Santa Catarina de Sena
 
 
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Postado em: 17/12/10 às 11:50:56 por: James
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Para que todos percebemos o quanto alguns santos merecem o sétimo céu, enquanto a gente nem merece um casebre de lata.

SANTA CATARINA DE SENA
(Gentileza irmão Afonso)

As Irmãs da Penitência da Ordem Terceira de São Domingos tiveram origem numa irmandade de leigos que São Domingos tinha fundado e a que chamara a ‘Milícia de Jesus Cristo’. Além de se comprometerem a rezar certas orações em vez dos Ofícios diários que os monges liam – muitos leigos não sabiam ler – os Irmãos deviam também defender os bens da Igreja. Durante os anos em que os hereges tinham estado no poder no sul da França e no norte da Itália, uma grande quantidade de terras da Igreja tinha passado para as mãos de leigos, que dispunham delas como se as tivessem realmente recebido por herança legal. São Domingos escolheu uma vida de extrema pobreza para a primeira Ordem, de freiras contemplativas, e para a segunda Ordem, de frades pregadores. Mas a pobreza das catedrais, igrejas, abadias e conventos, que tinham sido saqueados, tornara-se um obstáculo para o trabalho de bispos e padres, o que acontecia igualmente com a atividade caritativa e evangelizadora das velhas fundações monásticas. Um dos objetivos da Milícia era tentar reconquistar para a Igreja o que lhe pertencia por direito.

A maior parte destes Irmãos eram homens casados e, por isso, de acordo com as leis católicas sobre o casamento, não podiam professar sem o consentimento das esposas; estas deviam, pois, comprometer-se a nunca oporem obstáculos à ação a empreender pelos maridos. Desta maneira, a Ordem Terceira viria a consistir principalmente em casais que viviam juntos numa vida de semi-reclusão no mundo, mas não do mundo. Como sinal de estarem ligados à Ordem dos Dominicanos, tinham de usar roupas das mesmas cores, branco e preto, mas não havia nada regulamentado quanto ao feitio das mesmas.

Para finais do século XIII, a Ordem começou a perder o seu caráter de milícia, mas continuou a ser chamada a Ordem Terceira dos Irmãos e Irmãs da Penitência de São Domingos.

Quando ficavam viúvas, as Irmãs dedicavam o resto da sua vida inteiramente ao serviço de Deus; permaneciam nas suas próprias casas, mas vivendo como freiras. Não tinham igrejas e oratórios próprios, costumavam reunir-se numa capela escolhida, se possível numa igreja pertencente aos frades pregadores. Aqui tomavam parte na Missa e oravam juntas. Quando, algum tempo depois, lhes deram um traje especial – vestida de lã branca, véu branco e capa preta – passaram a ser chamadas Le Mantellate – as Irmãs do Manto.

Em Sena havia muitas Mantellate. Mulheres casadas e viúvas de todas as categorias sociais pertenciam a esta congregação, e costumavam reunir-se numa capela chamada Capella della Volte. Desde a infância Catarina tinha especial consideração por São Domingos e gostava de se escapulir de casa, de manhã muito cedo, para ir à Missa na igreja do alto da colina, por trás de sua casa, pelo que deve ter visto centenas de vezes as Mantellate reunidas em devoção. Sua cunhada Lisa, e uma tia já viúva, que era irmã de Jacopo, pertenciam também à Irmandade. Nessa altura, quando a família fazia tudo o que podia para que esta filha impossível se portasse como uma moça normal, mandando-a daqui para ali, escadas acima e escadas abaixo todo o dia, enquanto se exasperavam com a sua obstinação, vendo-a paciente e obediente em tudo, exceto naquilo que significava mais que tudo para eles – a alma de Catarina ardia naquele desejo que tinha despertado nela vagamente quando ainda era uma criança: o de se tornar uma mantellate. E todos os dias rezava ao seu Amado para que lhe concedesse esta graça.

Um noite, esta serva do Senhor sonhou que via diante de si muitos veneráveis patriarcas e padres de ordens monásticas, e entre eles encontrava-se São Domingos – reconheceu-o logo pelo belo lírio branco que tinha na mão. Todos estes santos lhe disseram para escolher uma Ordem à qual pertencer, de maneira a servir ao Senhor melhor do que até aí. Catarina imediatamente se virou para São Domingos, e ele veio ao seu encontro. Mostrou-lhe um traje igual aos usados pelas Irmãs da Penitência, e disse-lhe: “Querida filha, tem coragem. Nada receies, porque com certeza virás a usar este hábito, como é teu desejo”. Catarina chorou de alegria e agradeceu ao Senhor e a São Domingos, e acordou banhada em lágrimas.

Agora, que Deus tinha dado a saber à Sua serva qual a Sua Vontade, Catarina tinha certeza de que Cristo a ajudaria. Dirigiu-se aos pais e contou-lhes a razão da sua incompreensível resistência aos planos que eles tinham feito para o seu futuro. Fez isto no próprio dia a seguir ao sonho.

“Já vos tinha dado a entender isto tantas vezes, que seria fácil os senhores compreenderem, mas, pelo respeito que devo aos meus pais, tal como Deus manda, nunca tinha dito nada antes. Este silêncio, porém, tinha de acabar; por isso quis abrir-lhes o coração e confessar que tomei uma resolução, não há pouco tempo, porque já a tinha tomado quando era ainda criança, e que sempre tenho me mantido fiel a esta resolução. Na infância, prometi ao meu Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, e à Sua bendita Mãe, que me conservaria sempre virgem; não foi uma criancice, mas motivos sérios me levaram a isso. Prometi-lhes, pois, que nunca arranjaria outro marido. E agora que, pela graça de Deus, cheguei à idade da razão, essa decisão está ainda enraizada no meu coração. Seria mais fácil derreter uma pedra do que tirarem-me esta santa resolução do meu peito. Só perderão tempo se o quiserem fazer. Aconselho-os, portanto, a acabar com essas negociações sobre o meu casamento, porque nisto nunca poderei obedecer-lhes; devo obediência antes a Deus do que aos homens. Se me quiserem continuarem a ter cá em casa, ficarei como criada dos senhores e com alegria farei tudo o que puder para ajudá-los. Mas se me expulsarem por causa da minha decisão, assim seja: isso não modificará, de maneira alguma, o meu coração. Tenho um Noivo que é tão rico e poderoso que não me deixará passar necessidades, pois me dará certamente tudo quanto eu precisar”.

Quando Catarina acabou de falar, todos irromperam em lamentações; soluçava, choravam, e ninguém podia falar. Olharam para esta moça, que tinha sido sempre tão moderada e de falas mansas, e que agora se lhes dirigia com tal atrevimento e seriedade, e compreenderam que ela preferiria abandonar a casa dos pais a quebrar o seu voto. Não havia qualquer esperança de lhe arranjarem um bom casamento. Por isso os Benincasa choravam cada vez mais.

Mas o pai, Jacopo, em breve dominou a emoção. Quando o conseguiu, não ficou muito surpreendido. E respondeu-lhe com ternura e afabilidade: “Minha querida filha, longe de nós a idéia de irmos, de qualquer maneira, contra a Vontade de Deus, e foi d’Ele que recebeste esse propósito. Compreendemos que não foste levada pelo egoísmo próprio da juventude, mas pela graça de Deus. Mantém a tua promessa e vive como o Espírito Santo te diz que vivas. Nunca mais te importunaremos nas tuas orações e devoções, nem tentaremos afastar-te do teu trabalho sagrado. Mas reza firmemente por nós para que possamos ser dignos do Noivo que tu escolheste tão nova”. E voltou-se para a mulher e os filhos e disse: “A partir de agora, ninguém tratará mal nem aborrecerá a minha filha adorada, nem tentará levantar-lhe obstáculos. Que ela sirva o seu Noivo em completa liberdade e que reze por nós com sinceridade. Nunca lhe poderíamos ter arranjado um casamento tão honroso; por isso não nos queixemos de, em vez de um mortal, recebermos o Deus imortal feito homem”.

Os irmãos mantinham-se pesarosos e Lapa chorava alto. Mas Catarina, intimamente, agradeceu ao seu Noivo vitorioso, que assim a tinha levado ao triunfo, e agradeceu aos pais o mais humildemente possível.



Fonte: www.recadosaarao.com.br





Postado por: James - www.espacojames.com.br em: 17/12/10 às 11:50:56 h.


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