Livro: As Mensagens de Deus Pai para Santa Catarina de Siena - Parte 5 - Final
Espacojames



Página Inicial
Listar Livro Aberto




Artigo N.º 7093 - Livro: As Mensagens de Deus Pai para Santa Catarina de Siena - Parte 5 - Final
Artigo visto 3316




Visto: 3316
Postado em: 13/01/11 às 18:14:29 por: James
Categoria: Livro Aberto
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=180&id=7093
Marcado como: Artigo Simples
Ver todos os artigos desta Categoria: Livro Aberto


Parte V

DEUS PAI:

Recordei tudo isto, filha querida, para que possas chorar ao ver a cidade da alma em tão grave situação, a fim de que sintas o mal que entra no homem pela porta principal da vontade. Entretanto, como disse antes, não permito que os males entrem livremente no homem pela vontade, mas podem fazê-lo pelas outras faculdades.

Assim consinto que a inteligência seja invadida por pensamentos ruins, que a memória pareça esquecer de Mim, que todos os sentidos se vejam sacudidos por lutas diversas. Tudo isto, porém, não produz morte à alma. De Minha parte não quero tal morte; só mesmo se a pessoa a quiser, livremente. Todas essas sensações ficam na periferia da cidade da alma, não penetram em seu interior. A menos, repito, que a pessoa o queira.

Qual é o motivo que deixo o homem cercado por tantos inimigos? Certamente, não para que perca a graça; mas para que veja quanto Sou misericordioso. Quero que confie em Mim, não em si mesmo; que se refugie em Mim e não seja negligente. Sou seu defensor, o Pai bondoso que deseja a sua salvação. Quero recordar-lhe: de Mim recebeu o ser e os demais benefícios. Sou a sua vida.

Como reconhece a pessoa tal situação e Minha providência nessas dificuldades? Aguardando a grande libertação, pois não a deixo permanentemente em tal estado; as dificuldades vão e voltam conforme julgo necessário.

As vezes quando a alma pensa estar no inferno, repentinamente vê-se livre, como que no paraíso, sem nada Ter feito pessoalmente, sente-se na paz; tudo que vê fala-lhe de Deus; inflama-se de amor ao tomar consciência do que realizei, retirando-a da tempestade sem nenhum esforço seu. A iluminação foi repentina devendo-se unicamente ao Meu inestimável amor. Providenciei as suas necessidades no momento certo quando já não aguentava mais. Mas por que não interviera Eu antes, libertando a alma das dificuldades, nos momentos em que se dedicava à oração e aos outros exercícios? Porque, sendo imperfeita, iria atribuir aos seus esforços pessoais o que não lhe pertencia.

Como percebes, é através de muitos combates que o homem imperfeito tende à perfeição. Neles a alma experimentará Minha providência, percebendo concretamente realidades em que antes somente acreditava. Dou-lhe a certeza da experiência, graças a qual adquire o amor perfeito e supera o amor imperfeito.

Costumo também, dar a Meus servidores júbilo espiritual e visões. Se alguém unicamente se preocupar na obtenção de tais favores, acabará por cair na amargura e no tédio no momento que notar sua ausência progressiva; cada vez que Eu não os der, julgarão que perderam a graça. Já afirmei que costumo visitar e ausentar-Me do homem no tocante às consolações - sem prejuízo do estado de graça - a fim de levar à pessoa a perfeição. Em tais circunstâncias, muitos mergulham na tristeza e sentem-se no inferno, porque não mais experimentam os prazeres da mente, substituídos pelos tormentos das tentações.

Nesta situação pode o demônio se apresentar em forma de luz. Costuma ele tentar os homens de acordo com as disposições espirituais que neles encontra. Por tal motivo, ninguém deve desejar satisfações e visões espirituais; aspire-se somente pela virtude. Na humildade, cada um se julgue indigno de tais coisas; se as receber, comporte-se segundo a caridade. O diabo é capaz de mostrar-se numa figura de luz, por vários modos, na alma de quem gulosamente sonha com visões. Dessa maneira ele usa o anzol do prazer espiritual para atrair a alma, e prendê-la em suas mãos.

Se Me perguntares: "Qual o sinal que nos indica que "a visita" é do diabo e não Minha?"

Respondo: "Se for o demônio em forma de luz, sua presença inicialmente produzirá alegria, mas pouco esta irá desaparecendo, até transformar-se em tédio, trevas e remorso de consciência. Ao contrário, se for uma "visita" Minha, no começo a pessoa sentirá temor, um temor santo que depois lhe dará alegria, segurança e uma feliz prudência que, refletindo, não duvida.

Realizo todas essas coisas por amor; quero que o homem progrida na humildade, na perseverança; quero ensinar-lhe a não ditar regras (ao Espírito Santo), a não considerar as consolações com uma finalidade. Quero que alicerce em Mim a sua virtude; que aceite os acontecimentos e Meus dons com humildade. Quero que acreditem no seguinte: que concedo as consolações espirituais de acordo com as necessidades da sua santificação e aperfeiçoamento...

Quero que além de ti, muitas outras pessoas, - como servidores Meus - ao ouvir tais coisas sejam levados a orar obrigando-Me a usar de misericórdia para com o mundo e para com a hierarquia da Santa Igreja pelo qual tanto suplicas. Como deves recordar, afirmei que escutaria vossos pedidos, confortar-vos-ia nas lutas, faria frutificar vossos desejos, enviando pastores bons e santos para a reforma da Santa Igreja. Disse que não é pela guerra, pela espada e pela crueldade que isto acontecerá, mas com a paz, a tranqüilidade, as lágrimas e suores dos Meus servidores. Eis a razão por que vos coloquei a trabalhar por vós mesmos, pelos demais cristãos e hierarquia da Santa Igreja.

Não cesseis de oferecer-Me o incenso perfumado de vossas preces pela salvação da humanidade! Quero perdoar o mundo, quero lavar a face da Santa Igreja com vossas orações, suores e lágrimas.

... Costuma o homem cair em pecado mortal embora nenhuma força externa, graças à sua liberdade, o possa obrigar, incluindo a própria fraqueza. Pelo pecado mortal a pessoa perde a graça batismal; como remédio, o Pai deixou a penitência (confissão), que constitui um perene batismo no Sangue. Ela é recebida mediante a contrição e confissão dos pecados aos ministros; possuindo a chave do Sangue, eles, pela absolvição O derramam na face da alma.

Sendo impossível a confissão, basta a contrição interior, pois com ela o Meu Espírito vos dá o Meu perdão. Mas se a confissão for possível quero que a façais; não recebe o perdão aquele que podendo fazê-lo, não a procura...

... Paciência, fortaleza, perseverança - eis as três virtudes, alicerçadas na caridade, e iluminadas pela fé, que fazem o homem andar na verdade, sem trevas.

O desejo santo eleva os perfeitos; já ninguém os consegue destruir: nem os demônios com suas tentações, nem os homens com seus ataques. O mundo, ao persegui-los na realidade os teme. Os perfeitos tornaram-se pequeninos pela humildade; costumo permitir dificuldades para fortalecê-los e engrandecê-los diante de Mim e do mundo. Podes comprová-lo em Meus santos: como se fizeram pequeninos por Minha causa, Eu os engrandeci em Mim e na Igreja, sendo seus nomes sempre lembrados; escrevi seus nomes no Livro da Vida. (Cf. Ap 21,27)...

.... Uma coisa é certa: ninguém entra na vida eterna se não for obediente (Mt. 19,17). A obediência foi a chave que abriu a porta do céu, da mesma forma como a desobediência de Adão a fechara. O sinal indicador de que possuis a obediência é a virtude da paciência; se não a tens a impaciência o dirá.

Impelido pela Minha grande caridade, tomei nas Mãos a chave da obediência e a entreguei a Meu Filho. Desempenhando a função de porteiro; Ele reabriu a porta do céu. Sem tal chave e tal Porteiro, ninguém ali conseguiria entrar.

Cada um tem consigo a obediência de Cristo. Embora tenha Ele aberto a porta do céu ocorre que cada um, pela fé e pelo amor, use tal chave para destrancar aquela porta. Criei-vos sem vossa colaboração; não pedistes para existir; mas sem vossa participação não vos salvarei. É de vosso interesse caminhar pela obediência na mensagem do Meu Filho sem interrupções, sem amar os bens passageiros.

"Param" aqueles que seguem o homem velho, o primeiro Adão, que jogou na lama do pecado a chave da obediência, que a quebrou pela soberba, que a arruinou com o egoísmo. Depois veio Meu Filho, tomou-a nas mãos, retirou-a da lama, purificou-a na chama do amor, lavou-a com Seu Sangue, endireitou-a e com ela destruiu os vossos pecados no próprio Corpo. Da mesma forma como o homem destruíra a obediência pela sua liberdade, Cristo livremente a reformou pela graça.

Óh homem cego, estragaste a chave de obediência e não te preocupas em restaurá-la. Achas que a desobediência conseguirá abrir a porta do céu; bem ela que o fechou! Julgas que o orgulho é capaz de conduzir-te ao céu, bem ele que de lá caiu! Imaginas ir às núpcias ligado pelas correntes do pecado?

Ou crês possível abrir a porta celeste sem chave alguma? Não creias; estaria enganada a tua imaginação! É preciso que te libertes; livra-te do pecado pela confissão, contrição, propósito de não mais pecar. Somente assim atirarás num canto a roupa suja e com a fé e a obediência abrirás aquela porta. Amarra à sua cintura tal chave com o cordão da humilhação e do desprezo por ti mesmo e pelo mundo, a fim de que não a percas. Dependura-a no cinturão que é Minha vontade de que deves estar cingido.

Todos são postos a trabalhar na vinha da obediência, cada um a seu modo; todos terão a sua paga não pelo que fez ou pelo tempo de serviço, mas na proporção do quanto amou. Quem começou primeiro não receberá mais que o companheiro que veio depois, assim como mostra o Evangelho (Mt. 20,1-16), na passagem em que Jesus narra a parábola dos operários ociosos, enviados pelo Senhor ao trabalho de sua vinha. O patrão deu o mesmo salário aos que haviam começado na aurora e aos demais que se apresentaram às seis, nove, doze, quinze horas e ao antardecer. Meu Filho quis revelar que não sereis premiados de acordo com a duração e o tempo de trabalho, mas de acordo com o amor.

... Desde o início do mundo até agora Minha providência cuida e continuará a cuidar das necessidades e salvação dos homens. Realiza tal obra por formas diversas, conforme parecer melhor a Mim, médico verdadeiro e justo, ante vossas enfermidades. Para quem a acolhe, Minha providência jamais faltará...

... Não reconheço os que Me imploram sem a prática da virtude, sem a vivência da justiça... Ao confiar em Mim e ao servir-Me, necessariamente o homem tem que renunciar a si e ao mundo, tem de não apoiar-se na própria fraqueza. A esperança humana é mais ou menos perfeita conforme o amor da pessoa; será igualmente nessa medida que cada um terá a experiência da Minha providência. Aqueles que Me servem e só em Mim confiam, experimentá-la-ão mais profundamente do que as almas cuja esperança se fundamenta em interesses e compensações...

... A pessoa insensata não percebe que vivo em contínuos cuidados pelo mundo, em geral, e por cada homem em particular, de acordo com as suas necessidades.

Aos homens em particular, ajo conforme quero: acontecerá a vida ou a morte, a fome ou a sede, mudanças de posição social, nudez e calor, injurias, caçoadas e traições. Permito que as pessoas digam e façam tudo isso. Não procede de Mim a malícia da vontade, presente naqueles que praticam o mal e injuriam; mas de Mim recebem o ser e a existência.

Sem dúvida, não lhes dou o ser para que pequem contra Mim e o próximo; dou-o para o serviço e o amor. Permito o mal a fim de que o ofendido prove a sua paciência ou a adquira...

... Também não deixo, de proteger bondosamente as pessoas. Faço a terra produzir frutos, tanto para o pecador como para o justo (Mt. 5,45), propiciando o sol e a chuva para as lavouras. Algumas vezes o pecador recebe até mais do que o justo. Ajo assim, para dar maiores riquezas espirituais ao justo, que por Meu amor se despojou de bens materiais e mesmo da vontade própria...

... Diretamente para a alma, deixei na Santa Igreja os sacramentos. Eles são o alimento da alma; a alma é incorpórea e vive da Minha Palavra, ao passo que o pão material destina-se ao sustento do corpo; neste sentido afirmou Meu Filho no Evangelho, "não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai de Mim" (Mt. 4,4). "Vive" a alma, quando segue por intenção íntima a mensagem da Minha Palavra encarnada. É essa palavra que dá a vida no Sangue através do sacramentos; enquanto espirituais, eles se destinam à alma.

Quando são recebidos apenas materialmente, não produzem a vida da graça. Os sacramentos supõem que o homem os receba com disposições espirituais de desejo santo. Ora, este não provém do corpo mas da alma. Em tal sentido afirmei que os sacramentos são "espirituais" e destinam-se à alma, que é incorpórea. Embora ministrados através do corpo, quem os recebe é o desejo da alma.

... Enquanto estás no mundo, sempre vos é possível progredir e merecer. Para isso Eu vos purifico quanto ao egoísmo espiritual e sensível, podando-vos com sofrimentos para que produzais frutos. O sofrimento é ainda um sinal, serve de prova, nele o homem revela o grau de perfeição ou imperfeição em que está.

Filha querida, tal é Minha providência em favor dos homens, atuada em situações infinitas e por admiráveis modos. Os maus não a percebem, por que as trevas não Me compreendem (Jo. 1,5); mas é percebida por quem tem a fé, perfeita ou imperfeita que seja, de acordo com a iluminação que recebeu.

Após Ter recebido a precedente iluminação geral, o cristão não deve-se dar por satisfeito. Enquanto viveis neste mundo, podeis, e deveis progredir. Se alguém estaciona, por isto mesmo retrocede. É necessário crescer naquela iluminação recebida com a graça, ou superar o que é imperfeito para atingir a perfeição. De fato, existe uma Segunda iluminação para quem aspira à perfeita. Ela é dupla para aqueles que se elevaram do comum comportamento do mundo.

Cada pessoa recebe tal luz conforme suas aptidões e disposições. Respeito as pessoas. Como acréscimo à luz da razão, a inteligência é iluminada por uma luz infusa* proveniente da graça. Foi com esta Segunda luz infusa e sobrenatural que os Doutores da Igreja e demais Santos conheceram a verdade, transformando a escuridão em claridade.

Luz infusa* - iluminação complementar dada por Deus àqueles que se situam em avançado estado de perfeição, propiciando-lhes um perfeito discernimento.

Nos ensina o catecismo da Igreja Católica nº 67: No decurso dos séculos houve revelações denominadas "privadas", e algumas delas têm sido reconhecidas pela autoridade da Igreja. Elas não pertencem, contudo ao depósito da fé. A função delas não é melhorar ou completar a revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a viver dela com mais plenitude em uma determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja o senso dos fiéis sabe discernir e acolher o que nessas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou de seus santos, à Igreja.

ESTA É A VERDADEIRA DOUTRINA DA IGREJA.

Final

 


Fonte: Extraído do livro As Mensagens de Deus Pai para Santa Catarina de Sena



Ajude a manter este site no ar. Para doar clique AQUI!

Saiba como contribuir com nosso site:

1) - O vídeo não abre? O arquivo não baixa? Existe algum erro neste artigo? Clique aqui!
2) - Receba os artigos do nosso site em seu e-mail. Cadastre-se Aqui é grátis!
3) - Ajude nossos irmãos a crescerem na fé, envie seu artigo, testemunho, foto ou curiosidade. Envie por Aqui!
4) - Ajude a manter este site no ar, para fazer doações Clique aqui!

Lenço Branco de N. Senhora
Saiba o que é, como fazer e as orações necessárias.
Óleo de São Rafael e Santa Filomena
Saiba mais sobre este santo remédio em tempos difícies
As 15 Orações de Santa Brígida
As promessas de Jesus para a alma que rezar estas orações.
Jesus eu Confio em vós
Nada negarei a alma que às 3 hs da tarde recitar minhas orações
Devoção às Gotas de Sangue de Cristo
Será livrado das penas do Purgatório.
Para os irmãos protestantes
Foi no colo de uma mulher que Deus colocou toda esperança do mundo



Total Visitas Únicas: 8.833.886
Visitas Únicas Hoje: 1.316
Usuários Online: 246