam as seitas, porque na Igreja Católica, os padres “ecumênicos” lhes dizem que todas as religiões e seitas salvam. Até candomblé!
 
Ora, se sou justificado apenas porque boto uma Bíblia debaixo do braço e grito: aceitei Jesus, Aleluia!, por qual motivo preciso estar nesta Igreja ultrapassada que fala em pegar a Cruz de cada dia e seguir Jesus? Por que ficar numa Igreja que fala em sacramentos e em pecado se é tão mais fácil confessar direto com “jesus” e se considerar remido por antecipação e justo pelo auto exame? Isso se chama falso ecumenismo, e nada tem a ver com a Igreja de Jesus. Ou acaso ele justificou as seitas dos fariseus, saduceus e zelotes? Se eles salvavam, a Cruz foi realmente loucura? Para que a encarnação do Verbo se o homem poderia se salvar sozinho? De fato, agir assim é cuspir na Cruz e crucificar Jesus de novo!
 
Vejam o que Jesus disse: dai-lhes de comer vós mesmos! Sim, então eles decidiram dar de comer às ovelhas, mas não alimentos de salvação, nem Pão da vida eterna, e sim os alimentos estragados da teologia da libertação, e aquele pão comum, do qual todo aquele que dele se alimenta, continua a ter fome (Jo 6). Isso nos diz que muitas ovelhas fogem daqui, porque já não encontram na Igreja o bom alimento, o que salva, o conduz á vida Eterna. Coitadas, e lá vão elas, incautas, a buscar novo pasto estragado. Mas como está temperado com o anestésico de satanás, elas o engolem e se acham saciadas. Quando estão nas mãos de outros lobos!
 
Para encerrar, meu coração me pede parodiar um texto que está em 1 Macabeus, 12-15:
Nessa época saíram também de Israel uns filhos perversos que seduziram a muitos outros, dizendo: Vamos e façamos alianças com os povos que nos cercam, porque, desde que nós nos separamos deles, caímos em infortúnios sem conta. Semelhante linguagem pareceu-lhes boa, e houve entre o povo quem se apressasse a ir ter com o rei, o qual concedeu a licença de adotarem os costumes pagãos. Edificaram em Jerusalém um ginásio como os gentios, dissimularam os sinais da circuncisão, afastaram-se da aliança com Deus, para se unirem aos estrangeiros e venderam-se ao pecado.
 
Vamos agora aplicar o sentido aos nossos tempos dizendo: Recentemente surgiram dentro da Igreja Católica alguns filhos perversos que seduziram a muitos dizendo: façamos uma aliança com todas as outras religiões e seitas, porque esta por onde estivemos não tem mais correspondido aos anseios do mundo moderno. E semelhante linguagem pareceu tão boa que a maioria do povo ignorante a aceitou. Edificaram então uma falsa igreja com a mesma cara de uma seita,
dissimularam a verdadeira doutrina e se afastaram da aliança com Deus, se vendendo assim ao pecado pela rebeldia, pela apostasia e pela desobediência.
 
A única diferença é que, neste caso, eles não conseguiram a autorização do Santo Padre para concluírem sua aliança com as falsas doutrinas. Nem conseguirão! Pelo contrário, tudo leva a crer que Bento XVI, nosso bom e firme Pedro, perfeitamente lúcido e decidido, nossa Rocha e garantia de unidade, chefe visível maior desta Igreja Católica, Una e Santa, haverá de rejeitar em tese a maioria deste documento. Parece bonito, mas para quem trata de um sindicato, não de salvação de almas. Isso com certeza fará se agigantar inda mais a atual rebeldia e a explodir o cisma que já se verifica.
 
De qualquer forma, as profecias precisam se cumprir. Um dia virá, e já veio! Penso que nos próximos dias o Papa Bento XVI deverá assinar e emitir o Motu Próprio liberando a Missa em Latim. Já temos notícias de hoje vindas de Portugal! E isso irá aprofundar ainda mais a divisão que já existe. Quem viver verá! Janeiro chega! Abril também!
 
Quanto a nós estamos com Bento XVI, para o que der e vier. Se tudo precisa se cumprir, que ele atire mais lenha na fogueira. No fim, que se irá queimar serão apenas os rebeldes, os traidores, e os vendilhões do templo, não acham?
 
Enfim, matem a fome e a sede que as almas têm de Deus! Levem as ovelhas para às verdejantes pastagens da verdadeira e única Igreja. Tratem-nas santamente com a Sã Doutrina! Alimentam-nas dignamente com o Corpo e o Sangue do Cordeiro de Deus O que tira os pecados do mundo, e não haverá favelas, nem muquifos, nem desemprego, nem fome, nem miséria, nem injustiças sociais, nem abortos, nem casamentos desfeitos, nem governos ordinários e suas leis injustas. Nem se precisarão congressos iguais!
 
E os seminários voltarão a florescer, e as famílias voltarão a ser felizes, e a Igreja somente terá de abrir os braços para receber de volta as ovelhas perdidas, que a abandonaram. Em suma, ponham Deus na frente, e vivam-no em santidade de vida e tudo isso que eles desejam virá por acréscimo. Voltem-se para Deus e Ele se voltará para o mundo!
 


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