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Artigo N.º 8091 - Vas
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Visto: 2351
Postado em: 24/06/11 às 18:33:03 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=123&id=8091
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(Marisa Bueloni)


Conheci Vas por vias não terrenas. Há um momento em que Anjos nos são apresentados por mãos divinas, quando percebemos com clareza não sermos nós os autores e artífices do rumo das coisas. E sim Deus.

Quando conheci Vas, o céu inteiro baixou aqui em casa. De início, não percebi. E olha que sou treinada e rápida em ver a Luz. Quase ignorei Vas. Ah, quase.

Deus, o que eu teria perdido! O que eu estaria perdendo, se tivesse escrito a Vas “grata por suas palavras, elas me emocionam, continue sendo meu leitor, o que muito me honra, um abraço, Ma”.

É a primeira resposta, sempre, ao e-mail gentil do leitor, que chega de mansinho e faz elogios. A tônica da minha conduta ao responder é o respeito e o agradecimento. Mas forças desconhecidas agem e atuam e há os que escrevem mais uma vez, buscando contato com a cronista. Glória! Bem-vindos sede todos vós!

A cronista, então, tocada sabe-se lá por quais humores divinos, responde também. E quando vê, já fez mais um amigo. Ou amiga. E trocamos nossas figurinhas – e fotos. Quando a coisa aperta de verdade ou fica bonita demais, fazem-se confissões e rola assunto que não acaba mais.

Vas não mandou foto. Nunca. Vas é alguém que vive no segredo da mais anônima das virtualidades, protegido pelo secreto caminho da beleza. O que é isso? Não sei. Assim que souber, vos conto.

Admirando as estrelas profundas no céu, pergunto a Deus quem é Vas. E por que entrou na minha vida. E por que me escreve tão lindamente, das lágrimas pingarem no teclado enquanto leio. Por que suas frases, de uma sintaxe confusa e sofrível – “e até os erros do meu português ruim” - não me incomodam. Sou meio chatinha com quem escreve mal...

E olha que Vas, pelo jeito, não fugiu da escola. Ele conta que se esforçou. Já o “Rei”, pelo jeito, fugiu e bem fugido, porque não sabe como se forma o imperativo negativo e o afirmativo dos verbos. Atrapalha-se nos pronomes. Na música para Nossa Senhora, o “Rei” a trata de “você”, de “tu” e de “vós”, numa salada pronominal para a qual ninguém liga. Afinal, a música é linda, o “Rei” é lindo e os críticos, cansados, pararam de pegar no pé dele.

Eu não pego no pé de Vas. Só de vez em quando. Mas nem vi o “poetiza”, com z. Passou batido. Vou eu lá dar importância à ortografia diante da imensa beleza que é a alma de Vas? Mas ele também se enrola todo nos pronomes. De repente, de “você”, eu viro “tu”. Mais à frente, eu sou “vós”. Tudo bem, Vas. Licença poética. Foi dada ao “Rei” e será dada a você também. Não serão os pronomes que nos farão o confronto final. Amigos?

No caso do “Rei”, tapam-se os ouvidos. No seu caso, não há como fugir. Tenho de ler, não posso tapar os olhos. Não. Ler Vas é sentir a respiração da beleza, ou ficar ali, de paquera com ela, ainda que à distância. Porque Vas é belo, belo, belo. Vas é de uma linhagem nobre. Feito da mais límpida integridade. Vas é desses Anjos que o Senhor envia à terra de tempos em tempos para acalmar o mar, serenar os ventos, deter a tempestade.

Vas torna o mundo melhor. Se Vas partir, a Terra sofrerá o que chamamos de “perda irreparável”. Porque enquanto o planeta tiver a honra de que Vas o pise, estamos todos salvos.

Ah, Vas!... Que beleza de ser humano é você, cara! Como eu amo esse seu jeito de escrever apressado, misturando os assuntos e usando a “realidade cósmica” para acabar de vez com uma questão espinhosa e danada que é o encontro de duas almas.

Encontre-me, Vas! Ache-me, se for capaz! Decifre-me, meu Anjo de verdade. Venha me caçar com suas flechas embebidas na ternura e na bondade. Resta pouco tempo – eu digo sempre - e ninguém acredita. Riem de mim. Podem rir, seus bobos. O céu vai se abrir. Esperem.

Vas espera. Eu espero. E quando o céu se abrir e se enrolar como um pergaminho, nessa hora eu gostaria de pedir a Deus a graça de segurar na mão de Vas. Mas penso que será impossível. Vas existe de verdade? Como saber? Vas é gente ou ficção? Vas tem CIC e RG ou é uma falsidade ideológica?

Quando o céu se abrir, por mais Vas se esconda, saberei quem ele é. Porque todas as coisas serão reveladas. Até os segredos dos corações. Nada haverá de oculto, nada resistirá à Luz colossal. E eu verei a face radiante e luminosa de Vas. Por trás do amor, pela passagem secreta dos caminhos de Deus, há de se revelar o conteúdo do cofre.


Guarde no cofre, Vas.






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Marisa Bueloni mora em Piracicaba, é formada em Pedagogia e Orientação Educacional – marisabueloni@ig.com.br



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