Página Inicial
Listar Marisa Bueloni




Artigo visto 2805 vezes




Visto: 2805 - Impresso: 119 - Enviado: 28 - Salvo em Word: 47
Postado em: 24/10/09 às 08:32:40 por: James
Categoria: Marisa Bueloni
Link: http://www.espacojames.com.br/?cat=123&id=3433
Marcado como: Artigo Simples
Ver todos os artigos desta Categoria: Marisa Bueloni


Quando se escreve sobre a fé – e fé é sempre algo muito pessoal – , preocupamo-nos em realizar uma abordagem sensível e humana, conscientes das diferentes crenças e convicções. Em nosso país, desfrutamos de liberdade religiosa, as pessoas podem seguir a religião em que acreditam. Há também os que adotam a chamada “religião do coração”. A todos devotamos nosso respeito, nossa saudação fraternal e ecumênica.

         O espírito de democracia e de convivência com as diferentes denominações religiosas e políticas, além da cidadania exercida pela política partidária, é o espírito que deve imperar na sociedade cujos ideais almejam à justiça e à paz. Contudo, é exatamente no confronto das diferenças que os homens vêm lutando e matando, em nome de Deus.

         Na condição de cristã e de católica, aprendi desde menina as orações ensinadas por minha mãe e irmãos mais velhos. Cresci vendo meus pais se ajoelharem diante das imagens de Jesus e de Maria, rezando o terço juntos, com todo o fervor. Sabemos de muitas vocações religiosas que nasceram deste terço em família. Meninos compartilhando do rosário doméstico, assistindo aos seus pais em piedosa atitude, despertados na vocação para o sacerdócio.

         Cresci no bairro da Paulista, fiz minha primeira comunhão na Igreja dos Frades e também me casei nesta linda Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Nos meus tempos de menina, freqüentei aquelas adjacências tão amadas e de tão gratas recordações! A chácara Nazareth, planície florida para os sonhos da alma infantil; o parquinho em frente à igreja e o balanço comandado pelo seu Caetano. Havia as festas e os bingos concorridíssimos. Fui Cruzadinha de Jesus; depois, pertenci à Juventude Franciscana, junto à Ordem Terceira Secular e, se guardo alguma pobreza no espírito, devo-o aos estudos da ordem fundada por nosso amado São Francisco de Assis.

         Cursei o antigo ginásio no Colégio Assunção, na época dirigido pelas irmãs de São José. Regularmente, as classes de moças, em seus uniformes impecáveis, eram levadas à capela para a reza do terço. Era um tempo em que se estudava latim, francês e música. Clave de sol que solfejava em nossa alma varonil, o hino do colégio cantado a todo pulmão e as linhas de um mapa que o coração começava a desenhar.

         Em todos os lugares havia a fé. Eu via fé nos olhos dos meus professores e mestres. Eu via fé em muitas aulas inesquecíveis. Eu via fé no Teorema de Pitágoras. Eu via fé nas mãos das irmãs desfiando as contas do Rosário de Maria na capela amada, o assoalho limpíssimo, recém-encerado, brilho de santidade. Ajudei a cantar nas missas, a organizar os cânticos para a irmã que tocava harmônio e trabalhávamos juntas, com um amor que só agora ouso compreender. Amor às coisas de Deus.

Quando se estuda em colégio católico, aprendem-se matemática e português, as demais disciplinas, e aprende-se a rezar, a crer em Deus, nos Santos e nos Anjos. Aprende-se a saudar o nosso Anjo da Guarda. A oração do terço é a primeira que nos conquista, poema mariano levado pela vida afora, com a confiança de sua eficácia nos momentos mais difíceis e dolorosos.

O terço é mariano, é da Mãe Maria, mas os mistérios são de Jesus, o Filho. Aí reside a beleza, a doçura desta oração maravilhosa, que embala gerações de fiéis em todos os tempos. A reza do terço tem se propagado cada vez mais com os apelos urgentes de Nossa Senhora, em suas mensagens através do mundo inteiro. As aparições da Virgem são registradas nos quatro cantos da terra e boa parte delas é tida como autêntica. Contudo, não constituem dogma de fé; portanto, não pecamos se cremos ou deixamos de crer. Cabe à Santa Madre Igreja a palavra final e a aprovação à devoção a estas aparições e mensagens. Porém, se em nada contrariam a fé e a moral católicas, podem ser lidas e divulgadas, guardada a devida prudência observada pela Santa Sé.

Assim, temos conhecimento das mensagens recentes, onde Nossa Senhora faz um incessante apelo: “Rezai, rezai, rezai”. Ela pede a oração do terço, a preferida do seu Imaculado Coração. Sem desejar causar pânico, mas com doçura e gentileza, alerta que podem vir dias muito tristes para uma humanidade que já não reza e que se esqueceu de Deus. Aponta para as Escrituras Sagradas, “pois tudo o que lá está escrito se cumprirá”, diz. Fala em “sacrifícios” e “penitências”, mas entende que bem poucos sabem o significado disto. Suas palavras são firmes, suaves, sempre um convite à oração. Na comunicação com os mensageiros, a Virgem anuncia que começam a se apagar no mundo todo as luzes da sua presença.

 Sinto fé nestas mensagens do Céu.  Ainda vivo a fé de quando era menina – a minha primeira comunhão, as irmãs do Colégio Assunção, os livros e os mestres amados, o violão, as músicas. O tempo passou.  Guardo a fé.  Estou também em busca de muitas respostas para o final dos tempos, a segunda vinda de Jesus e o cumprimento das profecias bíblicas. Estudo e acompanho o tema com profundo amor e vivo interesse. Meu coração se enche de fé, toda vez que Nossa Senhora nos pede: “Queridos filhos, rezai, rezai o santo terço, rezai em família, rezai sozinhos, rezai”.


 

Marisa F. Bueloni é formada em pedagogia e orientação educacional.
e-mail: marisabueloni@ig.com.br


 

Saiba como contribuir com nosso site:

1) - O vídeo não abre? O arquivo não baixa? Existe algum erro neste artigo? Clique aqui!
2) - Receba os artigos do nosso site em seu e-mail. Cadastre-se Aqui é grátis!
3) - Ajude nossos irmãos a crescerem na fé, envie seu artigo, testemunho, foto ou curiosidade. Envie por Aqui!
4) - Ajude a manter este site no ar, para fazer doações Clique aqui!


Total Visitas Únicas: 6.585.291
Visitas Únicas Hoje: 1.383
Usuários Online: 422