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Postado em: 13/03/11 às 08:03:04 por: James
Categoria: Artigos Site Aarão
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(Padre Inácio)

“E não nos exponha á tentação, mas livra-nos do mal” (Mt 6,13).  
                                                                
Na obra de J.R.R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, a inscrição num anel de ouro descreve a luta moral entre o bem e o mal. 

Um anel para todos dominar, 
Um anel para todos achar, 
Um anel para todos trazer, 
E a todos na escuridão prender. 

No mundo imaginário de Tolkien, cheio de criaturas lendárias, anões, duendes e seres humanos, aquele que possui o “anel do poder” recebe uma vida longa e a capacidade de se tornar invisível, sempre que o usa. Mas o anel tem um lado obscuro: ele traz em si a influência do mal. Com o passar do tempo, o anel toma posse daquele que o usa. Na medida em que escurece a alma de seu proprietário, procura fazer dano a outros. 

Hoje, o conceito do mal é muitas vezes ignorado, exceto quando é apresentado como entretenimento em novelas e filmes. Mas a Sagrada Escritura retrata o mal como algo real e perigoso. 

Escreve o reverendo americano Dr. Dennis Fisher: “As características ocultas e secretas do mal são um de seus elementos mais perturbadores. Á semelhança do monóxido de carbono, incolor e sem cheiro, o mal pode permanecer imperceptível por períodos prolongados de tem e pode matar sem aviso prévio”. 

O anel de Tolkien faz uso do poder para sujeitar as pessoas ás trevas e controla-las com o propósito de lhes causar dano. Mas o Senhor dos senhores e Rei dos reis dá seu poder aqueles que querem caminhar com ele na luz gloriosa da sua presença e que querem trazer liberdade cura e salvação para os que ainda estão presos na escravidão do pecado e do mal. 

Smigol, personagem do filme "O Senhor dos Aneis"

As pessoas ficam surpresas, até chocadas, quando vêem que o mal usa, muitas vezes, cenários sagrados, como um manto, para se ocultar. São Paulo Apóstolo, ao escrever aos seguidores de Cristo que viviam em Corinto, admoestou-os com relação aqueles que usam um linguajar, espiritual como um disfarce:  “E continuarei fazendo o que faço, a fim de não dar oportunidade áqueles que desejam encontrar ocasião de serem considerados iguais a nós nas coisas de que se orgulham. Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. Isto não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça. O fim deles será o que as suas ações merecem” (2 Cor 11,12-15). 

A rigorosa estratégia do mal é passar como disfarce de bondade. Isso só pode ser revelado como o discernimento do Espírito Santo. O maior esquema e a mais excelente vantagem que o mal e o diabo têm sobre o mundo é a negação de ambos pelos homens. Tal negação pode ser por boçalidade ou por ideologia racionalista. Esta dar sustentação a teologia liberal. 
  

O QUE ELES DISSERAM SOBRE O MAL 

O premiado escritor americano Lance Morrow escreveu: “O mal procura suas oportunidades e se instala como um parasita onde encontra condições favoráveis. Ele adota a linguagem e os costumes locais; infesta as formas de vida e as domina, de modo que a insanidade entra numa vida previamente sadia, e desaloje a pessoa que ali vivia anteriormente” (Evil-An Invetigation). 


Martin Buber, filósofo alemão escreveu: “Como a principal tática do mal é o disfarce, um dos lugares onde, provavelmente, encontraremos pessoas más é na igreja. Dentro de nossa cultura que forma melhor existe de ocultar o seu próprio mal, de si mesmo e dos outros, do que sendo diácono de uma igreja ou sendo um cristão de destaque? Na Índia, eu suponho que o mal demonstre a mesma tendência de se mostrar como “bom” hindu ou “bom” muçulmano. Com isso não quero dizer que o mal não seja mais do que uma pequena minoria entre os religiosos, ou que as motivações religiosas da maioria das pessoas sejam espúrias. Eu quero apenas dizer que as pessoas más tendem a se aproximar dos grupos piedosos por causa da camuflagem que eles podem proporcionar” (Imagens do Bem e do Mal, Editora Vozes). 

O renomado psiquiatra austríaco Victor Frankl escreveu: “Nossa geração é realista, pois chegamos a conhecer o homem como ele realmente é. Afinal, o homem foi o ser que inventou as câmaras de gás de Auschwitz, todavia, ele foi também o ser que entrou na câmara de gás de cabeça erguida, orando o Pai Nosso ou com o Shema Ysrael nos seus lábios” (A Man’s Search For Meaning). 

Lawrence Konner, o roteirista da badaladíssima série americana Família Soprano afirmou: “Eu posso dizer que o mal tem sido a idéia condutora por trás de toda boa literatura. Até mesmo da Bíblia”. 
  

DESEJO PARA DEUS 
  
“Tenha sempre a alma o desejo contínuo de imitar a Cristo em todas as coisas”. 

São João da Cruz 
Doutor da Igreja 


  
O ser humano foi dotado de desejos e necessidades inimagináveis e isso não é mau. O Criador nos capacitou com as qualidades imanentes e transcendentes.  Todo o nosso desejo deve ser capitaneado com inteligência para o bem da mente, da alma e do corpo.  O nosso desejo deve ser canalizado para o amor ardente ao Senhor Deus e ao nosso semelhante. Dessa forma ficamos libertos das incompatibilidades maléficas. 

Santos desejos nos movem para comunhão com Deus e as nossas necessidades são depositadas nos pés de Jesus Cristo, esta é a satisfação da vivencia em estado de graça. Alimentando o desejo para o progresso da misericórdia e das virtudes teologais com a Palavra de Deus, oração, meditação, Eucaristia e a vida dos santos, chegaremos a imitar Jesus Cristo. 
  

A nossa razão iluminada pelo Espírito Santo, conduzem todo o nosso ser para paz, justiça e as beatitudes celestiais. A nossa racionalidade está conectada com a fé e a graça, cujo resultado é o desejo agradável de santificação e de obras grandiosas. 
  

DUAS CILADAS PARA O MAL 
  
“O bem anda a passo de tartaruga e o mal tem asas”. 
                                                                                             Voltarie (1694-1778) 

Filósofo Francês 

O mal gruda mais do que o grude. Não subestime o poder do mal. É necessário viver a sabedoria divina para ficar livre da engenharia do mal. Existe toda uma arquitetura amalgamada para atuação do mal. Possuir o conhecimento do meio em que se vive e entender a filosofia das pessoas mais próximas. Conhecer a estrutura mental, intelectual, cultural e religiosa das pessoas com quem se relacionam. 

Diz o provérbio sapiencial: “O sábio sabe ficar livre do mal”. 
  
Para o mal, o diabo usa duas principais ciladas: A primeira. No ardor do sofrimento e da humilhação a pessoa pode reagir com violência, ou largar tudo. Perdendo o que estava construindo para o sucesso. 

A segunda. Suportando tudo, até alcançar o objetivo. No poder, se vinga dos inimigos. Vai fazer o mesmo com os subordinados referente às humilhações e vexames passados.

Como se proteger dessas duas armadilhas? 

A primeira. Usar a racionalidade. Ser inteligente. Saber que tudo passa: do sofrimento aos inimigos. 

A segunda. Persistência. Ninguém consegue coisa alguma sem a virtude da perseverança. 

A terceira. Visualização do objetivo. Focar no projeto. Radicalizar no alvedrio. 
  
E isso é fácil? Nada é fácil! Nada é fácil nesse Vale de Lágrimas, nesse mundo de titãs e de cantos de sereias. Já foi dito de pelo grande intelectual inglês Willian Shakespeare (1564-1616): “Se fosse tão fácil fazer o que se fala, as capelas seriam igrejas e  choupanas seriam palácios ”. 
  
Para suportar a artilharia do mal e não perder a visão da gloriosa vitória é fundamental: sacrifício, fé em Deus o Todo-Poderoso, oração, jejum, meditação (silêncio), Leitura da Sagrada Escritura, bons livros de autoajuda, conselhos de pessoas vencedoras. Procurar lugares especiais para retiros e palestras. Tudo isso é para fortalecer a força interior, poder de determinação; ocupar a mente e o coração com pensamentos no sucesso, no amor , no perdão, na reconciliação e nos amigos verdadeiros. Desta forma, não sobra espaço na alma para vingança e outras ciladas do mal. 
  

CONCLUSÃO 
  
O mal é tremendamente organizado e executado com tamanha inteligência do diabo. A conspiração contra o bem será até o fim dos tempos. O mal é muito propagado e construído, dando lucros astronômicos. O mal é uma fonte grandiosa para os perversos. É a indústria econômica dos filhos das trevas. 

A maldade passa pela historia sufocando a bondade. Esta não dá matéria para mídia. Não vende e não dá show. O mal que se faz é bastante divulgado, enquanto o bem não é promovido. 

Os vilões, os criminosos, os bandidos de grandes roubos e tráficos, os religiosos, escandalosos e fundamentalistas, as prostitutas e os prostitutos da indústria pornográfica e os promotores da cultura de morte, estão em evidencias e fazendo acontecer à escola do mal. 

E o que resta? Acreditar no bem, promover a bondade e temer a Justiça Divina e ter consciência que o amor vence tudo. 

Sabemos que o tisnar jamais supera a LUZ DE CRISTO. A LUZ derrota as trevas; o BEM vence o mal e o AMOR detona o ódio; a HONRA triunfa sobre a humilhação e a vergonha; a VERDADE é a dignidade eterna da alma, enquanto a mentira é curta e podre como a matéria. 

No nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e com os Santos Anjos derrotamos todo o império infernal do mal.                                                                                                                                                          
  
  
Pe. Inácio José do Vale 
Escritor e Conferencista 
Mestre em Psicanálise Educacional 
Especialista em Ciência Social da Religião 
E-mail: 

 

pe.inaciojose.osbm@hotmai.com

Fonte: http://www.recadosaarao.com.br/