Aparições das Almas do Purgatório aos Santos
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Artigo N.º 5660 - Aparições das Almas do Purgatório aos Santos
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Postado em: 11/07/10 às 08:44:59 por: James
Categoria: O Purgatório
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Limitamo-nos a citar alguns exemplos, para provar que também santos ilustres tiveram aparições de almas do Purgatório.

Santa Margarida Maria Alacoque (1647 — 1690) escreveu na sua autobiografia (edição de 1920, pg 98): “Estava diante do Santíssimo Sacramento e, de repente, apareceu à minha frente uma pessoa toda em fogo. O seu estado lamentável fez-me compreender claramente que se encontrava no purgatório e verti abundantes lágrimas. Disse-me que era a alma do monge beneditino que tinha ouvido a minha confissão e me tinha permitido ir comungar. Por esse motivo Deus tinha-lhe concedido o favor de poder dirigir-se-me, para que lhe adoçasse a pena. Pediu-me que oferecesse por ele, durante três meses todas as minhas obras e o meu sofrimento. No fim de três meses, vi-o inundado de alegria e de esplendor: ia gozar a felicidade eterna. Agrade¬ceu-me dizendo que velaria por mim junto de Deus”.

S. João Bosco (1815 — 1888) perdeu em 1839 o seu mais íntimo amigo de infância, Luigi Comollo. “Os dois amigos tinha feito a recíproca promessa, um pouco temerária, de que o primeiro que morresse viria descansar o sobrevivente sobre a sua sorte no outro mundo. Na noite seguinte ao enterro de Luigi, sentiu-se no dormitório ocupado por vinte seminaristas, um estrondo impressionante. Brilhavam relâmpagos de fogo e depois extinguiam-se. A casa tremia. Uma voz gritou: “Estou salvo!” Os seminaristas ficaram apavorados e nenhum ousou mexer-se até despontar a aurora. Uma história incrivel! Mas houve testemunhas que o viram pessoalmente” von Matt, Don Bos¬co, p.p. 64-65 NZN—Verlag, Zurique.

A grande Santa Gertrudes, abadessa de Hefia, autora da célebre obra “O arauto do amor divino”, falecida por volta de 1302, viu um dia a alma de um religioso defunto que lhe fez compreender, por gestos, que continuava afastada do seu divino Esposo. Gertrudes perguntou-lhe a causa. Respondeu esta alma: “É que não estou ainda perfeitamente purificada das manchas deixadas pelos meus pecados. Se Ele me concedesse que entrasse livremente no céu, neste estado, eu não consentiria porque, por muito brilhante que pareça aos teus olhos, sei que ainda não sou uma esposa digna do meu Mestre”.

Santa Cristina da Bélgica, pastora de Saint Trond, na diocese de Liege, foi chamada também Cristina a Admirável, tantas coisas admiráveis se contam dela, coisas admiráveis que aconteceram durante a sua vida e que as testemunhas atestam. Numa visão foi-lhe concedido contemplar o Céu e o Purgatório. Ela ouviu uma voz dizer-lhe: “Cristina, tu estás na felicidade do Céu. Dou-te liberdade de escolher: ou morar desde hoje entre os eleitos, ou voltar alguns anos à terra para, por boas obras, ajudares as almas do Purgatório. Se escolheres a primeira alternativa ficas em segurança e não tens mais nada a temer; no outro caso voltas à terra para sofrer um verdadeiro martírio a fim de ajudares os infelizes e embelezares a tua coroa...

Cristina respondeu:Senhor, deixa-me voltar e sofrer pelos defuntos; não tenho medo de nenhuma dor, de nenhuma amargura”. E ela realizou obras ex-piatórias extraordinárias pelas almas do Purgatório. Muitas de entre elas, entre outras a do conde Luís de Léon, apareceram-lhe em reconhecimento por tê-las libertado do purgatório.

Santa Perpétua de Cartago. No ano 202, Santa Perpétua foi atirada para a prisão em Cartago. Rezava no cárcere com quatro outros cristãos quando ouviu uma voz pronunciar o nome de Dinocrato, seu irmão defunto, em quem não tinha voltado a pensar depois da sua morte. O rapaz tinha falecido com a idade de sete anos por causa de um tumor canceroso da face. “Chorei", conta ela, com a recordação da sua morte e compreendi que devia rezar por ele. Foi o que fiz.

"Na noite seguinte, tive esta visão: na minha prisão vi Dinocrato sair de um local obscuro onde se encontravam também outras pessoas. Estava afogueado, sem fôlego, e coberto de poeira. O seu rosto era macilento, poeirento e ainda sangrava da chaga que lhe tinha causado a morte: uma horrível chaga cancerosa que lhe roera as bochechas a tal ponto que o seu cadáver era uma visão medonha... Havia entre nós dois uma grande distância que me impedia de ir ter com ele. Perto dele estava um tanque cheio de água, mas o bordo era demasiado alto para que ele conseguisse beber, mesmo pondo-se em bicos de pés.

Emocionada por ele não poder beber, acordei e compreendi que o meu irmão ainda sofria; mas esperava poder dar-lhe alívio. Rezei por ele o tempo todo, até nos levarem para a prisão do campo, porque estávamos destinados aos jogos que deviam ser dados em honra do imperador Gete. Continuei a rezar e a suplicar noite e dia. No dia em que fomos vergastados, tive uma outra visão. O lugar escuro onde antes tinha visto Dinocrato, vi-o iluminado. O rapazinho estava vestido com um belo fato, o corpo limpo e lavado de fresco. A chaga do rosto estava curada e só se via a cicatriz. O rebordo do tanque estava tão baixo que ele podia facilmente chegar à água. No bordo havia uma taça cheia de água. Quando saciou a sede, correu a jogar longe do tanque, como fazem as crianças. Quanto a mim, acordei cheia de alegria: compreendi que ele estava livre da sua pena".

Ana Catarina Emmerich (1774-1824). A religiosa da Wessphalia, estigmatizada célebre no mundo inteiro, cujo processo de canonização está em curso, tinha relações frequentes com as almas do Purgatório. Muitas destas pobres almas tinham permissão de lhe aparecer e pediam-lhe socorro. Acompanhada do seu Anjo da guarda ou de um santo, ela podia visitá-las e saber o que cada uma precisava: missas a que a alma não tinha assistido por negligência, ou resti-tuição de bens indevidamente adquiridos. A alma de uma mãe pediu-lhe que tirasse do mau caminho a sua filha ainda viva; a alma de um marido desejava chamar ao bom caminho a mulher que, distraída pela sua irreflexão, não acolhia nenhum aviso interior.

Três anos e meio depois da morte apareceu-lhe a própria mãe de Ana Catarina e conduziu-a a um lugar do Purgatório onde se sofria muito, para lhe pedir ajuda para as almas que lá se encontravam. Como o laço natural de amor entre a mãe e a filha está aqui posto em destaque e iluminado duma claridade sobrenatural pelo amor das duas ao próximo que sofre!

Luísa Hensel, conhecida poetisa alemã, estava inquieta por causa de uma defunta. Ana Catarina Emmerich, sua amiga, consolou-a com estas palavras: “Acredita que não foi em vão que Cristo ficou três horas suspenso na cruz com tais sofrimentos, e de braços tão abertos. Há muitas mais almas salvas do que nós pensamos”.
Mesmo o olhar que ela lança sobre o Purgatório é consolador: é verdade que vê bem as almas em grande tristeza, mas com alguma coisa no rosto “como se elas tivessem também alegria no coração e pensassem em Deus misericordioso”.

O Museu das almas do Purgatório em Roma

O R. R Réginald Omes escreveu na sua obra “Pode-se entrar em comunicação com os mortos?” (Pattloch-Verlag) “Visitamos muitas vezes o célebre museu das almas do Purgatório, em Roma. Foi fundado em 1900 pelo R. P. Victor Jouet, padre do Sagrado Coração, e também fundador da revista ‘O Purgatório’.”

Este museu oferece aos visitantes uma coleção de documentos autênticos, certamente única no seu género: podem ver-se os traços de fogo deixados por almas do Purgatório em livros de orações, tal como o de Margarete Dammerle d’Erlingen; em missais; em tecidos, tal como a camisa de Joseph Leleux de Mons que tem a impressão queimada de dedos datada de 21 de Janeiro de 1789 ou ainda o capote militar, fortemente chamuscado pelo fogo, de uma sentinela italiana que, durante uma noite do ano de 1932, fazia a guarda ao Panteão, diante do cenotáfio do rei Hum¬berto 1º (assassinado em 1900), cujo espectro pousou sobre o ombro do soldado uma mão em fogo, depois de lhe ter confiado uma mensagem para Victor Emanuel III...

Também aí se pode ver uma cruz perfeitamente traçada pela extremidade de um indicador em fogo. Se admitirmos que tais marcas não são de modo algum o efeito de um acaso, ou de uma trapaça deliberada, é evidentemente bem claro que elas não puderam ser produzidas pelo “fogo” espiritual que envolve as almas do Purgatório: só podem ser explicadas por um milagre de Deus, que criou para esse efeito um elemento capaz de queimar os objectos e neles deixar os seus traços negros, símbolo da “queimadura” espiritual que sofrem as almas depois da morte, durante o seu tempo de expiação.

 


Enviado: Anônimo

 

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