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Artigo N.º 4746 - Bem-vindos à Cruz
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Postado em: 30/03/10 às 12:36:45 por: James
Categoria: Artigos Site Aarão
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Está em Lucas 19, 39 Neste momento, alguns fariseus interpelaram a Jesus no meio da multidão: Mestre, repreende os teus discípulos. 40 Ele respondeu: Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras! Sim, se os discípulos de Jesus se calarem as pedras irão clamar, e irão gritar, porque deste mundo surdo e mudo não ficará pedra sobre pedra. No desabar desta civilização do ódio, que ruirá pelo peso da cruz, o fragor da queda será ouvido por todo o Universo.

Como está escrito em Filipenses 3, 17 Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos. 18 Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, 19 cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno. Se quanto a estes temos exemplo nos falsos teólogos libertadores, o fato é que tanto dentro da Igreja como fora dela, em todas as frentes agem estes inimigos.
 
Como todos podem observar, nos últimos tempos a besta tem empreendido uma violenta batalha contra a Cruz. Nas cortes européias pululam ações que visam a retirada das cruzes dos locais públicos, prenúncio de que em breve a tentarão abatê-las de todos os lugares. Um grande trabalho os espera, porque existem milhões delas, desde aquelas altíssimas plantadas no topo das Igrejas e catedrais, até aquelas que povoam salas, ambientes e casas de família. Certamente que para eliminar todas as cruzes do planeta, levará muito tempo, e também certamente, eles não terão tempo. De fato, ela desabará e bem pesada sobre eles, antes que terminem sua ação.
 
A Cruz é o símbolo do cristianismo, e um sinal da nossa redenção. É um sinal de vitória sobre a morte e o pecado. Embora nem todos os que dizem cristãos amem a cruz – pois seguem a facilidade da porta larga a que leva à perdição – é inegável que a Cruz é o símbolo mais conhecido no Planeta, e se poderia dizer, é a mais valiosa marca que existe. E o inimigo sabe – como poucos – o que significa a cruz, e conhece o seu peso. E por isso se entende e com luminar clareza que todo aquele que combate a Cruz é na verdade um aliado do inferno, porque somente a ele interessa a sua queda.
 
Até ontem dia 27, no cenáculo da capelinha, eu empregava uma frase que ali percebi, não é bem verdadeira. Eu sempre achei que o demônio tinha medo da cruz, mas na palestrinha do Cláudio, vi que ele na verdade não teme a cruz em si, mas sim a enfrenta. Ele luta contra ela, num corpo a corpo brutal, e busca de todas as formas fazê-la sumir da face do planeta. Porém, a cruz que o diabo teme, contra qual ele luta em desespero, não é esta cruz feita de dois madeiros cruzados, ou de qualquer material – ainda que benta – e sim a Cruz que ele teme, é a cruz sacrifício, a cruz oração, a cruz humildade, a cruz caridade, a cruz amor, a cruz perseguição, a cruz paciência, a cruz dor, a cruz doença, a cruz da família que não se converte e a cruz perdão incondicional, cruzes estas que só podem ser vistas aos olhos do espírito.
 
Jesus falou assim: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me (Mc 8,34). Ele, de fato, não quis dizer que devamos pegar cada um o seu madeiro nas costas como Ele fez no Calvário, mas sim pegar as cruzes da nossa vida, e levá-las com paciência e aceitação, sem reclames nem zangas contra Deus; até porque não é Ele que nos dá ou nos obriga a levar a Cruz, mas sim a aceita como sufrágio, como moeda viva em troca das penas devidas por nossas faltas. Não foi o Pai Eterno que colocou aquele madeiro horrendo nas costas de seu Filho. E aquele madeiro era apenas o material visível e um sinal perceptível de uma situação física. De fato, o peso infinito daquela cruz não se podia ver, porque era formado pela avalanche brutal da soma de todos os pecados cometidos pela humanidade, em todos os tempos.
 
Toda esta avalanche terrificante de pecados caiu sobre os ombros de Jesus, e em síntese toda nossa conta foi paga. Alguns se fiam, porém, totalmente desta afirmativa, sem se darem conta da advertência de São Paulo, de que devamos participar desta Cruz, pois que mérito haveria se nada tivéssemos que fazer em favor de nossa salvação? Bilhões de pessoas, na verdade, não contribuem em praticamente nada para que a redenção se formalize em plenitude, e que enfim chegue este reino – ainda aqui – que Deus preparou para seus filhos. Resta então que o Pai da Justiça não tem alternativa a não ser fazer uso de almas vítimas, daqueles poucos que entregam suas vidas totalmente em vista da salvação de milhares. Você faz isso?
 
Vejam a lógica: se o demônio realmente fugisse da cruz física ele quase não teria espaço de manobra, pois teria que se esgueirar entre milhares delas. Viveria como um escorraçado. E todos devem saber que na verdadeira síntese, o próprio demônio é um abismo de sofrimentos, eis porque ele os odeia. Eis porque ele apresenta aos homens a face bonita da alegria, do prazer, da riqueza fácil, do gozo sexual exacerbado, da facilidade do pecado e faz de tudo para que os homens não percebam a cruz, que mesmo a rejeitem ou inculpem a Deus devido às próprias mazelas. Muitos seguem a lábia envenenada de certos infelizes sacerdotes, que já aboliram o pecado, encerraram o inferno e exterminaram com os demônios. Pobres deles! Infelizes deles! Guias cegos!
 
Assim, chegamos ao tempo da Grande Cruz. Tal como Jesus teve de galgar a montanha do último sofrimento, também a Igreja terá de passar pelo mesmo crivo da dor, da perseguição, da calúnia, do julgamento iníquo e covarde, da surra sem ter culpa, de todos os socos, tapas e das mesmas cusparadas com que Jesus foi atingido. E da mesma forma que a Igreja, assim cada um de nós é chamado hoje ao mesmo caminho, um caminho final, mas de íngreme subida, e dolorosa subida. O fato é que ninguém escapará da dor desta vez, nem ricos nem pobres, nem sábios ou ignorantes, ateus ou atoas, sem distinção de raça, credo, cor, idade e sexo. E não haverá mais do que duas escolhas: ou você aceita a cruz e participa da grande cruzada final do amor, ou a rejeita e corre o risco de não chegar ao topo da montanha santa, a Sião Celeste.
 
Se você rejeitar a cruz, pode até salvar sua alma, porém o Céu terá de encontrar alguém disposto a levá-la, ou então ficará à beira do caminho. E ninguém chega ao Céu sem Cruz, seja levando sozinho, seja ajudado. Desta forma, não temos nenhuma alternativa inteligente, que não seja aceitar esta Cruz, que na verdade é leve, porque Jesus já carregou a parte pesada, além do que será por pouco tempo. Eis então que ao invés de rejeitar a Cruz, devemos desejá-la, porque esta é a única forma que Deus tem para salvar a humanidade. E esta é a única forma de construirmos a grande mansão no Céu, nossa habitação por toda a eternidade. Bem-vindos, então à Cruz.
 
Bem-vindos à cruz sacrifício, da dificuldade em seguir o caminho das pedras, de entender os sinais dos tempos e de tocar a vida em meio a tantas tribulações. Da falta de emprego decente, de trabalho honrado e digno, da falta de reconhecimento da parte de tantos, ao tempo em que para alguns a vida parece fluir maravilhosamente. Aceite isso tudo como dádiva divina, ela é para seu bem!
 
Bem-vindos à cruz da oração, da dificuldade de achar tempo para rezar e também de se concentrar para que esta prece chegue ao Pai. Cruz da dor dos joelhos cravados no chão ao tempo em que se percebe que as preces não adiantam, que a graça pedida não chega. Como é difícil fazer a família rezar unida. Os esposos não querem saber, os filhos chegam a ficar indignados se são convidados a rezar uma Ave-Maria, tudo isso é comum em todos os lares, isso quando o mundo desaba exatamente por falta de oração. Aceite isso como um presente do Céu, e reze é para sua futura felicidade.
 
Bem-vindos à cruz humildade, do sofrimento e da batalha por manter-se pequeno, de ser um nada, ser chutado de todos os lados por pessoas que não compreendem estes tempos finais. Cruz carregada no silêncio profundo do coração, da alma esmagada, de uma cabeça que se curva devido a tanto peso que é preciso levar. Aceite esta pequena cruz com amor e fé, afinal o céu é dos humildes.
 
Bem-vindos à cruz caridade, da ajuda desinteressada e da partilha completa, cruz do desprendimento e do desapego de todos os bens deste mundo, para aprender o quanto esta virtude será necessária no tempo da terrível seca, da escassez de tudo, que chegará em breve. Caridade que ensina a verdade, que busca a salvação das almas, esta a maior de todas as formas de caridade. Aceite isso com alegria, porque a maior graça está no doar-se e não em receber.
 
Bem-vindos à cruz amor, do tratamento amoroso dispensado a todos, indistintamente, mesmo a aqueles que nos machucam, nos magoam, e que parecem ter prazer em nos maltratar. Amor aos esposos que traem, aos filhos rebeldes, aos parentes causadores de intrigas, aos vizinhos intratáveis, aos chefes e patrões arrogantes. Aos padres que não seguem o bom caminho e são maus exemplos de vida. Amor sem medida e sem esperar nada em troca, total como o Amor de Jesus, O amor maior, aquele que ama até aos inimigos. Aceite toda a dificuldade que você encontrar nesta batalha, os frutos serão de eternidade.
 
Bem-vindos à cruz da perseguição, das espadas apontadas contra o peito, da calúnia, dos entraves e dificuldades que se enfrenta para evangelizar, dos padres que atacam com raiva um livro que lhe é oferecido tão gentilmente. Espadas dos inimigos da Igreja, apontadas contra ela e contra o Papa. Espadas da fera, que estarão em breve manchadas de sangue, e sangue de milhões de milhares. Aceite todas estas espadas com valentia, nem que isso lhe custe a vida na terra, o fruto disso é a palma da Glória Eterna. Não existe céu maior do que daqueles que derem a vida pela causa de Deus.
 
Bem-vindos à cruz paciência, da resignação, da aceitação plena da vontade divina. Não como se esta vontade fosse a de que vivêssemos entre dores e tormentos, mas sim como sendo uma necessidade e até única forma para a salvação de muitos. Paciência em levar a cruz sem reclamar, tal como Jesus que endureceu a face aos golpes, e não desviou seu rosto das cusparadas. Aceite mais esta carga sem reclamar, porque isso implica em dividir sua carga com aqueles que o escutam. Basta que Deus ouça!
 
Bem-vindos à cruz dor, falo não somente da dor física, mas também a dor espiritual. De ver as famílias mergulhadas em caminhos de perdição e não poder fazer nada. Cruz da tristeza de ver este mundo ruindo e se sentir impotente para resolver. Cruz de pedir, de implorar de um padre a confissão e não conseguir. Cruz de ver as coisas santas e sagradas da Igreja sendo tratadas como quinquilharias. Cruz de ver os sacrários sendo colocados de lado ou fora da Igreja, ao Rei o canto escondido. Cruz de ver as igrejas despidas das imagens dos santos, homens da Cruz e vencedores do inferno. Cruz dolorosa deste tempo de apostasia e confusão doutrinal. Aceite tudo isso em seu coração, sim, depois de ter lutado pela verdade, pois não se pode ser conivente com estas coisas. Reze, aceite esta cruz e rios de graças descerão sobre a humanidade!
 
Bem-vindos à cruz da doença, do câncer, das pestes, das doenças fabricadas pelos maus para matar inocentes. Cruz do aborto e da eutanásia. Cruz de ver tanta gente sofrendo, velhinhos afundados em catres fedidos, sendo atormentados por dores inauditas e constantes. Não só a dor de sentir isso e aceitar com paciência e heroísmo, mas dor de ver isso nos outros, com este sistema hospitalar falido, já incapaz de fazer frente a tanta dor. Dor de visitar os hospitais, onde os sofrimentos, a dor, o verdadeiro martírio são uma constante. Aceite também esta Cruz, e como Simão o Cirineu ouça quem sofre, reze junto com ele, que os frutos de eternidade serão estupendos.
 
Bem-vindos à cruz da família que não se converte, um tormento este que tantas vezes dói muito mais do que um câncer, ou outra doença incurável. São esposas que não conseguem fazer com que seus maridos as acompanhem nas coisas de Deus. Maridos que têm todos os recursos para festas com os amigos, mas negam recursos para livros de evangelizar. Cruz dos filhos rebeldes, pesada cruz do fim dos tempos, quando a rebeldia toma conta da juventude, pintada, cheia de ferros no corpo, descontente com a imagem que o Criador lhe deu e tantas vezes buscando igualar-se aos demônios. Oh! sim, e as drogas e as bebidas, e as festas, e o transar e o ficar sem compromisso. Entretanto, sem deixar de avisar, aceite em seu coração mais esta cruz, porque é exatamente dela que depende a salvação eterna dos seus.
 
Bem-vindos à cruz do perdão, quem sabe esta a mais dolorosa e mais difícil de todas as cruzes. “Pai perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem”. Dar a outra face! Viver o perdão, e falo de perdão incondicional, difícil, sofrido, angustioso, que precisa ser sacado do fundo da alma, para que se quebrem todas as amarras com o inferno. Perdão mais dolorido ainda, dado espontaneamente por aquele que foi ofendido, não apenas pedido por quem ofendeu. O perdão é a fonte de todas as curas, do corpo e da alma. Aceite ainda esta última cruz, mesmo que na mais tremenda dificuldade, mesmo ao mais feroz dos inimigos, ao mais blasfemo dos escarnecedores. O perdão abre as portas da felicidade ainda aqui na terra, e escancara ao fiel amoroso, as portas do Reino dos Céus.
 
Vejam, estes são alguns dos exemplos de cruzes as quais realmente o demônio teme. Porque são cruzes que salvam almas, que dificultam seus planos, que os amarram e acabrunham, e frustram seus projetos impedindo a sua ação nefasta. O demônio odeia as pessoas que se sujeitam assim, amorosamente, sem reclamar, que se sacrificam pelos outros, isso porque Lúcifer, nos primórdios dos tempos, quis provar a Deus que os homens jamais o serviriam por amor, somente se escravizados, forçados. Quanto mais sofrer por amor a Deus, à Sua imitação, por puro amor, não somente servir, e jamais por uma obrigação. Quanto mais dar a sua vida a exemplo de Cristo, isso é realmente ininteligível ao inferno. O fato é que a humanidade está sendo salva, na sua imensa maioria, exatamente por causa da Cruz, destas cruzes carregadas com amor e por amor a Deus. Pelos outros, os que aceitam!
 
Pela mensagem e indicações ao Cláudio, no último dia 19 deste mês a fera decidiu que iria exterminar a Igreja Católica. No mesmo dia o Céu interagiu com a terra, e o Pai colocou em prática sua parte do plano, que irá sustar todos os efeitos pretendidos pelos nossos inimigos. Naquele dia, quem sabe o único dia desde os tempos de Jesus até hoje – inédito, pois – nenhuma alma foi ao Purgatório, e todas as que se salvaram foram direto ao Céu. Deus quer as almas imediatamente junto de Si, porque junto Dele elas adquirem um poder multiplicado de intercessão, e isso soma forças espirituais capazes de anular os efeitos e as pretensões do inferno.
 
Entretanto, as perguntas ficam! Mas antes que alguém me pergunte eu respondo: sim, Deus tem este poder, e tem infinitos meios de salvar almas. O fato é que nenhum item da Sua Justiça ficará sem ser cumprido, e cada centavo das penas devidas pelos pecados, deve ser totalmente paga. Como se fará isso? Quem fará isso? Serão os vivos, os familiares vivos dos falecidos, que irão quitar o débito daqueles. Eis aí, em toda a sua magnífica verdade, a comunhão dos santos. Vejam que, mensagens atuais falam que uma dor de cabeça de quinze minutos aceita com amor, e sem analgésicos aqui, pode compensar um ano, ou décadas de purgatório. Some todas as dores das almas vítimas, de todo mundo, e entenderá esta matemática divina.
 
É, pois, incrivelmente mais fácil pagar a conta aqui, do que na eternidade. Até porque lá, as almas nada mais podem fazer por si, apenas pelos vivos. Já que não o fizeram em vida! Agora mendigam! Aliás, não mendigam mais! Por esta fórmula atual, por esta pressa que Deus tem de recolher as alminhas perto de Si, os purgatórios da maioria podem ser de apenas alguns minutos. Porque o Altíssimo tem poder de concentrar em 10 minutos, aquilo que em tempos antigos poderia levar 10 anos. Falo em tempos da terra, como nós os estamos acostumados a tratar. O Poder de Deus é infinito! Ele só não tem poder contra quem obstinadamente não O quiser aceitar.
 
Outra resposta que dou é para aqueles que acham injusto terem que arcar com as penas dos pecados de seus familiares. Acham que Deus é cruel em pedir isso de pessoas que nada têm a ver com os pecados dos outros. Mas é preciso saber, para bem entender isso, que todo pecado tem carga coletiva. Ele sempre interfere na vida da comunidade e na vida de cada um. E os nossos também! E as linhas de sangue estão todas cruzadas e amarradas por vínculos muito profundos, de modo que a geração anterior, se de um lado construiu malefícios que precisam ser quitados agora, por outro lado produziu bênçãos, entre elas o dom a geração, da própria vida, dom inestimável. E disso toda a linha de sangue se beneficia.
 
O fato é que vale a pena. O prêmio de quem aceita viver sua cruz de cada dia, de quem não somente carregar a sua com amor, mas ainda ajudar outros a levar a sua, é algo que somente na eternidade o entenderemos. Quando a estivermos vivendo em toda a sua plenitude. E que esta vida nada mais é que um curto vale de lágrimas, diante do sem fim da eternidade! Menos que um piscar de olhos! Então não almeje livrar-se de suas cruzes, antes carregue tudo com amor. E ajude ainda aos outros se puder!
 
Nos meus atendimentos de telefonemas de pessoas angustiadas com o que está por vir sobre o reino dos pecadores, duas coisas são as mais comuns: Medo de sofrer! Medo de morrer! Ora, tanto um, como outro, são próprios da natureza humana, e mais se acentuam, quanto mais a alma esteja distante de Deus. Raramente encontrei pessoas que do fundo de sua alma não temem o sofrimento nem a morte, o que os faria como que kamikazes divinos. Agora mesmo, na Anistia do Santo Sangue, lemos aqui algumas histórias de martírios que arrepiam a gente, pela crueldade extrema. Não há como não tremer um pouco diante da simples imaginação de coisas assim ocorrendo com a gente. Tememos por natureza, por fragilidade! Mas acaso Deus quer nosso mal?
 
De forma alguma, Ele quer apenas nosso bem maior. E se Ele pedir conta de nossa vida através do martírio de sangue, acaso fará isso para que percamos em graças? Jamais e muito pelo contrário. Eu aprendi uma frase, e ela tem me ajudado nestes anos de meditação, onde percebo que muitos do Movimento serão chamados a dar sua vida pela Igreja. Digo sempre assim: Deus sabe de mim! Ele sabe o que é melhor para mim e sem dúvida me dará todas as condições de suportar as cruzes que virão, e cada uma delas até chegar a maior.
 
Noutro dia perguntei ao Cláudio se ele tinha medo de morrer, até porque desde muitos anos Nossa Senhora tem mostrado a ele a forma de seu martírio. Sim, ele tem! E no fundo gostaria de estar vivo na passagem para o Novo Reino, porque ama sua esposa, seus filhos, seus amigos... Mas eu lhe fiz ver que não temos duas escolhas. E se vamos morrer de qualquer forma, por que não aceitar a palma do martírio, sendo que esta tem mil vantagens sobre a morte natural? Afinal, a coisa pode acontecer numa fração de segundos, um tiro mortal, e a gente nem sentir!
 
Então e quanto a mim, devido a esta fraqueza natural que todos temos, eu sempre pedi ao Pai que me mantivesse longe da tortura, da morte prolongada, entre ódios de carrascos insensíveis. Isso porque conheço a minha miséria infinita, e sei que sem o amparo divino é difícil suportar. Mas falei em amparo divino, e tantas vezes na história do povo de Deus, aconteceram exemplos deste amparo. Quem não lembra do episódio dos três jovens no meio da fogueira, ativada sete vezes? Quem não se lembra de Daniel na cova dos leões?
 
Por outro lado, também nos mártires mais modernos se pode ver que sem o amparo divino, jamais tais pessoas conseguiriam sobreviver. São Lourenço, por exemplo, depois de assado de um lado, pediu para virar do outro. Ora, nenhum homem resistiria mais do que alguns segundos sendo assado, porque a respiração do calor o sufocaria. E houve mártires que ficaram mais de três dias queimando, desde os pés até ficar um coto no alto das coxas, sem morrer. O tutano que caia dos ossos e a gordura é que alimentavam a fogueira. Sem a fortaleza de Deus, nenhum vivente suportaria tal martírio! Nem por uma hora, quanto mais três dias e três noites! Tal mártir pode nem sentir absolutamente nada, o que sem dúvida alimenta a fúria dos algozes.
 
Como foi o caso de Jesus! Pelas revelações da grande mística católica, alemã Anna Catarina Emmerich, o homem Jesus, sem o auxílio do Céu, teria morrido pelo menos uma vintena de vezes. Mas a cada saraiva mortal de golpes, os anjos lhe davam um alimento celeste, quem sabe uma fortaleza de Deus, de modo que Ele poderia suportar a nova saraiva sem morrer, e assim sucessivamente, até o esgotamento total. Por isso se diz que jamais Deus permitiu que homem algum, desde todos os tempos, sofresse dor maior ou martírio mais infame do que o de Jesus. A Sua Cruz sozinha, pesou mais do que as nossas todas. E então, também com este amparo divino que precisaremos contar para viver o próprio tempo que nos falta, até que venha o Rei e o Novo Reino.
 
Eu coloco estas coisas como lembrete, não para amedrontar. O medo a gente vai perdendo aos poucos, na medida em que se consegue entender a imensa graça que Deus coloca diante de nós. Viver a cruz com amor e fé! Por isso é triste ver tantos sacerdotes pregando contra a Cruz, contra o sofrimento, e afastando o mesmo o povo destas verdades que salvam. E milhares de graças se perdem assim. Se não houvesse sofrimento, se não houvesse cruz ao homem, ele já teria desaparecido da face do planeta, engolfado no ódio, na orgia, na loucura. Isso porque ele se tornaria uma vítima quase que indefesa diante dos poderosos demônios, pois não teriam a fortaleza espiritual necessária para suportarem seus assaltos.
 
Por isso eu reafirmo e conclamo: Bem-vindos à Cruz! Como está escrito em Coríntios 1, 17 Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o Evangelho; e isso sem recorrer à habilidade da arte oratória, para que não se desvirtue a cruz de Cristo. 18 A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina. São loucos, pois, aqueles que combatem a Cruz, e que desvirtuam seu sentido. E todos estes, sem exceção de um só, caso não venham a se arrepender em tempo de seu desvario, tombarão esmagados pelo peso dela. Não cruz de madeira, mas cruz do ódio, da doença, da fome, da sede, do pavor.  E isso está dito para pessoas, para nações e para toda a besta insana que a quer derrubar.
 
Tempos atrás eu tive um sonho, onde via uma casa na encosta de uma colina, diante da qual se achava uma pequena cruz luminosa, na ponta de um alto poste de ferro. Aproveitando-se de que o dono da casa não estava, alguns evangélicos vieram com uma motosserra para derrubá-la. Como o poste era de ferro, não conseguiram em poucas pessoas, e então chamaram centenas deles e à viva força colocaram o poste abaixo. Mas, estranhamente, mantida por um suporte invisível, a cruz ficou parada exatamente no mesmo lugar, para vergonha dos predadores. E um a um, cabisbaixos e pensativos, desciam agora a montanha, atônitos diante daquele acontecimento. E eles que antes queriam até matar o dono da casa, agora se afastavam meditativos, como aquele povo que um dia crucificou a Jesus. Isso acontecerá e não tarda! 
 
De fato, ninguém conseguirá derrubar a Cruz, porque nela estará Jesus, de braços abertos para acolher a todos estes loucos que algum dia ousaram tocar naquele que é o Sinal mais sagrado, o Símbolo mais sublime, o Instrumento mais perfeito que existe, porque dele brotou a salvação do mundo. E quanto mais pessoas assumirem esta Cruz, e a viverem amorosamente cada um de acordo com suas forças e dentro de sua missão, tanto mais fulminante e mais fragorosa será a derrota do inimigo.
 
Enfim, as dores que a humanidade irá passar nestes próximos tempos, trarão a imensa graça da salvação de quase toda a humanidade. Basta que todos nós aceitemos esta cruz, e a nossa alegria será eterna, e a de todos os que amamos. O milagre está na cruz! O segredo do livro 1 está na cruz! Olhem o cálice dos livros salvai almas! Falta preencher uma série de pedras nas laterais para completar a ponte. Nós a teremos de preencher, cada um, para construir a ponte final da humanidade rumo ao Céu. E estas pedras, nós não conseguiremos alavancar sem a cruz.
 
E como sinal da vitória final, de Cristo e dos filhos e filhas de Deus contra os inimigos, um dia veremos todos no alto dos céus, uma enorme cruz vermelha, de aspecto aterrador para os maus. Muitos tremerão à vista dela, e virão as últimas conversões. Para os filhos ela será um sinal de alegria e da proximidade iminente da vitória. Que é tão certa como após a noite surge o dia, após a tempestade surge a bonança, após as trevas vem a Luz. Bem-vindos à Cruz que salva! Ao sinal de nossa vitória!
 (Aarão)

 


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