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Artigo N.º 3577 - Amor e paciência
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Visto: 2502
Postado em: 06/11/09 às 18:11:25 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=123&id=3577
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Por Marisa Bueloni


Amor e paciência são duas chaves mágicas, capazes de abrir um baú poderosíssimo. Se as pessoas tivessem vontade de saber o que há ali dentro, o mundo seria um pouco melhor. Às vezes, achamos que somos provados além da conta. Minha mãe sempre dizia que “Deus dá o frio, conforme o cobertor”.

     Estou me lembrando de uma história. Um homem começou a discutir com Deus, reclamando do peso da sua cruz. Ele queria trocar a sua cruz por uma mais leve. Então, o Senhor o levou a uma sala cheia de cruzes, encostadas em uma parede e disse ao homem: “Vai experimentando, pega esta, aquela, vai vendo a qual te cai melhor”. E o homem começou a experimentá-las. Pegou a primeira, colocou  nos ombros e quase caiu no chão com o peso dela. “Ah, Senhor, esta é pesada demais para mim!”.  

Então, tentou uma segunda. Também não suportou o peso, e a deixou de lado. Tentou uma terceira e viu que parecia de ferro, não agüentaria levar aquela cruz. Foi  testando várias cruzes, sem conseguir agüentar o peso de nenhuma,  até que encontrou lá no fundo da sala uma cruz meio jeitosa e a colocou nos ombros. Epa! Esta cruz lhe pareceu leve e boa de suportar. Ele ficou feliz e disse: “Ah, Senhor, agora encontrei uma cruz mais leve e posso carregá-la.” E o Senhor lhe respondeu: “Esta é a cruz que Eu te dei, é a que você carregava e desejou trocar...”. 

     Vejo que o amor e a paciência são tesouros do Reino, ao lado da caridade e da justiça. Felizes os que têm como lema “construir na caridade”. E para praticar todas estas virtudes, é necessário ter fé.  Ao lado da fé, é preciso haver boas obras. Obras de misericórdia, ação concreta que brota de mãos laboriosas, empenhadas na construção da paz e do bem. 

     Contudo, costuma-se dizer que “a paciência tem limite”. Sim, concordo que há casos muito cruéis, onde alguém é testado além do suportável e isso pode levar a conflitos terríveis. Acontece que nem todos estão na mesma sintonia espiritual, no mesmo clima de constante oração e de piedoso fervor para com as coisas do Alto.

     Costumo me confessar com freqüência e contei ao sacerdote um caso de uma pessoa que passou grande transtorno com os moradores da casa ao lado onde morava, e perguntei a ele se Deus nos dá a provação de termos determinadas pessoas como vizinhos. Ele foi enfático: “Não, minha filha, Deus não dá este tipo de provação a ninguém. A verdade é que existem pessoas ruins, que só prestam para atrapalhar os outros”. 

     Vejo, no dia-a-dia, que as pessoas estão em busca de algo que foge ao mais simples raciocínio. Estão vivendo numa ansiedade desesperadora, perdendo a paciência por tão pouco e correndo atrás das novidades esotéricas, crendo que ali encontrarão a felicidade sonhada. Querem tudo rápido, sem compreender que o solo precisa ser fertilizado, cultivado, para que a semente germine e dê frutos. 

     Houve uma época em que participei de grupos de oração e tive intensa atividade na intercessão. Lembro-me de um marido que chegou chorando em minha casa. A esposa começara a freqüentar um tal “curso de anjos” e passava horas numa sala com outras adeptas, cercadas de velas, diante  do quadro de um guru que prometia o Nirvana na terra.  

Aí, ela cismou que precisava de “espaço” e pediu a separação. Eu o consolei com as palavras que pedi ao Espírito Santo. E depois, em solidariedade cristã, perguntei a ele por que aquelas mulheres não se reuniam naquele lugar, diante de uma imagem de Maria Santíssima, e de um Crucifixo, para rezar o terço e meditar sobre o Evangelho. 

     Está faltando Deus no coração das pessoas. Quem se afasta da luz de Cristo corre o risco de andar nas trevas. “Eu sou a luz do mundo”. Mas há quem busque os becos escuros das velas acendidas para o nada. Há quem deposite sua fé nas fábulas e nas seduções do mundo, deixando de lado a sã doutrina, ávidos pelas novidades do momento. 

     Ninguém se engane. Bela é a prática do amor e da paciência. Que mérito há em amar os ótimos de gênio, os agradáveis, os bonzinhos e gentis? Temos de amar os difíceis, os que dão trabalho, os que exigem da nossa paciência, os que testam os nossos limites. Aí está o verdadeiro amor, a verdadeira cruz de Cristo.


Marisa Bueloni é formada em pedagogia e orientação educacional.
marisabueloni@ig.com.br



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